Ipu, Itaitinga e Sobral: a força do trabalho pedagógico Opet no Ceará

As últimas semanas foram de muito trabalho pela educação pública no Ceará! Estivemos em três municípios – Ipu, Itaitinga e Sobral – para implantações e formações pedagógicas. As ações foram coordenadas pelo supervisor regional para o Estado, Francisco Glaylson Rodrigues.

Ipu – Em Ipu, município situado no noroeste cearense, o trabalho de implantação de materiais aconteceu nos dias 04 e 05. Participaram 42 professores, dois coordenadores pedagógicos e 22 diretores de escolas. “A parceria do Sefe com Ipu existe desde 2016 e, agora, foi renovada para mais um ano”, explica Glaylson. Lá, são atendidos 450 estudantes do segundo ano dos Anos Iniciais, uma etapa crucial no processo de alfabetização. “A receptividade aos materiais e ao trabalho Sefe é sempre muito grande em Ipu”, conta Glaylson. “Desde que fechamos a parceria, em 2016, a educação municipal melhorou muito em avaliações como a do SPAECE-ALFA. Tanto que, hoje, Ipu é o primeiro colocado da região.” O SPAECE-ALFA é o Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica do Ceará (SPAECE) voltado aos alunos do segundo ano dos Anos Iniciais.


Momento de formação pedagógica com professores em Ipu.

Entrega simbólica dos materiais para as crianças em Itaitinga.

Itaitinga – Situado na região metropolitana de Fortaleza, Itaitinga é um dos mais novos parceiros da Editora Opet. Lá, o trabalho de implantação dos materiais aconteceu no último dia 08. “A formação envolveu 32 professores e 21 coordenadores”, explica Glaylson. No município, serão atendidos 600 estudantes do segundo ano dos Anos Iniciais. Algo importante a observar sobre a parceria com Itaitinga é que ela foi fechada dentro das diretrizes do Projeto Novos Rumos, que fortaleceu a transparência e o compliance no segmento comercial privado.

“Itaitinga é um município com bons resultados na alfabetização, que fechou uma parceria conosco para consolidar e ampliar estes dados”, explica Glaylson. A coordenadora pedagógica da rede municipal de ensino, professora Agnalda Castelo, diz que a formação foi enriquecedora em relação aos usos e à apropriação dos materiais pelos professores. “Os professores e coordenadores consideraram o material como de excelência. E ele é, de fato muito bom, e foi construído a partir das orientações da BNCC, a Base Nacional Comum Curricular. Em 2019, podemos e vamos melhorar nossos índices, que já são bons”, observa. Em Itaitinga, a Editora Opet também fez a entrega simbólica dos materiais para as famílias de três estudantes.

Professores participantes da formação pedagógica em Sobral.

Sobral – O município de Sobral é o campeão brasileiro em qualidade na educação pública. Desde 2018, sua rede municipal de ensino mantém uma parceria com a Editora Opet. O projeto-piloto envolveu inicialmente a etapa inicial da Educação Infantil e, neste ano, cresceu. Foi ampliado dentro da própria Educação Infantil e também passou a atender os estudantes do segundo ano dos Anos Iniciais.

A formação desta semana teve a participação de 52 professores que atendem as crianças da Primeira Infância. “Em Sobral, a parceria é muito interessante. Os professores são participativos e se envolvem muito com todas as ações”, conta Glaylson. A professora Daniele Pontes, técnica da secretaria de Educação de Sobral, foi uma das participantes. “Pudemos perceber, nesta formação, o empenho dos professores. Colocando-se, questionando, tirando suas dúvidas. Enfim, foi um momento muito rico de diálogo e troca de conhecimentos.”

No próximo dia 29, Sobral terá um segundo momento de formação, mais exatamente de implantação dos materiais do segundo ano. O momento é tão importante que, no dia 16, o secretário municipal de Educação, Herbert Lima, terá uma agenda especial com a superintendente da Editora Opet, Cristina Swiatovski, e o presidente do Grupo Educacional Opet, professor José Antônio Karam. Na ocasião, também será feita a entrega simbólica dos materiais produzidos pela Editora Opet.

Santana de Parnaíba: diálogo, experiências e informação para 2.400 professores e gestores municipais da Educação

A semana que passou foi de muito diálogo, aprendizado e troca de experiências para os professores e gestores da rede municipal de ensino de Santana de Parnaíba. Ao todo, 2.400 profissionais participaram da primeira formação pedagógica de 2019, realizada dentro da parceria com a Editora Opet. Santana é um dos principais parceiros da Editora Opet no Estado de São Paulo, e utiliza os materiais do selo Sefe – Sistema Educacional Família e Escola. A parceria abrange da Educação Infantil, a partir de três anos, até o Ensino Médio.

A gestora pedagógica da Editora Opet, professora Cliciane Élen, conta que a formação foi realizada por um grupo de 32 formadores e supervisores regionais, que conduziram o trabalho com os professores e os gestores (diretores, supervisores e equipes).

“Neste ano, também tivemos um momento muito especial, que foi uma palestra voltada especificamente aos funcionários das escolas não ligados diretamente à sala de aula”, explica Cliciane. “São pessoas que desempenham um papel importante para o bom funcionamento das escolas, e que também são educadores.”

Outro momento importante foi com os gestores, com foco para aqueles que entraram recentemente na rede municipal. “Esses coordenadores, diretores e vice-diretores estão aprendendo todos os processos da gestão. Nós, como parceiros, fazemos parte dessa orientação e dessa reflexão sobre a função.”

Cliciane se disse muito satisfeita com o que viu e ouviu nas várias salas de aula e espaços que receberam a formação. “Ouvi, de professores e gestores, que nós, da Editora Opet, somos uma parte importante da construção da educação em Santana de Parnaíba. Isso nos anima a avançar cada vez mais”, observa.

Cada vez melhor – “O material vem melhorando a cada ano e nos proporciona a ampliar o conhecimento e, com isso, aplicá-lo da melhor forma possível”, diz a professora Val Lage, do Colégio Luís Carlos Barbosa. “Juntando isso ao ambiente e às condições de trabalho, vemos porque a educação em Santana de Parnaíba vem melhorando a cada ano. Estão de parabéns.”

Confira imagens da formação!

(*) – Com informações da ASCOM/Santana de Parnaíba

Um “Raio-X” da equipe pedagógica Opet

Equipe de assessores e supervisores pedagógicos da sede da Editora Opet, em Curitiba.

Em entrevista exclusiva, a gestora pedagógica da Editora Opet detalha a estrutura e o trabalho da nossa equipe pedagógica.

Há alguns meses, Cliciane Élen – professora, pedagoga, neuropsicopedagoga e mestranda em Educação – assumiu a gerência pedagógica da Editora Opet. Colaboradora com bastante tempo de casa, ela conhece em detalhes o trabalho desenvolvido pelos assessores pedagógicos nos municípios e nas escolas privadas parceiras Opet.

Entrevista a Rodrigo Wolff Apolloni

Qual é o papel da gerência pedagógica? Qual sua relação com os materiais pedagógicos?

Cliciane – A gerência pedagógica garante que todo o atendimento pedagógico acontecerá no prazo previsto, atendendo as expectativas dos parceiros, contribuindo para a formação desses profissionais que utilizam os materiais didáticos e, em especial, trazendo novas proposições para ampliar seus repertórios. Temos um olhar atento para o uso do material na formação do professor e sempre buscamos perceber o que podemos fazer a mais. Nosso papel é garantir, também, que nossa equipe esteja atualizada, para atender as pessoas da melhor maneira. Em outras palavras: nós olhamos para o todo o tempo todo, para verificar e garantir que estamos atendendo as expectativas dos nossos parceiros das escolas públicas e privadas.

É possível dizer que, entre as missões da equipe pedagógica, está a de “dar vida” aos conteúdos didáticos cristalizados nos materiais?

Cliciane – É isso mesmo. A equipe “dá vida” a tudo o que está registrado nos livros didáticos, até porque os livros são uma parte das nossas soluções. Eles são o ponto de partida, mas não “acontecem” sozinhos.  Daí a importância da relação entre o formador e o professor, lá na ponta. A formação cumpre esse papel. Sem a formação para o uso dos materiais, o professor atinge parcialmente os objetivos propostos com os estudantes. É possível até chegar a alguns resultados, mas não naquela plenitude que é possível e desejável. Sem a formação pedagógica correspondente, o uso do material fica limitado. Mesmo quando, como no caso da Editora Opet, temos materiais de alta qualidade.

Em que momentos se divide o trabalho da equipe pedagógica?

Cliciane – A formação de implantação do material didático é um momento indispensável. Uma boa implantação é fundamental para a sequência do trabalho. Em seguida vem a formação, que tem um caráter de continuidade do trabalho. Tanto que a nomenclatura mais correta seria “formação continuada”, porque o caráter é este. Por fim, temos a assessoria, que é feita pelos supervisores regionais. Assim, aqui temos dois momentos diferentes para grupos distintos: a formação, feita pelos formadores para os professores, e a assessoria pedagógica, feita pelos supervisores regionais com as secretarias e com as equipes gestoras. Essas ações, porém, se comunicam, elas não são estanques – os supervisores também vão aos professores. Nossa assessoria pedagógica é tão personalizada, tão voltada às demandas de cada parceiro, que é quase uma consultoria. Um trabalho que envolve implantação, formações, visita técnica, palestras, acompanhamento pedagógico e, a pedido dos parceiros, avaliações e uma base de dados.

Formação de professores

Formação pedagógica de início de ano letivo realizada com os professores de Paranaguá, no Paraná (2019). A formação é um momento de aprofundamento dos professores em relação aos conteúdos e ao uso dos materiais didáticos.

Qual é a estrutura da gerência pedagógica da Editora Opet?

Cliciane – Hoje, nós temos a matriz em Curitiba e outros dois polos, um em Natal e o outro em Fortaleza, para o atendimento dos parceiros públicos e privados no Nordeste. Dentro dessa estrutura geográfica, temos a gestora pedagógica, que sou eu, supervisores regionais, (que fazem o acompanhamento pedagógico e organizam toda a logística para os atendimentos), a supervisão pedagógica (que acompanha a elaboração dos planejamentos, das avaliações e de todas as formações) e equipe de assessores especialistas por aéreas e níveis da Educação – Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, Arte e Educação Física. E contamos ainda com uma profissional que desenvolve todo nosso material de apoio, os layouts das nossas produções.

Qual é o perfil dos profissionais do nosso pedagógico?

Cliciane – Boa pergunta! Antes de mais nada, nossos profissionais são proativos e pesquisadores. Para fazer parte da nossa equipe é preciso, em primeiro lugar, ser um profundo interessado em educação, ir atrás de novas propostas, investigar o que já se tem, trocar experiências e trazer soluções para as questões do dia a dia. Quem trabalha em escola se depara com muitas situações envolvendo professores, estudantes, gestores e familiares. E, muitas vezes, se vê sem saber o que fazer. Uma de nossas missões é estabelecer diálogo com essa pessoa e auxiliá-la. Incentivando, articulando e trazendo propostas para a superação das questões. Assim, quando a gente faz todo esse esforço, tem toda essa vontade, é por um bem maior. Isso é o que nos motiva, que faz com que sejamos educadores.

Formação Educação Física

Em Pitanga (PR), professores de Educação Física participam de uma formação pedagógica com foco nas possibilidades de trabalho em atividades físicas, esportes e jogos.

Ao longo do ano, a equipe pedagógica se reúne várias vezes para dialogar, planejar, aprender e fortalecer o trabalho. Como funciona esse processo?

Cliciane – Há poucas semanas, realizamos o primeiro desses encontros, que foi chamado de “Alinhando as Ideias”. Nós olhamos para o nosso cenário, para os nossos parceiros em todo o país, professores, gestores e estudantes. E, nas discussões, também voltamos às nossas propostas, aos princípios que norteiam o nosso trabalho. Além disso, também trouxemos um palestrante externo, que nos falou sobre a arte da “escutatória”, com base na obra do Rubem Alves. Trabalhamos o ouvir, inclusive para fortalecer nossa capacidade de atender as demandas das escolas e dos municípios parceiros. Em termos figurados, a gente está sempre regando a planta para que ela floresça sempre, independente da época do ano. Sendo primavera ou não, precisamos florescer sempre. E isso vem da equipe, o que é muito legal.

Equipe Pesagógica

A “cara” do pedagógico da Editora Opet em março de 2019.

Pé na estrada: começam as formações pedagógicas de 2019 da Editora Opet

As próximas semanas serão intensas para os assessores pedagógicos da Editora Opet. Depois de meses de planejamento e preparação – que começaram ainda em 2018 -, a equipe está pronta para as primeiras formações pedagógicas do ano letivo de 2019. Em janeiro, o maior número de formações está com as escolas parceiras do segmento privado, que utilizam os materiais do selo Opet Soluções Educacionais. Até o final do mês, serão nada menos do que 26 formações. E a equipe, como acontece ao longo de todo o ano, vai viajar bastante: teremos equipes atuando em Sergipe (1 escola), Santa Catarina (2), Amapá (1), Rio Grande do Norte (4), Maranhão (2), São Paulo (3), Distrito Federal (2), Bahia (2), Pernambuco (1), Rio de Janeiro (5), Alagoas (1), Paraná (1) e Espírito Santo (1).

A gestora pedagógica da Editora Opet, Cliciane Élen Augusto, explica que a “concentração” de formações de escolas privadas em janeiro está relacionada com o calendário pedagógico – que, em muitos casos, é antecipado em relação às escolas públicas – e com uma demanda de planejamento.

“No início do ano, em especial para as escolas privadas, é essencial uma organização da semana pedagógica. É quando a escola se reúne com os professores para falar sobre planejamento, estratégia de ensino e até sobre a concepção pedagógica da escola. É, também, um momento de alinhamento em relação ao calendário. São planejados os encaminhamentos dos conteúdos, o aprendizado, a avaliação, em consonância com o material didático”, observa.  “Nossa presença é bem importante para auxiliar as escolas em um processo que influencia todo o ano letivo.”

Cliciane explica ainda que, em 2019, a agenda das formações no segmento privado está especialmente “recheada” por conta das novas escolas parceiras. Nesses casos, no início do ano não é feita a formação pedagógica, mas, sim, a implantação dos materiais. Um procedimento diferente porque envolve a apresentação da Editora Opet e dos materiais e ferramentas que serão adotados, dos fundamentos teórico-metodológicos que norteiam o sistema de ensino e do trabalho que será desenvolvido ao longo do ano. É, também, um momento estratégico de construir relações com os professores – uma parceria verdadeira – para que o trabalho tenha o melhor resultado em relação ao aprendizado dos estudantes.

Cada formação é única – A gestora pedagógica da Editora Opet destaca ainda o caráter único de cada formação ou implantação, que nasce da interação entre os assessores pedagógicos e os professores de diferentes realidades culturais. “Por mais que nós façamos um planejamento muito intenso, que começa meses antes do início do ano letivo, o trabalho segue um rumo próprio. E isso porque ele nasce da escuta e da interação com os professores”, observa Cliciane. “Nós estamos o tempo todo para esse professor que ele deve ouvir e dar voz ao estudante, preparando-o para ser um sujeito crítico consciente; assim, nós temos que fazer o mesmo nas nossas formações. Escuta, reflexão, provocação, instigação de pesquisa, para que, inclusive, eles levem o processo para a sala de aula.”

 

Formações presenciais são um momento importante para o desenvolvimento da parceria – e da educação.

Animação – Cliciane elogia a disposição dos assessores pedagógicos, que se animam muito para viagens que, em alguns casos, chegam a milhares de quilômetros. “A primeira pergunta que fazemos, no processo de contratação de um assessor, é: ‘Você gosta de viajar?’. Isso porque as viagens não são apenas deslocamento físico, mas relacionamento com pessoas da própria equipe e das escolas, contato com outras realidades culturais e sociais. Nossos assessores adoram viajar – eles estão sempre de malas prontas!”.

Essa disposição tem um grande impacto sobre as parcerias. “Hoje em dia, muitos atendimentos feitos pelas editoras são de tipo não presencial. Assim quando nós vamos até lá em pessoa, a recepção é muito favorável. Existe um reconhecimento e a receptividade é muito boa”, explica Cliciane.

“Viajar nos traz muitas possibilidades de trocas e de conhecimento”, sintetiza a assessora pedagógica Silneia Chiquetto, responsável, por exemplo, por atendimentos em regiões tão distantes de Curitiba quanto Macapá, capital do Amapá (a 2.800 km da sede da Editora Opet). Ela destaca as especificidades de cada escola e de cada grupo de professores. “Eu brinco dizendo que, quando viajamos, vamos com uma mão cheia e voltamos com as duas mãos cheias!”, observa, destacando a riqueza que é estar lá, presencialmente, com os professores e os gestores. “Nossa presença física, lá, faz muita diferença. O trabalho à distância também é interessante e supre algumas necessidades. Mas o estar juntos, olho no olho, é incomparável.”

Formações públicas – Ainda que o mês de janeiro seja predominantemente “privado” em relação às formações, o calendário abrange formações públicas de municípios que já mobilizaram os professores e os gestores. Esse trabalho acontecerá em Santa Catarina. No próximo dia 24, o trabalho será realizado com os professores e gestores de São João do Itaperiú; no dia 28 e 29, com os professores de Vargeão; no dia 31, acontece uma vivência com os professores de Palhoça (SC) e uma formação regional de professores e gestores das redes municipais de Arroio Trinta, Macieira, Treze Tílias e Salto Veloso.

Editora Opet: atenção total aos materiais da Educação Infantil

Uma das grandes preocupações da educação diz respeito à Primeira Infância. Como primeira etapa da Educação Básica, a Educação Infantil merece atenção para garantir que a criança, desde seus primeiros momentos na escola, possa se desenvolver plenamente em todas as dimensões. No caso da Editora Opet, essa preocupação se espelha na elaboração de materiais didáticos de alta qualidade, capazes de participar desse processo e de colaborar com o trabalho de professores e gestores.

Para conhecer um pouco mais a respeito dos materiais didáticos da Editora Opet para a Educação Infantil, conversamos com Ross Mary Capriotti Strano Vieira, editora pedagógica na gerência Editorial da empresa. Ela falou, por exemplo, sobre como as coleções são atualizadas e quais seus fundamentos. Uma entrevista útil para se compreender a complexidade e a beleza envolvidas na produção de um sistema de ensino. Confira!

Entrevista a Rodrigo Wolff Apolloni

Quais são as nossas coleções, as coleções que produzimos para a Educação Infantil?

Ross Mary – Nós temos duas coleções para a Educação Infantil na Editora. Uma chama-se “Encantos da Infância”, que é voltada ao segmento privado, e a outra chama-se “Entrelinhas para Você”, voltada ao segmento público. Elas abrangem todos os anos da Educação Infantil, de um a cinco anos e onze meses, e seguem os mesmos fundamentos teórico-metodológicos e filosóficos da Editora Opet.

A Editora Opet tem um compromisso com a atualização, renovação e mesmo reescrita dos materiais, de modo a mantê-los sempre relevantes e adequados ao momento. Por que processos as coleções voltadas à Educação Infantil passaram ou vêm passando recentemente?

Ross Mary –  Recentemente, o material dos níveis “Infantil I” e “Infantil II”, que era anual, passou a ser semestral. Essa mudança atendeu uma solicitação dos nossos clientes, dos parceiros que utilizam os materiais, para facilitar a logística e o trabalho em sala de aula. Assim, o último trabalho foi a semestralização desses materiais.  Os demais níveis, 3, 4 e 5, já eram semestrais e foram mantidos assim. Uma outra atualização importante foi um mapeamento dos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento presentes nas duas coleções em relação aos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento presentes na BNCC, a Base Nacional Comum Curricular. A equipe Editorial tem participado de estudos, encontros e palestras, principalmente na área da Educação Infantil, relacionados à BNCC. Desde que foram realizados os primeiros estudos, nós estamos participando das discussões. Em função disso, nossos materiais estão atualizados. A cada ano fazemos uma revisão, sempre de acordo com o que é proposto pelo MEC.

Nós podemos afirmar que, dentro do cenário dos sistemas de ensino no Brasil, nossos materiais da Educação Infantil estão entre os mais atualizados?

Ross Mary – Com certeza. Justamente por conta desse estudo frequente, constante, que nosso Editorial faz em conjunto com a gerência Pedagógica. As propostas estão, de fato, bem atualizadas.

Esse é um processo que envolve muitas pessoas e muito tempo…

Ross Mary – Nós podemos dizer que são várias pessoas, desde o autor do material, que é consultado para qualquer modificação, passando pelo editor – que, no caso da Educação Infantil, sou eu -, pela diagramação, pela análise de língua e pela iconografia. Ou seja: todo o processo de produção de um material acaba sendo incorporado em uma revisão de materiais já existentes. Às vezes, uma simples operação – a troca de uma palavra, por exemplo – impacta em toda uma cadeia de desenvolvimento. E nós não podemos deixar escapar nada, nenhuma etapa. É, enfim, um processo cuidadoso, que deve atender aos parâmetros de qualidade que temos dentro da empresa.

Quais são, em termos instrumentais, as características das duas coleções?

Ross Mary – As duas coleções são similares no sentido de seguirem os mesmos parâmetros teórico-metodológicos e filosóficos. O que acontece é que são atividades e sugestões de vivências diferentes em cada coleção. Ambas as coleções, porém, estão pautadas nos eixos propostos pela BNCC, que são brincadeiras e interações – os dois eixos de trabalho para o segmento. As duas coleções também respeitam os princípios éticos, políticos e estéticos propostos tanto pelas Diretrizes Curriculares Nacionais quanto pela BNCC. As duas coleções contribuem para assegurar os direitos de aprendizagem e desenvolvimento propostos por estes documentos. Elas promovem, também, a indissociabilidade do cuidar e educar – que já é uma conquista da Educação Infantil, mas que precisa ser sempre afirmada para que isso aconteça de fato. As duas coleções também estão estruturadas com base nos campos de experiência propostos pela BNCC e, além disso, elas apresentam as propostas de aprendizagem em consonância com os objetivos de aprendizagem propostos pela BNCC.

No site da Editora Opet, os interessados podem ter acesso às características dos materiais para a Educação Infantil. Mesmo assim, as pessoas interessadas podem entrar em contato com você para esclarecer dúvidas?

Ross Mary – Com certeza! Nós estamos sempre abertos para esclarecer dúvidas, receber sugestões e críticas. Essa troca, que já acontece no dia-a-dia das escolas, durante as formações pedagógicas e no assessoramento, é muito importante. Contem conosco!

 

Carmen Gabardo fala sobre diretrizes teórico-pedagógicas da Editora Opet

Ao longo dos anos, a professora Carmen Lucia Gabardo – pedagoga, mestre em Administração de Sistemas Educacionais pela PUCRS e doutora em Letras e Estudos Linguísticos pela UFPR – se destacou como pensadora e como defensora de uma educação mais cidadã, crítica e capaz de transformar a sociedade. Uma parte importante dessa trajetória foi feita em parceria conosco: primeiro, no início do século 21, com a Base Editorial, que daria origem ao Sefe; depois, com o próprio Sefe e, a partir de 2015, com a Editora Opet, que congrega os selos educacionais Sefe (para a área pública) e Opet Soluções Educacionais (para a área privada). Junto com os colaboradores dos setores pedagógico e editorial, Carmen participa ativamente da construção e da materialização dos princípios filosóficos que norteiam a assessoria pedagógica e os materiais didáticos e da Editora Opet. Uma profissional, enfim, que conhece como poucos os princípios que nos movem na educação.

Nesta entrevista exclusiva, ela falou sobre as Diretrizes Teórico-Metodológicas da Editora Opet e do trabalho de fazer com que essas regras norteiem as coleções utilizadas por professores de escolas públicas e privadas de todo o país.

 

Editora Opet – No ano passado, a gerência pedagógica da Editora se reuniu para debater e estabelecer as Diretrizes Teórico-Metodológicas que passaram a nortear o trabalho desenvolvido com os parceiros das escolas públicas e privadas. A senhora teve um papel importante nesse processo. O que são as Diretrizes? Qual seu papel?

Carmen Gabardo –  A nossa preocupação sempre foi a de desenvolver uma filosofia, a do compromisso com a educação. E, a partir do momento em que você explicita o tipo de formação que se quer, como se quer realmente atingir a população escolar e os professores, cria condições para que esse processo seja de boa qualidade. Entram aí as concepções de homem, sociedade e educação, assim como as questões da função da escola e da família – estes elementos, todos, nos conduzem a uma reflexão teórica.

Então se tem, realmente, uma política educacional que busca uma formação plena do nosso aluno para a cidadania, respeitando o que preceituam as leis maiores que regem a educação. E isso nos possibilita adequar a parte pedagógica, a tradução metodológica desses princípios, em livros para os alunos, no instrumental necessário para o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem.

Assim, a partir dessa concepção, que nós já tínhamos – que a Editora Opet já possuía e que o Sefe já possuía -, fizemos um entrosamento, uma explicitação, que foi materializada nas Diretrizes Teórico-Metodológicas. E, a partir delas, estamos analisando todas as obras desenvolvidas pela Editora Opet.

Quais são os princípios que norteiam as Diretrizes?

Carmen – A concepção de que o aluno é sujeito da História, que ele produz cultura, de que o ser humano, a partir do momento em que se relaciona, na interação com o outro, se faz e se vê. Assim, a própria concepção linguística é a do outro, do diálogo. Para que a gente possa realmente entender e fazer entender. Ouvir o outro, entendê-lo e trabalhar com ele no desenvolvimento das suas habilidades – do instrumental de conhecimento de que o indivíduo precisa para poder interferir na sociedade, transformando-a, quiçá para num bem comum e justo.

Essa é uma concepção baseada em Vygotsky? [Lev Vygotsky, 1896-1934, psicólogo e teórico do desenvolvimento]

Carmen – Nós temos nossa perspectiva de desenvolvimento humano pautada em Vygotsky. Claro que não negamos outras contribuições de conhecimento, mas Vygotsky foi muito feliz quando falou dessa interação e dessa mediação. E, quando falamos do aspecto linguístico, estamos falando da própria concepção bakhtiniana, porque Bakhthin [Mikhail Bakhtin, 1895-1975, filósofo da linguagem] também vai por essa razão do diálogo, da enunciação, do perceber o outro. E que esse outro realmente é reflexo histórico das condições em que vive, do entorno e com a relação com o outro.

De que forma Paulo Freire entra no DNA do nosso olhar pedagógico?

Carmen – Paulo Freire fez todas as suas pesquisas demonstrando que é a partir da percepção do outro, do mundo do outro, da forma como este outro interpreta o mundo, que podemos fazer as análises, as sínteses, as trocas. Então, é a mesma percepção de um social que se quer participativo, que não tem tantas desigualdades e que permite às possam usufruir, de fato, os bens culturais.

Ou seja: as nossas fontes, os nossos referenciais teóricos, guardam uma coerência que se reflete nas Diretrizes Teórico-Metodológicas.

Carmen – Sem dúvida!

O processo de um sistema de ensino contempla a necessidade de renovar coleções existentes e de se criar coleções novas, que atendam às mudanças no mundo. Como as Diretrizes Teórico-Metodológicas  participam desse processo?

Carmen – Você tem os conceitos estruturantes de cada disciplina, de cada área do conhecimento, e tem esses princípios filosóficos, que indicam como desenvolver determinadas formas de raciocínio e determinadas formas de aprender. Por exemplo: considere um especialista do sexto ao nono ano do Ensino Fundamental, por exemplo, com conhecimento em si da disciplina. Você vai trabalhar com ele didaticamente, e essa didática é que vai se prender à Psicologia, às teorias do desenvolvimento humano, para dizer que ele precisa ter determinadas atividades que desenvolvam as formas de pensar, que estabeleçam certas relações de compreensão crítica, a própria percepção de que esse conhecimento foi construído na História pelos próprios homens e que ele está se refazendo a cada momento. Que a ciência, apesar de estar falando “cientificamente”, também passa por modificações ao longo do tempo. Então, reunimos esses elementos. Por quê? Acreditamos que o indivíduo, quando se apropria do conhecimento, consegue interpretá-lo, perceber as diferentes visões de mundo e atuar em função do bem comum.

Como se coloca uma proposta de viés humanista quanto essa em coleções que são levadas ao mercado?

Carmen – Independente de se trabalhar para escolas públicas ou privadas, o educador, que se diz e se sabe educador, tem um compromisso com o desenvolvimento humano. Então, independente do lugar de onde se vem, quando você produz um livro, este livro deve contribuir para o desenvolvimento do aluno para o bem, seja ele da escola pública ou privada. Consequentemente, o trato que se tem é absolutamente o mesmo. Os profissionais que atuam tanto na escola pública quanto na escola privada (e muitos deles ocupam as duas posições) têm um compromisso com a ciência e com a educação. Eles vão utilizar instrumentos, sejam eles produzidos por uma empresa ou não, da melhor forma. No caso de uma obra que já existia e que está sendo atualizada, como é feito o trabalho de reestruturação? Fazendo-se a análise dela em função, até, das normas educacionais que estão sendo discutidas agora, que é o caso da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que estabelecem tantos conteúdos e tantas metodologias, tantas competências e tantas habilidades. Então, você pega uma obra e a analisa esta obra em função dos princípios filosóficos, psicológicos, pedagógicos, e daí a complementa. Porque o conteúdo está aí, mesmo com a possibilidade de alterações e mudanças que são naturais.

Como você avalia as nossas coleções hoje. E para onde caminhamos?

Carmen – As percepções são feitas partindo do que os usuários dizem, do que apontam. Então, você tem proposições de quem usa, da base. E, como tem percepções dessa base, o que é o fundamental – até mesmo porque, se oferecer a obra e não oferecer o assessoramento, a discussão e o diálogo, estará pecando –, quando você tem esse vínculo, vai vendo que as nossas obras têm tudo para chegar lá. Porque elas provocam. E o profissional arejado, crítico, consegue pegar essas obras, esses elementos, e transformá-los naquilo que é necessário. As obras, enfim, são instrumentos. As obras são vivas porque são utilizadas, e a mediação é feita pelo professor.

Palestra com Marcos Meier movimenta 1200 professores em Paranaguá

Os professores da rede municipal de ensino de Paranaguá, município parceiro da Editora Opet no litoral do Paraná, começaram oficialmente o ano letivo de 2018 em grande estilo, com uma palestra ministrada pelo psicopedagogo e escritor Marcos Meier. Em três sessões realizadas pela manhã, à tarde e à noite no Teatro Municipal Rachel Costa, todos os cerca de 1.200 professores da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental da rede municipal ouviram Meier falar sobre o tema “Gestão Emocional – o papel da liderança no desafio de fazer acontecer”. A palestra foi promovida pela Editora Opet dentro da parceria com Paranaguá e está relacionada ao trabalho que o município desenvolve com as coleções, materiais e formações do selo educacional Sefe. O foco, nesse caso, foram os professores e seu papel na gestão e na liderança de pessoas.

Além de ser um dos palestrantes mais respeitados do Paraná em áreas como educação, criação de filhos e relações entre gerações, Marcos Meier também é coautor, junto com a professora Oralda Adur de Souza, da Coleção “Encontro com Familiares”, do Sefe. O prefeito de Paranaguá, Marcelo Roque, participou da palestra e falou sobre a importância das ações desenvolvidas pelo município para oferecer uma educação pública humana e cidadã.

Formação de professores em Juazeiro do Norte movimenta mais de 300 pessoas.

A formação de professores promovida pela equipe da área pedagógica da Editora Opet movimentou a cidade de Juazeiro do Norte. Foram mais de 200 professores e diversos gestores educacionais que presenciaram um novo modelo de educação.