Letramento Matemático

Os professores da nossa época sabem que o ensino da Matemática não pode se resumir ao ensino de fórmulas, conceitos e conjuntos numéricos. A Matemática é muito mais do que isso – ela está no cotidiano das pessoas e na natureza, faz uma grande diferença no dia a dia e deve ser percebida desta forma – em toda a sua importância!
É por isso que falar sobre letramento matemático é tão importante. De modo amplo, o termo “letramento matemático” diz respeito a capacitar os estudantes para utilizar a Matemática como ferramenta para as questões do dia a dia, tornando-a mais próxima e menos abstrata.

Entender a função social da Matemática motiva os estudantes

As pessoas, em sua maioria, sabem que a Matemática é importante. Poucas, no entanto, pararam para “digerir” essa informação de forma plenamente consciente. Se o fizessem, entenderiam que tudo envolve a Matemática. E é isso que o professor precisa levar para a sala de aula. A criança deve entender a real função dessa disciplina no mundo. Como ela surgiu, contribuiu para a evolução das sociedades e pode ser usada nos dias atuais, em suas próprias vidas.
Ao perceber que a Matemática está assim envolvida com a vida – das coisas mais simples e rotineiras às mais incríveis –, crianças e adolescentes, com certeza, se sentirão mais motivados a estudar a disciplina! Até mesmo porque, nesse caso, o estudo vira descoberta!

O desenvolvimento das civilizações e a Matemática

A civilização não existiria se não fosse pelo conhecimento matemático. Podemos dizer que a história da Matemática se confunde com a do próprio ser humano. Para perceber isso, basta pensar nos conceitos de contar e medir que já eram utilizados na Pré-História. Era por meio deles que se contavam os recursos, se media a distância entre fontes de água e alimento ou se calculava as possibilidades de capturar presas.
Quando surgiram as primeiras civilizações mais organizadas, veio a necessidade de realizar negociações, contar o gado e as colheitas, cobrar dívidas, realizar negociações e até se preparar para combater e para se defender de ataques de outros grupos. Práticas que garantiam a sobrevivência das comunidades. Ou seja, a Matemática nasce a partir da relação entre o ser humano e a natureza e das necessidades que surgem a partir disso. Não se trata de uma disciplina inventada, mas de uma ciência que nasceu à medida que essas necessidades apareciam.

Como a Matemática aparece no dia a dia

Vamos pensar na nossa vida atual. Quase tudo o que executamos envolve essa linguagem, a da Matemática. Compras, vendas, investimentos e cálculos de juros são algumas delas.
Podemos até seguir para um campo menos comum – o da culinária – quando falamos em Matemática. Para fazer qualquer prato, é preciso ter a quantidade correta de tipos de ingredientes, bem como do ingrediente em si.
Por falar em culinária, outro assunto importante é o das unidades de medida: para cozinhar, é preciso saber o que são gramas, quilos e litros. E, não para por aí: afinal, se uma receita diz que para fazer uma torta leva 90 minutos, como se transforma esses minutos em horas?
Nas compras de frutas e legumes, a Matemática aparece novamente. Afinal, com R$ 20,00 é possível comprar quantas maçãs, sendo que seu quilo custa R$ 3,50?
Além disso, antes de calcular o tempo de cozimento de um prato, é preciso ajustar a temperatura do forno. Aqui no Brasil, utilizamos a unidade de medida de temperatura “grau Celsius”.
Mas, e se eu tiver lido a receita em um site estrangeiro, como faço para transformar “grau Celsius” em “Fahrenheit” – unidade de medida utilizada, por exemplo, nos EUA?

Letramento matemático como ferramenta para um ensino mais prático e palpável

Claro que ensinar Matemática, mesmo relacionando-a à vida real, não é tarefa fácil! O pior é que aqueles que nunca estudaram muito têm um certo “receio” dos conteúdos! Essa reação negativa deve-se principalmente à forma como a disciplina, muitas vezes, é ensinada: de forma fria e distante, sem emoção e com muitas fórmulas a decorar. É por isso que atualmente se fala tanto em letramento matemático.
Ao considerá-lo no ensino de Matemática, a pergunta que deve ser feita é: para que serve a Matemática? Ou melhor: em que área ou quando preciso aplicar os conhecimentos matemáticos?
Ao fazer isso, o docente já começa a vislumbrar caminhos para ensinar a Matemática de forma menos abstrata, sempre associada a questões da vida prática!
Basicamente, o professor precisa criar um conteúdo que auxilie os estudantes na vida financeira, no desenvolvimento de pensamento analítico e estratégico, na tomada de decisões… em muitas coisas, enfim!

O que é letramento matemático?

Se esse é o seu primeiro contato com o termo, certamente ele deve ter causado estranhamento. Mas, afinal, o letramento não tem a ver com a alfabetização em Língua Portuguesa?
Apesar de estar muito relacionado ao ensino da nossa língua, o letramento é uma área que propõe o ensino das disciplinas considerando seu uso social.
Para ficar mais fácil de entender o conceito de letramento matemático, confira a definição do Inep – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – sobre o termo:
“O letramento matemático refere-se à capacidade de identificar e compreender o papel da Matemática no mundo moderno, de tal forma a fazer julgamentos bem-embasados e a utilizar e envolver-se com a Matemática, com o objetivo de atender às necessidades do indivíduo no cumprimento de seu papel de cidadão consciente, crítico e construtivo.
O letramento matemático para o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), portanto, não se limita ao conhecimento da terminologia, dos dados e dos procedimentos matemáticos, ainda que os inclua, nem tampouco se limita às destrezas para realizar certas operações e cumprir com certos métodos. As competências matemáticas implicam na combinação desses elementos para satisfazer as necessidades da vida real dos indivíduos na sociedade”.
 

Letramento: muito além do que conhecimento técnico

Se o educador elaborar aulas que associam a teoria com a prática, o estudante terá seu interesse pela Matemática aumentado e, consequentemente, vai memorizar fórmulas, conceitos e definições com mais facilidade.
No entanto, é importante mencionar que, além disso, esse tipo de abordagem ajudará o discente no desenvolvimento de várias competências. Segundo o Inep, o letramento matemático também é importante para o desenvolvimento de:
● raciocínio lógico;
● capacidade de argumentação;
● qualidade na comunicação;
● solução de problemas;
● representação;
● modelagem;
● uso de linguagem simbólica, formal e técnica;
● uso de ferramentas matemáticas.
Logo, além de ajudar a criança na resolução dos exercícios, o letramento matemático contribui com habilidades que são necessárias para todas as áreas da vida.

Como trabalhar o letramento matemático na sala de aula

Você já percebeu que o letramento matemático é uma forma de aproximar todos aqueles conceitos e conjuntos numéricos da realidade, certo?
Para conseguir isso, o professor precisará não apenas explicar a disciplina de forma diferente, mas utilizar práticas, técnicas e metodologias que contribuam para seu objetivo de ensino.
Nesse sentido, as chamadas metodologias ativas são as melhores ferramentas. São novos métodos de ensino em que as crianças aprendem fazendo.

Metodologias ativas no letramento matemático: o aprendizado é ativo

Todos que atuam na educação sabem que a aprendizagem é ativa, ou seja, para aprender, a criança precisa “colocar a mão na massa”.
Entre as metodologias ativas mais utilizadas estão aprendizagem baseada em projetos e aprendizagem baseada em problemas.
Na primeira, o docente propõe que a criança desenvolva um projeto em que será necessário a aplicação dos conceitos da disciplina. Os projetos podem envolver jogos, tecnologia, criação de uma empresa, reciclagem e qualquer outra ideia que precise da Matemática para ser criada.
Já na segunda metodologia, o professor propõe um problema específico, baseado no dia a dia de todos, e reúne a sala em grupos para debater soluções.
Inclusive, após conclusão do debate, o docente pode propor que tal solução seja transformada  também em um projeto.
 

Metodologias ativas e tecnologia digital: duas ferramentas essenciais para o letramento matemático

Na Opet INspira, plataforma digital de educação da Editora Opet, há diversos recursos que auxiliam o educador no desenvolvimento de metodologias ativas. O melhor é que são soluções desenvolvidas com tecnologias digitais, algo que amplia as possibilidades de trabalho.
Lá o professor encontrará um acervo de material didático, histórias infantis e objetos educacionais digitais, como vídeos, áudios, apresentações e quizzes.
A plataforma também possui uma série de ferramentas de apoio para professores, como criação de trilhas de aprendizagem e roteiros de estudos, bem como PDFs e vídeos explicativos.
Tudo para transformar o ensino de Matemática em algo divertido, interessante e próximo à realidade de cada criança.

Tecnologia Assistiva para uma educação inclusiva

Você, professor ou gestor, sabe que a educação inclusiva é um desafio. Ela exige conhecimento das características de diversas deficiências e das estratégias, metodologias e recursos pedagógicos inclusivos.

Graças à evolução tecnológica, no entanto, há cada vez mais ferramentas – e de alta qualidade – para auxiliar os professores nesse processo. E há cada vez mais pessoas trabalhando e encontrando soluções para aumentar a inclusão em nossas escolas.

O que é Tecnologia Assistiva? 

Você já ouviu falar em Tecnologia Assistiva? O termo é relativamente recente e foi criado para identificar o conjunto de soluções – recursos e serviços – que auxiliam na promoção ou na ampliação das habilidades funcionais de pessoas com deficiência. Ela está diretamente associada à inclusão, independência e cidadania dessas pessoas – ou seja, é algo fundamental!

Quando falamos em Tecnologia Assistiva, estamos falando de um conjunto de:

● Recursos;

● Serviços;

● Equipamentos;

● Práticas;

● Estratégias;

● Metodologias.

Todos esses recursos são desenvolvidos para proporcionar ou melhorar as habilidades funcionais de pessoas:

● Com deficiências;

● Com incapacidades ou mobilidade reduzida;

● Com transtornos globais do desenvolvimento;

● Com altas habilidades ou superdotação.

Utilizar esse tipo de tecnologia no ambiente escolar é fundamental para promover o ensino inclusivo das crianças, adolescentes e adultos que possuem alguma dessas condições. Essas pessoas têm seus direitos de acesso à educação assegurados pela Lei Brasileira de Inclusão.

Lei Nº 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência)

O Brasil possui uma das mais avançadas legislações do mundo no campo da inclusão, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência ou Estatuto da Pessoa com Deficiência. Em seu Artigo 28, que tem como objeto a educação, a lei estabelece (entre outras coisas) que incumbe ao poder público assegurar, criar, desenvolver, implementar, incentivar, acompanhar e avaliar um projeto pedagógico que institucionalize o atendimento educacional especializado, assim como os demais serviços e adaptações razoáveis para atender às características dos estudantes com deficiência e garantir o seu pleno acesso ao currículo em condições de igualdade, promovendo a conquista e o exercício de sua autonomia.

Um processo que é absolutamente necessário, mas que também impõe desafios aos gestores e aos educadores.

A importância das ferramentas de tecnologia assistiva na educação

Em tempos recentes – desde o início da atual “revolução digital”, há cerca de quatro décadas –, pesquisadores, universidade e empresas passaram a desenvolver e a oferecer tecnologias assistivas para a educação. Com elas e com uma formação pedagógica adequada, o educador consegue desenvolver métodos e práticas personalizados para o estudante com deficiência.

Ferramentas de Tecnologia Assistiva 

As Tecnologias Assistivas estão presentes em duas áreas que, muitas vezes, se complementam: no próprio universo digital, em programas e aplicativos; e em aparelhos, máquinas e objetos que auxiliam a pessoa com deficiência.

Por exemplo: hoje em dia, há bengalas para deficientes visuais que contam com “leitores ambientais” que identificam eletronicamente objetos presentes no local onde a pessoa está. Essas bengalas somam um objeto – a própria bengala, usada por deficientes visuais há muitos séculos – e um aplicativo.

Confira algumas das ferramentas desenvolvidas a partir da tecnologia assistiva:

● Mouses diferenciados;

● Alto contraste entre tela e texto;

● Teclados alternativos;

● Programas de comunicação alternativa;

● Textos em Braille;

● Leitores de texto;

● Textos ampliados;

● Recursos de mobilidade pessoal;

● Chaves e acionadores especiais;

● Aparelhos de escuta assistida.

Vamos saber o que cada uma dessas tecnologias proporciona:

Mouses adaptados e alternativos 

A adaptação de um mouse pode ser feita em relação à posição de empunhadura ou ao tamanho do aparelho.

1. Mouse com acionador: uma das dificuldades que pessoas com mobilidade reduzida podem apresentar é a dificuldade para apertar o botão do mouse. Pensando nisso, algumas empresas desenvolvem mouses com acionador no lugar dos botões.

O acionador, objeto redondo ou retangular, varia de tamanho. Isso depende de o quanto a mobilidade do indivíduo está comprometida, mas ele sempre será maior do que os botões.

O modo de utilizar o acionador também varia. O estudante pode pressioná-lo com o membro do corpo que tiver maior mobilidade. É possível usar as mãos, os pés, os braços ou a coxa, por exemplo.

2. Mouse estático de esfera

Trata-se de um mouse em formato de esfera, com cerca de 7 centímetros de diâmetro.

No lugar dos botões convencionais do mouse tradicional, esse modelo conta com dois botões gigantes.

Seu formato, tamanho e a posição dos botões exigem menor coordenação motora fina do usuário. Isso facilita o manuseio para estudantes com mobilidade reduzida.

3. Mouse Trackball

Possui um formato semelhante ao mouse tradicional. O Trackball, no entanto, possui uma bola na lateral e não precisa ser movimentado para controlar o cursor.

Para utilizá-lo, basta manter o dispositivo fixo na mesa e utilizar o polegar ou outro dedo para mover a bola lateral. É o movimento da bola que desloca o ponteiro do mouse na tela.

4. Mouse de roletes

Sua base é plana e nela há dois roletes – vertical e horizontal – que servem para movimentar o cursor.

Para clicar e realizar cliques duplos, o mouse possui teclas. Para a função de arrastar, ele conta com uma chave do tipo liga/desliga.

Teclados alternativos

Os teclados alternativos podem ser reduzidos ou ampliados, em Braille ou com teclas de alto contraste.

1. Teclados reduzidos

Indicado para usuários que possuem boa coordenação, mas pequena amplitude de movimento, o que dificulta o alcance das mãos em todas as teclas do teclado convencional.

2. Teclados ampliados

São modelos que auxiliam pessoas que possuem movimentos amplos e pouco coordenados, bem como os usuários com baixa visão.

Além de as teclas serem maiores, as letras são ampliadas e costumam ter cores diferentes.

3. Teclado em Braille

Possui teclas em Braille, para que usuários cegos consigam navegar e acessar documentos.

4. Teclado de alto contraste

Possui teclas em alto contraste, para facilitar o uso de pessoas com baixa visão.

Impressoras Braille

As impressoras Braille convertem qualquer tipo de texto eletrônico para o Braille.

Ampliadores de imagens ou lupas eletrônicas

São softwares que ampliam textos e imagens para pessoas com baixa visão.

Comunicação alternativa 

A comunicação alternativa destina-se a pessoas sem fala ou sem escrita funcionais. Ela abrange, também, pessoas com defasagem entre sua necessidade comunicativa e a habilidade de falar e/ou escrever.

Esse tipo de comunicação se dá a partir de:

● Pranchas de comunicação;

● Pranchas alfabéticas e de palavras;

● Cartões de comunicação;

● Vocalizadores;

● Softwares instalados no computador.

Leitores de tela

São programas que transformam textos escritos na tela em fala.

Por meio deles, a pessoa cega consegue:

● Editar textos;

● Fazer a leitura sonora de livros digitalizados;

● Usar e-mail;

● Participa de chats;

● Navegar na Internet;

● Enviar arquivos, entre outras.

Softwares de tradução

São dispositivos que transformam os textos falados ou digitados em língua de sinais em tempo real.

Como aprender a utilizar os recursos de tecnologia assistiva 

Muitos educadores possuem certo receio quando o assunto é tecnologia aplicada à educação inclusiva.

Esse receio não se justifica! A maioria dos recursos educacionais digitais são facilmente aprendidos e garantem uma maior inclusão na escola.

Um bom exemplo: a plataforma educacional Opet INspira, da Editora Opet, disponibiliza vários objetos educacionais e recursos pedagógicos. Muitos deles são inclusivos.

Para ajudar o docente a utilizar as ferramentas, a plataforma possui tutoriais de auxílio e orientação em formato de vídeo e PDF.

Opet INspira e a tecnologia assistiva 

Ao acessar a plataforma, o educador encontrará um Menu de Acessibilidade que permite a seleção de funções personalizadas aos estudantes com alguma deficiência.

Dentre essas funções, podemos citar:

● Teclas de navegação;

● Leitor de página;

● Ferramentas para alterar o tamanho do texto e do cursor;

● Aumentar espaçamento de texto entre frases e parágrafos;

● Criar documentos de alto contraste.

Para acessar a plataforma, é necessário que a escola seja conveniada da Editora Opet (Sefe ou Opet Soluções Educacionais). O acesso é feito com o nome de usuário (login) e a senha individual.

Nós produzimos uma reportagem especial com todos os recursos de acessibilidade da plataforma educacional Opet INspira explicados em detalhes! Clique e saiba por que somos campeões em acessibilidade:

“Os recursos que fazem da plataforma educacional Opet INspira uma das mais acessíveis do país!”.

É tempo de férias! Vamos brincar?

O período das férias escolares é um momento muito esperado pelas crianças. Depois de meses de estudo, chega a hora de descansar, acordar mais tarde, brincar com os amigos, passear e viajar com a família e até ficar mais longe das telas. No entanto, devido à pandemia, as opções de lazer ficaram mais restritas. Viajar e passear para lugares movimentados, por exemplo, não são uma opção neste ano.

Isso não quer dizer que meninas e meninos precisam ficar sem diversão. Existem muitas atividades legais e empolgantes que podem ser feitas em casa!

Brincadeiras de roda nunca saem de moda

As brincadeiras de roda são atividades em que as crianças se sentam em círculo, de mãos dadas, e entoam, dançam e/ou dramatizam canções folclóricas tradicionais. Algumas das mais conhecidas são:

● “Ciranda, cirandinha”;

● “Corre, cotia”;

● “A canoa virou”;

● “Fui à Espanha”;

● “Peixe vivo”;

● “Batata quente”;

● “Terezinha de Jesus”;

● “Fui no Itororó”.

Além de divertidas, as brincadeiras de roda são excelentes ferramentas para trabalhar a oralidade, o senso rítmico, a coordenação motora, a agilidade e a noção de espaço das crianças.

A socialização, o companheirismo, o senso de pertencimento e a coletividade também podem ser trabalhadas a partir dessas brincadeiras. Por isso, é importante que a atividade seja feita em companhia de outras crianças – irmãos, primos ou amigos.

Atividades ao ar livre

Se a casa ou condomínio tiver uma área aberta, é interessante explorar as possibilidades que esses ambientes oferecem. Nos condomínios, por exemplo, é comum a existência de parquinho, piscina e ciclovias para andar de bicicleta.

Também é possível usar a área aberta deles ou das residências para:

● Fazer e soltar pipa (com segurança);

● Pular corda;

● Brincar de amarelinha;

● Fazer bolhas de sabão;

● Rolar na grama;

● Brincadeiras com bola, como vôlei, basquete e futebol;

● Queimada;

● Cabo de guerra;

● Corrida de saco;

● Acerte o alvo;

● Twister.

Essas brincadeiras estimulam a coordenação motora, a concentração e, principalmente, a socialização entre as crianças, além do trabalho em equipe. Afinal, elas são praticadas em grupo e todos precisam trabalhar juntos se quiserem obter êxito.

Desenhos, pinturas, cores, telas, lápis de cor e tintas: aposte em atividades criativas 

As crianças também adoram atividades que possibilitam o uso de diversos materiais lúdicos.

Livros de colorir, por exemplo, são excelentes opções. Com eles, os estudantes podem usar materiais como:

● Tintas;

● Lápis de cor;

● Purpurina;

● Glitter;

● Canetinhas;

● Giz de cera;

● Lantejoulas ou qualquer outro material que dê vida aos desenhos.

Os desenhos e pinturas também podem ser feitos em telas.

E, para desenhar e colorir, existem diversos tipos de tintas a ser exploradas, como as tintas guache, óleo e acrílica. As opções de pincéis também são enormes, desde os mais finos até os maiores e repletos de cerdas. Essas atividades contribuem para que os pequenos trabalhem a criatividade, a imaginação e as habilidades corporais.

Assim como as brincadeiras ao ar livre, pintar e desenhar também estimulam a coordenação motora, mas, neste caso, estamos falando da coordenação motora fina, ou seja, os movimentos mais precisos.

Estimule a imaginação com dramatizações

As atividades de dramatização, isto é, o teatro, costumam ser uma das mais divertidas. Com elas, as crianças podem ser quem elas quiserem: do super-herói ao vilão, elas escolhem seu personagem!

Mas, antes de entrar no palco e se transformarem em um personagem, elas precisam passar por diversas etapas em que se divertem ao mesmo tempo em que trabalham habilidades importantes. São elas:

● Escolha do tema;

● Criação ou adaptação do roteiro;

● Decorar as falas;

● Criar um ou mais cenários, que podem ser montados com brinquedos, caixas de papelão, cartolina, crepom e demais materiais que estiverem disponíveis.

Fica ainda mais divertido se houver caracterização para esses personagens. Que tal propor que as crianças transformem suas roupas velhas em figurinos? Elas vão amar!

Ao montar uma peça de teatro, a criança adquire:

● Gosto pela literatura;

● Capacidade de trabalhar em equipe;

● Noção espacial;

● Criatividade.

Sem contar que, quando a criança entra no palco, é preciso que ela:

● Lembre as falas;

● Interprete o personagem por meio de postura e tom de voz;

● Fale corretamente;

● Espere e saiba sua hora de entrar em cena;

● Interaja com os demais atores.

Isso faz com que ela:

● Ganhe autoconfiança;

● Melhore a oralidade e dicção;

● Trabalhe a postura;

● Compreenda o texto;

● Trabalhe a memória;

● Tenha noção espacial;

● Ganhe desenvoltura em público.

Jogos de tabuleiros e de cartas  

Há uma série de jogos de tabuleiros e cartas disponíveis no mercado. Como são mais complexos, são indicados para crianças maiores.

Alguns dos jogos mais conhecidos e amados pelas crianças são:

● Banco imobiliário;

● Detetive;

● Imagem e ação;

● Jogo da vida;

● Uno;

● Jogos de cartas do tipo “trunfo”;

● Quebra-cabeças.

Esses jogos estimulam o raciocínio lógico e habilidades estratégicas. Além de ser ótimas opções para reunir amigos e familiares.

Jogos de montar e encaixar 

Já o Lego, o Engenheiro construtor, o Arquiteto construtor e outros de montar e encaixar são ideias para as crianças criarem cidades, castelos, carros e o que a imaginação delas permitir.

Diferente dos jogos de tabuleiros e cartas, eles funcionam bem para crianças menores. Tenha cuidado, porém, com o tamanho das peças: jogos com peças pequenas, que podem ser engolidas ou aspiradas, não devem ser usados por crianças pequenas.

Jogos on-line e videogames

Os jogos on-line e os videogames também devem ser considerados. É preciso, apenas, cuidar do tempo, para que as crianças não fiquem entretidas apenas com eles. Muitos desses jogos exigem capacidade estratégica e raciocínio lógico. Além de ajudar a criança a lidar com perdas e ganhos.

Outras brincadeiras para as férias escolares

As ideias de atividades para as férias escolares das crianças são muitas. Além das opções já citadas, é interessante focar na contação de histórias e no estímulo à leitura.

Brincar de acampamento dentro de casa, fazer noites de filmes e levar os pequenos para dar uma volta em parques e praças com toda segurança são práticas que devem entrar na lista de atividades de férias.

Como os professores podem contribuir com as brincadeiras de férias 

A Opet INspira, plataforma educacional da Editora Opet, disponibiliza vários tipos de materiais pedagógicos para educadores e estudantes das escolas conveniadas.

Nela há livros didáticos e paradidáticos, vídeos, histórias infantis, jogos on-line, áudios, imagens e objetos educacionais inclusivos.

A partir desses recursos, o professor consegue criar trilhas de aprendizagem e roteiros de estudos para os discentes. Normalmente isso é feito ao longo do ano, com atividades que valem nota.

Opet INspira e as férias escolares 

O docente também pode criar trilhas para atividades para as férias, disponibilizando livros infantis, parlendas, jogos, vídeos e áudios. Assim, além de garantir férias divertidas para os estudantes, os educadores também fornecem um guia para os responsáveis iniciarem brincadeiras.

Por fim, é preciso ressaltar que, apesar das brincadeiras serem instrumentos para o ensino de competências e habilidades, as férias são para descanso e diversão.

Então, diferente do ambiente escolar, nesse momento, a proposta é o brincar pelo brincar, não com foco no aprendizado. Lógico, o aprendizado pode até acontecer, mas como consequência dos jogos e brincadeiras.

Como ensinar os Gêneros Textuais Digitais

Contos, romances, debates, seminários, reportagens e receitas são alguns dos gêneros textuais que utilizamos em diversas situações de comunicação do dia-a-dia. Mas, e os blogs, os e-mails, os podcasts e os chats? Você sabia que eles também são gêneros textuais?

Diferente dos gêneros textuais escritos e orais que já conhecemos, essas novas formas de comunicação são gêneros textuais digitais.

Elas surgiram devido a uma demanda importante da sociedade: a de se comunicar adequadamente, em diferentes contextos, no ambiente virtual.

Para que servem os gêneros textuais escritos e orais?

Os gêneros textuais mais conhecidos pela maioria das pessoas são os escritos e os orais. Cada um deles é aplicado a uma situação comunicacional. Eles podem ser utilizados para narrar, descrever, relatar, argumentar ou expor uma situação.

O conto, o romance e a crônica, por exemplo, servem para narrar. Reportagem, diário e currículo são gêneros utilizados para relatar.

Já os artigos de opinião e as resenhas servem para argumentar.

A exposição oral e os seminários são gêneros utilizados para expor algo e as receitas e instruções de montagem são gêneros para descrever.

Novos gêneros textuais: os digitais

Com o avanço tecnológico e o advento da internet, surgiram também os gêneros textuais digitais.

Eles apareceram para atender uma nova demanda da sociedade. Agora, além dos gêneros já utilizados há muito tempo, temos aqueles específicos para o ambiente virtual.

É preciso entender que tais gêneros são tão importantes quanto os escritos e orais. Afinal, muito da vida depende da comunicação on-line, seja trabalho, escola ou vida pessoal.

Gêneros textuais: escrito e oral x gêneros digitais

Quanto ao gênero digital, é preciso entender que nem sempre surgirá um novo tipo. Muitas vezes, um novo gênero digital nada mais é do que um gênero escrito adaptado ao contexto virtual.

Um bom exemplo são os e-mails, gênero textual digital que pode ser considerado uma releitura das cartas – o gênero textual epistolar.

Tipos de gêneros textuais digitais 

Basta pensar mais um pouco que vamos perceber outros exemplos como esse da carta e do e-mail.

Confira a seguir alguns dos gêneros digitais mais utilizados:

Chat

Além do e-mail, que é uma alternativa mais formal para comunicação, existem também o WhatsApp e outros serviços de mensagens instantâneas.

Tais recursos servem, em situações distintas, para conversar com outras pessoas.

Blog Post

É uma alternativa digital aos diários ou crônicas, já que estes também têm a função de falar sobre a vida cotidiana.

Quase sempre é apresentado em formato de texto, mas o responsável pelo conteúdo pode inserir ainda vídeos, fotos e áudios.

Alguns blogs também têm o objetivo de passar informações jornalísticas. Nesse caso, eles se assemelham às reportagens.

Podcast 

Recursos que servem para tratar de assuntos diversos. Inspirados no rádio, são oferecidos apenas em formato de áudio.

Memes

Viral com caráter humorístico. Pode ser apresentado em diferentes formatos, como imagem, vídeo e áudio.

Normalmente estão ligados a um contexto regional ou de um grupo específico. Por isso, nem sempre todos entenderão o sentido do humor.

Gifs

Trata-se de sequência de imagens ou vídeos sem áudio, com poucos segundos de duração. Muitas vezes, são humorísticos.

Vlog

Trata-se de um blog em formato de vídeos. O objetivo do vlogger ou vlogueiro é realizar vídeos sobre diversos assuntos. O site mais utilizado para publicar os vlogs é o YouTube.

Características dos gêneros textuais digitais 

A principal característica da comunicação feita por meio dos gêneros digitais é a objetividade: os textos são mais curtos e diretos.

Além disso, há uma mescla entre elementos verbais e audiovisuais, bem como a presença de hipertextos.

Outro elemento que caracteriza os gêneros digitais é a abreviatura e a linguagem interativa.

Mudanças causadas pelos novos gêneros digitais 

Independentemente do tipo de gênero digital, a chegada deles causou significativa mudança no comportamento do leitor.

Como observamos, ao utilizar os gêneros digitais é comum que os usuários utilizem os hipertextos. Esses textos são conteúdos que possuem links, ao longo da leitura, que levam o leitor para outras páginas.

A princípio, isso pode não parecer grande coisa, mas esse elemento muda completamente a forma como o estudante lê. Em certa medida, os links funcionam como grandes “apostos” que aprofundam a informação presente na frase. Como o nome de um país conectado a um link que traz sua história, por exemplo.

Perceba que alguns vão optar por seguir a leitura sem interrupções, ignorando completamente os links. Já outros vão parar em alguns deles, mudando completamente o rumo da leitura.

Além disso, torna-se cada vez mais fácil propagar e cair em fake News – notícias falsas criadas para confundir ou gerar informação equivocada. Afinal, todos podem publicar na internet.

Outro ponto importante é entender qual ferramenta é mais adequada a determinada situação.

O e-mail, por exemplo, exige uma linguagem mais formal, uma vez que é mais utilizado para conversas profissionais. O mesmo ocorre com o Telegram. Já o WhatsApp permite uma linguagem mais informal e com abreviaturas. Tudo, porém, vai depender do interlocutor e do contexto da mensagem.

Como trabalhar em sala de aula

A comunicação por meio do ambiente virtual está presente desde o trabalho até a vida pessoal. Por isso, é importante ensinar à criança as diferentes abordagens de comunicação indicadas para cada ambiente e qual ferramenta de gênero digital utilizar.

Mas esse direcionamento vai além da escolha de linguagem. Envolve ainda a produção do próprio material por meio das ferramentas de vídeo, áudio e texto e até o currículo web.

Outro ponto importante é a conscientização quanto à veracidade de um conteúdo, já que é preciso saber como não cair em fake news.

Propostas de atividades para trabalhar os gêneros textuais digitais 

Para ensinar as situações citadas, o professor pode propor diversas atividades, como desenvolvimento de podcasts, criação e postagem de vlogs ou realização de um blog para a sala que deverá ser alimentado pelos próprios estudantes, com edição pelo docente.

O docente também pode passar a enviar atividades para o e-mail dos discentes e solicitar que eles devolvam a atividade concluída também pelo e-mail.

Criar grupos pelo WhatsApp e Telegram é outra atitude interessante. Assim, o professor pode utilizá-lo para passar recados rápidos.

Utilize gêneros digitais para tornar as aulas mais dinâmicas 

Quando o professor insere em suas aulas recursos como memes, gifs e vlogs, ele está aproximando o conteúdo da disciplina à realidade do estudante. Dessa forma, torna-se mais fácil reter a atenção do indivíduo durante as explicações.

Sem contar que a criança consegue fazer analogias entre a matéria escolar e seu cotidiano. E sabemos que analogias são ferramentas poderosas para memorizar e aprender qualquer assunto.

Onde encontrar ferramentas para trabalhar os gêneros digitais em sala de aula

Muitas ferramentas para se trabalhar os gêneros digitais com os estudantes são encontradas na própria Internet. Para trabalhar com vlogs, por exemplo, basta criar um canal no YouTube. Há também a possibilidade de criar blogs, utilizando o Google Sites, ou, ainda, acessar o Google Podcast para subir os arquivos de áudios criados pela turma.

A criação de um e-mail é bem simples, assim como o grupo no WhatsApp e no Telegram.

Quanto às propostas de atividades, o professor encontrará várias sugestões na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), já que os gêneros textuais digitais são um dos temas propostos no documento.

No entanto, existem vários outros recursos que poderiam ajudar bastante nesse processo pedagógico que nem sempre são encontrados na web.

Pensando nisso, a Opet INspira, plataforma educacional de recursos educacionais, disponibiliza diversos materiais para as escolas conveniadas.

Opet INspira e os recursos pedagógicos para ensinar os gêneros digitais 

Opet INspira conta com um acervo de objetos, conteúdos e ferramentas de apoio cujo objetivo é ajudar o docente a cumprir com seu compromisso com a aprendizagem significativa do estudante.

Há ferramentas de áudio, vídeo e livros digitalizados. Todas contribuem para o desenvolvimento das atividades que envolvem os gêneros digitais.

E, para os educadores, a plataforma oferece ainda Trilhas de Aprendizagem e Roteiros de Estudo, para que o docente consiga planejar e disponibilizar as atividades com mais facilidade.

Os gêneros digitais são nada mais do que uma nova forma de se comunicar. E a Opet INspira possui os melhores recursos para ensiná-los aos estudantes.

A importância da Educação Financeira

Educação Financeira nas escolas 

Você já parou para pensar que, entre Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio são mais de 10 anos de Educação Básica, mas que, nesse período, a Educação Financeira praticamente não aparece entre os conteúdos ensinados e aprendidos?

É um cenário preocupante, que, com certeza, compromete a relação da sociedade com as próprias finanças e prejudica o desenvolvimento do país.

Finanças: mais do que números, comportamento

A preocupação diante da falta de uma Educação Financeira é ainda maior quando paramos para pensar que uma vida financeira saudável vai muito além de aprender sobre juros, prazos, tipos de investimentos e sistema monetário. Envolve também habilidades comportamentais, como tomada de decisão, capacidade de planejamento e controle de impulsos. Por isso, é fundamental trabalhar esse tema durante os anos escolares, abordando, a partir dos recursos, ideias para cada fase do desenvolvimento.

Educação Financeira, interdisciplinaridade e BNCC

A Educação Financeira deve ser abordada de forma interdisciplinar, como preconizado pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento que descreve aos educadores quais as aprendizagens necessárias a serem desenvolvidas por todos os estudantes durante a Educação Básica. Na Base, o assunto é tratado como tema transversal, ou seja, ele “atravessa” todos os componentes curriculares. Faz sentido: afinal, as finanças estão em muitos aspectos da vida, da matemática à sustentabilidade.

A Educação Financeira foi inserida na BNCC não como componente curricular, mas como tema contemporâneo transversal, compondo o currículo de Matemática.

O que é um tema transversal?

Muitas vezes, um único componente não possui os elementos necessários para abranger determinado assunto. Os temas transversais são assuntos que, para ser compreendidos em sua totalidade, devem ser estudados em diversas disciplinas. A Educação Financeira é um deles.

Como trabalhar a Educação Financeira no espaço escolar

A Educação Financeira está incluída no tema transversal Economia e, além da Matemática, ela pode ser aplicada também em disciplinas como História e Sociologia.  Além disso, existem diversos recursos pedagógicos e tecnológicos, bem como métodos de ensino que podem facilitar esse trabalho escolar focado nas finanças.

Educação Financeira na Educação Infantil e a ludicidade

Para ensinar sobre finanças na Educação Infantil, é preciso considerar que a linguagem abordada deve ser lúdica. Trabalhar por meio de jogos, músicas e brincadeiras é a melhor forma de manter a atenção das crianças. Livros infantis que abordem o tema, por exemplo, são excelentes ferramentas. Sendo assim, o professor pode inserir o assunto por meio da contação de histórias. Os jogos on-line também ajudam muito. Neles, além de trabalhar aspectos numéricos, a criança precisará aprender a tomar decisões, algo fundamental para uma futura vida financeira saudável.

Além disso, existem habilidades que, a princípio, podem parecer não ter relação com o tema, mas que são fundamentais para o futuro. Elas ajudarão na capacidade de relacionar, comparar, analisar e planejar. São elas:

● Identificar, descrever, comparar e relacionar elementos de determinados objetos.

● Conhecer noções de grandeza, espaço e medidas.

● Aprender os termos e conceitos relacionados às unidades de medida e noções de tempo, de modo que a criança consiga utilizá-los para as suas necessidades e questões do cotidiano.

● Identificar e descrever quantidades, utilizando as diferentes formas de representação existentes.

● Perceber o que é e a importância de economizar.

Educação Financeira no Ensino Fundamental: a importância da interdisciplinaridade

Para o Ensino Fundamental, a BNCC propõe que o professor aborde os conceitos básicos de economia e finanças. Por exemplo:

● Taxa de juros.

● Inflação.

● Aplicações financeiras.

● Impostos.

Para que essa abordagem interdisciplinar seja bem-sucedida, a BNCC destaca que o tema deve ser associado a outros temas, como dimensões socioculturais, políticas e psicológicas que envolvem as finanças, além de mencionar também aspectos de consumo, trabalho e dinheiro. Essas abordagens podem ser trabalhadas, por exemplo, em História. Sobre isso, a BNCC preceitua o seguinte:

“É possível, por exemplo, desenvolver um projeto com a História, visando ao estudo do dinheiro e sua função na sociedade, da relação entre dinheiro e tempo, dos impostos em sociedades diversas, do consumo em diferentes momentos históricos, incluindo estratégias atuais de marketing” (MEC: BNCC, 2018).

Educação Financeira no Ensino Médio: preparar o estudante para uma vida financeira adulta e consciente

No Ensino Médio, segundo a BNCC, a Educação Financeira deve ser capaz de desenvolver as seguintes competências e habilidades:

Competência específica 3: “Utilizar estratégias, conceitos, definições e procedimentos matemáticos para interpretar, construir modelos e resolver problemas em diversos contextos, analisando a plausibilidade dos resultados e a adequação das soluções propostas, de modo a construir argumentação consistente” (MEC: BNCC, 2018).

Habilidades, segundo a BNCC:

1. (EM13MAT304) – Resolver e elaborar problemas com funções exponenciais nos quais seja necessário compreender e interpretar a variação das grandezas envolvidas, em contextos como o da matemática financeira, entre outros.

2. (EM13MAT305) – Resolver e elaborar problemas com funções logarítmicas nos quais seja necessário compreender e interpretar a variação das grandezas envolvidas, em contextos como os de abalos sísmicos, pH, radioatividade, matemática financeira, entre outros.

3. (EM13MAT503) – Investigar pontos de máximo ou de mínimo de funções quadráticas em contextos envolvendo superfícies, matemática financeira ou cinemática, entre outros, com apoio de tecnologias digitais (MEC: BNCC, 2018).

Para os estudantes do Ensino Médio, as atividades de Educação Financeira podem envolver os seguintes conhecimentos:

● Simular situações cotidianas.

● Elaborar planejamentos financeiro e pensar sobre as melhores decisões a partir deles.

● Ler e debater textos e situações associados à Educação Financeira.

● Entender as principais causas de endividamento.

● Aprender sobre o uso dos cartões de crédito.

● Aprender sobre Previdência.

● Conhecer os principais investimentos e saber escolher os melhores para cada objetivo.

● Conhecer os perfis de investidores.

● Conhecer o caminho para o primeiro emprego.

● Entender conceitos como renda, remuneração, dividendos, lucros.

● Conhecer as armadilhas ligadas ao consumo.

● Décimo terceiro salário.

● Empreendedorismo.

Tudo isso pode ser feito a partir de pesquisas e estratégias de ensino como aprendizagem baseada em problemas, projetos, metodologia STEM e outros.

A Educação Financeira e a Editora Opet

A Editora Opet oferece materiais de alta qualidade sobre Educação Financeira. Eles compõem os livros “O Mundo da Educação Financeira”, livro anual (aluno e professor) dirigido aos estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental. A obra oferece propostas preciosas sobre finanças pessoais, familiares, consumo consciente e sustentabilidade. Saiba mais!

Além disso, na plataforma educacional Opet INspira é possível encontrar vários conteúdos – de vídeos a podcasts, de jogos educacionais a quizzes – que podem ser utilizados em abordagens transversais da Educação Financeira. Conheça!

A importância da contação de histórias e da leitura na educação

Ah, histórias… como são legais! Com elas, somos levados a diferentes mundos, vivenciamos outras vidas e experimentamos todo tipo de emoção. Uma narrativa envolvente prende a atenção, ainda mais das crianças, que possuem criatividade e capacidade de imaginação aguçadas.

A linguagem oral é a forma de comunicação mais antiga, muito anterior à escrita. Ela tem um papel importante no desenvolvimento cultural e cognitivo, contribuindo também para a construção do pensamento crítico.

Histórias e ensino

O ensino a partir da contação de história e seus benefícios não é novidade na neuroeducação. Esse recurso sempre foi utilizado como ferramenta de ensino, mesmo que no passado isso acontecesse de forma intuitiva.

Uma das principais aplicações das histórias está relacionada ao ensino de virtudes e a construção de caráter, vide as fábulas e contos de fadas, em que o bem sempre vence o mal.

Quando não são usadas com tais objetivos, o foco está no uso adequado da língua e do vocabulário, coerência nos textos, capacidade de síntese e clareza, bem como criatividade, curiosidade, imaginação e comunicação.

Ainda sobre os benefícios da contação de histórias na educação, não podemos deixar de mencionar a inteligência emocional e social. Poucos recursos são tão eficazes na transmissão de ensinos sobre empatia e compreensão aos estudantes quanto as histórias.

Histórias na sala de aula: o poder da empatia gerada pela narrativa

Contar histórias na sala de aula oferece uma série de benefícios para o processo de ensino-aprendizagem. Além de torná-lo mais eficaz, justamente por prender a atenção dos estudantes, as histórias são excelentes recursos para ensinar sobre diferentes realidades, culturas e religiões.

Como elas têm o poder de simular emoções e sentimentos, facilita a compreensão desses assuntos mais delicados e subjetivos, muitas vezes até muito distante da realidade de algumas crianças.

Sendo assim, é possível trabalhar elementos como respeito e apreciação por outras culturas, bem como promover uma atitude positiva para com pessoas de diferentes regiões, etnias, gêneros e religiões.

Benefícios das histórias para as crianças

Conforme citamos acima, há diversos benefícios em contar histórias para as crianças nas aulas. Confira alguns exemplos a seguir!

Compreensão cultural

Quando o professor conta uma história, as crianças vivenciam novas realidades. Por isso o educador pode usar esse recurso quando quiser falar sobre diferenças, culturas e tradições.

Ao ler um livro em que a história se passa em um lugar, o estudante, por meio da imaginação, será transportado para outros países e regiões, conhecerá outras tradições e se colocará no lugar dos personagens da narrativa, experimentando suas emoções e sentimentos.

Ou seja, esse tipo de história ajuda a desenvolver uma apreciação do resto do mundo e de diferentes culturas.

Além disso, as histórias revelam verdades universais sobre o mundo. A leitura delas mostrará a criança como mesmo pessoas muito diferentes dela compartilham as mesmas experiências de vida e como a natureza humana transcende a cultura.

Curiosidade, imaginação e comunicação

A contação de histórias aumenta a vontade da criança de expressar e comunicar seus pensamentos e sentimentos. Para estimular isso, o professor deve encorajá-la a fazer perguntas e falar sobre como se sentem em relação às decisões dos personagens ou ao final da história.

A curiosidade quanto ao vocabulário também deve ser incentivada, afinal, em cada narrativa, há novas palavras e expressões que o estudante ainda não conhece.

O texto lido incentiva ainda as crianças a usarem a imaginação e a criatividade para visualizar os cenários, os personagens e os fatos conforme eles se desenrolam.

Foco e habilidades sociais

A contação de histórias coloca a criança em uma posição de ouvir o outro, justamente, por isso, um outro benefício dessa prática é trabalhar a paciência e a deixar os outros falarem.

Também são desenvolvidos foco e habilidades de escuta, pois uma pequena distração fará o estudante perder parte do enredo, o que prejudicará a compreensão da narrativa como um todo.

Estímulo da leitura e contação de histórias

O hábito de ler é fundamental para o desenvolvimento cognitivo das crianças e deve ser estimulado desde tenra idade. E esse é outro benefício que a contação de histórias promove, o de despertar a paixão dos estudantes pela leitura.

Assim como a contação de histórias, a leitura também permite que as crianças viagem por muitos lugares, aprendam mais sobre o mundo e sobre elas mesmas, além de poder experienciar histórias de fantasia e magia, impossíveis no mundo real. Mas, com os livros, isso ocorre por conta própria das crianças.

Outro benefício dos livros é que o estudante leitor terá uma melhora significativa na sua habilidade de escrita. Sem contar que conhecerá diversos clássicos da literatura infantil e infantojuvenil.

Como contar histórias da maneira adequada

Para que a história fique ainda mais empolgante para as crianças, o professor pode utilizar alguns elementos e técnicas durante a contação.

Para começar, a história deve ser lida várias vezes, para não ser esquecida durante a aula. Só tome cuidado para não ficar muito engessado, não há problemas em criar a própria versão da história, adaptá-la ou improvisar.

Também é importante manter contato visual com o estudante, isso fará com que ele se sinta mais próximo do contador e da história.

Confira abaixo mais algumas dicas!

● Crie vozes distintas e exageradas para as personagens;

● Varie o volume, tom e ritmo da voz;

● Use expressões faciais, gestos e movimentos corporais;

● Use seu espaço para caminhar enquanto conta a história, seja dinâmico;

● Silêncio e pausas são excelentes ferramentas para criar um efeito mais dramático.

Onde encontrar histórias: a importância de uma boa curadoria

Para escolher a história ideal, é importante fazer uma boa curadoria de livros, áudios ou vídeos. No processo, é preciso considerar o tipo de história, objetivo pretendido, faixa etária da criança, dentre outros.

Graças à internet esse processo se torna mais prático para o educador, os clássicos contos de fadas, por exemplo, podem ser encontrados em domínio público.

Porém, quando o professor deseja trabalhar de forma mais específica por meio das histórias, seja um tipo de conhecimento ou habilidade ou apresentar um tipo de história diferente, o processo se torna um pouco mais complicado.

Por isso, a Opet INspira, plataforma educacional da Editora Opet, disponibiliza diversos recursos educacionais as escolas e docentes conveniados.

Opet INspira: Histórias infantis para diversas faixas etárias e objetivos pedagógicos

No caso da contação de histórias, há diversas narrativas infantis para o professor escolher a mais adequada a sua aula. Na plataforma tem ainda um vasto repertório de histórias e poesias em forma de vídeo e áudio já narrados por contadores de histórias que encantam crianças de todas as idades.

Além disso, a Opet INspira conta com diversos outros recursos, como materiais didáticos, jogos educativos, quizzes e recursos como trilhas de aprendizagem e roteiros de estudo para que o educador consiga disponibilizar diversos materiais para os estudantes.

Trata-se de uma plataforma educacional muito completa e em constante atualização, cujo objetivo é ajudar o docente a cumprir seu compromisso com o ensino de qualidade.

Dicas fantásticas no OpetCast

Recentemente, o OpetCast – o podcasts de educação da Editora Opet – publicou uma edição especial com a escritora e contadora de histórias Célia Cris Silva. Célia, que também é professora, deu dicas fantásticas sobre como contar boas histórias no contexto da educação. Confira agora! https://soundcloud.com/editoraopet/contacao-de-historias-e-educacao

 

Autoestima no espaço escolar

A autoestima é um elemento muito importante para o desenvolvimento e para a qualidade de vida de todas as pessoas. E ela é construída a partir da vivência, na família e no convívio – e, é claro, deve ser levada muito a sério pela educação. O grau de autoestima das crianças impacta significativamente todos os aspectos de sua vida escolar, desde o desempenho nas avaliações até a maneira como elas se envolvem nas atividades, socializam com os colegas e lidam com desafios.

O impacto da baixa autoestima também é profundo. Ela diminui a vontade do estudante de aprender, prejudica sua relação com os colegas e a disposição para participar de atividades. E, por certo, tem efeitos sobre sua saúde mental e sobre a forma como ele vê e se vê no mundo.

Autoestima x baixa autoestima

A boa autoestima é um nível saudável de autoconfiança; a baixa autoestima é a atribuição constante de um “desvalor” – uma avaliação negativa – a si mesmo. Basicamente, a pessoa com baixa autoestima possui uma percepção distorcida sobre si mesma, do que é capaz de fazer e de seu papel no mundo.

Como a baixa autoestima se desenvolve e quais seus prejuízos

As experiências que a criança vive ao longo da infância resultam em crenças centrais que influenciarão o resto de sua vida. Quando a criança é exposta a experiências negativas durante esse período, as crenças geradas são disfuncionais e alteram de forma negativa a percepção que ela terá de si mesma. Dentre as experiências negativas, destacam-se crescer em uma família que possui um padrão de exigência muito alto, estar perto de pessoas que desvalorizam outras pessoas, sofrer bullying etc. O resultado das ações citadas são sentimento de insuficiência, sensação de não pertencimento a determinado ambiente, timidez, passividade, tendência de agradar os outros, relacionamentos disfuncionais e até transtornos mentais como ansiedade e depressão.

Comportamentos que estudantes com baixa autoestima podem apresentar na escola

O trabalho com crianças que possuem a autoestima baixa é especialmente desafiador. Muitas delas já passaram por experiências negativas em casa e precisam de atenção redobrada para que perseverem diante dos desafios envolvidos no processo de aprendizagem.

Esses estudantes possuem pouca crença em si mesmos e esboçam alguns comportamentos que podem ser facilmente identificados por um olhar mais atento:

1. Em razão da timidez, da passividade e da tendência de querer agradar aos outros, é comum que as crianças com baixa autoestima acabem levando a culpa por atos que não cometeram.

2. É comum também que, por se sentir incapazes, esses estudantes desistam das atividades na metade ou evitem assumir desafios, como apresentações escolares e projetos semestrais.

3. Geralmente, muitos acabam fazendo comentários autodepreciativos, como: “sou burro”, “não consigo fazer isso” ou “sempre faço tudo errado, mesmo”.

Como a escola pode contribuir com o desenvolvimento de uma boa autoestima nas crianças?

Os professores e demais profissionais da instituição de ensino são responsáveis por planejar, criar e manter um ambiente escolar no qual a criança se sinta segura para aprender e se desenvolver.

Existem diversas ações que podem ser feitas em sala de aula para manter a autoestima daqueles estudantes que já são confiantes e ajudar os que são mais inseguros.

Algumas atitudes podem ajudar nesse processo:

1. Feedbacks assertivos 

Quando a criança obtém êxito em alguma tarefa, é importante elogiá-la. Mas, lembre-se de que isso deve ser feito corretamente. Não basta elogiar de forma vaga ou falar frases como “nossa, você é muito inteligente” ou “você é muito esperta”.

O elogio deve ser focado no esforço que a criança realizou para chegar ao resultado. Por exemplo, “você produziu muito em apenas uma hora” ou “essa frase do seu texto é muito legal”. Para ser significativo, o comentário deve mostrar que o professor avaliou o trabalho de forma cuidadosa. Por isso, precisa ser específico. Além disso, se o professor perceber que a criança fica desconfortável em ser elogiada na frente da turma, ele deve conversar com ela em particular ou deixar um bilhete no caderno.

2. Mostre evidências concretas da evolução da criança

Em alguns casos, quando a criança possui uma autoestima mais baixa, o professor perceberá que só os elogios sinceros não são suficientes. Nesse caso, deve mostrar a ela evidências tangíveis do seu progresso. Uma boa tática é gravar a leitura oral no início do processo e alguns meses depois ou relembrar problemas de matemática que foram grandes desafios num bimestre anterior, mas agora são facilmente resolvidos.

Além disso, é importante ter em mente que o elogio deve considerar mesmo os “pequenos progressos”, especialmente daqueles que possuem mais dificuldades em acompanhar a turma. Não se trata de uma comparação com o desempenho dos demais colegas, mas uma análise da evolução que a criança teve entre a semana passada e a atual, por exemplo.

3. Torne públicas as realizações das crianças 

Expor trabalhos artísticos em um mural, ler as redações ou pedir que o estudante explique como conseguiu chegar ao resultado correto de um problema matemático são formas de contribuir com a autoestima das crianças. Elas se sentirão capazes e realizadas. Também é importante incluir a participação dos pais e mães no sucesso de seus filhos. Considere escrever um bilhete para informar quando a criança realizar algo notável.

4. Ajude a criança a se sentir importante na aula

Pedir que a criança faça uma anotação na lousa, leia um enunciado ou o trecho de um texto, distribua atividades ou incentivá-la a ensinar algo que ela domina a outro colega a ajuda a se sentir útil e ainda contribui com seu senso de responsabilidade. E lembre-se: se sentir útil é fundamental para a autoestima.

Outra prática interessante é propor um dia para elas apresentarem aos colegas seus hobbies ou interesses específicos. Envolver-se em atividades e socializar ajudam o estudante a obter senso de pertencimento, outra ação que é fundamental para a autoestima.

5. Combata o bullying

Bullying é um ato de violência intencional e repetido que pode ser físico ou psicológico, praticado por um indivíduo com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa que é, ou se sente, incapaz de se defender.

É fundamental que o corpo escolar atente para esse tipo de situação, pois trata-se de uma experiência que destrói a autoestima da vítima. Além disso, a criança que pratica o bullying, na maioria das vezes, também precisa de ajuda, uma vez que tal comportamento é fruto de experiências negativas em casa, por exemplo.

O bullying escolar é um tema tão preocupante que originou o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Lei 13185/15), que visa transformar um ambiente hostil em um ambiente mais leve e promover uma cultura de paz e educação mais empática.

Opet INspira: ferramentas digitais e inclusivas

A Opet INspira é uma plataforma educacional de recursos digitais desenvolvida pela Editora Opet. Nela o docente encontrará diversas ferramentas para promover um ensino que trabalhe a autoestima das crianças.

É possível, por exemplo, utilizar ferramentas de gamificação para estimular a socialização ou os quizzes para demonstrar às crianças como elas evoluíram de um bimestre para o outro. Mas, se a ideia é pedir que cada um leia sua história favorita para a turma, a Opet INspira possui diversas histórias infantis.

Sem contar que há também os recursos de tecnologia assistiva que permitem a elaboração de aulas inclusivas. Já os objetos educacionais como banco de imagem, vídeos e áudios são excelentes maneiras de propor projetos desafiadores em grupos, além de trabalhar a socialização, ajudará cada criança a se superar diante dos desafios do trabalho.

Tudo isso para garantir um ensino que contribua para a construção de uma boa autoestima nas crianças!

Festa junina: cultura e aprendizado

Comemoradas neste mês, as populares e tradicionais festas juninas – associadas, inicialmente, à tradição católica dos santos Antônio, João e Pedro – carregam significados históricos e culturais importantes, que mesclam elementos de várias tradições da Europa, Ásia, África e América. Esses significados são manifestados a partir de danças, músicas, comidas típicas, trajes, fogueiras e brincadeiras, elementos-chave dessa celebração.

Esses elementos são excelentes pontos de partida para levar aos estudantes uma série fantástica de temas, da história à astronomia, das habilidades corporais à moda!

Em tempo de pandemia, como já aconteceu no ano passado, as festas devem ser adaptadas para garantir a saúde de estudantes, professores e famílias. A ideia é transportar o “arraiá” para o mundo virtual e abusar das lives, encontros a distância, projetos educacionais e comemorações em casa, sem aglomeração. Com os recursos oferecidos pela Editora Opet – na plataforma educacional Opet INspira e no Google Workspace for Education –, as festas não perdem o brilho!

Origem e evolução da festa junina

As celebrações juninas de hoje não se parecem em nada com as festas que lhes deram origem. Antes de se tornar um evento religioso cristão, as festas realizadas no mês de junho em todo o território europeu e em parte da Ásia eram pagãs, ou seja, anteriores ao cristianismo. Na época, os povos do Hemisfério Norte organizavam essas celebrações para comemorar a chegada do verão – quando os dias se tornam mais longos e o tempo esquenta – e homenagear os deuses da natureza e da fertilidade a fim de obter boas colheitas.

As comemorações eram muito antigas. Com a expansão do cristianismo pela Europa, África e parte da Ásia, essas festas acabaram sendo incorporadas e ressignificadas pela Igreja. Saíram os velhos deuses, entraram os santos apóstolos, que passaram a ser homenageados.

Portugal e Brasil: o início das comemorações em nosso país

No Brasil, as festas juninas foram trazidas pelos portugueses durante a colonização. Entre nós, elas ganharam elementos das culturas africanas e indígenas – nas danças, cores, comidas –, o que produziu festas riquíssimas e com características diferentes nas diferentes regiões do país.

Sobre os santos 

O início da festa junina é dia 12 de junho, véspera da comemoração de Santo Antônio, o chamado “santo casamenteiro”. São João, o “santo festeiro”, é comemorado nos dias 23 e 24. Já São Pedro, apóstolo considerado o primeiro papa da Igreja Católica, é comemorado dia 29, último dia de festa.

Características das festas juninas em cada região do país 

Confira as diferenças e semelhanças entre as festas juninas do Brasil!

Sul

No Sul, a região mais fria do país, a fogueira de grimpa – os ramos secos da araucária, que caem no outono – não pode faltar! Nem as delícias típicas da região, como o pinhão, o arroz de carreteiro e o quentão. Tem também os doces de amendoim, a cocada, a pipoca, a canjica e o arroz doce. Tudo isso com todos sentados à mesa durante toda a noite, como manda a tradição gaúcha.

Sudeste

No Sudeste, a pamonha e o milho verde são “figurinhas carimbadas”. O quentão e o vinho quente ajudam a aquecer, e a música sertaneja agita a festa. Tem ainda a quadrilha e o casamento caipira; as encenações engraçadas; os trajes em chita e xadrez e os rostos com bigode ou sardas desenhados.

Centro-Oeste 

Como o Centro-Oeste faz divisa com outros países, o arraial da região sofre influências de outros lugares, especialmente do Paraguai. Nas comidas típicas, por exemplo, não pode faltar a sopa paraguaia, um tipo de bolo de queijo. Tem também farofa de banana; revirado cuiabano; Maria Izabel; caldo de feijão; paçoca de pilão; pixé (paçoca de amendoim com açúcar) e escaldado. Na música, além do sertanejo, do forró e dos desafios de rimas de violeiros, escuta-se a polca paraguaia.

Norte

A festa junina na região Norte é um pouco ofuscada pelo Festival Folclórico de Parintins, que gira em torno de uma lenda sobre a morte e ressurreição de um boi. Mesmo assim, ocorre a festa junina. As comidas servidas nas barracas dos arraiais são: cuscuz; tapioca; vatapá; pudim; mungunzá; tacacá e doces feitos com frutas da região amazônica. Sobre as danças, além da quadrilha, tem ainda o carimbó, dança típica da região.

Nordeste

É no Nordeste que acontecem as festas juninas mais populares do Brasil. Em alguns lugares, as celebrações chegam a durar incríveis 30 dias! Nos arraiais das cidades não faltam quadrilhas, zabumba e forró pé de serra. Além disso, os moradores de várias cidades enfeitam suas casas com bandeirinhas e acendem fogueiras na praça.

Como promover aprendizados a partir da história, símbolos e tradições juninas

Os temas relacionados às festas juninas podem ser trabalhados em diferentes componentes curriculares. Confira como!

A ensino de História e a origem das festas juninas 

Uma boa alternativa para explicar sobre a origem das festas – paganismo, colheita, deuses, aspectos religiosos – são as gincanas. Elas podem ser feitas a partir de quizzes. Rodas de conversa também funcionam. Nesse caso, experimente utilizar a sala de aula invertida.  Cada criança deve pesquisar, em casa, sobre um tema relacionado às origens da festa junina.

No lugar de uma aula expositiva, faça uma roda de conversa para que os estudantes expliquem e debatam sobre os assuntos que cada um pesquisou. Assim, a aula fica mais dinâmica e todos participam.

Outra prática que estimula a imaginação dos estudantes e prende a atenção deles é a contação de histórias. Utilize livros que falem sobre paganismo, Idade Média, lendas, mitos, etc.

Cantigas, músicas e histórias nas aulas de Português 

Para as aulas de Português, o professor pode utilizar elementos como:

● Músicas típicas;

● Cantigas (cai, cai, balão; pula fogueira, capelinha de melão);

● “Causos” caipiras;

● Contação de histórias que explicam as origens das festas juninas e as tradições de cada lugar.

Essas atividades estimulam habilidades de escrita, oralidade, interpretação e imaginação.

Especificidades das regiões brasileiras nas aulas de Geografia 

Nas aulas de Geografia, os mapas podem ser excelentes para contextualizar as crianças. É interessante falar um pouco sobre as peculiaridades de cada região do Brasil e mostrar vídeos das festas juninas em cada uma delas. Também é importante chamar a atenção dos estudantes para as diferenças entre o rural e o urbano.

Aqui, a roda de conversa e a sala de aula invertida também são ferramentas que funcionam. Peça que, em casa, as crianças perguntem aos pais, avós, tios e demais familiares como eram as festas juninas nas cidades em que eles nasceram e contem em uma roda de conversa.

Danças e brincadeiras típicas em Educação Física 

Além das danças, há também muitas brincadeiras presentes nas comemorações, por exemplo:

● Cadeia;

● Corrida de saco;

● Pau de sebo,

● Pescaria;

● Correio elegante;

● Saltar a fogueira;

● Argola;

● Boca do palhaço;

● Cabo de guerra;

● Rabo do burro;

● Bingo.

Tanto as danças quanto as brincadeiras podem ser trabalhadas nas aulas de Educação Física. Os benefícios incluem psicomotricidade, equilíbrio, coordenação motora, cooperação entre as crianças.

Artes 

No ensino de Artes, os discentes podem trabalhar ainda mais aspectos como coordenação motora fina, socialização e concentração, bem como criatividade, imaginação e aspectos sensoriais. As possibilidades são inúmeras! Dentre elas, destacam-se as seguintes:

● Teatro caipira;

● Desfiles de trajes típicos;

● Painéis;

● Recorte e colagem;

● Decoração da sala ou festa utilizando diversos materiais;

● Cartões do correio elegante;

● Peixes para a brincadeira de Pescaria.

Matemática divertida na festa junina 

Nas aulas de Matemática, as crianças também podem aprender fazendo. Uma atividade que elas tendem a gostar bastante é a de medir a distância entre as barracas na hora da montagem e distribuí-las da melhor maneira. Essa tarefa estimula o pensamento matemático espacial e geométrico.  Outra atividade interessante para os estudantes é a de planejar o que será feito com dinheiro arrecadado na festa. Assim, aprenderão sobre lucros, faturamento, custos e descontos.

Já por meio de brincadeiras como o bingo, as crianças aprenderão operações matemáticas, raciocínio lógico matemático e agilidade.

Ferramentas para desenvolver atividades relacionadas aos festejos juninos 

A Opet INspira é uma plataforma educacional de recursos digitais desenvolvida pela Editora Opet que disponibiliza ao docente um grande acervo de conteúdos.

Há materiais didáticos, ferramentas de apoio e objetos educacionais digitais como vídeos, áudios, quizzes, banco de imagens e diversas histórias infantis.

São ferramentas, com recursos de tecnologia assistiva ou não, que auxiliam o educador no desenvolvimento de atividades, avaliações, sequências didáticas, trilhas de aprendizagem e roteiros de estudos para seus estudantes.

Um combo perfeito para elaborar aulas de qualquer disciplina e com os mais variados objetivos pedagógicos. Aproveite!

A importância estratégica da alfabetização ecológica

O verbo “alfabetizar” nasce da soma entre as letras gregas “alfa” (α) e “beta” (β), e significa, literalmente, ensinar uma pessoa a dominar estas e outras letras – na leitura e na escrita. A palavra “alfabetização”, porém, não se aplica apenas à escrita, mas também ao aprendizado de outras linguagens e de outros códigos. Podemos falar, por exemplo, em alfabetização ecológica, digital ou matemática.

Neste artigo, vamos tratar da alfabetização ecológica, que é extremamente importante para o futuro do nosso planeta. Com o Dia do Meio Ambiente chegando, somos convidados a refletir sobre o quanto a ecologia e o meio ambiente são, de fato, trabalhados nas escolas.

O Dia Mundial do Meio Ambiente

Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado em 5 de junho. O principal objetivo dessa data é o de conscientização das pessoas e dos governos para as questões ambientais. Conscientização tem a ver com conhecimento e com mudança civilizatória, isto é, com mudar a forma de pensar e agir a respeito do meio ambiente. E é aí que entra a alfabetização ecológica.

 

O conceito de alfabetização ecológica

A abordagem do tema Ecologia na escola deve partir do entendimento de que a rede da vida – toda ela, inclusive a nossa, humana – é sustentada pelos ecossistemas. Sua destruição, portanto, implica a destruição da vida; no longo prazo, de toda ela!

O tema é tão urgente que deve ser levado para a escola já a partir da Educação Infantil. Seu ensino envolve assuntos como coleta seletiva e reciclagem, educação financeira, conscientização ambiental, sustentabilidade, jardinagem, agroecologia e outros. E é importante, nesse processo, que a criança ou adolescente se perceba como protagonista, como agente de uma grande transformação.

 

Relação entre a criança e a natureza para o ensino da Ecologia 

Um ponto importante para a aplicação da Ecologia no ambiente escolar é a relação entre a criança/jovem e a natureza. É certo que uma parte do ensino ocorre dentro da sala de aula (presencial ou virtual), mas a outra parte vem do contato que o estudante tem com o mundo que o rodeia. Essa vivência é importante para construir uma relação de pertencimento, e faz com que ele perceba como está inserido no meio ambiente – o que é fundamental para a sua compreensão dos princípios básicos da Ecologia.

 

Benefícios de promover o contato da criança com o mundo natural

O senso de pertencimento ajuda não apenas nessa compreensão, mas também na aquisição do sentimento de responsabilidade. Ao se sentir responsável pelo mundo em que vive, o estudante aprende a valorizar a flora e a fauna, a água e o ar, passa a entender problemas ecológicos como a poluição, o desmatamento e o descarte errado de resíduos, e a buscar soluções para eles.

Sem contar que, ao chamar a responsabilidade para si, cada criança ou jovem passa a atuar como protagonista de transformação na comunidade em que vive, levando para ela seus aprendizados da escola. É quando, inclusive, as novas gerações se posicionam e passam a propagar ideias.

 

Considerar a realidade do estudante o torna mais engajado 

Para promover uma educação capaz de transformar a criança em agente transformador, é preciso ensiná-la de modo que ela associe o conteúdo com sua própria realidade.

Após tratar das questões ambientais mais amplas e de extrema importância, como a do desmatamento e do aquecimento global, o professor pode dar um enfoque maior às questões como escassez da água ou o uso de agrotóxicos, por exemplo. Os dois são temas muito comuns no nosso país, o que ajudará o estudante a conectar o conteúdo com algo já conhecido por ele.

 

Como ensinar sobre temas ecológicos 

Quando se trata de ensinar, é importante entender que as boas emoções contribuem para um melhor aprendizado, uma vez que as memórias destes momentos ficam mais vívidas em nossas mentes. Além disso, sabe-se que as crianças compreendem melhor os conceitos a partir de atividades lúdicas.

Sendo assim, além de trabalhar com assuntos já conhecidos pelas crianças, o professor deve acrescentar elementos que promovam uma aprendizagem lúdica e com boas emoções.

 

Ecologia, ludicidade e emoções

Para trazer ludicidade às aulas realizadas no ambiente natural, é possível incluir leitura de histórias, poemas, músicas, filmes ou documentários.

Os contos de fada, por exemplo, sempre envolvem bosques ou jardins. Então, se a escola dispõe desse ambiente, é legal levar as crianças até lá para a leitura. Se possível, propor que elas encontrem, no bosque, elementos que são mencionados na história.

Outra proposta para um ensino mais lúdico é trabalhar com filmes ou músicas e associá-los a sons e imagens encontradas na natureza.

Quanto ao problema dos agrotóxicos, mencionado acima, também há maneiras de abordá-lo ludicamente. O professor pode fazer isso ao elaborar e manter uma horta na escola.

A alfabetização ecológica feita por meio desse recurso proporciona tanto a possibilidade de produzir alimentos sem agrotóxicos quanto de observar os ciclos e fluxos dos ecossistemas.

Assim, ao longo das aulas, o professor consegue mostrar como ocorrem os ciclos alimentares e a melhor maneira de integrar os ciclos alimentares naturais aos ciclos de plantio, cultivo, colheita, compostagem e reciclagem.

 

Outros benefícios da horta

A horta também pode ser utilizada para trabalhar a ludicidade e as emoções das crianças. No livro “Alfabetização Ecológica” (escrito por Fritjof Capra em parceria com outros pesquisadores e pensadores), os autores observam o valor “mágico” da horta para o engajamento, encantamento e compreensão de mundo pelas crianças. Eles destacam a fala de um professor do Center for Ecoliteracy (CEL), na Califórnia: “Você pode ensinar tudo o que quiser, mas estar lá fora, plantando, cozinhando e comendo – esta é a ecologia que chega ao coração das crianças e essa experiência vai continuar com elas pelo resto da vida”.

 

Atividades na sala de aula também são importantes 

Até agora, destacamos os benefícios de “desemparedar” o ensino de temas ligados ao meio ambiente, levando o estudante para o mundo. Apesar da importância dessa ação, a sala de aula, é claro, também pode ser um lugar de muitas experiências.

Além da teoria, o professor pode propor atividades em que a criança coloque a mão na massa e aprenda fazendo. Isso pode ser realizado a partir de práticas pedagógicas como as da aprendizagem baseada em problemas, aprendizagem baseada em projetos ou até na união de ambas as propostas.

As ferramentas digitais, é claro, podem participar desse processo, como em simuladores que repliquem e acelerem fenômenos naturais, assim como em jogos, vídeos e arquivos sonoros que aumentem o conhecimento a empatia dos estudantes. Ao mostrar as belezas, riqueza e valor dos seis biomas brasileiros (Mata Atlântica, Cerrado, Pantanal, Pampa, Amazônia e Caatinga), por exemplo, o professor pode conquistar as crianças e os adolescentes para que se posicionem e trabalhem pela conservação, recuperação e manejo sustentável e racional dos recursos.

 

A Coleção Meu Ambiente

No contexto da Editora Opet, aliás, recursos é que não faltam: há alguns anos, por meio do selo Sefe, nós firmamos uma parceria com a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza para a produção da Coleção Meu Ambiente, a mais avançada do país em Educação Ambiental. Ela contempla os nove anos do Ensino Fundamental – com livros do estudante e do professor – e está disponível para download gratuito – clique aqui e acesse agora!

 

Interdisciplinaridade e práticas pedagógicas

Como o próprio nome já diz, a aprendizagem baseada em problemas envolve atividades em que o professor determina um problema inicial, de preferência real, e as crianças se reúnem para debater, criar hipóteses, testar ideias e, enfim, encontrar uma maneira de resolver o impasse inicial.

Já a aprendizagem baseada em projetos tem por base o desenvolvimento de vídeos, maquetes, protótipos, exposições ou qualquer outra prática que vise apresentar uma ideia. O mais legal é que esse projeto pode partir da solução encontrada para o problema estipulado pelo professor na aprendizagem baseada em problemas.

Sem contar que o projeto permite a associação de diversos conhecimentos obtidos pelas crianças. Afinal, há vários componentes curriculares que envolvem o tema Ecologia, como a Biologia, a Química, a Geografia, a História e a Literatura. Ou seja: para uma alfabetização ecológica integral, é fundamental aplicar a interdisciplinaridade.

 

Experiências fora da escola

Caso a instituição permita e as famílias estejam de acordo, é possível ir além da horta ou bosque da escola. Existem diversos parques, oficinas e exposições nas quais os estudantes podem obter ainda mais contato com o meio ambiente. Toda essa experiência enriquecerá ainda mais a criação de projetos e demais atividades que serão desenvolvidas na escola.

 

Recursos para aplicar a alfabetização ecológica e as práticas pedagógicas adequadas

Uma parte essencial para a aplicação da educação ecológica na escola é a escolha de materiais adequados.

Na Opet INspira, a plataforma educacional de recursos digitais desenvolvida pela Editora Opet, o docente encontrará uma série de ferramentas, objetos educacionais e materiais didáticos que o auxiliarão na aplicação de um ensino mais prático.

Com os vídeos, áudios e histórias infantis disponíveis na plataforma, por exemplo, é possível unir a alfabetização ecológica à ludicidade. Já os jogos on-line, além da ludicidade, trarão boas emoções para as crianças, uma vez que, trabalhando em equipe, elas se divertem ao mesmo tempo em que aprendem.

Também há vários recursos educacionais inclusivos e ferramentas para que o professor crie trilhas de aprendizagem e forneça roteiros de estudos às crianças.

O papel do professor em um universo de conhecimentos

Geografia, história, atualidades, notícias, análises… acessar conteúdos relacionados a muitos temas não é uma tarefa tão difícil atualmente. Basta um smartphone, tablet ou notebook com acesso à internet para descobrirmos informações sobre literalmente qualquer assunto, da nossa própria saúde às distâncias estelares.

Essa realidade, no entanto, é relativamente nova. Antes do advento da Internet, o conhecimento só estava disponível em livros, que, por serem caros, nem sempre podiam ser adquiridos por todos.

Sendo assim, apenas alguns grupos tinham acesso a conhecimentos diversos. Dentre eles, os professores.

 

O papel do professor ontem e hoje

Por meio de professores – fossem eles indicados pelo Estado ou, então, pela própria comunidade, em tempos mais recuados –, o conhecimento era disseminado e chegava até as pessoas que não tinham condições de adquirir livros, viajar ou acessar qualquer outra forma de aprender.

Como o papel do professor era o de repassar aos estudantes os conhecimentos acumulados ao longo da história, ele era visto como detentor de todo o conhecimento. Já os estudantes estavam na escola ou nos grupos de transmissão e aprendizagem apenas para receber o que era transmitido.

Acontece que os tempos mudaram, e muito! Novas tecnologias foram desenvolvidas e, em tempos mais recentes, os computadores pessoais e a internet passaram a fazer parte da rotina da maioria das pessoas. As informações ficaram muito disponíveis, transmitidas por muitas pessoas. Nessa verdadeira revolução, a forma de aprender também se transformou.

 

Internet e novas funções do educador

Agora, por princípio, os estudantes têm acesso aos mesmos conteúdos que o professor. Tudo o que as crianças buscam na rede, seja assuntos relacionados às disciplinas escolares, informações sobre acontecimentos políticos ao redor do mundo ou notícias da música, elas acessam em questão de segundos.

Diante desse cenário, fica uma dúvida: afinal, se os estudantes possuem as mesmas informações que os professores, qual a função desse profissional atualmente?

A resposta é simples. O professor é, acima de tudo, um gestor do conhecimento, um facilitador. Alguém que, além de conhecer, sabe modular e transmitir, trazendo seus estudantes para um processo que envolve diálogo, empatia e protagonismo.

 

Professor como facilitador do conhecimento

Para que um conteúdo se torne conhecimento, é preciso uma boa didática, algo que apenas o educador pode oferecer. Algumas crianças aprendem melhor com prática lúdica, outras preferem aprender fazendo e há, ainda, aquelas que gostam de ouvir explicações.

Cada indivíduo possui uma maneira única de absorver conteúdos. Logo, o professor é extremamente importante para perceber a estratégia correta e aplicar a metodologia adequada.

Um bom exemplo disso são as aulas a distância. Nesse modelo de ensino, o conteúdo é postado em forma de vídeos e e-books (entre outras possibilidades síncronas e assíncronas). Mas, se o professor não utilizar ferramentas visuais, sonoras e trilhas de aprendizagem adequadas, o estudante encontrará bastante dificuldade para reter e produzir sentido ao conteúdo.

 

Professor como mediador do conhecimento

Além de mediar o conhecimento, o professor deve ainda trabalhar de modo que o conteúdo não fique apenas no âmbito teórico, mas seja também praticado pelas crianças.

A discussão sobre a importância da experiência no processo de aprendizagem não é nova. Já há alguns anos, diferentes teóricos educacionais têm sinalizado os benefícios de um ensino mais prático.

Em meio a tais discussões, um termo tem se destacado justamente por trazer essa possibilidade de aprender fazendo. Estamos falando da aprendizagem por competências.

 

Ensino de competências é fundamental atualmente

A aprendizagem por competências nasce da necessidade de unir experiência e conhecimento.

A ideia, aqui, é que o estudante seja capaz de aplicar seu conhecimento teórico para resolver problemas na prática. A partir disso, o ensino deixa de ser baseado apenas em conteúdos, como ocorre no modelo de ensino mais tradicional.

Esse novo olhar para a educação permite que a criança seja mais ativa nas aulas e deixe de ser apenas ouvinte para se tornar o centro de seu processo de aprendizagem.

 

Competências que devem ser trabalhadas na educação

Conforme observado anteriormente, as competências estão relacionadas à capacidade de realização que cada indivíduo possui. De nada adianta a criança saber algo, mas não aplicar.

De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento que guia a prática pedagógica nas escolas, competência é definida como a união de conhecimentos, habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores que devem ser usados para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho.

Para ajudar os professores no desenvolvimento de aulas que estimulem as competências, foram estipuladas 10 competências gerais.

 

Competências da BNCC

–  Conhecimento

– Pensamento científico, crítico e criativo

– Repertório Cultural

– Cultura Digital

– Comunicação

– Trabalho e projeto de vida

– Argumentação

– Autoconhecimento e autocuidado

– Empatia e cooperação

– Responsabilidade e cidadania

Além dessas competências, podemos acrescentar ainda trabalho em equipe, liderança, inteligência emocional e capacidade de aprender. Todos esses elementos são fundamentais para a resolução de problemas em qualquer aspecto da vida.

 

Estrutura escolar deve acompanhar mudanças pedagógicas

Ao optar por ensinar a partir de competências, é preciso repensar toda a estrutura escolar. Afinal, no ensino por competências o conteúdo não é fragmentado, sendo fundamental associar diferentes saberes para solucionar problemas.

Para aplicar o ensino por competências, é necessário ter em mente que os métodos de ensinar também devem ser modificados.

Em vez de manter a sala de aula com as carteiras enfileiradas e o professor na frente explicando a matéria, uma boa ideia é trabalhar com projetos. Dessa forma, o estudante consegue de fato colocar a “mão na massa” e aprender a trabalhar em equipe, melhorar sua comunicação e, ainda, exercitar sua visão analítica.

É possível também aplicar atividades baseadas em problemas, modelo de ensino em que as crianças devem solucionar algo a partir de um problema estipulado pelo professor. Sendo assim, as crianças conseguem trabalhar a competência da argumentação e do pensamento científico.

 

Como aplicar a educação por competências

Existem diversos materiais que contribuem para a aplicação de um ensino mais ativo, centrado no estudante.

Os conteúdos da Opet INspira, plataforma educacional da Editora Opet, auxiliam bastante os educadores nesse processo.

Com os recursos nela disponibilizados, os professores conseguem desenvolver avaliações, sequências didáticas, trilhas de aprendizagem e roteiros de estudos.

Para as atividades em que o educador precise trabalhar as competências citadas anteriormente, há também materiais como áudios, banco de imagens, vídeos, histórias infantis, recursos digitais, quizzes e ferramentas inclusivas.

Para acessar a plataforma, é preciso que a escola seja conveniada, sendo necessário ter usuário (login) e senha individual. Se você ainda não conhecer e quer saber mais, entre em contato conosco!