Letramento Matemático

Os professores da nossa época sabem que o ensino da Matemática não pode se resumir ao ensino de fórmulas, conceitos e conjuntos numéricos. A Matemática é muito mais do que isso – ela está no cotidiano das pessoas e na natureza, faz uma grande diferença no dia a dia e deve ser percebida desta forma – em toda a sua importância!
É por isso que falar sobre letramento matemático é tão importante. De modo amplo, o termo “letramento matemático” diz respeito a capacitar os estudantes para utilizar a Matemática como ferramenta para as questões do dia a dia, tornando-a mais próxima e menos abstrata.

Entender a função social da Matemática motiva os estudantes

As pessoas, em sua maioria, sabem que a Matemática é importante. Poucas, no entanto, pararam para “digerir” essa informação de forma plenamente consciente. Se o fizessem, entenderiam que tudo envolve a Matemática. E é isso que o professor precisa levar para a sala de aula. A criança deve entender a real função dessa disciplina no mundo. Como ela surgiu, contribuiu para a evolução das sociedades e pode ser usada nos dias atuais, em suas próprias vidas.
Ao perceber que a Matemática está assim envolvida com a vida – das coisas mais simples e rotineiras às mais incríveis –, crianças e adolescentes, com certeza, se sentirão mais motivados a estudar a disciplina! Até mesmo porque, nesse caso, o estudo vira descoberta!

O desenvolvimento das civilizações e a Matemática

A civilização não existiria se não fosse pelo conhecimento matemático. Podemos dizer que a história da Matemática se confunde com a do próprio ser humano. Para perceber isso, basta pensar nos conceitos de contar e medir que já eram utilizados na Pré-História. Era por meio deles que se contavam os recursos, se media a distância entre fontes de água e alimento ou se calculava as possibilidades de capturar presas.
Quando surgiram as primeiras civilizações mais organizadas, veio a necessidade de realizar negociações, contar o gado e as colheitas, cobrar dívidas, realizar negociações e até se preparar para combater e para se defender de ataques de outros grupos. Práticas que garantiam a sobrevivência das comunidades. Ou seja, a Matemática nasce a partir da relação entre o ser humano e a natureza e das necessidades que surgem a partir disso. Não se trata de uma disciplina inventada, mas de uma ciência que nasceu à medida que essas necessidades apareciam.

Como a Matemática aparece no dia a dia

Vamos pensar na nossa vida atual. Quase tudo o que executamos envolve essa linguagem, a da Matemática. Compras, vendas, investimentos e cálculos de juros são algumas delas.
Podemos até seguir para um campo menos comum – o da culinária – quando falamos em Matemática. Para fazer qualquer prato, é preciso ter a quantidade correta de tipos de ingredientes, bem como do ingrediente em si.
Por falar em culinária, outro assunto importante é o das unidades de medida: para cozinhar, é preciso saber o que são gramas, quilos e litros. E, não para por aí: afinal, se uma receita diz que para fazer uma torta leva 90 minutos, como se transforma esses minutos em horas?
Nas compras de frutas e legumes, a Matemática aparece novamente. Afinal, com R$ 20,00 é possível comprar quantas maçãs, sendo que seu quilo custa R$ 3,50?
Além disso, antes de calcular o tempo de cozimento de um prato, é preciso ajustar a temperatura do forno. Aqui no Brasil, utilizamos a unidade de medida de temperatura “grau Celsius”.
Mas, e se eu tiver lido a receita em um site estrangeiro, como faço para transformar “grau Celsius” em “Fahrenheit” – unidade de medida utilizada, por exemplo, nos EUA?

Letramento matemático como ferramenta para um ensino mais prático e palpável

Claro que ensinar Matemática, mesmo relacionando-a à vida real, não é tarefa fácil! O pior é que aqueles que nunca estudaram muito têm um certo “receio” dos conteúdos! Essa reação negativa deve-se principalmente à forma como a disciplina, muitas vezes, é ensinada: de forma fria e distante, sem emoção e com muitas fórmulas a decorar. É por isso que atualmente se fala tanto em letramento matemático.
Ao considerá-lo no ensino de Matemática, a pergunta que deve ser feita é: para que serve a Matemática? Ou melhor: em que área ou quando preciso aplicar os conhecimentos matemáticos?
Ao fazer isso, o docente já começa a vislumbrar caminhos para ensinar a Matemática de forma menos abstrata, sempre associada a questões da vida prática!
Basicamente, o professor precisa criar um conteúdo que auxilie os estudantes na vida financeira, no desenvolvimento de pensamento analítico e estratégico, na tomada de decisões… em muitas coisas, enfim!

O que é letramento matemático?

Se esse é o seu primeiro contato com o termo, certamente ele deve ter causado estranhamento. Mas, afinal, o letramento não tem a ver com a alfabetização em Língua Portuguesa?
Apesar de estar muito relacionado ao ensino da nossa língua, o letramento é uma área que propõe o ensino das disciplinas considerando seu uso social.
Para ficar mais fácil de entender o conceito de letramento matemático, confira a definição do Inep – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – sobre o termo:
“O letramento matemático refere-se à capacidade de identificar e compreender o papel da Matemática no mundo moderno, de tal forma a fazer julgamentos bem-embasados e a utilizar e envolver-se com a Matemática, com o objetivo de atender às necessidades do indivíduo no cumprimento de seu papel de cidadão consciente, crítico e construtivo.
O letramento matemático para o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), portanto, não se limita ao conhecimento da terminologia, dos dados e dos procedimentos matemáticos, ainda que os inclua, nem tampouco se limita às destrezas para realizar certas operações e cumprir com certos métodos. As competências matemáticas implicam na combinação desses elementos para satisfazer as necessidades da vida real dos indivíduos na sociedade”.
 

Letramento: muito além do que conhecimento técnico

Se o educador elaborar aulas que associam a teoria com a prática, o estudante terá seu interesse pela Matemática aumentado e, consequentemente, vai memorizar fórmulas, conceitos e definições com mais facilidade.
No entanto, é importante mencionar que, além disso, esse tipo de abordagem ajudará o discente no desenvolvimento de várias competências. Segundo o Inep, o letramento matemático também é importante para o desenvolvimento de:
● raciocínio lógico;
● capacidade de argumentação;
● qualidade na comunicação;
● solução de problemas;
● representação;
● modelagem;
● uso de linguagem simbólica, formal e técnica;
● uso de ferramentas matemáticas.
Logo, além de ajudar a criança na resolução dos exercícios, o letramento matemático contribui com habilidades que são necessárias para todas as áreas da vida.

Como trabalhar o letramento matemático na sala de aula

Você já percebeu que o letramento matemático é uma forma de aproximar todos aqueles conceitos e conjuntos numéricos da realidade, certo?
Para conseguir isso, o professor precisará não apenas explicar a disciplina de forma diferente, mas utilizar práticas, técnicas e metodologias que contribuam para seu objetivo de ensino.
Nesse sentido, as chamadas metodologias ativas são as melhores ferramentas. São novos métodos de ensino em que as crianças aprendem fazendo.

Metodologias ativas no letramento matemático: o aprendizado é ativo

Todos que atuam na educação sabem que a aprendizagem é ativa, ou seja, para aprender, a criança precisa “colocar a mão na massa”.
Entre as metodologias ativas mais utilizadas estão aprendizagem baseada em projetos e aprendizagem baseada em problemas.
Na primeira, o docente propõe que a criança desenvolva um projeto em que será necessário a aplicação dos conceitos da disciplina. Os projetos podem envolver jogos, tecnologia, criação de uma empresa, reciclagem e qualquer outra ideia que precise da Matemática para ser criada.
Já na segunda metodologia, o professor propõe um problema específico, baseado no dia a dia de todos, e reúne a sala em grupos para debater soluções.
Inclusive, após conclusão do debate, o docente pode propor que tal solução seja transformada  também em um projeto.
 

Metodologias ativas e tecnologia digital: duas ferramentas essenciais para o letramento matemático

Na Opet INspira, plataforma digital de educação da Editora Opet, há diversos recursos que auxiliam o educador no desenvolvimento de metodologias ativas. O melhor é que são soluções desenvolvidas com tecnologias digitais, algo que amplia as possibilidades de trabalho.
Lá o professor encontrará um acervo de material didático, histórias infantis e objetos educacionais digitais, como vídeos, áudios, apresentações e quizzes.
A plataforma também possui uma série de ferramentas de apoio para professores, como criação de trilhas de aprendizagem e roteiros de estudos, bem como PDFs e vídeos explicativos.
Tudo para transformar o ensino de Matemática em algo divertido, interessante e próximo à realidade de cada criança.

Tecnologia Assistiva para uma educação inclusiva

Você, professor ou gestor, sabe que a educação inclusiva é um desafio. Ela exige conhecimento das características de diversas deficiências e das estratégias, metodologias e recursos pedagógicos inclusivos.

Graças à evolução tecnológica, no entanto, há cada vez mais ferramentas – e de alta qualidade – para auxiliar os professores nesse processo. E há cada vez mais pessoas trabalhando e encontrando soluções para aumentar a inclusão em nossas escolas.

O que é Tecnologia Assistiva? 

Você já ouviu falar em Tecnologia Assistiva? O termo é relativamente recente e foi criado para identificar o conjunto de soluções – recursos e serviços – que auxiliam na promoção ou na ampliação das habilidades funcionais de pessoas com deficiência. Ela está diretamente associada à inclusão, independência e cidadania dessas pessoas – ou seja, é algo fundamental!

Quando falamos em Tecnologia Assistiva, estamos falando de um conjunto de:

● Recursos;

● Serviços;

● Equipamentos;

● Práticas;

● Estratégias;

● Metodologias.

Todos esses recursos são desenvolvidos para proporcionar ou melhorar as habilidades funcionais de pessoas:

● Com deficiências;

● Com incapacidades ou mobilidade reduzida;

● Com transtornos globais do desenvolvimento;

● Com altas habilidades ou superdotação.

Utilizar esse tipo de tecnologia no ambiente escolar é fundamental para promover o ensino inclusivo das crianças, adolescentes e adultos que possuem alguma dessas condições. Essas pessoas têm seus direitos de acesso à educação assegurados pela Lei Brasileira de Inclusão.

Lei Nº 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência)

O Brasil possui uma das mais avançadas legislações do mundo no campo da inclusão, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência ou Estatuto da Pessoa com Deficiência. Em seu Artigo 28, que tem como objeto a educação, a lei estabelece (entre outras coisas) que incumbe ao poder público assegurar, criar, desenvolver, implementar, incentivar, acompanhar e avaliar um projeto pedagógico que institucionalize o atendimento educacional especializado, assim como os demais serviços e adaptações razoáveis para atender às características dos estudantes com deficiência e garantir o seu pleno acesso ao currículo em condições de igualdade, promovendo a conquista e o exercício de sua autonomia.

Um processo que é absolutamente necessário, mas que também impõe desafios aos gestores e aos educadores.

A importância das ferramentas de tecnologia assistiva na educação

Em tempos recentes – desde o início da atual “revolução digital”, há cerca de quatro décadas –, pesquisadores, universidade e empresas passaram a desenvolver e a oferecer tecnologias assistivas para a educação. Com elas e com uma formação pedagógica adequada, o educador consegue desenvolver métodos e práticas personalizados para o estudante com deficiência.

Ferramentas de Tecnologia Assistiva 

As Tecnologias Assistivas estão presentes em duas áreas que, muitas vezes, se complementam: no próprio universo digital, em programas e aplicativos; e em aparelhos, máquinas e objetos que auxiliam a pessoa com deficiência.

Por exemplo: hoje em dia, há bengalas para deficientes visuais que contam com “leitores ambientais” que identificam eletronicamente objetos presentes no local onde a pessoa está. Essas bengalas somam um objeto – a própria bengala, usada por deficientes visuais há muitos séculos – e um aplicativo.

Confira algumas das ferramentas desenvolvidas a partir da tecnologia assistiva:

● Mouses diferenciados;

● Alto contraste entre tela e texto;

● Teclados alternativos;

● Programas de comunicação alternativa;

● Textos em Braille;

● Leitores de texto;

● Textos ampliados;

● Recursos de mobilidade pessoal;

● Chaves e acionadores especiais;

● Aparelhos de escuta assistida.

Vamos saber o que cada uma dessas tecnologias proporciona:

Mouses adaptados e alternativos 

A adaptação de um mouse pode ser feita em relação à posição de empunhadura ou ao tamanho do aparelho.

1. Mouse com acionador: uma das dificuldades que pessoas com mobilidade reduzida podem apresentar é a dificuldade para apertar o botão do mouse. Pensando nisso, algumas empresas desenvolvem mouses com acionador no lugar dos botões.

O acionador, objeto redondo ou retangular, varia de tamanho. Isso depende de o quanto a mobilidade do indivíduo está comprometida, mas ele sempre será maior do que os botões.

O modo de utilizar o acionador também varia. O estudante pode pressioná-lo com o membro do corpo que tiver maior mobilidade. É possível usar as mãos, os pés, os braços ou a coxa, por exemplo.

2. Mouse estático de esfera

Trata-se de um mouse em formato de esfera, com cerca de 7 centímetros de diâmetro.

No lugar dos botões convencionais do mouse tradicional, esse modelo conta com dois botões gigantes.

Seu formato, tamanho e a posição dos botões exigem menor coordenação motora fina do usuário. Isso facilita o manuseio para estudantes com mobilidade reduzida.

3. Mouse Trackball

Possui um formato semelhante ao mouse tradicional. O Trackball, no entanto, possui uma bola na lateral e não precisa ser movimentado para controlar o cursor.

Para utilizá-lo, basta manter o dispositivo fixo na mesa e utilizar o polegar ou outro dedo para mover a bola lateral. É o movimento da bola que desloca o ponteiro do mouse na tela.

4. Mouse de roletes

Sua base é plana e nela há dois roletes – vertical e horizontal – que servem para movimentar o cursor.

Para clicar e realizar cliques duplos, o mouse possui teclas. Para a função de arrastar, ele conta com uma chave do tipo liga/desliga.

Teclados alternativos

Os teclados alternativos podem ser reduzidos ou ampliados, em Braille ou com teclas de alto contraste.

1. Teclados reduzidos

Indicado para usuários que possuem boa coordenação, mas pequena amplitude de movimento, o que dificulta o alcance das mãos em todas as teclas do teclado convencional.

2. Teclados ampliados

São modelos que auxiliam pessoas que possuem movimentos amplos e pouco coordenados, bem como os usuários com baixa visão.

Além de as teclas serem maiores, as letras são ampliadas e costumam ter cores diferentes.

3. Teclado em Braille

Possui teclas em Braille, para que usuários cegos consigam navegar e acessar documentos.

4. Teclado de alto contraste

Possui teclas em alto contraste, para facilitar o uso de pessoas com baixa visão.

Impressoras Braille

As impressoras Braille convertem qualquer tipo de texto eletrônico para o Braille.

Ampliadores de imagens ou lupas eletrônicas

São softwares que ampliam textos e imagens para pessoas com baixa visão.

Comunicação alternativa 

A comunicação alternativa destina-se a pessoas sem fala ou sem escrita funcionais. Ela abrange, também, pessoas com defasagem entre sua necessidade comunicativa e a habilidade de falar e/ou escrever.

Esse tipo de comunicação se dá a partir de:

● Pranchas de comunicação;

● Pranchas alfabéticas e de palavras;

● Cartões de comunicação;

● Vocalizadores;

● Softwares instalados no computador.

Leitores de tela

São programas que transformam textos escritos na tela em fala.

Por meio deles, a pessoa cega consegue:

● Editar textos;

● Fazer a leitura sonora de livros digitalizados;

● Usar e-mail;

● Participa de chats;

● Navegar na Internet;

● Enviar arquivos, entre outras.

Softwares de tradução

São dispositivos que transformam os textos falados ou digitados em língua de sinais em tempo real.

Como aprender a utilizar os recursos de tecnologia assistiva 

Muitos educadores possuem certo receio quando o assunto é tecnologia aplicada à educação inclusiva.

Esse receio não se justifica! A maioria dos recursos educacionais digitais são facilmente aprendidos e garantem uma maior inclusão na escola.

Um bom exemplo: a plataforma educacional Opet INspira, da Editora Opet, disponibiliza vários objetos educacionais e recursos pedagógicos. Muitos deles são inclusivos.

Para ajudar o docente a utilizar as ferramentas, a plataforma possui tutoriais de auxílio e orientação em formato de vídeo e PDF.

Opet INspira e a tecnologia assistiva 

Ao acessar a plataforma, o educador encontrará um Menu de Acessibilidade que permite a seleção de funções personalizadas aos estudantes com alguma deficiência.

Dentre essas funções, podemos citar:

● Teclas de navegação;

● Leitor de página;

● Ferramentas para alterar o tamanho do texto e do cursor;

● Aumentar espaçamento de texto entre frases e parágrafos;

● Criar documentos de alto contraste.

Para acessar a plataforma, é necessário que a escola seja conveniada da Editora Opet (Sefe ou Opet Soluções Educacionais). O acesso é feito com o nome de usuário (login) e a senha individual.

Nós produzimos uma reportagem especial com todos os recursos de acessibilidade da plataforma educacional Opet INspira explicados em detalhes! Clique e saiba por que somos campeões em acessibilidade:

“Os recursos que fazem da plataforma educacional Opet INspira uma das mais acessíveis do país!”.

Opet inDICA: é tempo de avaliação da aprendizagem!

Estudante da rede municipal de ensino de Criciúma realiza a avaliação do Programa INdica.

Os municípios de Criciúma e Grão-Pará, situados na região sudeste de Santa Catarina, acabam de dar um passo importante para o aprimoramento de sua educação pública. Ambas as redes municipais de ensino realizaram recentemente as avaliações presenciais do Programa Opet inDICA de Gestão da Aprendizagem.

Desenvolvido pela Editora Opet, o inDICA já atendeu dezenas de municípios em todo o país e, neste ano, vem despertando o interesse de muitas equipes de gestores interessadas em fortalecer a aprendizagem em suas instituições e redes de ensino.

A avaliação presencial (seguindo todos os protocolos de segurança da Covid-19) do Opet inDICA consiste na aplicação de provas escritas para a verificação do nível de aprendizagem dos estudantes. Ela é uma etapa fundamental do programa, que se compõe de uma série de elementos que vão das tratativas iniciais com os gestores à proposição de intervenções. Além de um material didático estruturado para atender a essa demanda e formações pedagógicas com gestores e professores.

Imagem da avaliação em Criciúma. Em todos os municípios onde ocorre a avaliação presencial, os protocolos sanitários são seguidos rigorosamente.

“Quando falamos em avaliação, no caso do Opet inDICA, estamos falando em um trabalho completo, complexo e individualizado para cada cliente, seja ele uma rede municipal ou uma escola privada”, explica Silneia Chiquetto, coordenadora pedagógica da Editora Opet. É possível avaliar os estudantes do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental – a escolha é feita pelo cliente.

“É uma ação feita sob medida com municípios e escolas parceiras ou não dos sistemas de ensino da Editora Opet. Ou seja: não é necessário utilizar um sistema de ensino da Editora para contratar o inDICA. Criciúma, por exemplo, não utiliza nossos materiais, enquanto Grão-Pará os utiliza”, observa Silneia.

Estudantes de Grão-Pará, município parceiro da Editora Opet, durante a avaliação do programa inDICA.

Conhecimento profundo – A execução do programa abrange ouvir as demandas, conhecer as necessidades da escola ou rede de ensino, planejar e realizar a avaliação dos estudantes, compilar, tabular e interpretar os dados, apresentá-los, propor intervenções para fortalecer o aprendizado, auxiliar nas mudanças.  Um processo cuidadoso, que ocorre ao longo de vários meses.

O trabalho, ressalta Silneia, envolve uma parceria profunda com professores e gestores e, também, a expertise de vários profissionais da Editora. “Em primeiro lugar, vem a equipe do Pedagógico, que levanta informações sobre o que o cliente deseja, a quantidade de alunos e a data de aplicação da avaliação. A formação pedagógica para a utilização dos livros do Programa inDICA, a orientação dos professores aplicadores e daqueles que receberão os dados gerados após a avaliação.” Esses dados são os níveis de proficiência, apresentados em todos os níveis de especificidade: estudante, turma, escola, rede de ensino.

A materialização dos cadernos de provas também envolve outros setores: o Editorial, responsável pela geração dos itens a serem avaliados e pela montagem dos gabaritos nominais, e o Faturamento, que trabalha com as gráficas para a impressão e distribuição aos municípios. Nessa etapa, o Pedagógico entra em cena mais uma vez, no envelopamento, envio e supervisão da aplicação das provas pelo município ou escola.

“Até chegar nessa etapa, de aplicação das provas, desenvolvemos um planejamento cuidadoso com as equipes de gestão. Esse trabalho conjunto segue após a aplicação, na leitura e interpretação dos dados, assim como na reflexão estratégica das ações a partir dos resultados”, explica Silneia.

Os resultados da avaliação escrita são apresentados pela Editora entre 20 e 30 dias após o envio dos gabaritos pelo cliente. Esses resultados são apresentados eletronicamente, via plataforma educacional Opet inDICA, por meio de um relatório impresso e, também, por um profissional do Pedagógico da Editora que os explica aos gestores e professores. Com base nos resultados e no diagnóstico, os gestores e a equipe pedagógica da Editora podem estabelecer ajustes e correções de rumo.

“Percebemos um interesse cada vez maior dos educadores e das instituições de ensino públicas e privadas nos processos avaliativos da aprendizagem, numa perspectiva de diagnosticar para, então, intervir de maneira mais assertiva. E o Programa Opet INdica foi criado para atender bem essa demanda”, analisa Silneia.

Atendimento – Sabrina Miguel Ascari é secretária municipal de Educação e Cultura de Grão-Pará. Ela observa o valor da avaliação para o bom andamento do trabalho educacional a partir do estudante.

A importância da avaliação é analisar o desenvolvimento de cada aluno, sua capacidade de desenvolvimento, e, também, verificar o planejamento desenvolvido pelo professor regente”, explica. Segundo ela, o processo avaliativo desenvolvido em parceria com a Editora Opet correu dentro do combinado, nas datas e horários estabelecidos pela secretaria. Os resultados, informa, serão compartilhados inicialmente com os professores. “Vamos buscar, então, a forma mais adequada de chegar aos alunos. Verificar a dificuldade específica de cada um e buscar atendê-la em sua especificidade.”

A coordenadora geral pedagógica de Criciúma, Silvana Alves Bento Marcineiro, reforça a importância do diagnóstico. “A avaliação do programa nos dará o diagnóstico quanto à defasagem na aprendizagem neste momento em que os estudantes estão retornando às atividades presenciais.” Segundo ela, a partir dos resultados, as escolas do município vão desenvolver um plano de ação com foco nas habilidades que não foram atingidas pelos estudantes.

É tempo de férias! Vamos brincar?

O período das férias escolares é um momento muito esperado pelas crianças. Depois de meses de estudo, chega a hora de descansar, acordar mais tarde, brincar com os amigos, passear e viajar com a família e até ficar mais longe das telas. No entanto, devido à pandemia, as opções de lazer ficaram mais restritas. Viajar e passear para lugares movimentados, por exemplo, não são uma opção neste ano.

Isso não quer dizer que meninas e meninos precisam ficar sem diversão. Existem muitas atividades legais e empolgantes que podem ser feitas em casa!

Brincadeiras de roda nunca saem de moda

As brincadeiras de roda são atividades em que as crianças se sentam em círculo, de mãos dadas, e entoam, dançam e/ou dramatizam canções folclóricas tradicionais. Algumas das mais conhecidas são:

● “Ciranda, cirandinha”;

● “Corre, cotia”;

● “A canoa virou”;

● “Fui à Espanha”;

● “Peixe vivo”;

● “Batata quente”;

● “Terezinha de Jesus”;

● “Fui no Itororó”.

Além de divertidas, as brincadeiras de roda são excelentes ferramentas para trabalhar a oralidade, o senso rítmico, a coordenação motora, a agilidade e a noção de espaço das crianças.

A socialização, o companheirismo, o senso de pertencimento e a coletividade também podem ser trabalhadas a partir dessas brincadeiras. Por isso, é importante que a atividade seja feita em companhia de outras crianças – irmãos, primos ou amigos.

Atividades ao ar livre

Se a casa ou condomínio tiver uma área aberta, é interessante explorar as possibilidades que esses ambientes oferecem. Nos condomínios, por exemplo, é comum a existência de parquinho, piscina e ciclovias para andar de bicicleta.

Também é possível usar a área aberta deles ou das residências para:

● Fazer e soltar pipa (com segurança);

● Pular corda;

● Brincar de amarelinha;

● Fazer bolhas de sabão;

● Rolar na grama;

● Brincadeiras com bola, como vôlei, basquete e futebol;

● Queimada;

● Cabo de guerra;

● Corrida de saco;

● Acerte o alvo;

● Twister.

Essas brincadeiras estimulam a coordenação motora, a concentração e, principalmente, a socialização entre as crianças, além do trabalho em equipe. Afinal, elas são praticadas em grupo e todos precisam trabalhar juntos se quiserem obter êxito.

Desenhos, pinturas, cores, telas, lápis de cor e tintas: aposte em atividades criativas 

As crianças também adoram atividades que possibilitam o uso de diversos materiais lúdicos.

Livros de colorir, por exemplo, são excelentes opções. Com eles, os estudantes podem usar materiais como:

● Tintas;

● Lápis de cor;

● Purpurina;

● Glitter;

● Canetinhas;

● Giz de cera;

● Lantejoulas ou qualquer outro material que dê vida aos desenhos.

Os desenhos e pinturas também podem ser feitos em telas.

E, para desenhar e colorir, existem diversos tipos de tintas a ser exploradas, como as tintas guache, óleo e acrílica. As opções de pincéis também são enormes, desde os mais finos até os maiores e repletos de cerdas. Essas atividades contribuem para que os pequenos trabalhem a criatividade, a imaginação e as habilidades corporais.

Assim como as brincadeiras ao ar livre, pintar e desenhar também estimulam a coordenação motora, mas, neste caso, estamos falando da coordenação motora fina, ou seja, os movimentos mais precisos.

Estimule a imaginação com dramatizações

As atividades de dramatização, isto é, o teatro, costumam ser uma das mais divertidas. Com elas, as crianças podem ser quem elas quiserem: do super-herói ao vilão, elas escolhem seu personagem!

Mas, antes de entrar no palco e se transformarem em um personagem, elas precisam passar por diversas etapas em que se divertem ao mesmo tempo em que trabalham habilidades importantes. São elas:

● Escolha do tema;

● Criação ou adaptação do roteiro;

● Decorar as falas;

● Criar um ou mais cenários, que podem ser montados com brinquedos, caixas de papelão, cartolina, crepom e demais materiais que estiverem disponíveis.

Fica ainda mais divertido se houver caracterização para esses personagens. Que tal propor que as crianças transformem suas roupas velhas em figurinos? Elas vão amar!

Ao montar uma peça de teatro, a criança adquire:

● Gosto pela literatura;

● Capacidade de trabalhar em equipe;

● Noção espacial;

● Criatividade.

Sem contar que, quando a criança entra no palco, é preciso que ela:

● Lembre as falas;

● Interprete o personagem por meio de postura e tom de voz;

● Fale corretamente;

● Espere e saiba sua hora de entrar em cena;

● Interaja com os demais atores.

Isso faz com que ela:

● Ganhe autoconfiança;

● Melhore a oralidade e dicção;

● Trabalhe a postura;

● Compreenda o texto;

● Trabalhe a memória;

● Tenha noção espacial;

● Ganhe desenvoltura em público.

Jogos de tabuleiros e de cartas  

Há uma série de jogos de tabuleiros e cartas disponíveis no mercado. Como são mais complexos, são indicados para crianças maiores.

Alguns dos jogos mais conhecidos e amados pelas crianças são:

● Banco imobiliário;

● Detetive;

● Imagem e ação;

● Jogo da vida;

● Uno;

● Jogos de cartas do tipo “trunfo”;

● Quebra-cabeças.

Esses jogos estimulam o raciocínio lógico e habilidades estratégicas. Além de ser ótimas opções para reunir amigos e familiares.

Jogos de montar e encaixar 

Já o Lego, o Engenheiro construtor, o Arquiteto construtor e outros de montar e encaixar são ideias para as crianças criarem cidades, castelos, carros e o que a imaginação delas permitir.

Diferente dos jogos de tabuleiros e cartas, eles funcionam bem para crianças menores. Tenha cuidado, porém, com o tamanho das peças: jogos com peças pequenas, que podem ser engolidas ou aspiradas, não devem ser usados por crianças pequenas.

Jogos on-line e videogames

Os jogos on-line e os videogames também devem ser considerados. É preciso, apenas, cuidar do tempo, para que as crianças não fiquem entretidas apenas com eles. Muitos desses jogos exigem capacidade estratégica e raciocínio lógico. Além de ajudar a criança a lidar com perdas e ganhos.

Outras brincadeiras para as férias escolares

As ideias de atividades para as férias escolares das crianças são muitas. Além das opções já citadas, é interessante focar na contação de histórias e no estímulo à leitura.

Brincar de acampamento dentro de casa, fazer noites de filmes e levar os pequenos para dar uma volta em parques e praças com toda segurança são práticas que devem entrar na lista de atividades de férias.

Como os professores podem contribuir com as brincadeiras de férias 

A Opet INspira, plataforma educacional da Editora Opet, disponibiliza vários tipos de materiais pedagógicos para educadores e estudantes das escolas conveniadas.

Nela há livros didáticos e paradidáticos, vídeos, histórias infantis, jogos on-line, áudios, imagens e objetos educacionais inclusivos.

A partir desses recursos, o professor consegue criar trilhas de aprendizagem e roteiros de estudos para os discentes. Normalmente isso é feito ao longo do ano, com atividades que valem nota.

Opet INspira e as férias escolares 

O docente também pode criar trilhas para atividades para as férias, disponibilizando livros infantis, parlendas, jogos, vídeos e áudios. Assim, além de garantir férias divertidas para os estudantes, os educadores também fornecem um guia para os responsáveis iniciarem brincadeiras.

Por fim, é preciso ressaltar que, apesar das brincadeiras serem instrumentos para o ensino de competências e habilidades, as férias são para descanso e diversão.

Então, diferente do ambiente escolar, nesse momento, a proposta é o brincar pelo brincar, não com foco no aprendizado. Lógico, o aprendizado pode até acontecer, mas como consequência dos jogos e brincadeiras.

Como ensinar os Gêneros Textuais Digitais

Contos, romances, debates, seminários, reportagens e receitas são alguns dos gêneros textuais que utilizamos em diversas situações de comunicação do dia-a-dia. Mas, e os blogs, os e-mails, os podcasts e os chats? Você sabia que eles também são gêneros textuais?

Diferente dos gêneros textuais escritos e orais que já conhecemos, essas novas formas de comunicação são gêneros textuais digitais.

Elas surgiram devido a uma demanda importante da sociedade: a de se comunicar adequadamente, em diferentes contextos, no ambiente virtual.

Para que servem os gêneros textuais escritos e orais?

Os gêneros textuais mais conhecidos pela maioria das pessoas são os escritos e os orais. Cada um deles é aplicado a uma situação comunicacional. Eles podem ser utilizados para narrar, descrever, relatar, argumentar ou expor uma situação.

O conto, o romance e a crônica, por exemplo, servem para narrar. Reportagem, diário e currículo são gêneros utilizados para relatar.

Já os artigos de opinião e as resenhas servem para argumentar.

A exposição oral e os seminários são gêneros utilizados para expor algo e as receitas e instruções de montagem são gêneros para descrever.

Novos gêneros textuais: os digitais

Com o avanço tecnológico e o advento da internet, surgiram também os gêneros textuais digitais.

Eles apareceram para atender uma nova demanda da sociedade. Agora, além dos gêneros já utilizados há muito tempo, temos aqueles específicos para o ambiente virtual.

É preciso entender que tais gêneros são tão importantes quanto os escritos e orais. Afinal, muito da vida depende da comunicação on-line, seja trabalho, escola ou vida pessoal.

Gêneros textuais: escrito e oral x gêneros digitais

Quanto ao gênero digital, é preciso entender que nem sempre surgirá um novo tipo. Muitas vezes, um novo gênero digital nada mais é do que um gênero escrito adaptado ao contexto virtual.

Um bom exemplo são os e-mails, gênero textual digital que pode ser considerado uma releitura das cartas – o gênero textual epistolar.

Tipos de gêneros textuais digitais 

Basta pensar mais um pouco que vamos perceber outros exemplos como esse da carta e do e-mail.

Confira a seguir alguns dos gêneros digitais mais utilizados:

Chat

Além do e-mail, que é uma alternativa mais formal para comunicação, existem também o WhatsApp e outros serviços de mensagens instantâneas.

Tais recursos servem, em situações distintas, para conversar com outras pessoas.

Blog Post

É uma alternativa digital aos diários ou crônicas, já que estes também têm a função de falar sobre a vida cotidiana.

Quase sempre é apresentado em formato de texto, mas o responsável pelo conteúdo pode inserir ainda vídeos, fotos e áudios.

Alguns blogs também têm o objetivo de passar informações jornalísticas. Nesse caso, eles se assemelham às reportagens.

Podcast 

Recursos que servem para tratar de assuntos diversos. Inspirados no rádio, são oferecidos apenas em formato de áudio.

Memes

Viral com caráter humorístico. Pode ser apresentado em diferentes formatos, como imagem, vídeo e áudio.

Normalmente estão ligados a um contexto regional ou de um grupo específico. Por isso, nem sempre todos entenderão o sentido do humor.

Gifs

Trata-se de sequência de imagens ou vídeos sem áudio, com poucos segundos de duração. Muitas vezes, são humorísticos.

Vlog

Trata-se de um blog em formato de vídeos. O objetivo do vlogger ou vlogueiro é realizar vídeos sobre diversos assuntos. O site mais utilizado para publicar os vlogs é o YouTube.

Características dos gêneros textuais digitais 

A principal característica da comunicação feita por meio dos gêneros digitais é a objetividade: os textos são mais curtos e diretos.

Além disso, há uma mescla entre elementos verbais e audiovisuais, bem como a presença de hipertextos.

Outro elemento que caracteriza os gêneros digitais é a abreviatura e a linguagem interativa.

Mudanças causadas pelos novos gêneros digitais 

Independentemente do tipo de gênero digital, a chegada deles causou significativa mudança no comportamento do leitor.

Como observamos, ao utilizar os gêneros digitais é comum que os usuários utilizem os hipertextos. Esses textos são conteúdos que possuem links, ao longo da leitura, que levam o leitor para outras páginas.

A princípio, isso pode não parecer grande coisa, mas esse elemento muda completamente a forma como o estudante lê. Em certa medida, os links funcionam como grandes “apostos” que aprofundam a informação presente na frase. Como o nome de um país conectado a um link que traz sua história, por exemplo.

Perceba que alguns vão optar por seguir a leitura sem interrupções, ignorando completamente os links. Já outros vão parar em alguns deles, mudando completamente o rumo da leitura.

Além disso, torna-se cada vez mais fácil propagar e cair em fake News – notícias falsas criadas para confundir ou gerar informação equivocada. Afinal, todos podem publicar na internet.

Outro ponto importante é entender qual ferramenta é mais adequada a determinada situação.

O e-mail, por exemplo, exige uma linguagem mais formal, uma vez que é mais utilizado para conversas profissionais. O mesmo ocorre com o Telegram. Já o WhatsApp permite uma linguagem mais informal e com abreviaturas. Tudo, porém, vai depender do interlocutor e do contexto da mensagem.

Como trabalhar em sala de aula

A comunicação por meio do ambiente virtual está presente desde o trabalho até a vida pessoal. Por isso, é importante ensinar à criança as diferentes abordagens de comunicação indicadas para cada ambiente e qual ferramenta de gênero digital utilizar.

Mas esse direcionamento vai além da escolha de linguagem. Envolve ainda a produção do próprio material por meio das ferramentas de vídeo, áudio e texto e até o currículo web.

Outro ponto importante é a conscientização quanto à veracidade de um conteúdo, já que é preciso saber como não cair em fake news.

Propostas de atividades para trabalhar os gêneros textuais digitais 

Para ensinar as situações citadas, o professor pode propor diversas atividades, como desenvolvimento de podcasts, criação e postagem de vlogs ou realização de um blog para a sala que deverá ser alimentado pelos próprios estudantes, com edição pelo docente.

O docente também pode passar a enviar atividades para o e-mail dos discentes e solicitar que eles devolvam a atividade concluída também pelo e-mail.

Criar grupos pelo WhatsApp e Telegram é outra atitude interessante. Assim, o professor pode utilizá-lo para passar recados rápidos.

Utilize gêneros digitais para tornar as aulas mais dinâmicas 

Quando o professor insere em suas aulas recursos como memes, gifs e vlogs, ele está aproximando o conteúdo da disciplina à realidade do estudante. Dessa forma, torna-se mais fácil reter a atenção do indivíduo durante as explicações.

Sem contar que a criança consegue fazer analogias entre a matéria escolar e seu cotidiano. E sabemos que analogias são ferramentas poderosas para memorizar e aprender qualquer assunto.

Onde encontrar ferramentas para trabalhar os gêneros digitais em sala de aula

Muitas ferramentas para se trabalhar os gêneros digitais com os estudantes são encontradas na própria Internet. Para trabalhar com vlogs, por exemplo, basta criar um canal no YouTube. Há também a possibilidade de criar blogs, utilizando o Google Sites, ou, ainda, acessar o Google Podcast para subir os arquivos de áudios criados pela turma.

A criação de um e-mail é bem simples, assim como o grupo no WhatsApp e no Telegram.

Quanto às propostas de atividades, o professor encontrará várias sugestões na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), já que os gêneros textuais digitais são um dos temas propostos no documento.

No entanto, existem vários outros recursos que poderiam ajudar bastante nesse processo pedagógico que nem sempre são encontrados na web.

Pensando nisso, a Opet INspira, plataforma educacional de recursos educacionais, disponibiliza diversos materiais para as escolas conveniadas.

Opet INspira e os recursos pedagógicos para ensinar os gêneros digitais 

Opet INspira conta com um acervo de objetos, conteúdos e ferramentas de apoio cujo objetivo é ajudar o docente a cumprir com seu compromisso com a aprendizagem significativa do estudante.

Há ferramentas de áudio, vídeo e livros digitalizados. Todas contribuem para o desenvolvimento das atividades que envolvem os gêneros digitais.

E, para os educadores, a plataforma oferece ainda Trilhas de Aprendizagem e Roteiros de Estudo, para que o docente consiga planejar e disponibilizar as atividades com mais facilidade.

Os gêneros digitais são nada mais do que uma nova forma de se comunicar. E a Opet INspira possui os melhores recursos para ensiná-los aos estudantes.

Visitas técnicas aprofundam parcerias com escolas e municípios

Com os selos educacionais Sefe e Opet Soluções Educacionais, a Editora Opet trabalha com milhares de escolas em todo o país. Uma parceria profunda e rica, que envolve gestores, professores, estudantes e familiares na busca por uma educação protagonista e significativa. Nesse processo, as Visitas Técnicas de Acompanhamento Pedagógico desempenham um papel fundamental.

Seu foco, como explica a coordenadora pedagógica da Editora, Silneia Chiquetto, é lançar um olhar mais específico, mais detalhado, para as escolas parceiras, sejam elas públicas ou privadas. E, a partir daí, refinar e fortalecer o trabalho, na própria caminhada.

E como funcionam as visitas? “Esse é um atendimento em que pedimos licença às escolas para entrar em um dia de funcionamento normal e acompanhar o trabalho nas salas de aula, estar perto dos professores no cotidiano. E ver, de perto, como ele está sendo desenvolvido”, conta Silneia.

A partir dessa observação, os profissionais da Editora responsáveis pela visita técnica – normalmente, os supervisores regionais e, no caso dos municípios maiores, também os assessores pedagógicos – podem fazer intervenções pontuais ou, então, levantar elementos para futuras intervenções.

“Nós observamos, por exemplo, como está sendo desenvolvido o trabalho com as coleções, as ferramentas e as orientações que nascem nas formações pedagógicas”, explica. “A partir daí, podemos auxiliar os professores a avançar.”

Com a pandemia e o distanciamento social, as visitas técnicas também mudaram. Antes, a Editora agendava com os parceiros e a equipe pedagógica fazia as visitas presenciais, que podiam durar um ou mais dias, dependendo do número de escolas visitadas. “Agora, o processo é feito online, também com agendamento”, explica Silneia.

“Os professores e os gestores são chamados para conversar e, neste processo, identificamos as questões e fazemos as intervenções. Neste momento, nós transformamos os vínculos e demos seguimento ao trabalho.”

Apesar da distância, o ritmo de trabalho aumentou. “Com o uso das ferramentas digitais, o número de visitas técnicas cresceu. Usando o Google Meet, o processo ficou mais rápido, prático e menos burocrático. E, como a cada dia as pessoas estão dominando mais as ferramentas, o trabalho fica mais fácil”, observa.

Mato Grosso – Marga Cesca é coordenadora de Educação da secretaria municipal de Educação de Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso. Em sua avaliação, as visitas técnicas – mesmo em formato virtual – são importantes para que o trabalho nas escolas da rede municipal de ensino seja mais produtivo e dentro da proposta metodológica dos materiais didáticos Sefe.

Visita técnica online com a equipe de Campo Novo do Parecis e a supervisora regional para os municípios de MT, Danuza Peraceta.

“Os professores da rede pública municipal de ensino necessitam muito desse suporte para que se sintam mais seguros quanto ao uso e aplicação do material com seus alunos”, avalia. “Também os gestores, incluindo aí a equipe da SME, consideram as visitas técnicas importantes para a consolidação da parceria e o melhor aproveitamento do material. Agradecemos muito a presteza e paciência com que a equipe de formação e suporte da Editora Opet tem nos atendido!”.

Parceiros – Fundado há duas décadas, o Colégio Dom Hélder Câmara se tornou uma referência em educação privada no município de Afogados da Ingazeira, no sertão de Pernambuco. A instituição é uma parceira importante da Editora Opet e recebe as visitas técnicas com entusiasmo. “A visita técnica é sempre importante para escola”, avalia a mantenedora e diretora Cláudia Valéria da Silva Campos Barros. “É uma forma de acompanhar e alinhar as ideias e informações que norteiam as propostas e o fazer pedagógico da nossa parceira, a Editora Opet. Direção, coordenação e docência trabalham juntas.”

Diretora Cláudia Valéria: visitas técnicas online mantêm o engajamento dos professores e têm bons resultados.

Segundo Cláudia, os professores gostam das visitas técnicas e se sentem confortáveis com o trabalho da equipe Opet. E as devolutivas apresentadas pela coordenação são estratégicas. “Sempre há o que aprender, o que rever, o que conhecer. É um momento rico, com troca de experiências e valorização do material pedagógico.”

Na avaliação da diretora, as visitas técnicas virtuais têm conseguido atender a demanda, mantendo o engajamento e a qualidade do atendimento presencial.  “Nós vemos uma grande preocupação em suprir o presencial, além das vantagens oferecidas pela tecnologia. O trabalho virtual, nesse caso, agiliza e otimiza os atendimentos.”

A avaliação favorável se estende a todo o trabalho desenvolvido na parceria. “A Equipe está sempre disposta a nos atender. De forma calorosa, suprindo nossas necessidades e anseios com relação à realização do fazer pedagógico. E faz de maneira clara e sucinta, corroborando as nossas expectativas.”

Escuta e orientação – Jane Russel é diretora do Colégio Bom Jesus, de Salvador, instituição parceira Opet Soluções Educacionais. Para ela, as visitas técnicas são uma oportunidade de escuta, avaliação, orientações e sugestões para aplicabilidade no dia-a-dia escolar. “Elas aliam a teoria a um contexto real, a fim de possibilitar um efetivo processo de ensino e aprendizagem e fortalecer o aprendizado significativo”, observa.

Diretora Jane Russel: modelo das visitas técnicas online manteve qualidade de atendimento e engajamento dos participantes.

Neste momento de pandemia, explica a diretora, as visitas técnicas ocorreram apenas com a equipe de gestão. “Os gestores avaliam a visita técnica como instrumento de contribuição para aprimorar as ações cotidianas e fortalecer a equipe.” Ela destaca a comodidade do modelo online. “Parabenizo a Opet pela migração das visitas técnicas presenciais para um cenário virtual, com o mesmo engajamento e qualidade de atendimento. Fica até a sugestão: manter no pós-pandemia a visita técnica online.”

Jane Russel observa a importância da parceria com a Editora Opet. “É muito boa, uma parceria de compromisso e responsabilidade.  A assessoria pedagógica com Adriana Fialho é magnífica com muita ética, zelo pela empresa que representa e pela que assessora. Nos presenteia com ricas sugestões, orientações e ensinamentos únicos a nos encantar ainda mais com a Educação.”

Produções originais: Editora alcança a marca de mil vídeos educacionais!

Mil vídeos. Produções originais, feitas com o planejamento, o cuidado e a atenção aos fundamentos teórico-metodológicos que norteiam a Editora Opet. Mil vídeos: milhares de minutos de audiovisuais de alta qualidade, especialmente pensados para auxiliar nossos parceiros na fantástica missão de educar. Resultado de muito trabalho e talento de uma equipe engajada. Como não comemorar uma marca tão importante?

Há alguns dias, a Editora Opet alcançou a marca de mil vídeos de produção própria, desenvolvidos ao longo do último ano – junto com muitos outros objetos, de quizzes a jogos educacionais – e publicados na plataforma educacional Opet INspira. Alguns dos vídeos, aliás, também são utilizados em nossas redes sociais, para mostrar o trabalho da Editora.

“Para nós, a marca de mil vídeos é simbólica. Eles foram produzidos em apenas um ano de muito planejamento e trabalho, e estão totalmente conectados aos materiais didáticos. Mas, mais importantes do que o número, em nossa avaliação, são a originalidade e a qualidade dos conteúdos, que garantem a entrega de um conteúdo educacional de valor”, avalia o diretor de produto da Editora Opet, Gilberto Soares dos Santos.

Gilberto Soares dos Santos: vídeos são conteúdos educacionais de valor.

Gilberto, que comanda a equipe do Editorial – de que o time de Tecnologia Educacional é parte – destaca a relação entre os vídeos, os materiais didáticos e a plataforma educacional Opet INspira, que também passou por um processo importante de evolução ao longo do último ano. Por exemplo, com a integração às ferramentas Google Workspace for Education, que garantem as comunicações e as aulas online de professores, estudantes, gestores e famílias parceiras dos selos Sefe e Opet Soluções Educacionais.

“A Plataforma Opet INspira foi pensada em termos de conexão com os materiais desenvolvidos pela Editora. Para facilitar o processo de ensino-aprendizagem estimulando os estudantes e auxiliando os professores”, observa Gilberto.

Direto do EstúdioRoger Wodzynski é artista visual e arte-educador formado pela UFPR e, ao longo do último ano, participou da produção de todos os vídeos realizados pela Editora. Ele é o responsável pelo estúdio de produção audiovisual da Editora Opet, em Curitiba.

Roger Wodzynski: trabalho segue uma série de etapas até a publicação do vídeo na plataforma.

“Nós temos um estúdio completo, com todos os equipamentos e recursos necessários – das câmeras à ilha de edição – para a produção de vídeos e de videoaulas”, conta. “De modo direto ou indireto, o trabalho do estúdio envolve toda a equipe do Editorial, inclusive com profissionais destacados exclusivamente, como é o meu caso e o do Giovane Sartori, que atua na captação e na edição de imagens.”

Um caminho cuidadoso – Você acessa a plataforma educacional Opet INspira, vai à seção de vídeos, seleciona e começa a assistir em um contexto de aula ou estudo. Fácil, rápido e muito útil, como devem ser as boas tecnologias educacionais digitais.

Até chegar até sua tela, porém, os vídeos passam por um cuidadoso processo de desenvolvimento. “Nós trabalhamos com três etapas: de pré-produção, produção e pós-produção”, explica Roger.

A história começa com a escolha certa do formato de vídeo para o nível de ensino contemplado – Educação Infantil, Ensino Fundamental (Anos Iniciais e Anos Finais) ou Ensino Médio. “Essa questão é muito importante. Um vídeo para a Educação Infantil, por exemplo, deve ser mais lúdico e ter uma narrativa mais lenta, que permita à criança acompanhar plenamente. Para o Ensino Médio, tem outro ritmo e uma outra demanda de engajamento – é mais direto”, observa. Cada vídeo diz respeito a um ano e a um componente curricular específico e se conecta diretamente ao material didático.

Os vídeos estão disponíveis na plataforma educacional Opet INspira.

A partir daí, também na pré-produção, é feito o “mapeamento”, que é a escolha, feita pelos editores, dos conteúdos que serão trabalhados no vídeo. “Quando o mapeamento é definido, o vídeo segue para a roteirização, que também é feita pelos editores de conteúdo. Em seguida, o roteiro pronto é mandado para o gerente editorial, que faz a validação ou propõe ajustes. A última fase da pré-produção é a análise linguística, feita pela nossa revisora, a Luciana Marandola”, descreve Roger.

Roteiro pronto, entra em cena o narrador ou professor contratado, que vai dar vida ao vídeo ou videoaula. Temos, então, a produção, que implica a gravação dos conteúdos. Na etapa de pós-produção, é realizada a edição e a montagem dos vídeos, que, depois de editados, seguem para a revisão e a validação editorial. A produção é vista, então, pelo gerente editorial, que faz a validação final ou propõe ajustes.

Validado o vídeo, ele é publicado e indexado na plataforma educacional Opet INspira. E está pronto para ser utilizado por milhares de estudantes e professores de todo o país!

Um futuro brilhante – O coordenador de Tecnologia Educacional da Editora, Luciano Rocha, explica que, até o final do ano, a expectativa é dobrar o número de vídeos produzidos pela Editora. “Nossa estimativa é chegar ao final de 2021 com dois mil vídeos na plataforma educacional Opet INspira. Estamos seguindo um ritmo intenso de trabalho – todos os dias, novos vídeos chegam à plataforma”, conta.

Ou seja: enquanto você lê esta matéria, novas produções estão em uma das três etapas de desenvolvimento. Vídeos que enriquecem a plataforma educacional Opet INspira e, principalmente, o trabalho dos professores e a educação dos estudantes parceiros da Editora Opet. Se você ainda não conhece o nosso trabalho, entre em contato!

A importância da Educação Financeira

Educação Financeira nas escolas 

Você já parou para pensar que, entre Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio são mais de 10 anos de Educação Básica, mas que, nesse período, a Educação Financeira praticamente não aparece entre os conteúdos ensinados e aprendidos?

É um cenário preocupante, que, com certeza, compromete a relação da sociedade com as próprias finanças e prejudica o desenvolvimento do país.

Finanças: mais do que números, comportamento

A preocupação diante da falta de uma Educação Financeira é ainda maior quando paramos para pensar que uma vida financeira saudável vai muito além de aprender sobre juros, prazos, tipos de investimentos e sistema monetário. Envolve também habilidades comportamentais, como tomada de decisão, capacidade de planejamento e controle de impulsos. Por isso, é fundamental trabalhar esse tema durante os anos escolares, abordando, a partir dos recursos, ideias para cada fase do desenvolvimento.

Educação Financeira, interdisciplinaridade e BNCC

A Educação Financeira deve ser abordada de forma interdisciplinar, como preconizado pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento que descreve aos educadores quais as aprendizagens necessárias a serem desenvolvidas por todos os estudantes durante a Educação Básica. Na Base, o assunto é tratado como tema transversal, ou seja, ele “atravessa” todos os componentes curriculares. Faz sentido: afinal, as finanças estão em muitos aspectos da vida, da matemática à sustentabilidade.

A Educação Financeira foi inserida na BNCC não como componente curricular, mas como tema contemporâneo transversal, compondo o currículo de Matemática.

O que é um tema transversal?

Muitas vezes, um único componente não possui os elementos necessários para abranger determinado assunto. Os temas transversais são assuntos que, para ser compreendidos em sua totalidade, devem ser estudados em diversas disciplinas. A Educação Financeira é um deles.

Como trabalhar a Educação Financeira no espaço escolar

A Educação Financeira está incluída no tema transversal Economia e, além da Matemática, ela pode ser aplicada também em disciplinas como História e Sociologia.  Além disso, existem diversos recursos pedagógicos e tecnológicos, bem como métodos de ensino que podem facilitar esse trabalho escolar focado nas finanças.

Educação Financeira na Educação Infantil e a ludicidade

Para ensinar sobre finanças na Educação Infantil, é preciso considerar que a linguagem abordada deve ser lúdica. Trabalhar por meio de jogos, músicas e brincadeiras é a melhor forma de manter a atenção das crianças. Livros infantis que abordem o tema, por exemplo, são excelentes ferramentas. Sendo assim, o professor pode inserir o assunto por meio da contação de histórias. Os jogos on-line também ajudam muito. Neles, além de trabalhar aspectos numéricos, a criança precisará aprender a tomar decisões, algo fundamental para uma futura vida financeira saudável.

Além disso, existem habilidades que, a princípio, podem parecer não ter relação com o tema, mas que são fundamentais para o futuro. Elas ajudarão na capacidade de relacionar, comparar, analisar e planejar. São elas:

● Identificar, descrever, comparar e relacionar elementos de determinados objetos.

● Conhecer noções de grandeza, espaço e medidas.

● Aprender os termos e conceitos relacionados às unidades de medida e noções de tempo, de modo que a criança consiga utilizá-los para as suas necessidades e questões do cotidiano.

● Identificar e descrever quantidades, utilizando as diferentes formas de representação existentes.

● Perceber o que é e a importância de economizar.

Educação Financeira no Ensino Fundamental: a importância da interdisciplinaridade

Para o Ensino Fundamental, a BNCC propõe que o professor aborde os conceitos básicos de economia e finanças. Por exemplo:

● Taxa de juros.

● Inflação.

● Aplicações financeiras.

● Impostos.

Para que essa abordagem interdisciplinar seja bem-sucedida, a BNCC destaca que o tema deve ser associado a outros temas, como dimensões socioculturais, políticas e psicológicas que envolvem as finanças, além de mencionar também aspectos de consumo, trabalho e dinheiro. Essas abordagens podem ser trabalhadas, por exemplo, em História. Sobre isso, a BNCC preceitua o seguinte:

“É possível, por exemplo, desenvolver um projeto com a História, visando ao estudo do dinheiro e sua função na sociedade, da relação entre dinheiro e tempo, dos impostos em sociedades diversas, do consumo em diferentes momentos históricos, incluindo estratégias atuais de marketing” (MEC: BNCC, 2018).

Educação Financeira no Ensino Médio: preparar o estudante para uma vida financeira adulta e consciente

No Ensino Médio, segundo a BNCC, a Educação Financeira deve ser capaz de desenvolver as seguintes competências e habilidades:

Competência específica 3: “Utilizar estratégias, conceitos, definições e procedimentos matemáticos para interpretar, construir modelos e resolver problemas em diversos contextos, analisando a plausibilidade dos resultados e a adequação das soluções propostas, de modo a construir argumentação consistente” (MEC: BNCC, 2018).

Habilidades, segundo a BNCC:

1. (EM13MAT304) – Resolver e elaborar problemas com funções exponenciais nos quais seja necessário compreender e interpretar a variação das grandezas envolvidas, em contextos como o da matemática financeira, entre outros.

2. (EM13MAT305) – Resolver e elaborar problemas com funções logarítmicas nos quais seja necessário compreender e interpretar a variação das grandezas envolvidas, em contextos como os de abalos sísmicos, pH, radioatividade, matemática financeira, entre outros.

3. (EM13MAT503) – Investigar pontos de máximo ou de mínimo de funções quadráticas em contextos envolvendo superfícies, matemática financeira ou cinemática, entre outros, com apoio de tecnologias digitais (MEC: BNCC, 2018).

Para os estudantes do Ensino Médio, as atividades de Educação Financeira podem envolver os seguintes conhecimentos:

● Simular situações cotidianas.

● Elaborar planejamentos financeiro e pensar sobre as melhores decisões a partir deles.

● Ler e debater textos e situações associados à Educação Financeira.

● Entender as principais causas de endividamento.

● Aprender sobre o uso dos cartões de crédito.

● Aprender sobre Previdência.

● Conhecer os principais investimentos e saber escolher os melhores para cada objetivo.

● Conhecer os perfis de investidores.

● Conhecer o caminho para o primeiro emprego.

● Entender conceitos como renda, remuneração, dividendos, lucros.

● Conhecer as armadilhas ligadas ao consumo.

● Décimo terceiro salário.

● Empreendedorismo.

Tudo isso pode ser feito a partir de pesquisas e estratégias de ensino como aprendizagem baseada em problemas, projetos, metodologia STEM e outros.

A Educação Financeira e a Editora Opet

A Editora Opet oferece materiais de alta qualidade sobre Educação Financeira. Eles compõem os livros “O Mundo da Educação Financeira”, livro anual (aluno e professor) dirigido aos estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental. A obra oferece propostas preciosas sobre finanças pessoais, familiares, consumo consciente e sustentabilidade. Saiba mais!

Além disso, na plataforma educacional Opet INspira é possível encontrar vários conteúdos – de vídeos a podcasts, de jogos educacionais a quizzes – que podem ser utilizados em abordagens transversais da Educação Financeira. Conheça!

Educação afetiva: encontro online reúne famílias, professores e gestores de todo o país

Imagine um encontro com mais de mil famílias, de 17 municípios das regiões Norte, Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Sul. Pessoas engajadas online, animadas e atentas, conversando sobre um tema importante para a educação de crianças e jovens. Pois foi exatamente isso que aconteceu nesta semana, na quarta-feira (23), no Encontro de Familiares – o EFAM – multirregional promovido pela Editora Opet. Além da participação ao vivo dos familiares, aliás, o evento já teve mais de 3,6 mil visualizações após seu encerramento.

“Na Editora, historicamente, nós realizávamos os encontros com familiares de forma presencial. Com a pandemia, porém, foi preciso migrar para o ambiente online. E, nesse processo, acabamos alcançando resultados interessantes”, conta Cliciane Élen Augusto, gerente pedagógica da Editora. “A participação e engajamento dos familiares nesse formato é muito grande”, comemora.

O encontro desta semana foi conduzido pela supervisora pedagógica da Editora, Rúbia Cristina da Costa. Ela falou sobre a importância da Educação Afetiva, que tem na família – o primeiro grupo social na vida das crianças e adolescentes – um elemento central.

“Nós focamos a importância das atitudes, do diálogo, da escuta afetiva e da orientação dentro de cada lar para uma educação que seja um processo de humanização”, explica Rúbia. Ela reforçou (e este é um dos fundamentos do trabalho da Editora com seus parceiros públicos e privados) o valor da parceria família-escola: cada qual com seus saberes, com seus papéis, por uma educação capaz de formar pessoas melhores, mais críticas, protagonistas e felizes.

E os participantes responderam com entusiasmo, como foi possível observar nas muitas interações via chat do encontro. “Elas mostraram alegria em participar e trazer suas questões”, observa Rúbia. A supervisora pedagógica se diz feliz em conversar com famílias de tantos lugares do país, famílias de diferentes configurações, e testemunhar o interesse comum pelo desenvolvimento dos filhos.

Bem-estar – A supervisora regional Danuza Peraceta, que atende municípios parceiros em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Paraná, destaca a comodidade dos encontros realizados online. “O encontro feito a partir do Youtube permite que as famílias – mães, pais, avós, responsáveis – participem de qualquer lugar, bastando para isto ter acesso à internet. Isso facilita a aproximação da comunidade escolar”, observa.

Danuza destaca, também, o alto grau de participação no EFAM. “Percebemos o engajamento das famílias e das redes municipais de ensino, dos professores e gestores, mostrando que todos se preocupam com o desenvolvimento das crianças e estudantes.” Para Danuza, a temática da Educação Afetiva veio ao encontro das expectativas dos participantes.

“Pudemos notar isso nas mensagens deixadas no chat. O trabalho com as famílias é um diferencial da Editora Opet. Reunir nossos parceiros em um momento único, somando tantas culturas diferentes, mostra que estamos seguindo o mesmo caminho – o do bem-estar das crianças e estudantes.”

Sociabilidade – O supervisor regional para municípios de Santa Catarina, São Paulo e Paraná, Nelson Bittencourt, destaca a importância da troca de experiências em um encontro que reúna famílias de regiões e realidades culturais tão distintas e ricas. “O intercâmbio é muito grande. Um EFAM assim encurta distâncias, permite trocar ideias com outras famílias e fazer amigos. E o modelo de encontro online é especialmente adequado para muita gente. As pessoas podem chegar do trabalho, descansar, preparar-se e participar de uma forma mais tranquila, em casa e em família.”

Para a supervisora regional Fabíola Schiebelbein, responsável pelo atendimento de municípios parceiros em Rondônia, Maranhão, Mato Grosso, Santa Catarina e Paraná, um dos destaques do EFAM desta semana foi, justamente, a aproximação entre famílias de diferentes contextos.  “O momento online aproxima as famílias de seus municípios e gestores. E também aproxima as comunidades de diferentes municípios. Vimos, por exemplo, famílias do Maranhão interagindo com famílias do Paraná, e a alegria de contar de onde são. Isso é muito rico!”, avalia.

“Além disso, o encontro online também amplia a base de familiares participantes. Tivemos muitos avós presentes, o que é menos comum nos encontros presenciais.” Fabíola também destaca a “vantagem assíncrona” do formato digital, que permite que aquelas pessoas que não puderam participar ao vivo assistam depois e tenham acesso às discussões.

Os EFAM são uma marca do trabalho da Editora Opet nos selos Sefe e Opet Soluções Educacionais. Eles aproximam, engajam e colaboram para a melhor educação. Quer saber mais a respeito? Então, entre em contato conosco!

A importância da contação de histórias e da leitura na educação

Ah, histórias… como são legais! Com elas, somos levados a diferentes mundos, vivenciamos outras vidas e experimentamos todo tipo de emoção. Uma narrativa envolvente prende a atenção, ainda mais das crianças, que possuem criatividade e capacidade de imaginação aguçadas.

A linguagem oral é a forma de comunicação mais antiga, muito anterior à escrita. Ela tem um papel importante no desenvolvimento cultural e cognitivo, contribuindo também para a construção do pensamento crítico.

Histórias e ensino

O ensino a partir da contação de história e seus benefícios não é novidade na neuroeducação. Esse recurso sempre foi utilizado como ferramenta de ensino, mesmo que no passado isso acontecesse de forma intuitiva.

Uma das principais aplicações das histórias está relacionada ao ensino de virtudes e a construção de caráter, vide as fábulas e contos de fadas, em que o bem sempre vence o mal.

Quando não são usadas com tais objetivos, o foco está no uso adequado da língua e do vocabulário, coerência nos textos, capacidade de síntese e clareza, bem como criatividade, curiosidade, imaginação e comunicação.

Ainda sobre os benefícios da contação de histórias na educação, não podemos deixar de mencionar a inteligência emocional e social. Poucos recursos são tão eficazes na transmissão de ensinos sobre empatia e compreensão aos estudantes quanto as histórias.

Histórias na sala de aula: o poder da empatia gerada pela narrativa

Contar histórias na sala de aula oferece uma série de benefícios para o processo de ensino-aprendizagem. Além de torná-lo mais eficaz, justamente por prender a atenção dos estudantes, as histórias são excelentes recursos para ensinar sobre diferentes realidades, culturas e religiões.

Como elas têm o poder de simular emoções e sentimentos, facilita a compreensão desses assuntos mais delicados e subjetivos, muitas vezes até muito distante da realidade de algumas crianças.

Sendo assim, é possível trabalhar elementos como respeito e apreciação por outras culturas, bem como promover uma atitude positiva para com pessoas de diferentes regiões, etnias, gêneros e religiões.

Benefícios das histórias para as crianças

Conforme citamos acima, há diversos benefícios em contar histórias para as crianças nas aulas. Confira alguns exemplos a seguir!

Compreensão cultural

Quando o professor conta uma história, as crianças vivenciam novas realidades. Por isso o educador pode usar esse recurso quando quiser falar sobre diferenças, culturas e tradições.

Ao ler um livro em que a história se passa em um lugar, o estudante, por meio da imaginação, será transportado para outros países e regiões, conhecerá outras tradições e se colocará no lugar dos personagens da narrativa, experimentando suas emoções e sentimentos.

Ou seja, esse tipo de história ajuda a desenvolver uma apreciação do resto do mundo e de diferentes culturas.

Além disso, as histórias revelam verdades universais sobre o mundo. A leitura delas mostrará a criança como mesmo pessoas muito diferentes dela compartilham as mesmas experiências de vida e como a natureza humana transcende a cultura.

Curiosidade, imaginação e comunicação

A contação de histórias aumenta a vontade da criança de expressar e comunicar seus pensamentos e sentimentos. Para estimular isso, o professor deve encorajá-la a fazer perguntas e falar sobre como se sentem em relação às decisões dos personagens ou ao final da história.

A curiosidade quanto ao vocabulário também deve ser incentivada, afinal, em cada narrativa, há novas palavras e expressões que o estudante ainda não conhece.

O texto lido incentiva ainda as crianças a usarem a imaginação e a criatividade para visualizar os cenários, os personagens e os fatos conforme eles se desenrolam.

Foco e habilidades sociais

A contação de histórias coloca a criança em uma posição de ouvir o outro, justamente, por isso, um outro benefício dessa prática é trabalhar a paciência e a deixar os outros falarem.

Também são desenvolvidos foco e habilidades de escuta, pois uma pequena distração fará o estudante perder parte do enredo, o que prejudicará a compreensão da narrativa como um todo.

Estímulo da leitura e contação de histórias

O hábito de ler é fundamental para o desenvolvimento cognitivo das crianças e deve ser estimulado desde tenra idade. E esse é outro benefício que a contação de histórias promove, o de despertar a paixão dos estudantes pela leitura.

Assim como a contação de histórias, a leitura também permite que as crianças viagem por muitos lugares, aprendam mais sobre o mundo e sobre elas mesmas, além de poder experienciar histórias de fantasia e magia, impossíveis no mundo real. Mas, com os livros, isso ocorre por conta própria das crianças.

Outro benefício dos livros é que o estudante leitor terá uma melhora significativa na sua habilidade de escrita. Sem contar que conhecerá diversos clássicos da literatura infantil e infantojuvenil.

Como contar histórias da maneira adequada

Para que a história fique ainda mais empolgante para as crianças, o professor pode utilizar alguns elementos e técnicas durante a contação.

Para começar, a história deve ser lida várias vezes, para não ser esquecida durante a aula. Só tome cuidado para não ficar muito engessado, não há problemas em criar a própria versão da história, adaptá-la ou improvisar.

Também é importante manter contato visual com o estudante, isso fará com que ele se sinta mais próximo do contador e da história.

Confira abaixo mais algumas dicas!

● Crie vozes distintas e exageradas para as personagens;

● Varie o volume, tom e ritmo da voz;

● Use expressões faciais, gestos e movimentos corporais;

● Use seu espaço para caminhar enquanto conta a história, seja dinâmico;

● Silêncio e pausas são excelentes ferramentas para criar um efeito mais dramático.

Onde encontrar histórias: a importância de uma boa curadoria

Para escolher a história ideal, é importante fazer uma boa curadoria de livros, áudios ou vídeos. No processo, é preciso considerar o tipo de história, objetivo pretendido, faixa etária da criança, dentre outros.

Graças à internet esse processo se torna mais prático para o educador, os clássicos contos de fadas, por exemplo, podem ser encontrados em domínio público.

Porém, quando o professor deseja trabalhar de forma mais específica por meio das histórias, seja um tipo de conhecimento ou habilidade ou apresentar um tipo de história diferente, o processo se torna um pouco mais complicado.

Por isso, a Opet INspira, plataforma educacional da Editora Opet, disponibiliza diversos recursos educacionais as escolas e docentes conveniados.

Opet INspira: Histórias infantis para diversas faixas etárias e objetivos pedagógicos

No caso da contação de histórias, há diversas narrativas infantis para o professor escolher a mais adequada a sua aula. Na plataforma tem ainda um vasto repertório de histórias e poesias em forma de vídeo e áudio já narrados por contadores de histórias que encantam crianças de todas as idades.

Além disso, a Opet INspira conta com diversos outros recursos, como materiais didáticos, jogos educativos, quizzes e recursos como trilhas de aprendizagem e roteiros de estudo para que o educador consiga disponibilizar diversos materiais para os estudantes.

Trata-se de uma plataforma educacional muito completa e em constante atualização, cujo objetivo é ajudar o docente a cumprir seu compromisso com o ensino de qualidade.

Dicas fantásticas no OpetCast

Recentemente, o OpetCast – o podcasts de educação da Editora Opet – publicou uma edição especial com a escritora e contadora de histórias Célia Cris Silva. Célia, que também é professora, deu dicas fantásticas sobre como contar boas histórias no contexto da educação. Confira agora! https://soundcloud.com/editoraopet/contacao-de-historias-e-educacao