Ceará: municípios parceiros da Editora Opet dão salto de qualidade na alfabetização

Momentos da Editora Opet no Ceará em 2019/20. Em sentido horário, a partir do alto e à esquerda: formação em Sobral, entrega de materiais em Itaitinga, encontro formativo digital com professores de Fortaleza e formação em Ipu.

Os últimos dias foram de celebração para os 184 municípios cearenses, que alcançaram o nível de alfabetização desejada para o segundo ano do Ensino Fundamental (Anos Iniciais). O resultado foi divulgado pelo Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica do Estado do Ceará (SPAECE) e se refere a 2019. Ele está diretamente relacionado ao Programa de Alfabetização na Idade Certa (PAIC), uma ambiciosa política de Estado para o resgate e a promoção da Educação Básica, com resultados importantes. Apenas para se ter uma ideia do tamanho da transformação, em 2007 apenas 14 municípios – 7,6% do total – possuíam um nível de alfabetização desejada para a idade certa. Hoje, são 100%.

A Editora Opet, por meio do selo educacional Sefe, faze parte dessa história e desses resultados. Os materiais didáticos e a assessoria pedagógica Sefe – sob a coordenação da professora Oralda Adur de Souza – fizeram parte do PAIC já em 2008, auxiliando o Estado a promover sua revolução educacional. Desde então, o Sefe mantém um escritório pedagógico no Ceará, onde trabalham professores e pedagogos que atendem a vários municípios.

Os seis municípios atendidos pela Editora Opet no Ceará – Fortaleza, Sobral, Ipu, Paracuru, Itaitinga e Ubajara – apresentaram resultados importantes. Apenas para se ter uma ideia, em 2019/2020, nossos municípios parceiros tiveram várias de suas escolas vencedoras do “Escola Nota 10”, que premia os melhores resultados em Português e Matemática por unidade educacional. O prêmio é entregue durante a divulgação dos resultados educacionais do Estado pelo Spaece, o que aconteceu na semana passada.

Para conquistar a premiação, as escolas devem ter, no momento da avaliação, pelo menos 20 alunos matriculados na série avaliada, além de ter, no mínimo, 90% de participação de alunos. No 2º ano, a pontuação deve ficar entre 8,5 e 10, enquanto nos 5º e 9º anos os estudantes devem obter notas entre 7,5 e 10.

Pois bem: dos parceiros da Editora Opet, Sobral teve 25 escolas vencedoras do Prêmio, Fortaleza, uma unidade, Paracuru, 12 escolas e Ubajara, 14. “Em relação a Ipu e Fortaleza, foram os municípios que registraram o maior crescimento em relação ao índice de alfabetização. Ipu dobrou o número de escolas com o índice de alfabetização desejada e se manteve com os melhores resultados de sua região. E Fortaleza consolidou seu bom trabalho no segundo ano do Ensino Fundamental, que é o ano crítico da alfabetização”, analisa Glaylson Rodrigues, supervisor regional da Editora Opet para o Ceará.

Glaylson se diz muito satisfeito com os resultados dos parceiros da Editora, que são fruto de muito trabalho. “Nós contribuímos para além do material de qualidade que chega aos municípios. Participamos com a prestação de um conjunto de serviços, como acompanhamento em visitas técnicas, suporte aos professores e gestores das escolas, além de orientação aos familiares.” Glaylson destaca o esforço dos gestores e dos professores, que se engajam muito para que o trabalho dê resultados.

Vitória coletiva – De acordo com o SPAECE, todos os alunos do segundo ano do Ensino Fundamental (Anos Iniciais) de Paracuru alcançaram o nível desejável de alfabetização e letramento. “Tivemos um salto de qualidade na aprendizagem no 2º, 5º e 9º anos”, conta a professora Joana Angélica Lopes, gerente do Mais PAIC no município. Segundo Joana, os resultados são a soma de uma série de fatores, a começar pelo trabalho coletivo e pelos esforços e talento dos professores. Ela também destaca o valor da parceria com a Editora Opet por meio do selo educacional Sefe.

Equipe do Mais PAIC de Paracuru (professoras Joana Angélica, Lucila Rocha, Silvia Helena, Déborah Magalhães, Mirlândia Sá e Marina Claudia) com o secretário municipal de Educação, Wanderlei Cordulino.

“Na primeira etapa da Educação Básica, o Sefe desenvolve um excelente trabalho com o material estruturado da Coleção Entrelinhas. E também formações continuadas para os professores da Educação Infantil que trabalham temas atuais, como a utilização das mídias, estudos voltados para a BNCC e Referenciais Curriculares para a Educação Infantil.” Ela também destaca o acompanhamento pedagógico nas creches e pré-escolas e o Prêmio Ação Destaque, que valoriza os projetos dos professores. “O sucesso da aprendizagem dos alunos de Paracuru fundamenta-se na assistência de excelência disponibilizada pela Editora Opet-Sefe e na proatividade da Equipe do Mais Paic.”

Uma relação antiga e de valor – O gerente comercial da Editora Opet para a área pública, Roberto Costacurta, lembra que o Sefe esteve ao lado dos municípios cearenses desde 2007, ano de início do PAIC e do acompanhamento pelo SPAECE. “Pela qualidade do nosso trabalho, fomos escolhidos para participar desse grande programa”, conta. “Quando a primeira etapa do PAIC foi concluída, em 2015, o Sefe estava atendendo 64 municípios, um terço do total do Estado. E seguimos atendendo vários deles, com excelentes resultados.”

Para Roberto, os bons resultados dos municípios também são uma vitória da Editora Opet. “Quando uma escola recebe o Prêmio Nota Dez, que é muito importante dados os parâmetros de qualidade exigidos, nós nos sentimos premiados também. E desejamos manter e fortalecer essa bela parceria!”, conclui.

Encontro virtual com familiares em Cotia tem recorde de audiência no canal da Editora Opet no Youtube

Reunir famílias para conversar sobre a educação e a importância da parceria com a escola é algo muito especial. Agora, imagine o valor de reunir milhares de pessoas – mães, pais, avós, responsáveis – em um evento online para falar sobre o trabalho com o afeto, sobre direitos e deveres e sobre os papéis complementares de família e escola na educação. Pois foi exatamente isso que aconteceu na noite de quarta-feira (29) em Cotia, município paulista parceiro da Editora Opet por meio do selo educacional Sefe – Sistema Educacional Família e Escola.

No primeiro encontro com familiares realizado pela prefeitura e pela Editora, mais de 2,3 mil pessoas participaram em tempo real, com 9,3 mil visualizações da live em nosso canal no Youtube. “Foi um recorde em relação ao número de participantes para esse tipo de encontro”, comemora a gerente pedagógica da Editora, Cliciane Élen Augusto. “Foi um marco para a nossa equipe pedagógica, um momento muito elogiado pelos participantes, pelo secretário municipal de Educação e pelo prefeito.”

Cliciane explica que a parceria com Cotia é recente – ela começou neste ano – e que um encontro presencial com familiares havia sido programado. Por conta da pandemia, porém, acabou não acontecendo e foi substituído pelo encontro remoto. “A reunião virtual superou as nossas expectativas. Ficamos muito felizes e agradecidos pela adesão das famílias, o que mostra o quanto elas valorizam a educação.”

A live com os familiares foi aberta por Cliciane e pelo secretário municipal de Educação de Cotia, Luciano Corrêa dos Santos, que destacou a importância da educação, dos professores e da parceria família-escola. O prefeito Rogério Franco também esteve na live: ele agradeceu às famílias pela participação no encontro e à Editora pelo o papel desempenhado na educação municipal, em especial neste momento de pandemia.

A formadora Márcia Ribeiro, a gerente Cliciane Augusto e o secretário Luciano Corrêa durante a live.

Cotia e a Editora Opet são parcerias desde o início deste ano, com adoção, pela rede municipal de ensino, dos materiais didáticos Sefe e das ferramentas digitais para o Jardim I e II (Educação Infantil 4 e 5) e para o Ensino Fundamental nos Anos Iniciais e Finais. Os professores e gestores, aliás, também aderiram com entusiasmo às implantações digitais e às formações remotas proporcionadas pela Editora na parceria com o Google for Education.

Oportunidade de aproximação – A conversa com os familiares teve cerca de uma hora e meia de duração e foi conduzida pela professora Márcia Regina Ribeiro dos Santos, assessora pedagógica da Editora Opet. Ela diz que ficou até um pouco nervosa diante do tamanho da plateia, mas que a interação e o resultado do encontro compensaram muito a expectativa.

“O encontro foi uma grande oportunidade de aproximar escola e família, o que é fundamental para o sucesso da educação. Os comentários que recebemos no chat, com perguntas e opiniões, nos dão a certeza de que precisamos de momentos como esse.”

Conversando com a gerente pedagógica da Editora, o secretário municipal de Educação de Cotia, Luciano Corrêa dos Santos, se disse muito feliz pelo sucesso do encontro com os familiares. “Foi muito bom estar com vocês neste momento! Nós recebemos várias mensagens de diretores de escolas e de familiares de estudantes. Que riqueza para nós. É um caminho que precisamos seguir trilhando. Obrigado pela parceria!”.

Para o gerente comercial da Editora Opet para o segmento público, Roberto Costacurta, o sucesso da live com as famílias de Cotia é a melhor demonstração de que a empresa está no caminho certo. “A proximidade com as famílias faz parte do DNA da Editora, ela está na marca Sefe – Sistema Educacional Família e Escola – e é muito importante em nossa proposta de ensino. Realizar um encontro com familiares, neste momento, era um desafio que foi vencido com inteligência”, observa. “As famílias já consomem lives, já fazem reuniões pela internet. Assim, resolvemos caminhar por aí e foi um grande sucesso. Só temos a agradecer às famílias, ao prefeito Rogério e ao secretário Luciano pela confiança no nosso trabalho. A partir dessa live, vamos crescer ainda mais.”

O link da live está disponível AQUI – CLIQUE PARA ASSISTIR

Foco, concentração e disciplina na quarentena: dicas para educadores organizarem sua rotina de Home Office

Sabemos o quanto pode ser difícil ter que mudar abruptamente os horários, estrutura, ambiente e modo de trabalho. A pandemia da COVID-19 exigiu que os profissionais da educação encontrassem maneiras rápidas e eficazes de adaptar suas metodologias ao ambiente virtual para dar seguimento ao ano letivo. Trabalhar em casa, porém, traz desafios que vão além da abordagem e método de ensino. São questões individuais e pessoais que influenciam diretamente no nosso desempenho, mas que podem ser trabalhadas a partir de uma reorganização da rotina e dos espaços.

Separamos 3 dicas básicas e cruciais para ajudar você a eliminar os fatores que causam desconcentração, dispersão, cansaço mental e improdutividade nesta quarentena.

 

1- Organize e defina seu espaço de trabalho

Estudos apontam que trabalhar em ambientes comuns de “descanso”, como o quarto, pode fazer com que nosso cérebro entre em um estado de confusão sobre quais impulsos deve enviar ao corpo. Isso acontece porque criamos associações mentais entre aquilo que estamos fazendo, o que deveríamos fazer e o lugar onde estamos.

Dessa forma, não só a produtividade é prejudicada, como também o nosso sono e, consequentemente, nossa saúde física e mental.

Por isso, é de extrema importância que as atividades do trabalho sejam realizadas fora do quarto, em um escritório ou mesmo em um outro cômodo que facilite o foco. A ideia é configurar a mente para um novo ambiente – nunca, o quarto – que seja associado ao trabalho. Assim, o sono e o relaxamento do corpo e da mente acontecerão com mais facilidade e qualidade.

Também é importante que o espaço seja organizado e sem muitos estímulos visuais e sonoros, para ajudar na concentração.

 

2- Gerencie seu tempo

Preparar as aulas virtuais pode demandar de mais tempo do que estamos acostumados. A maioria dos professores não tem experiência prévia com aulas remotas e acaba tendo dificuldades para desenvolver os conteúdos e atividades.

E está tudo bem! Esse formato é uma solução temporária, que tem exigido muito aprendizado por parte dos educadores. E aprendizado, como todos sabemos, não acontece de uma hora para outra.

Por isso, tenha como prioridade o bom gerenciamento do seu tempo. Divida sua rotina com horários estipulados para estudos e atualizações.

Se você destinar uma hora diária para pesquisar dicas de abordagens e atividades virtuais, em uma semana você terá desenvolvido inúmeras habilidades e aprendido coisas valiosas para ser mais ágil e assertivo no preparo das aulas.

Para isso, você vai precisar de disciplina e planejamento. Então, aposte em tabelas para que você possa visualizar melhor as horas do seu dia, organizando seus horários e eliminando a sensação de sobrecarga e falta de tempo.

 

3-Cuide da sua saúde mental

A ansiedade gerada pela instabilidade e vulnerabilidade que cerca nossas vidas pode fazer com que fiquemos estagnados, presos no medo e no sentimento de impotência. Ao organizar a sua rotina, não esqueça de destinar um tempo para realizar alguma atividade que traga a sensação de bem estar, seja envolvendo arte, cozinha, meditação, leitura, música ou qualquer outra coisa da sua preferência.

“Mas isso influencia no meu trabalho?”, você pode se pergunta. E a resposta é: sim, e de forma direta! Se você tem momentos de prazer e autocuidado, sua mente consegue se reabastecer de estímulos positivos, recuperar-se do cansaço e concentrar mais energia durante o trabalho.

Conte para a gente como tem sido sua rotina de trabalho em casa e se você tem encontrado dificuldades para se manter produtivo (a) nessa quarentena. Se sim, aplique essas dicas na sua rotina e depois nos conte os resultados. Se não, conte para a gente como você faz para aliviar essa pressão e se manter focado (a).

Ter uma rede de apoio e conversar sobre as experiências é excelente para saber que não estamos sozinhos – e que logo tudo isso vai passar, com boas lições!

A importância da Ludicidade na Educação Infantil

Ludicidade é um termo que tem origem na palavra latina “ludus”, que significa jogo ou brincar. Na educação, usamos o conceito do lúdico para nos referir a jogos, brincadeiras e qualquer exercício que trabalhe a imaginação e a fantasia. A ludicidade é um instrumento potente para o processo de ensino-aprendizagem em qualquer nível de formação, mas está presente com mais frequência na Educação Infantil. Isso porque, na infância, a forma como a criança interpreta, conhece e opera sobre o mundo é, naturalmente, lúdica.

Falaremos hoje sobre a importância de valorizar e incentivar o uso da ludicidade na educação infantil, para que, por meio das brincadeiras, a criança desenvolva melhor suas habilidades cognitivas, sociais e psicomotoras.

 

Habilidades cognitivas

O brincar desempenha um papel extremamente importante na constituição do pensamento infantil. É através dele que se inicia uma relação cognitiva do indivíduo com o mundo de eventos, coisas, símbolos e pessoas que o rodeia. A partir da brincadeira, a criança reproduz o discurso externo, o internaliza, interpreta e constrói seu próprio pensamento. Essa acaba sendo a linguagem infantil, à qual Vygotsky (1984) atribui um importante papel para o desenvolvimento cognitivo à medida que sistematiza as experiências e colabora com a organização dos processos em andamento.

Por isso, devemos valorizar e direcionar a brincadeira, quando utilizada como instrumento pedagógico. Processos de pré-alfabetização, por exemplo, podem acontecer de forma natural e fluida quando realizados à partir da ludicidade.

Porém, é preciso tomar muito cuidado para não tirar a brincadeira dessa roupagem natural, pois o lúdico é uma metodologia pedagógica que ensina brincando e tem objetivos, mas nunca cobranças.

 

Habilidades Socioafetivas

Ao brincar, a criança desenvolve uma relação afetiva com o mundo, com os objetos e, principalmente, com as pessoas ao seu redor. Isso faz com que ela se depare com limites, vontades, desejos e interpretações diferentes das suas, havendo, então, uma troca valiosa que constrói suas habilidades sociais. Ao entrar em contato com diferentes perspectivas e personalidades enquanto brinca, a criança alinha suas capacidades emocionais à convivência e à coexistência.

Trabalhar os conceitos de cooperação, coletividade e trabalho em grupo através de brincadeiras com a turma, ou mesmo em casa com a família, desenvolve noções de respeito e igualdade em relação ao outro, valores que são extremamente importantes para a convivência em sociedade.

 

Habilidades Psicomotoras

Muito se fala dos efeitos alienadores do uso excessivo de tecnologias e jogos digitais na infância. Isso afeta, além das habilidades sociais, o desenvolvimento psicomotor da criança, pois limita os estímulos que ela recebe a uma fonte inorgânica e artificial de conteúdos. Isso não faz desse tipo de recurso algo a ser completamente negado – ele, por certo, também tem seu espaço. Porém, correr, pular, dançar, escalar e conhecer o mundo através dos instintos e dos sentidos fazem com que a criança explore melhor seu próprio corpo. Isso, atrelado à ludicidade, traz habilidades como autoconfiança, autoestima e superação, eliminando inseguranças em relação ao mundo externo e às limitações internas.

Na escola, as brincadeiras de corda, pega-pega, circuitos, gincanas, esportes e dança são atividades que devem ser frequentes, pois, além de trazer benefícios individuais, fazem com que o cotidiano seja mais dinâmico e atrativo, tanto para as crianças quanto para os professores.

Ludicidade como metodologia significa respeitar a interpretação da criança sobre o mundo e o lugar que ela ocupa nele. Através do lúdico, a criatividade, curiosidade e o desejo por saber acontecem de maneira natural, ampla e fluida, fazendo com que a educação aconteça de forma emancipadora, afetiva e plural.

Separamos dois artigos científicos que abordam o tema da ludicidade da educação infantil para que você possa continuar o estudo, se desejar.

Para mais conteúdos como esse, acompanhe o blog e as redes sociais da Editora Opet. Estamos sempre buscando melhorar o mundo e as relações através de uma educação que aproxima e liberta.

 

Sugestões de leitura:

  • A Importância do Lúdico na Educação Infantil – Fábio A. Porangaba, Sandra de Souza M. Porangaba e Silvane de Souza Meneses.

http://www.lambaridoeste.mt.gov.br/secretarias/educacao-e-cultura/artigos-dos-professores/59/view/672

  • A Ludicidade Construindo a Aprendizagem de Crianças na Educação Infantil – Ana Maria da Silva

https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/educacao/a-ludicidadeconstruindo-a-aprendizagem-de-criancas-na-educacao-infantil/50878

Aulas Remotas e EAD: qual a diferença?

O distanciamento social, principal medida sugerida para a contenção do coronavírus, exigiu das instituições de ensino uma adaptação rápida ao ambiente virtual. As aulas remotas têm sido a única alternativa para milhões de educadores e estudantes continuarem as atividades escolares, na tentativa de mitigar a defasagem ensino-aprendizagem no contexto da pandemia.

Nos debates que ocorrem dentro desse processo, muitas vezes as aulas remotas – um recurso de emergência – são associadas à modalidade de ensino a distância (EAD), oferecida por diversas instituições de ensino no Brasil e no mundo.

Vale destacar que aulas remotas e EAD não são a mesma coisa. São bem distintas e não podem ser entendidas da mesma forma. Neste artigo, vamos apontar a diferença entre essas duas realidades, esclarecendo possíveis dúvidas e evitando confusões conceituais.

Um plano emergencial de ensino

Em sua primeira divulgação do Plano Emergencial de Ensino, em março deste ano, o MEC autorizou a substituição de aulas presenciais pelo formato remoto, no qual as instituições podem utilizar tecnologias da informação e comunicação – as chamadas TIC – para dar continuidade aos cursos durante a pandemia. A princípio, a pasta se referia apenas às instituições federais, universidades e institutos. Mas, logo, o recurso passou a ser utilizado também pelas instituições do ensino básico, tanto da rede pública quanto privada, devido ao agravamento do quadro da covid-19 no país.

Em abril, o Conselho Nacional de Educação autorizou a oferta de atividades não presenciais em todas as etapas do ensino para que as instituições pudessem reorganizar o calendário escolar e dar continuidade, de forma adaptada, às atividades do ano letivo. Dessa forma, as aulas remotas passaram a ser uma solução temporária para dar seguimento ao trabalho com os estudantes de maneira segura.

 

O EAD

EAD, ou Educação a Distância, é uma modalidade de ensino antiga – ela existe desde o século XIX –, que possui diretrizes e pré-requisitos próprios, com estrutura e metodologia pensadas para promover educação à distância. É desenvolvida para prestar atendimento, aplicar atividades e avaliações, aulas e todas as demandas de um ambiente de aprendizado, com recursos tecnológicos e acadêmicos para promover o ensino.

Na modalidade EAD, a maioria das videoaulas são gravadas e dispostas em uma plataforma, na qual o estudante as assiste e avança conforme sua compreensão do assunto. O material didático é padronizado, assim como as atividades e avaliações. Geralmente, o conteúdo EAD é organizado por módulos, mas o seu calendário segue um padrão unificado.

O suporte acadêmico é feito por um tutor, que fica disponível para tirar dúvidas e passar orientações mais diretas sobre as atividades. Porém, o docente também mantém um contato com o estudante através de fóruns, avaliações e auxílio acadêmico propriamente dito.

Resumindo: o Ensino a Distância (EAD) foi desenvolvido e estruturado para acontecer, especificamente, no ambiente virtual, considerando todo aparato tecnológico e acadêmico para que isso seja possível. Diferente das aulas remotas, não é uma solução imediata para um problema que impossibilita as aulas presenciais. É uma concepção didático-pedagógica que promove o ensino a partir de estruturas e métodos específicos e que utilizam recursos digitais e audiovisuais para formação discente.

 

Aulas Remotas

Como já observamos, as aulas remotas são uma solução temporária para que as instituições continuem a promover o ensino mesmo durante a pandemia, mas não fazem parte de uma estrutura de ensino EAD.

Utilizando a plataforma de ensino à distância do MEC ou mesmo da própria instituição, os educadores conectam-se com os estudantes e promovem aulas em tempo real, com interação e comunicação direta. O material didático é customizado pelo próprio professor e as atividades são aplicadas de acordo com o desenvolvimento da disciplina, não são programadas e padronizadas como na EAD.

Um ponto importante a ser destacado é o da formação docente. Embora o uso da tecnologia como recurso didático seja uma pauta constante nos debates sobre educação, o conhecimento e formação de um docente que trabalha com EAD são muito mais direcionados e específicos. Isso porque, aqui, a tecnologia não aparece apenas como uma ferramenta, mas como o meio pelo qual o ensino deve ser desenvolvido. Por isso, não é coerente exigir que os educadores que normalmente atuam no ensino presencial tenham um desempenho semelhante aos professores do EAD.

Temos, hoje, milhares de professores que viram sua rotina profissional completamente transformada e que precisaram se adaptar rapidamente em termos de atuação, planejamento e recursos.

A todos, nesse momento, é necessário dedicação e esforço para que possamos reinventar nossos métodos e renovar nossas habilidades, mas isto é um processo. Por isso, a Editora Opet traz, diariamente, informações e debates em suas redes e plataformas digitais, além dos momentos formativos e dos recursos digitais aos nossos parceiros públicos e privados. Para que, juntos, possamos encontrar as melhores maneiras de garantir e zelar pela educação, neste que é um momento tão difícil para todos. Acompanhe e junte-se a nós nessa missão!

Sugestão de leitura:

  • Aulas Remotas ou EAD?

https://abmes.org.br/noticias/detalhe/3705/aulas-remotas-ou-ead

Sugestão de Vídeo:

  • Live Moonshot Educação – O que é Ensino Remoto Emergencial e por que não é Ensino à Distância

https://www.youtube.com/watch?v=JIh-bEYy-s8

Prova Digital: conheça a proposta da mudança do ENEM e como funcionará este novo formato

(*) – ATENÇÃO: As provas escritas do ENEM de 2020 foram remarcadas para os dias 17 e 24 de janeiro de 2021 e as provas digitais para os dias 31 de janeiro e 07 de fevereiro.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) é responsável pela realização das provas do ENEM. Há alguns meses, junto com o MEC, o INEP anunciou uma mudança importante no ENEM, que passará a ter formato digital. A polêmica sobre o adiamento da prova tradicional, impressa, em função da pandemia do coronavírus, fomentou discussões e questionamentos sobre essa notícia. Por isso, vamos explorar o tema, esclarecer alguns pontos e orientar nossos leitores sobre as implicações dessa mudança. Quer saber mais sobre o ENEM digital? Então, continue lendo!

O que é o ENEM digital?

O ENEM Digital é uma proposta do INEP e do MEC para mudar o modelo do ENEM. De 2020/21 a 2025, a meta é aplicar a prova digital em paralelo à prova impressa e de forma escalonada, até que, em 2026, todo o processo seja digital. A principal justificativa do MEC para a mudança é de que o novo formato eliminaria questões logísticas de impressão, depósito, guarda, distribuição e recolhimento de milhões de provas, com uma grande economia de recursos. Além disso, o formato digital permite o fracionamento das provas, que poderiam ser feitas em vários momentos do ano e não em um único período.

Quem pode participar do ENEM Digital?

Podem realizar as provas digitais estudantes que já concluíram o Ensino Médio ou que concluirão até o final deste ano. A princípio, essa opção não estará disponível para treineiros e estudantes que necessitam de atendimento especial, como recursos de acessibilidade, por exemplo.

Neste ano, de acordo com o edital, 101,1 mil participantes realizarão a prova no formato digital. A ideia é que esse número aumente a cada ano, até que todos os participantes que se inscrevem anualmente façam a prova no computador.

Onde o ENEM Digital será realizado?

As provas serão aplicadas em locais com infraestrutura adequada para receber os computadores utilizados pelos participantes. Eles terão acesso apenas ao sistema da prova, sendo impedidos de acessar a internet ou quaisquer outros documentos ou equipamentos. Como já ocorre no ENEM em formato impresso, haverá fiscalização nos locais de prova.

Os estudantes que, no ato da inscrição deste ano, optaram pela prova digital, realizarão o exame em local determinado pelo INEP, que selecionará universidades e escolas que já contem com um centro de informática adequado.

É possível fazer a prova digital e impressa?

Não. No ato de inscrição, os participantes devem escolher apenas uma das opções. As duas provas terão o mesmo formato (180 questões + redação), mas com perguntas diferentes. O ENEM Digital será feito pelos primeiros 101,1 mil candidatos que se inscreverem optando pelo formato de prova. Esses candidatos devem atender os requisitos para a inscrição ao ENEM e residir em uma das 15 capitais selecionadas para a aplicação digital.

E O ENEM, acontece quando?

Segundo informações divulgadas pelo MEC nesta quarta-feira (08.07), as provas impressas serão aplicadas nos dias 17 e 24 de janeiro de 2021, enquanto a versão digital está marcada para 31 de janeiro e 07 de fevereiro. A reaplicação do ENEM será nos dias 24 e 25 de fevereiro, com resultados divulgados a partir de 29 de março.

É preciso valorizar o ENEM

Seja no formato digital, seja no formato impresso, o ENEM é um importante recurso para que milhões de estudantes brasileiros cheguem ao ensino superior. Ele também fortalece a educação, na medida em que avalia os estudantes e o próprio Ensino Médio.

No blog da Editora Opet, publicamos semanalmente conteúdos que abordam as melhorias, mudanças, necessidades, problemas, impactos e objetivos da educação. Acompanhe e participe!

Sugestão de Leitura:

Brasil Escola: Enem Digital 2020.

https://vestibular.brasilescola.uol.com.br/enem/enem-digital-2020.htm

Portal do MEC: Enem Digital.

http://portal.mec.gov.br/images/stories/noticias/2019/junho/03.07.2019_Coletiva-lanamento-Enem-Digital.pdf

Fogueira Virtual, animação real: uma jornada pelas festas juninas virtuais dos parceiros Opet

Para a escolas, as festas juninas são um momento de integração da comunidade e de promoção da cultura brasileira. Neste ano, por conta da pandemia e do distanciamento social, os gestores tiveram um desafio enorme: sem “deixar a peteca cair”, realizar as festas no ambiente virtual, engajando e animando as famílias.

Francisco Glaylson Rodrigues, supervisor regional da Editora Opet para o Ceará, é apaixonado pelas festas juninas. O mês de junho é o nosso mês mais alegre e colorido. É uma verdadeira celebração! O dia de São João, por exemplo, é como se fosse nosso Natal”, vibra. Apesar de tudo, em 2020 as festas aconteceram – adaptadas às novas circunstâncias, mas cheias de energia. “Não perdemos a alegria. Os gestores e as famílias criaram lives, videoconferências e festas online. Com direito a bolo de milho, pamonha, dança e confraternização em família.”

Em Fortaleza, a Escola Municipal Dois de Dezembro foi uma dentre muitas escolas que realizaram sua festa online. Sua coordenadora, professora Orlenilda de Souza, fala sobre a importância dessas festas. “Elas representam a cultura nordestina em seus diferentes aspectos: a comida, os trajes, a música, a dança, as parlendas, as brincadeiras”, explica. E aí reside sua importância em termos de educação. “Como toda essa tradição já faz parte do cotidiano da nossa gente nas diversas esferas, inclusive familiar, trabalhar as festas juninas torna os conteúdos curriculares mais significativos. Conhecer e valorizar o conhecimento de mundo do educando torna o processo de ensino e aprendizagem mais significativo.”

Normalmente, conta Orlenilda, as festas juninas são trabalhadas a partir de um projeto multidisciplinar que envolve toda a comunidade escolar em junho, culminando com um festival com quadrilhas e forró, barracas com comidas e bebidas típicas, além de muitas brincadeiras. “O papel das famílias é fundamental”, reforça.

Neste ano, esse projeto foi transposto para o ambiente virtual. “Todos participaram: alunos, professores e grupo gestor. E a culminância – o ‘forró virtual’ – foi construída a partir dos vídeos e fotos que os professores e os estudantes enviaram.”

Orlenilda ficou satisfeita. “Os desafios que esse momento nos trouxe fez com que agregássemos novas formas de pensar no processo ensino-aprendizagem. Esses conhecimentos, aliás, serão somados à nossa forma de ensino pós-pandemia.”

Crianças da Escola Municipal 02 de dezembro, de Fortaleza, mostram suas “artes juninas” nas redes sociais. Festas são forma de mergulhar na cultura brasileira.

Angicos – O Plenitude Complexo Educacional, escola particular de Angicos (RN), também não deixou passar as festas juninas em branco, como conta a diretora Rosicleide Sebastiana de Melo. O fio condutor foi um poema escrito por um estudante do sétimo ano do Ensino Fundamental, que relembrou os festejos de anos anteriores. O poema foi recitado e gravado pelos docentes. Além disso, durante as aulas virtuais, estudantes e professores trabalharam juntos a cultura nordestina associada à época.

Como substituir esse momento sem perder o encanto?”, pergunta Rosicleide.  Segundo ela, a solução foi produzir e distribuir vídeos. “O auxílio da plataforma Gsuite e da ferramenta Google Meet, da Editora Opet, assim como dos familiares em casa, foram determinantes para o nosso ‘Arraiá Virtuá’”, conta. “Cada família caprichou na caracterização das crianças com as fantasias, cenários e preparação das comidas típicas. E os professores trabalharam para empolgar os alunos, organizando brincadeiras e as tradicionais quadrilhas juninas. Cada um na sua casa, mas com muito empenho e amor!”.

Em Angicos, as famílias levaram o “Arraiá” para dentro das casas e compartilharam no meio digital.

Afogados da Ingazeira – A professora Cláudia Barros é mantenedora do Colégio Dom Hélder Câmara, tradicional instituição de ensino de Afogados da Ingazeira (PE). Segundo ela, o engajamento dos gestores, professores, estudantes e famílias foi fundamental para o sucesso da festa de 2020, que teve brincadeiras, danças, jogos e muita comida. Em cada casa, uma festa – conectada às outras festas pela via digital.

“As festas juninas são um marco de preservação da nossa cultura”, explica Cláudia. Para “esquentar o clima” e matar saudades, o colégio produziu um vídeo com os melhores momentos da festa de 2019. E a festa deste ano também rendeu um belo vídeo, o que prova a animação, mesmo em tempos de distanciamento social.

“Arraiá Virtual” do Colégio Opet teve música, culinária, quadrilha, música, dança, brincadeiras e bingo!

Mosaico com momentos do “Arraiá Virtual” do Colégio Opet. Planejada com muito cuidado, a festa virtual foi um grande sucesso!Em Curitiba, o Colégio Opet planejou com muito carinho sua festa junina virtual deste ano, o “Arraiá Virtual”, realizada no último dia 27. Ela foi pensada para oferecer à comunidade escolar uma experiência que, neste momento tão peculiar, traduzisse a alegria e os saberes de uma celebração muito rica e querida pelas pessoas.

A diretora pedagógica do Colégio, professora Caren Helpa, explica que a festa virtual foi pensada em três momentos: primeiro, foi feita uma live com os estudantes e suas famílias sobre a preparação dos enfeites e adornos juninos; a seguir, foi feita a entrega, em um drive-thru às famílias, de “kits juninos”, com doces, materiais para a confecção de um jogo de “pescaria” e uma cartela do bingo virtual; por fim, a coroação com a festa virtual, que aconteceu no ambiente digital, com atrações transmitidas (com todos os cuidados sanitários) diretamente do Colégio Opet.

“Com o ‘Arraiá Virtual’, tivemos como grande objetivo oferecer às famílias um momento cultural em contato com a arte, a dança, a culinária e a cultura juninas. Mas, principalmente, quisemos oferecer um momento de alegria na casa das pessoas”, conta Caren. O trabalho começou quarenta dias antes da festa. Nesse período, os professores se reuniram virtualmente para discutir como seria a festa e como seriam inseridos os elementos juninos trabalhados nas aulas remotas pelos professores com os estudantes. “Nessas reuniões semanais, fomos desenhando a festa e elaborando os roteiros até chegar à versão final, do sábado, dia 27”, explica a diretora.

Caren destaca o trabalho dos professores de Educação Física e Música e das professoras regentes, que ao longo do período, fizeram pesquisas, lives, videoaulas e leituras com suas turmas. “Enquanto, em uma instância, uma equipe planejava a festa junina para a comunidade, nessa instância os professores trabalharam os conteúdos com muito cuidado”, explica.

Ferramentas digitais – A realização dos encontros preparatórios e da própria festa virtual foi possível, também, graças ao suporte da Editora Opet, que forneceu e-mails “@souopet” para os estudantes e “@opeteducation” para os professores.

A partir do cadastro desses e-mails, dentro da ferramenta Google Meet, foi possível realizar os encontros virtuais e a própria festa. “É uma ferramenta importante porque fornece recursos que garantem segurança e grande interação no período de distanciamento”, observa a gerente pedagógica da Editora, Cliciane Élen Augusto. “Os encontros no Google Meet permitem reunir, por exemplo, até 250 pessoas simultaneamente, e oferecem a interação com vídeos, áudios e chat. Uma grande interação, enfim, necessária à educação e, é claro, a uma boa festa virtual.”

A festa – No dia 27, o “Arraiá Virtual” foi aberto oficialmente de dentro do Colégio Opet, pelo professor atelierista Guga Cidral. Acompanhado do professor de Educação Física Rafael Racciope e de dois músicos, ele explicou o porquê da festa em todos os seus elementos, da religiosidade às comidas, trajes, música e danças. Ao mesmo tempo, remotamente, os professores colaboraram com informações e atividades relacionadas à comemoração. E, é claro, aconteceu o famoso bingo, uma tradição junina do Colégio Opet.

As famílias, conta Caren, se engajaram fortemente. “Essa participação foi uma grande alegria. Antes da festa, fizemos uma live com dicas sobre a produção de bandeirinhas e adereços juninos. E, nas transmissões, vimos as casas decoradas e as pessoas com os trajes típicos. Foi uma emoção singular”, comemora. “Recebemos muitas mensagens de agradecimento pelo momento de alegria, leveza e interação que o Colégio proporcionou.”

As Sequências Didáticas da Editora Opet

Cientes da responsabilidade de oferecer uma educação que aproxima e emancipa, ainda no início do período de distanciamento social desenvolvemos materiais para orientar e inspirar professores no planejamento de suas aulas remotas. As Sequências Didáticas da Editora Opet foram elaboradas por nossa equipe de especialistas, associando-as também aos materiais didáticos e explorando recursos alternativos para que os educadores pudessem manter a qualidade das suas aulas, mesmo remotamente.

O objetivo deste artigo é fazer uma breve apresentação desse material, que está disponível em PDF para consulta ou download aqui mesmo, no nosso site. São sequências que abrangem desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, com conteúdos, sugestões de atividades, reflexões e orientações de planejamento e uso das ferramentas digitais.

Educação Infantil

O material da Educação Infantil está divido pelas faixas etárias de 01 a 03, 04 e 05 anos. As orientações e enunciados contam com a ajuda de um mediador (um familiar da criança), que auxilia na condução das atividades.

As primeiras propostas, tanto para crianças de um a 03 anos quanto para as de 04 e 05 anos, abordam o tema do coronavírus, sugerindo uma conversa inicial sobre a doença e conscientizando-as sobre a importância dos hábitos de higiene e também para novas posturas sociais.

Ensino Fundamental

Considerando que os estudantes do 1º a 9º ano (Anos Iniciais e Anos Finais) do Ensino Fundamental têm maior autonomia para acompanhar as atividades virtuais, os enunciados já trazem orientações direcionadas ao seu entendimento. As sequências foram desenvolvidas para cada ano dos Anos Iniciais e, de modo interdisciplinar, para os Anos Finais, além de atividades para os componentes de Arte e Educação Física.

Ensino Médio

Em função do calendário de provas e exames para o ingresso no Ensino Superior, os estudantes do Ensino Médio se mostraram aflitos em relação à suspensão das aulas presenciais. Sabendo disso, utilizamos, nesse material, uma linguagem mais instigante, convidando-os a refletirem criticamente sobre todo o contexto atual, a relação da nossa realidade com os acontecimentos históricos e a importância da ciência para evolução do indivíduo e da sociedade, entre outras questões. Aqui, o conteúdo de Arte também está separado, trazendo uma abordagem mais cultural e expressiva, extremamente importante para que possamos atravessar momentos como este.

As sugestões de atividades também incluem a família e também trazem os amigos para a roda, uma vez que os adolescentes valorizam bastante a interação com seu ciclo social, o que influencia diretamente no seu desenvolvimento intelectual.

Todo o conteúdo das sequências didáticas está em consonância com as Diretrizes Básicas da Educação e foi desenvolvido por uma equipe pedagógica que trabalha diariamente com soluções educacionais. É um material preparado com propriedade, carinho e dedicação para educadores, familiares e estudantes, que, assim como nós, estão se reinventando a cada dia para superar as dificuldades deste contexto.

Vale observar que as sequências trazem orientações para os gestores, professores e mediadores (familiares dos estudantes). São as chamadas “Cartas de Orientação”, que abrangem todas as etapas, da Educação Infantil ao Ensino Médio.

Nosso objetivo é valorizar e expandir o conhecimento, consolidando uma educação que aproxima, mesmo no isolamento.

 

Tecnologia, engajamento e aprendizado: o caso do TikTok

A sociedade está vivendo um momento desafiador devido à pandemia. Os educadores têm se dedicado diariamente para que os estudantes recebam, ainda que à distância, as explicações, atividades e avaliações dos conteúdos escolares. Nesse processo, a preocupação com o rendimento, o engajamento dos estudantes e a qualidade do ensino nas aulas online é constante. Nessa busca por novos recursos didáticos para qualificar e aproximar as relações ensino-aprendizagem, os educadores chegaram à maior febre da internet no momento, em especial entre os jovens: a rede social TikTok.
Reinventar-se e explorar novas ferramentas permite que o professor estabeleça uma comunicação assertiva e eficaz com os estudantes. Utilizar as redes sociais, tão constantes e importantes no dia a dia dos adolescentes, pode trazer resultados não só em relação ao domínio dos conteúdos ensinados, mas também no sentido de como o discente interpreta o ato de estudar.

Esse tal TikTok
Criada por uma startup chinesa em 2016, o TikTok é uma rede social que viralizou no início deste ano. Nela, os usuários podem assistir e criar vídeos de até 15 segundos, utilizando filtros, efeitos e edições de áudios e imagens, para compartilhar e recriar memes, vídeos virais e conteúdos de humor e entretenimento.
Atualmente, é a quarta maior rede social do mundo, com 800 milhões de contas. E, apesar de ter usuários de todas as idades, grande parte dos perfis são de pessoas entre 13 e 24 anos – um público de grande interesse para a educação. A rede social tem uma política de segurança que filtra conteúdos inapropriados, impede a manifestação de mensagens de ódio e cyberbullying e permite que a família controle o tempo de acesso, caso julgue que os adolescentes estão passando muito tempo na plataforma.

TikTok na educação e o conceito de transdisciplinaridade
A utilização de recursos digitais e elementos do cotidiano dos estudantes nas aulas, sejam elas presenciais ou virtuais, aproxima a prática docente da transdisciplinaridade, que compreende o conhecimento de forma plural. Além de abordar a contextualização entre as diferentes áreas de conhecimento, esse conceito refere-se à uma prática de ensino que reconheça os diversos meios de estímulo e desenvolvimento cognitivo, para além dos recursos tradicionais (livros, textos, questionários, etc.).
Criado por Jean Piaget, o termo transdisciplinaridade sugere que a aquisição do conhecimento acontece de forma holística e contextualizada. Ou seja, é necessário que se crie uma conexão entre o assunto abordado e elementos de sentido e familiaridade com a realidade do indivíduo.
Aproximar a sua didática do universo do estudantes fará com que eles percebam o conteúdo de forma mais natural e prazerosa, sendo conquistados e engajados pelo ensino.
Para fazer isso utilizando o TikTok, ou qualquer outra rede social, é preciso criatividade e aproximação. Por isso, antes de sugerir o uso à turma, estude a ferramenta. Passe um tempo entendendo como ela funciona e qual o “tom” das postagens. Aproveite para “inverter a sala de aula” e aprender com seus estudantes – isto, inclusive, vai “legitimar” seu conhecimento junto ao seu público, o que aumenta o engajamento.
Você pode pedir que os estudantes criem vídeos relacionados aos conteúdos, associem os padrões de linguagem e interpretação de texto, equacionem as visualizações, sugestões do feed, alcance e demais logaritmos, comparem e identifiquem as diferenças culturais manifestadas… enfim, as possibilidades são infinitas. Use a sua criatividade!
Para compreender melhor como o TikTok funciona, separamos uma matéria do site Canal Tech com todos os detalhes da ferramenta. Além disso, sugerimos dois artigos que exploram a questão da transdisciplinaridade e do uso de recursos digitais e redes sociais na educação. Não deixe de conferir!

Referência:
O que é e como funciona o TikTok – Canal Tech
https://canaltech.com.br/redes-sociais/tiktok-tudo-sobre/

Sugestões de leitura:
Complexidade e Transdisciplinaridade na Educação: cinco princípios para resgatar o elo perdido – Akiko Santos
https://www.scielo.br/pdf/rbedu/v13n37/07.pdf

Redes Sociais na Educação – Jaime Miranda Junior (IFSC)
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Língua portuguesa: diversidade étnica e cultural

Dia da Língua Portuguesa

Um pequeno país cheio de histórias e um idioma que ganhou o mundo! Estamos falando, é claro, de Portugal e de sua língua, o nosso amado português. Pois hoje o mundo celebra o Dia da Língua Portuguesa, que é falada por 250 milhões de pessoas nos quatro cantos do mundo. A data lembra a morte de Luís Vaz de Camões (1524-1580), autor dos “Lusíadas”, poema épico que inaugurou a literatura portuguesa e ajudou a estruturar nosso idioma para além da forma falada. Um idioma tão importante também é comemorado em outras duas datas: 5 de maio e, no caso do Brasil, 5 de novembro.

Rico, complexo, hermético e diverso, o português é a quinta língua mais falada do planeta e a terceira entre as ocidentais (depois do inglês e do espanhol) e, em suas várias formas, é considerada a língua mais sonora do mundo.

 

Quem fala português?

Povos da Europa, África, América, Ásia e Oceania. A língua portuguesa acompanha a presença portuguesa no mundo a partir do século XVI. Assim, temos como países em que a língua portuguesa é o idioma oficial, além de Portugal, o Brasil (que responde por 80% dos falantes), Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e Guiné Equatorial. Até na China fala-se o português! Mais exatamente em Macau, ilha vizinha a Hong Kong que foi possessão portuguesa por séculos. E há, também, muitos falantes de português entre imigrantes, em países como os Estados Unidos, a França e o Japão.

Vale ressaltar que, ao nos referirmos ao português como idioma desses países, estamos falando de um código linguístico comum, mas que tem variações vocabulares, fonéticas e gramaticais de acordo com as particularidades geográficas e culturais de cada país. Essa diversidade pode ser ilustrada pela frase do escritor português José Saramago: “Não há uma língua portuguesa, há línguas em português”.

 

Origem

De onde veio o português? Misture romanos, fenícios, celtas, árabes e outros povos que circularam pela Península Ibérica e pronto! Eis aí a origem da língua portuguesa. Mas, claro, não é tão simples assim.

Estima-se que o português surgiu entre os séculos IX e XII, no período de estruturação do reino de Portugal. Assim como o catalão e o castelhano, o galaico-português, que resultou na língua portuguesa, tem sua origem no latim vulgar, idioma falado pelas classes baixas do Império Romano (o atual galego, um dos idiomas oficiais da Espanha, é bem parecido com o português).

As chamadas línguas neolatinas se difundiram pela Península Ibérica durante todo o período de dominação romana, sofrendo influência dos povos árabes e germânicos que também dominaram a região. Mas, somente por volta do século XI é que o galaico-português passou a ser falado e escrito livremente na Lusitânia (nome pelo qual a região de Portugal era conhecida pelos romanos).

Alguns séculos depois, a partir do século XV, a língua portuguesa foi estendida para regiões da África, América e Ásia, através dos movimentos colonizadores de Portugal.

 

Língua Portuguesa no Brasil

É impossível falar sobre o português no Brasil sem considerar a riqueza da contribuição dos povos originários. O contato e a mistura entre a língua portuguesa e as muitas línguas indígenas no período colonial contribuíram para um enriquecimento extraordinário do nosso idioma. De acordo com a pesquisadora Ana Suelly Cabral, mais de 80% das palavras que nomeiam plantas e animais brasileiros são oriundas do tupinambá.

Os povos africanos trazidos pelo tráfico de escravos também contribuíram muito para a formação do idioma brasileiro. Embora tivessem sua cultura reprimida violentamente, os africanos escravizados não abandonaram sua herança e fizeram dela uma parte valiosa da nossa história. Dentre os diversos dialetos da África, os que tiveram maior impacto no Brasil foram o quimbundo, quicongo e umbundo, do grupo bantu. Isso representa grande parte do nosso dicionário, retratando uma miscigenação linguística cheia de história e valor.

Além disso, há uma diversidade vocabular regional no Brasil que acentua a pluralidade do idioma. Um mesmo pão, por exemplo, pode ter mais de cinco nomes de norte a sul do país! Na raiz de toda essa riqueza estão as invasões no período colonial e, especialmente, a presença dos imigrantes a partir de meados do século XIX.

Se há uma palavra que pode ilustrar a língua portuguesa, é esta: diversidade*.

Uma diversidade que se manifesta todos os dias na dinâmica do idioma, nos livros, notícias, gírias e falares. E que também está na história, no contato, na tensão e na composição dos olhares europeu, indígena e africano.

A língua portuguesa é nosso grande patrimônio. É a matéria-prima da nossa literatura e a verbalização da nossa história. Comemorar essa data é reconhecer e valorizar a expressão de um povo, é zelar pela nossa poesia e fortalecer a nossa fala.

Selecionamos 10 grandes obras da língua portuguesa, além de dois documentários, para celebrar o Dia da Língua Portuguesa com nossos leitores.

Aproveite!

1 – O quarto de despejo – Carolina de Jesus

2 – Dom Casmurro – Machado de Assis

3 – Ensaio sobre a cegueira – José Saramago

4 – Sepé Tiaraju: romance dos sete povos da missões – Alcy Cheuiche

5 – O Auto da Compadecida – Ariano Suassuna

6 – Mulheres de Cinza – Mia Couto

7 – Os Quinze – Rachel de Queiroz

8 – O Guarani – José de Alencar

9 – A Rosa do povo – Carlos Drummond de Andrade

10 – A hora da estrela – Clarice Lispector

Documentários:

Língua – Vidas em Português

https://www.youtube.com/watch?v=JBmLzbjmhhg

Português, a língua do Brasil

https://www.youtube.com/watch?v=-bbT7QmdNS

Sugestão de leitura complementar:

A língua que somos – José Ribamar Bessa Freire

http://www.taquiprati.com.br/cronica/1047-a-lingua-que-somos

 

*di-ver-si-da-de  – substantivo feminino

  1. qualidade daquilo que é diverso, variado, variedade;
  2. conjunto variado, multiplicidade