Diferentes ferramentas, um mesmo propósito: ensinar!

São João do Itaperiú (SC) uniu Whatsapp, Facebook e livros para garantir o ensino

Situado a cerca de 150 quilômetros de Florianópolis, São João do Itaperiú é um importante parceiro da Editora Opet na região leste de Santa Catarina. Lá, como acontece em todo o Brasil, a rede municipal de ensino se organizou para garantir educação de qualidade durante o período de distanciamento social. A secretária municipal de Educação, professora Elizete Moraes Hess, explica que, tão logo começou a quarentena, o município decretou um recesso escolar de 15 dias, tempo suficiente para que os gestores e os professores se organizassem. As aulas foram retomadas no dia 06 de abril.

E eles perceberam que o trabalho funcionaria bem com o uso de ferramentas digitais que a maioria conhecia e utilizava – o Whatsapp e os grupos do Facebook. “Optamos por essas ferramentas pela facilidade de acesso de todos, professores, estudantes e famílias. E, como elas funcionaram perfeitamente, decidimos seguir usando sem migrar para outras ferramentas”, explica a secretária. No caso dos estudantes que não possuem acesso à internet, que são poucos, as atividades são enviadas diretamente para as suas casas pelos professores, gestores e Secretaria.

Devolutivas – Somadas aos livros físicos do Sefe (selo educacional da Editora Opet para o segmento público), as ferramentas digitais estão permitindo desenvolver as atividades educacionais com grande sucesso. Segundo a secretária Elizete, os livros físicos, de que todos os estudantes dispõem, geram um ponto a mais de conexão. “Os materiais do Sefe têm sido essenciais neste momento. Eles facilitaram muito as aulas remotas. Os professores fazem seus planejamentos a partir dos livros e enviam as atividades; os estudantes recebem as atividades, desenvolvem e postam, e recebem a devolutiva dos professores.”

Um exemplo bem interessante desse trabalho é o das crianças do Pré-I e Pré-II da professora Marcia Gadotti Caldonho, da Escola Municipal Professora Maria Gasino Borba. Com o acompanhamento das famílias – algo que é necessário nessa etapa da Educação -, elas estão fazendo suas tarefas e postando em um grupo fechado no Facebook. Algumas fotos podem ser conferidas nesta matéria. Marcia conta que a participação das famílias é bem importante para o sucesso do trabalho. “A maioria das famílias é participativa. Elas ajudam e fazem o possível para que as crianças realizem as atividades dos livros. Mandam filmagens, fotos e áudios falando o que a criança fez.” O trabalho, observa, é inteiramente baseado nas atividades dos livros.

“Exploramos tudo o que a criança pode fazer em casa com a família. Eu faço explicações em vídeo da página da atividade e, em caso de dúvidas, ajudo.” Sobre a evolução das crianças, Marcia explica que é possível acompanhá-la de acordo com os registros que cada criança faz com apoio da família. “A dedicação da família é muito importante. Ela ajuda muito no desenvolvimento da criança.”

A gerente pedagógica da Editora Opet, Cliciane Élen Augusto, considera ações como a dos gestores e professores de São João do Itaperiú fundamentais para o desenvolvimento da educação. Elas demonstram inteligência, criatividade e capacidade de engajamento. “Durante este momento tão difícil de distanciamento social, nossos conveniados têm demonstrado que a escola permanece viva em outros ambientes, sempre numa perspectiva de ampliar o processo de aprendizagem.” Cliciane lembra que o desafio é diário e é intenso, mas que o fazer pedagógico é a essência de ser educador. “Continuamos a fortalecer nossa parceria diante das dificuldades. Juntos, estamos enfrentando e superando este momento.”

 

Ressignificar, aprender, explorar: atitudes fundamentais de quem educa em tempos de pandemia

Com a pandemia do coronavírus, 1,5 bilhão de estudantes tiveram suas aulas suspensas ou reconfiguradas para um cenário de distanciamento social. De acordo com a UNESCO, esse número corresponde a mais de 90% dos estudantes do mundo. Isso significa que milhões de educadores também se encontram, agora, diante do desafio de “reaprender” a ensinar.
O uso das tecnologias digitais na educação já é uma realidade em grande parte do mundo, mas a escola física, como espaço material, instituição social e lugar de pertencimento, ainda é a fonte propulsora da educação.
Não tratamos, neste artigo, da ideia de “superar” esse conceito de escola, tão antigo e arraigado, ou de substituir o ensino presencial pelo remoto. Mas, sim, de como ressignificar este período de isolamento e adaptar o processo de ensino aprendizagem ao ambiente virtual.
Desafios são a tônica do dia a dia dos educadores. O que estamos vivendo é apenas mais um, que vai ser superado com compromisso, diálogo e aprendizado. Algumas atitudes são fundamentais nesse processo:
Ressignificar
Antes de qualquer instrução sobre plataformas on-line e ferramentas virtuais, é preciso reorientar a nossa mentalidade. Agora, mais do que nunca, nós, educadores, precisamos estar dispostos a reaprender a trabalhar, porque só através da educação, da ciência, da informação e da consciência, é que poderemos evitar crises semelhantes no futuro.
Ensinar é uma ação relacional, de interação, escuta e troca. A atmosfera da sala de aula é de protagonismo, transformação, superação e coisas novas. Isso tudo ainda é possível! À distância, sem a segurança das paredes, mas também sem seus limites. O mundo todo está compartilhando medos, angústias e frustrações; mas, também a esperança, a vontade da mudança e a busca por soluções. Nem toda distância é ausência e, graças ao saber, à ciência e à tecnologia, cá estamos nós, dentro de casa, mas com uma ou mais janelas abertas para o mundo.
Aprender, aprender e aprender…
Embora saibamos que quem ensina tem o dever de estudar sempre, é importante focar no fato de que toda renovação exige aprendizado. É necessário rever nossos métodos e adaptar nossa abordagem, com base nos recursos de que dispomos. Se você faz parte da geração das pilhas de livros, do globo e da lousa, peça dicas aos colegas, pesquise sobre as ferramentas disponíveis para educação à distância e fortaleça seus conhecimentos.
Lembre-se de que os conhecimentos que você já tem são muito importantes, e podem ser acrescidos de outras informações. Uma dica é a central de recursos do Google for Education, que disponibiliza uma série de materiais e sugestões para explorar as plataformas online e construir uma abordagem pedagógica eficiente a partir delas. Você e seus colegas também podem montar grupos de WhatsApp e fóruns de interação para trocar ideias e analisar resultados. Comunique-se, traga dúvidas, ofereça soluções, compartilhe!
Explorar
Se sua escola já possui um espaço on-line, busque maneiras para utilizá-lo de forma dinâmica, sem se limitar à postagem de um exercício ou texto. Se esse ambiente não dispuser de outros recursos, ferramentas como o Google Sala de Aula e os Hangout Meets são excelentes para atividades, avaliação on-line e videochamadas. Lembre-se de que é necessário alinhar o planejamento pedagógico do professor com  a coordenação da escola.
Busque interagir para engajar os estudantes, explorando a principal condição material para suas aulas neste momento: a internet. Incentive pesquisas, sugira vídeos e conteúdos extras, abra espaço para que eles se expressem e se identifiquem (enquetes, jogos, quizzes, fóruns etc.).
Lembre-se de que, nesse sentido, conexão pode ser um paradoxo; de nada adianta termos o privilégio de estar “conectados” pela tecnologia, se agimos de forma mecânica e impessoal na frente da tela. A tecnologia é um grande meio, não um fim em si – na educação, ela brilha a partir de quem a utiliza com empatia, talento e criatividade.
Sabemos que o ambiente escolar – físico e simbólico – é cheio de significados de extrema importância para o desenvolvimento do estudante. Estímulos cognitivos, sensoriais, emocionais e sociais fazem parte da rotina na escola. Essa é a limitação do ambiente virtual; falta um acesso mais orgânico à abertura relacional para o aprendizado.
Mas, neste momento, essa ausência pode e deve ser superada com uma boa conexão, nascida da inteligência, dedicação, aprendizado, empatia, diálogo e capacidade de adaptação. Com ela, não apenas superaremos este momento, como sairemos fortalecidos no pós-pandemia.
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