Uma introdução à Educação Midiática

Quando falamos em Educação Midiática, é comum que o termo seja associado aos canais digitais, que estão tão presentes em nossa vida. No entanto, a educação midiática não se limita à internet e às mídias eletrônicas. O termo “mídia”, no sentido de meio de comunicação, é anterior às tecnologias digitais, e se refere a todas as plataformas comunicacionais – o que inclui livros, transmissões radiofônicas e jornais, por exemplo.

Vale observar que a expressão “Educação Midiática” não aparece nas normas da educação brasileira. O termo, porém, é muito útil em termos instrumentais, para a compreensão de um campo de conhecimentos cada vez mais importante e necessário.

É fato que a ampliação dos canais de comunicação no meio digital acelerou o debate e até mesmo a aplicação escolar da Educação Midiática. Porém, é importante ter em mente que o assunto aqui não tem a ver apenas com a mídia de onde vem a informação, mas, também, com a natureza dessa informação e a fala em si. Esse, aliás, é o grande objetivo da Educação Midiática: formar pessoas capazes de lidar não apenas com as tecnologias de comunicação, mas de perceber a qualidade, o sentido e o objetivo das informações transmitidas. Algo que é muito importante, especialmente em um tempo em que há tantas informações disponíveis.

Assim, a Educação Midiática deve abranger todos os aspectos da vida. Tem a ver com analisar tudo o que é dito. Isso pode incluir desde o grupo de WhatsApp da família até as notícias da TV, os artigos de jornais e posts em uma página do Instagram. 

Importância da Educação Midiática 

O objetivo da Educação Midiática é educar cidadãos capazes de analisar, interpretar e compreender o que está sendo dito. O olhar crítico é fundamental: afinal, as pessoas não podem se deixar levar por informações falsas ou discursos de ódio, por exemplo. 

Olhar crítico é a base da Educação Midiática 

A criticidade está diretamente ligada ao sucesso, às capacidades cognitivas e a ações assertivas. Essa é uma habilidade que pode e deve ser aprendida, exercitada e utilizada em qualquer situação. 

A democratização dos canais de comunicação exige atenção redobrada a respeito do conteúdo 

A democratização e a acessibilidade ampla aos canais de comunicação – algo positivo – permitiram que as pessoas pudessem criar e compartilhar informações. Se, antes, era preciso dispor de muitos recursos para criar um meio de comunicação – como um jornal ou uma rádio, por exemplo –, hoje qualquer pessoa que tenha acesso às tecnologias digitais pode criar seu próprio canal de vídeo, podcasts, blog, rede social, site ou livro digital. Um poder gigantesco!

Não podemos fechar os olhos, no entanto, para os riscos associados a essa conquista. E o maior deles reside, justamente, no poder de manipulação da informação: as novas mídias também são responsáveis pela disseminação de notícias falsas, distorcidas ou mal intencionadas, que podem gerar danos a pessoas e à sociedade. Como resolver esse problema? Por meio da educação midiática, que permite ao receptor da informação avaliar a sua confiabilidade. O tema é amplo, mas permite alguns recortes.

Fato ou opinião? É preciso saber diferenciar 

Muitas pessoas estão apenas opinando sobre algo, com base apenas na parte que elas conhecem ou com base na própria experiência. Há, ainda, as tão faladas “Fake News”, que são notícias falsas criadas para prejudicar alguém ou manipular as pessoas a pensarem sobre algo. Algumas fake news são facilmente detectáveis – outras, porém, são mais sofisticadas e merecem ainda mais cuidado.

A situação se complica diante da velocidade da informação, característica desse tipo de mídia. A informação é produzida, publicada e, em poucos instantes, acaba disseminada por pessoas que leram o conteúdo. Sem nem checar o dado, muitas pessoas o compartilham em suas redes e grupos – disseminando uma informação falsa e, muitas vezes, potencialmente perigosa! 

Como a Educação Midiática pode ser trabalhada na escola 

Primeiro, é importante destacar que esse tema pode ser abordado em qualquer idade. Esse processo tem início a partir do momento em que a criança sai para o mundo e inicia o contato com os colegas, os professores, recursos audiovisuais e midiáticos. 

Educação Midiática desde sempre

A Educação Midiática é fundamental para a alfabetização, mas deve vir antes da alfabetização, já na Educação Infantil. E isso porque, em nossa época, as crianças pequenas já são expostas a milhões de informações. Associadas, por exemplo, ao consumo, na publicidade. Cada faixa etária, por certo, deve merecer uma abordagem compatível ao seu grau de desenvolvimento cognitivo.

Hoje em dia, ser alfabetizado envolve, mais do que ler e interpretar. É preciso saber encontrar uma informação, decodificar os textos em vários formatos e linguagens e ter senso crítico para buscar a origem, a natureza e a intenção de qualquer publicação. Só assim é possível saber se o conteúdo é confiável e pode ser reproduzido. 

A abordagem deve ser interdisciplinar 

Além disso, é um assunto interdisciplinar, visto que o aprendizado adquirido aqui pode e deve ser aplicado em todas as áreas da vida. Como já citamos, isso tem a ver com a análise crítica da informação. Isso quer dizer que não basta abordar elementos específicos das mídias, como os recursos, verbetes e outros. 

Quando falamos de ela ser interdisciplinar, estamos nos referindo à necessidade de ser abordada em todos os componentes curriculares. É possível combater fake News, por exemplo, em aulas de Química, Biologia, Matemática e História. Da mesma forma, todas essas componentes curriculares possuem métodos e caminhos que ensinam uma pessoa a ser mais crítica, atenta e metódica na análise de qualquer informação.

Propor atividades em que o estudante possa produzir conteúdo, entrar em contato com as mídias e pesquisar, ou seja, ministrar aulas utilizando os recursos de mídias, é crucial para a Educação Midiática. 

Educação Midiática no Brasil 

O programa Educamídia, do Instituto Palavra Aberta, é uma das principais iniciativas voltadas para professores no campo da Educação Midiática. Ele possui três pilares – ler, escrever e participar. Trata-se de um excelente guia para implantar os elementos da Educação Midiática na escola. 

1 – Ler, o primeiro pilar, é a habilidade que deve ser trabalhada para estimular no discente a capacidade de filtrar, ler de forma crítica e dar sentido ao grande fluxo de informações que chegam todos os dias. 

Aqui entra leitura crítica de absolutamente todo tipo de informação, como imagens, posts, vídeos, memes, rótulos, notícias e artigos. 

A ideia é garantir que o indivíduo seja capaz de distinguir fato de opinião. Entender a intenção por trás da notícia, reconhecer os clickbaits (títulos polêmicos, criados apenas para chamar a atenção) e outros. 

2 – Escrever é o segundo pilar. Ele é a etapa que prevê atividades em que o estudante será o produtor do conteúdo. A ideia é garantir que ele saiba utilizar e se comunicar por meio de diversas linguagens. 

3 – Já no terceiro pilar, o “participar”, o foco está em entender temas como inclusão, empatia, diálogo, discriminação, discurso de ódio e outros. Sempre considerando o contexto midiático. 

Nesse pilar entram os temas relacionados à cidadania digital. O papel da Educação Midiática é justamente formar um cidadão capaz de analisar de forma crítica tudo o que chega até ele.

É necessário saber de onde vem, no que está embasado, qual objetivo de uma manchete, o motivo de um assunto ter sido abordado de determinada maneira.

Educação Midiática na BNCC 

Na BNCC, a “Cultura Digital” é apresentada como uma das competências gerais. Então, para trabalhar a Educação Midiática nesse contexto tecnológico, a BNCC propõe que o professor aplique atividades, utilizando as ferramentas digitais, de modo que os estudantes sejam capazes de: “Compreender, utilizar e criar tecnologias de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e receber exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva” (BNCC, 2018).

Opet INspira e os recursos para a Educação Midiática

Além de utilizar os conteúdos presentes na BNCC e no programa Educamídia, o professor também precisa de ferramentas, especialmente as digitais, para implementar esse tema em sala de aula. 

Por isso, na Opet INspira, plataforma educacional de objetos educacionais da Editora Opet, há diversos recursos tecnológicos e conteúdos disponíveis aos educadores – eles são objeto de uma curadoria cuidadosa que garante a veracidade das informações. 

Há ferramentas para que os estudantes possam produzir o próprio podcasts, por exemplo. Vídeos, áudios, jogos e livros também são recursos que possibilitam a aplicação de atividades em que é necessário ter criticidade para receber as informações. 

E, para facilitar as aulas, o professor encontra na plataforma Opet INspira, ferramentas como roteiros de estudos e trilhas de aprendizagem. Dessa forma, fica muito mais fácil criar e disponibilizar as atividades. 

Quer saber mais sobre Educação Midiática? Então, assista agora a live que realizamos em parceria com o Instituto Palavra Viva! Acesse: 

Dia Nacional da Educação Infantil: a escola e o desenvolvimento na primeira infância

O Dia Nacional da Educação Infantil é um momento importante para refletirmos sobre o papel da escola no desenvolvimento social, emocional, cognitivo e físico das crianças. Um processo que está ligado à construção de uma base sólida para a aprendizagem e o desenvolvimento. E, também, para a formação de pessoas mais empáticas, responsáveis e felizes.

Junto com a família, o professor da Educação Infantil é responsável por ajudar a criança a construir essa base. Mas, para que isso ocorra, é importante que ele entenda como funciona o cérebro do indivíduo na primeira infância (0 a 6 anos).

Assim, ele poderá selecionar e desenvolver práticas pedagógicas, atividades e recursos que estimulem habilidades e comportamentos fundamentais para o desenvolvimento integral da criança.

O Dia Nacional da Educação Infantil

Antes de avançar em nosso tema, é interessante saber por que comemoramos hoje, 25 de agosto, o Dia Nacional da Educação Infantil. A data, oficializada por lei em 2012, homenageia o nascimento de Zilda Arns (em 1934), médica pediatra e sanitarista que fundou a Pastoral da Criança. Zilda faleceu no grande terremoto de assolou o Haiti em 2010, tendo deixado um legado extraordinário para a infância do Brasil e de vários países do mundo. Um verdadeiro exemplo!

Desenvolvimento cerebral da criança

A arquitetura básica do cérebro é construída por meio de um processo contínuo que começa antes do nascimento, ainda durante a gestação, e se mantém até a idade adulta. Apesar da continuidade desse processo ao longo da vida, as primeiras experiências são os eventos que mais afetam a qualidade dessa arquitetura. 

Isso ocorre devido à quantidade de conexões cerebrais formadas nesse período. Para se ter ideia, nos primeiros anos de vida, 700 novas conexões cerebrais são formadas… a cada segundo!

Logo, as vivências dos primeiros anos de vida, mais especificamente as da chamada Primeira Infância (0 a 3 anos), são muito impactantes. Elas determinam se esse cérebro terá uma base sólida para a aquisição e o desenvolvimento dos aprendizados, comportamentos, habilidades e emoções que virão a seguir.

A criança, os outros e o meio: interações moldam o cérebro em desenvolvimento

Cada fase do desenvolvimento pede um trabalho específico, buscando sempre a interação da criança com o outro e com seu meio. 

O cérebro das crianças de até três anos, por exemplo, se desenvolve a partir da interação entre elas e os adultos. Nessa fase, elas buscam estabelecer contato por meio de balbucios, vocalizações e gestos. É muito importante que os adultos participem e interajam com as crianças. Basicamente, relacionamentos afetuosos e vínculos significativos são os elementos ideais para o desenvolvimento global da pessoa e devem ser trabalhados ao longo de todo o processo de desenvolvimento infantil. 

Isso inclui contato, socialização, brincadeiras e jogos sensoriais. Todas essas práticas impulsionam a atividade cerebral da criança. Entenda a seguir, como isso pode ser feito em cada faixa etária!

De zero a dois anos

Até os dois anos, as crianças estão se desenvolvendo da seguinte maneira:

● Descoberta e exploração do próprio corpo;

● Desenvolvimento dos sentidos: visão, olfato, audição, tato e paladar;

● Primeiros passos.

Como nessa etapa o bebê está descobrindo o próprio corpo, boa parte de seu entretenimento se dá com ele mesmo. Mas, para estimular as demais habilidades, pode-se usar:

● Brinquedos que estimulem os sentidos (com cores, formas diferentes e sons, como os chocalhos) 

● Atividades que envolvem o corpo ajudam a desenvolver a flexibilidade e o equilíbrio, como dançar e usar brinquedos como o cavalinho de balanço.

De dois a três anos 

A partir dos dois anos, as crianças estão desenvolvendo e descobrindo as seguintes habilidades:

● Construção da coordenação motora fina (trabalho que envolve o cérebro, o olhar e as mãos);

● Exploração dos sentidos a partir de diferentes texturas;

● Desenvolvimento da socialização;

● Manifestação de interesse pelo simbólico, o famoso “faz de conta”.

Os jogos e brincadeiras para trabalhar nessa fase, que envolvem interação social e com o meio, são os seguintes:

● Jogos de montar e desmontar;

● Brincadeiras com elementos naturais, como água, areia, grama ou terra, para explorar sensações;

● Uso de materiais com texturas diferentes, como madeira, velcro, tecidos, escova e esponja, para explorar texturas;

● Atividades que estimulem o imaginário, a criatividade e a abstração, como teatro de fantoches; 

● Brincadeiras que trabalhem o equilíbrio e a flexibilidade, como dança, corrida e outras atividades que permitam às crianças explorar o espaço e o corpo durante a execução.

De três a cinco anos

● Desenvolvimento da criatividade e da imaginação;

● Coordenação motora fina;

● Interesse por personagens e, consequentemente, fantasias e interpretações;

● Imitar situações (uma das etapas do desenvolvimento cognitivo) usando objetos do dia a dia, como telefone, utensílios de cozinha, lousa e outros.

Com as crianças mais crescidas, as opções de atividades lúdicas aumentam bastante:

● Brincadeiras que envolvam chutar, pular, correr, agarrar e controlar objetos ou brinquedos, como a bola;

● Apresentar a criança aos esportes, mesmo que em forma de brincadeiras;

● Atividades que envolvam pintar, esculpir, fazer colagens e utilizar lápis, tintas, e massas de modelar;

● Práticas com brinquedos que simulam a realidade, para que as crianças possam reproduzir as situações do cotidiano que gostam de imitar. 

Leitura e contação de histórias: um tipo de interação para qualquer faixa etária

A leitura e contação de histórias são recursos que podem ser utilizados em qualquer fase do desenvolvimento. Ambas as ações também são muito importantes para o desenvolvimento das crianças. 

Além de estimular a linguagem oral, contribuir com a aquisição da linguagem e fortalecer a estrutura psíquica e emocional da criança, a leitura é uma grande oportunidade para construção de vínculos e demonstração de afeto.

Ela também desenvolve a atenção, aumenta a concentração, amplia o vocabulário, melhora a memória, trabalha o raciocínio e estimula a curiosidade, a imaginação e a criatividade.

O papel da Educação Infantil no desenvolvimento da criança

O desenvolvimento infantil se dá em diversos espaços, desde a casa da criança e a comunidade em que ela vive até o ambiente escolar. É preciso considerar, no entanto, que nem todos os responsáveis possuem os conhecimentos ou recursos necessários para conduzir os pequenos ao seu pleno desenvolvimento. 

Aqui, entra o conhecimento especializado e profissional do educador, que será capaz de estimular o desenvolvimento de habilidades sociais, emocionais, cognitivas e físicas. A educação infantil é um período crucial para estimular nas crianças as habilidades já mencionadas.

Entenda o desenvolvimento infantil e estimule o desenvolvimento infantil

Há uma série de materiais que ajudam o docente a compreender melhor os aspectos do desenvolvimento infantil, as conexões cerebrais que ocorrem nessa fase e como trabalhar da maneira correta com as crianças.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) traz uma parte exclusiva para tratar os objetivos da Educação Infantil. No site do MEC também é possível encontrar muitos materiais de qualidade.

Na Opet INspira, plataforma de objetos educacionais da Editora Opet, também há várias opções para o educador preparar aulas assertivas. Nela, o docente encontra material didático, objetos educacionais digitais como jogos, vídeos, áudios e imagens. 

No acervo estão disponíveis ainda ferramentas de apoio para o professor e recursos para o desenvolvimento de trilhas de aprendizagem, roteiros de estudos e sequências didáticas. 

Opet INspira e seu papel na Educação Infantil

Falando especificamente da Educação Infantil, a Opet INspira disponibiliza, por exemplo, várias histórias infantis para que o professor possa estimular a leitura nas crianças, trabalhar com contação de histórias, propor jogos de faz de conta e afins.

Sem contar que a plataforma traz a coleção “Entrelinhas para Você”, composta por livros construídos em total consonância com a BNCC. Eles possuem espaços indicativos de brincadeiras, orientações de pesquisa e sugestões de atividades para ampliar as vivências.

Também há recursos complementares, como crachá, alfabeto, jogos, meu diário, calendário anual, reprodução de obras de arte, tabuleiro de jogos, palco para teatro de fantoches, cartões com imagens diversas, contos clássicos e cartazes (chamada, ajudante do dia, tempo, medição das crianças e histórias).

É um conjunto excepcional de ferramentas para auxiliar o educador na construção de aulas que contribuam para o desenvolvimento integral das crianças!

Digital, presencial, híbrida, inclusiva: a Educação Infantil e a “nova escola”

Com o início da pandemia do novo coronavírus, em março de 2020, as escolas precisaram migrar as aulas presenciais para o ambiente on-line. Uma situação que trouxe muitos desafios para professores, estudantes e familiares.

Na Educação Infantil, os desafios foram ainda maiores. Afinal, nessa etapa do ensino há a agravante de que os estudantes estão em uma fase delicada do desenvolvimento, adquirindo não apenas conhecimentos pedagógicos, mas também habilidades cognitivas, sociais e motoras.

Em 2021, com a chegada da vacina, o cenário da educação começa a mudar, mas alguns desses desafios continuam a fazer parte da realidade de professores e estudantes. Por isso, é necessário encontrar formas eficientes e duradouras de superá-los.

 

Desafios da Educação Infantil na retomada

Em muitas escolas, as aulas presenciais já voltaram, mas várias estão optando pelo ensino híbrido, adequado ao momento. Esse modelo de ensino propõe mesclar o ensino presencial com as aulas on-line de uma forma inteligente e dinâmica, aproveitando o melhor de cada ambiente de trabalho.

Por conta das características especiais da Educação Infantil, os professores devem encontrar maneiras de evitar ou reduzir os impactos negativos no desenvolvimento das crianças.

Como citamos, uma das peculiaridades da Educação Infantil é o foco na aquisição de habilidades cognitivas e motoras, como resolução de problemas, noção corporal e espacial, percepção sensorial e equilíbrio, entre outras.

Logo, o professor deve trabalhar não apenas os aspectos pedagógicos, mas também o desenvolvimento humano através do incentivo da interação entre os colegas e a aplicação de atividades lúdicas.

 

Parceria com a família

Os professores precisam trabalhar em parceria com a família. Então, um dos principais desafios é estimular sua participação nas atividades escolares da criança, bem como traçar um plano que facilite esta dinâmica, uma vez que os pais não têm as mesmas habilidades que os professores.

Outro desafio é pensar maneiras de trabalhar as habilidades através das atividades propostas. Sugerir experiências e interações a partir de brincadeiras é sempre uma excelente ideia. Afinal, as crianças tendem a se interessar muito mais por atividades nesse formato, além de ser algo que os pais conseguem aplicar facilmente.

Só é preciso que os professores tenham o cuidado de planejar e elaborar brincadeiras que trabalhem, de fato, todas as habilidades necessárias para cada fase do desenvolvimento.

Com atividades musicais e livros, por exemplo, é possível auxiliar na aprendizagem das múltiplas linguagens, estimulando a oralidade.

Jogos que exigem movimentos corporais permitem a exploração do meio ambiente. Isso contribui para ensinar as noções de grande e pequeno, alto e baixo, fino e grosso, por exemplo.

O melhor é que várias dessas atividades podem ser adaptadas ao ambiente virtual. Jogos educacionais digitais e atividades on-line podem suprir, em parte, a falta do contato presencial.

 

Desafios para os professores de Educação Infantil

O ensino híbrido tanto contribui com o aprendizado e desenvolvimento de habilidades relacionadas ao processo cognitivo quanto com o processo de recuperação da aprendizagem no momento em que as aulas já estiverem totalmente na modalidade presencial.

Isso, no entanto, exige que o professor planeje muito bem suas ações, uma vez que o ensino presencial, aliado às aulas on-line, não implica apenas uma fusão entre duas modalidades de ensino em que é possível manter as estratégias específicas de cada uma.

A fusão do presencial com o on-line exige novas formas de planejar as aulas. É preciso entender quais temas e atividades são melhores para o digital e quais devem ser aplicadas presencialmente. E, o mais importante: garantir que o estudante consiga associar as informações e aplicá-las nos trabalhos, avaliações e projetos.

Também é preciso pensar no formato de aula: diferente das aulas presenciais, as aulas on-line e gravadas tendem a ser maçantes para as crianças – seu potencial de retenção é menor. Por isso, essas aulas devem ter um tempo menor de duração, conter elementos visuais que captem a atenção e outros aspectos que mantenham o interesse até o final.

Isso exige não apenas capacidade de planejamento, mas utilizar as ferramentas digitais em prol do ensino.

Outro desafio para o professor é sanar as dúvidas das crianças nas aulas on-line. Isso pode ser feito rapidamente, mas as questões relacionadas aos exercícios precisam ser resolvidas por meio de troca de mensagens. Esse é outro momento em que o docente precisa ser criativo e conhecer técnicas e ferramentas que facilitem o entendimento pelas crianças.

 

Educação inclusiva e tecnologias educacionais: desafios e oportunidades

A Educação Infantil inclui o ensino inclusivo. Nesse caso, além de todas as questões já apresentadas, há ainda a necessidade de se pensar formas de adaptar o ensino.

Aqui, o professor pode encontrar vários caminhos para o ensino. A tecnologia tem sido uma grande aliada do ensino nos últimos anos e, na educação inclusiva, não é diferente. Muitas atividades em Libras, com recursos para estudantes cegos e outras deficiências, são desenvolvidas a partir de jogos educacionais e recursos on-line.

 

Educação pós-pandemia: o que esperar do retorno presencial

Ainda é cedo para se falar em educação pós-pandemia, uma vez que boa parte da realidade continua semelhante à do ano de 2020. Mas, já podemos vislumbrar algumas possibilidades.

Fato é que novamente os estudantes vão se deparar com a mudança brusca de suas rotinas. Isso pode ser bastante estressante, especialmente para estudantes com algum transtorno ou deficiência.

Para resolver essa questão, o corpo docente também pode utilizar os recursos on-line como forma de preparar o estudante para esse momento. As aulas em tempo real podem ajudar, assim como utilização de salas que permitam a interação entre os participantes, no caso, os estudantes.

Nos dias de aulas presenciais, é fundamental oferecer, também, apoio emocional, propor atividades de integração escolar e seguir os protocolos de segurança.

Por fim, é preciso ter um cuidado específico com estudantes que estão migrando da Educação Infantil para o Ensino Fundamental.

Nesse contexto, a parceria entre professores é essencial, além da aplicação das orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) sobre como tratar da mudança das crianças para uma nova etapa de vida escolar.

Em relação ao conteúdo escolar, a preocupação dos professores deve estar direcionada para a observação de quais foram as conquistas de cada estudante durante a pandemia, usando isto como ponto de partida para as novas propostas.

 

Recursos educacionais para o ensino híbrido: como e onde encontrá-los

Existem diversas estratégias que os educadores podem utilizar para aplicar o ensino híbrido nas aulas da Educação Infantil. Animações, mapas mentais, banco de imagens, vídeos, áudios, apresentações e quizzes são ótimas soluções.

Na Opet INspira, plataforma educacional de recursos digitais desenvolvida pela Editora Opet, é possível encontrar um acervo desses conteúdos, materiais didáticos, ferramentas de apoio e objetos educacionais digitais. Todos podem ser utilizados nas aulas do ensino híbrido.

Os conteúdos da plataforma educacional Opet INspira são muito ricos. Nela, os educadores encontram materiais educativos e orientações para o desenvolvimento de avaliações e sequências didáticas. Além disso, há ferramentas para que gestores e professores criem não apenas as aulas, mas uma estratégia completa para determinadas etapas, como trilhas de aprendizagem e roteiros de estudos.

Além disso, há uma série de recursos que também são ofertados aos estudantes. Assim, eles podem usar a plataforma para realizar atividades e acessar o conteúdo criado pelo professor. Por falar em conteúdo, a plataforma conta ainda com diversas histórias para as crianças da Educação Infantil.

 

Educação inclusiva precisa de ferramentas educacionais digitais específicas

A educação inclusiva também é contemplada pela plataforma. Lá, o educador encontra, por exemplo, recursos de tecnologia assistiva. Basta clicar no Menu de Acessibilidade para ter acesso a instrumentos como teclas de navegação, leitor de página e contraste, entre outros.

 

Apoio ao docente com conhecimentos tecnológicos básicos

Como muitos docentes e gestores ainda estão iniciando o contato com a tecnologia digital educacional, a Opet INspira disponibiliza ainda tutoriais em formato de vídeo e PDF com diretrizes para o uso das ferramentas da plataforma.

 

Como utilizar os recursos Opet INspira

Para acessar a plataforma, os parceiros precisam usam seus dados de usuário (login) e a senha individual. Quanto à segurança, as escolas e os educadores podem ficar tranquilos: a Opet INspira possui Termos de Uso e as Políticas de Privacidade de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, a LGPD (Nº 13.709/2018). Em outras palavras: a plataforma educacional Opet INspira soma conteúdos de alta qualidade, navegabilidade amigável e segurança para o usuário!

Dia do Folclore Brasileiro

Dia 22 de agosto, comemoramos o Dia do Folclore Brasileiro. Esse universo tão cheio de histórias e da identidade do povo brasileiro vem sendo celebrado oficialmente nesta data desde 1965, a partir do Decreto Nº 56.747. Hoje, falaremos um pouco sobre a definição do folclore, seus estudiosos e os elementos folclóricos brasileiros. Além disso, traremos de dicas para trabalhar essa data com as crianças em casa! Siga conosco!

 

O que é folclore?

 

Quem traz, pela primeira vez, a etimologia da palavra folclore foi o escritor inglês William Jhon Thoms, em 1846. Folk significa “povo” e lore, “conhecimento”. Juntas, representam os saberes tradicionais de um povo.

O folclore é um gênero da cultura popular capaz de traduzir a identidade social de determinada comunidade. É composto por elementos simbólicos e materiais que passeiam entre a música, culinária, artes visuais, literatura, histórias, medicina popular, festas, crenças, etc. É aquilo que um povo acumula e mantém de geração em geração, os costumes enraizados na forma de viver e compreender o seu espaço histórico, social e cultural.

A sociedade brasileira é fruto da confluência de culturas: indígena, africana e europeia. Uma confluência surgida em um contexto social muitas vezes tenso e desigual, mas, ainda assim, profundamente generosa – algo que se mostra no folclore.

Podemos perceber os antagonismos e as individualidades de cada região sendo marcados, mostrando que a diversidade não está somente no DNA, mas na forma comer, festejar, protestar, rezar e viver.

Tudo isso é expressado através de mitos, lendas, canções, danças, artesanatos, festas populares, brincadeiras, jogos etc.

 

Os folcloristas

 

 Os estudiosos do folclore o reconhecem como uma disciplina interligada às demais ciências humanas, como a psicologia, etnologia e sociologia. Isso porque ele trabalha a partir de representações dos anseios, medos, força, identidade, condições materiais e intelectuais, lutas e classes sociais da população brasileira.

Os folcloristas são os responsáveis por identificar esses elementos da realidade material e emocional da população expressa nas festas, figuras, lendas etc. Dentre os vários escritores da literatura e ciência popular brasileira, podemos citar Ariano Suassuna, Amadeu do Amaral, Florestan Fernandes, Inezita Barroso e, um dos mais engajados e experientes folcloristas brasileiros, Luís da Câmara Cascudo.

 

Câmara Cascudo reconhecia o folclore como realidade social, psíquica e cultural, o que implicava interpretá-lo em uma perspectiva sociológica. Fê-lo mais sistematicamente em 1941, com a criação da Sociedade Brasileira de Folclore. Segundo ele, o folclorista deve escrever e interpretar os dados culturais como fenômenos sociais, considerando-os parte das situações de vida em que esses dados foram observados (Gico, 2000. p.55).

 

Principais figuras e elementos do Folclore Brasileiro

 

Como já falamos, a diversidade do povo brasileiro é ilustrada no folclore, visto que temos uma gama enorme de elementos, figuras e representações que o compõe. Porém, há alguns personagens que estão presentes no nosso cotidiano desde a infância, como saci-pererê, curupira, mula sem cabeça, Iara, entre outros. Apesar de parecerem apenas personagens infantis dentro de fábulas e histórias mágicas, essas figuras estão carregadas de representatividade, história e elementos sociais, como toda a questão da valorização e preservação da cultura indígena que a Iara traz, por exemplo.

Além disso, a narrativa que os bois “Garantido” e “Caprichoso” trazem no Festival de Parintins (AM), por exemplo, trata de uma realidade social, de crenças e religiosidade, de emoções e histórias que trazem sentido real a toda a encenação.

As festas juninas, que se estenderam por todo Brasil, também são um grande patrimônio do folclore brasileiro, assim como o frevo, o samba de roda, os Centros de Tradições Gaúchas (CTG), entre outros.

Para que você possa aproveitar esse dia e trazer muita informação, conhecimento e diversão para sua casa nessa quarentena, listamos sugestões de atividades artísticas e leituras complementares para você realizar.

 

Atividades:

 

 1- Os nomes do Bumba Meu Boi.

Essa é uma tradição de ilustra bem a regionalidade do folclore, pois a mesma história recebe 8 nomes diferentes entre as regiões. São eles:

Bahia: boi-janeiro, boi-estrela-do-mar e mulinha-de-ouro

Espírito Santo: boi de reis

Minas Gerais e Rio de Janeiro: bumba ou folguedo-do-boi

Pará, Rondônia e Amazonas: boi-bumbá.

Paraná e Santa Catarina: boi-de-morrão

Pernambuco: boi-calemba

Rio Grande do Sul: bumba, boizinho ou boi-mamão

São Paulo: boi de jacá e dança-do-boi

Atividade: após ler e estudar essa lista com as crianças, escreva os nomes e as regiões separados em pedaços de papel, dobre e junte todos em um saquinho. Ao tirar um papel, o participante deve dizer o nome/região a que se refere. Por exemplo: tirei um papel que está escrito “Boi-calemba”, devo responder que a região em que esse nome é usado é Pernambuco.

 

2- Fantoche da Iara

Uma sereia morena, com cabelos longos e olhos escuros que vive no rio Amazonas. Você pode ler a história completa aqui e depois encenar com fantoches que podem ser feitos com caixas, papelões, retalhos e garrafas pet. Aí, você abusa da criatividade e deixa fluir.

 

3- Circuito Saci-Pererê

Para movimentar todo mundo e gastar essa energia acumulada na quarentena, que tal um circuito feito com uma perna só? Coloque caixas, cordas, tecidos e garrafas que devem ser ultrapassados enquanto o participante pula em uma perna só. Organize os objetos e etapas e divirta-se.

 

Leitura:

1- Os 5 folcloristas brasileiros que você precisa conhecer

https://www.ebiografia.com/folcloristas_brasileiros/#:~:text=Suas%20mais%20variadas%20obras%20partiam,o%20que%20temos%20de%20particular.

 

2- Diz a Lenda – Folclore Brasileiro

http://www.multirio.rj.gov.br/media/PDF/pdf_4251.pdf

Referências:

FRADE, Cáscia. Folclore/Cultura Popular: aspectos de sua História. Encontrado em: https://www.unicamp.br/folclore/Material/extra_aspectos.pdf

 

GICO, Vania de Vasconcelos. Luis da Câmara Cascudo e o Conhecimento da Tradição. UFRN, 2000. Encontrado em: file:///C:/Users/O%20Foca/Downloads/10721-Texto%20do%20artigo-30480-1-10-20161101.pdf

06 de Agosto – Dia do Profissional da Educação

O Brasil celebra hoje, 06 de agosto, o Dia do Profissional da Educação. A data é uma homenagem merecida àqueles profissionais que fazem as escolas funcionar e garantem o funcionamento da educação no Brasil. A data foi estipulada pela Lei Nº 13.054/14, sancionada em dezembro de 2014, com base na mudança da Lei de Diretrizes de Base da Educação (LDB), determinada pela Lei Nº 12.014/2009, que insere os funcionários de escola habilitados na categoria de profissionais da educação.

Nós, da Editora Opet, temos muitos profissionais de educação em nossa equipe e, diariamente, trabalhamos com esses profissionais em todo o Brasil. Assim, também nos sentimos homenageados! Mas, principalmente, gostaríamos de homenagear e agradecer a pessoas tão importantes.

 

Quem estamos homenageando hoje?

Além dos professores, a escola funciona através do trabalho de diretores, coordenadores, supervisores, orientadores e todos os que atuam direta ou indiretamente na disseminação da educação. Sem essas pessoas, não há matrículas, boletins, projeto pedagógico, calendário escolar, grade de horários, planejamento, gestão de recursos, etc. Tampouco há orientação, mediação, relação com a comunidade, diálogo e acolhimento.

Em resumo, não há escola sem todos esses profissionais! Por isso, o dia de hoje serve para reafirmar o valor de todos os educadores que compõem esse corpo intelectual e social que é a escola.

 

O que é ser educador?

Educador é o sujeito responsável por coordenar o processo de ensino e aprendizagem em suas diferentes etapas. É aquele que atua para oferecer condições de aprendizagem e desenvolvimento pleno dos estudantes, reafirmando sua unicidade enquanto indivíduos e sua coletividade enquanto seres sociais.

Como afirma Paulo Freire em “Pedagogia da Autonomia” (1996), “educar não é transferir conhecimentos, mas criar possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”. Para isso, é preciso superar a visão simplista e autoritária de que o professor é o detentor de todo o saber e o estudante é seu receptáculo.

Educar é agir para promover o acesso ao conhecimento a partir de relações dialógicas de ensino aprendizagem. A escola, por sua vez, é um centro de oportunidades educativas, na qual o indivíduo se desenvolve em todas as suas dimensões – intelectual, social, física e afetiva.

Há várias pessoas, internas e externas à sala de aula, que atuam diretamente para a criação dessas oportunidades – elas também são educadoras.

Muito falamos sobre o poder transformador da educação e da necessidade de valorizá-la. De fato, o conhecimento é o principal meio para resolução de diversos problemas como pobreza, violência, desigualdade, caos ambiental, doenças, etc. Mas isso só é possível através da valorização daqueles que criam as condições necessárias para que a educação aconteça.

Valorizar os profissionais da educação é priorizar a qualidade do ensino. É zelar pelos nossos estudantes e semear um futuro em que o conhecimento seja tão difundido a ponto de eliminar todos esses problemas.

 

Sugestão de Leitura:

Pedagogia da Autonomia – Paulo Freire

http://www.apeoesp.org.br/sistema/ck/files/4-%20Freire_P_%20Pedagogia%20da%20autonomia.pdf

Formação de Profissionais da Educação: Visão Crítica e Perspectiva de Mudança – José Carlos Libâneo e Selma Garrido Pimenta

https://www.scielo.br/pdf/es/v20n68/a13v2068.pdf

Aulas Remotas e EAD: qual a diferença?

O distanciamento social, principal medida sugerida para a contenção do coronavírus, exigiu das instituições de ensino uma adaptação rápida ao ambiente virtual. As aulas remotas têm sido a única alternativa para milhões de educadores e estudantes continuarem as atividades escolares, na tentativa de mitigar a defasagem ensino-aprendizagem no contexto da pandemia.

Nos debates que ocorrem dentro desse processo, muitas vezes as aulas remotas – um recurso de emergência – são associadas à modalidade de ensino a distância (EAD), oferecida por diversas instituições de ensino no Brasil e no mundo.

Vale destacar que aulas remotas e EAD não são a mesma coisa. São bem distintas e não podem ser entendidas da mesma forma. Neste artigo, vamos apontar a diferença entre essas duas realidades, esclarecendo possíveis dúvidas e evitando confusões conceituais.

Um plano emergencial de ensino

Em sua primeira divulgação do Plano Emergencial de Ensino, em março deste ano, o MEC autorizou a substituição de aulas presenciais pelo formato remoto, no qual as instituições podem utilizar tecnologias da informação e comunicação – as chamadas TIC – para dar continuidade aos cursos durante a pandemia. A princípio, a pasta se referia apenas às instituições federais, universidades e institutos. Mas, logo, o recurso passou a ser utilizado também pelas instituições do ensino básico, tanto da rede pública quanto privada, devido ao agravamento do quadro da covid-19 no país.

Em abril, o Conselho Nacional de Educação autorizou a oferta de atividades não presenciais em todas as etapas do ensino para que as instituições pudessem reorganizar o calendário escolar e dar continuidade, de forma adaptada, às atividades do ano letivo. Dessa forma, as aulas remotas passaram a ser uma solução temporária para dar seguimento ao trabalho com os estudantes de maneira segura.

 

O EAD

EAD, ou Educação a Distância, é uma modalidade de ensino antiga – ela existe desde o século XIX –, que possui diretrizes e pré-requisitos próprios, com estrutura e metodologia pensadas para promover educação à distância. É desenvolvida para prestar atendimento, aplicar atividades e avaliações, aulas e todas as demandas de um ambiente de aprendizado, com recursos tecnológicos e acadêmicos para promover o ensino.

Na modalidade EAD, a maioria das videoaulas são gravadas e dispostas em uma plataforma, na qual o estudante as assiste e avança conforme sua compreensão do assunto. O material didático é padronizado, assim como as atividades e avaliações. Geralmente, o conteúdo EAD é organizado por módulos, mas o seu calendário segue um padrão unificado.

O suporte acadêmico é feito por um tutor, que fica disponível para tirar dúvidas e passar orientações mais diretas sobre as atividades. Porém, o docente também mantém um contato com o estudante através de fóruns, avaliações e auxílio acadêmico propriamente dito.

Resumindo: o Ensino a Distância (EAD) foi desenvolvido e estruturado para acontecer, especificamente, no ambiente virtual, considerando todo aparato tecnológico e acadêmico para que isso seja possível. Diferente das aulas remotas, não é uma solução imediata para um problema que impossibilita as aulas presenciais. É uma concepção didático-pedagógica que promove o ensino a partir de estruturas e métodos específicos e que utilizam recursos digitais e audiovisuais para formação discente.

 

Aulas Remotas

Como já observamos, as aulas remotas são uma solução temporária para que as instituições continuem a promover o ensino mesmo durante a pandemia, mas não fazem parte de uma estrutura de ensino EAD.

Utilizando a plataforma de ensino à distância do MEC ou mesmo da própria instituição, os educadores conectam-se com os estudantes e promovem aulas em tempo real, com interação e comunicação direta. O material didático é customizado pelo próprio professor e as atividades são aplicadas de acordo com o desenvolvimento da disciplina, não são programadas e padronizadas como na EAD.

Um ponto importante a ser destacado é o da formação docente. Embora o uso da tecnologia como recurso didático seja uma pauta constante nos debates sobre educação, o conhecimento e formação de um docente que trabalha com EAD são muito mais direcionados e específicos. Isso porque, aqui, a tecnologia não aparece apenas como uma ferramenta, mas como o meio pelo qual o ensino deve ser desenvolvido. Por isso, não é coerente exigir que os educadores que normalmente atuam no ensino presencial tenham um desempenho semelhante aos professores do EAD.

Temos, hoje, milhares de professores que viram sua rotina profissional completamente transformada e que precisaram se adaptar rapidamente em termos de atuação, planejamento e recursos.

A todos, nesse momento, é necessário dedicação e esforço para que possamos reinventar nossos métodos e renovar nossas habilidades, mas isto é um processo. Por isso, a Editora Opet traz, diariamente, informações e debates em suas redes e plataformas digitais, além dos momentos formativos e dos recursos digitais aos nossos parceiros públicos e privados. Para que, juntos, possamos encontrar as melhores maneiras de garantir e zelar pela educação, neste que é um momento tão difícil para todos. Acompanhe e junte-se a nós nessa missão!

Sugestão de leitura:

  • Aulas Remotas ou EAD?

https://abmes.org.br/noticias/detalhe/3705/aulas-remotas-ou-ead

Sugestão de Vídeo:

  • Live Moonshot Educação – O que é Ensino Remoto Emergencial e por que não é Ensino à Distância

https://www.youtube.com/watch?v=JIh-bEYy-s8

Prova Digital: conheça a proposta da mudança do ENEM e como funcionará este novo formato

(*) – ATENÇÃO: As provas escritas do ENEM de 2020 foram remarcadas para os dias 17 e 24 de janeiro de 2021 e as provas digitais para os dias 31 de janeiro e 07 de fevereiro.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) é responsável pela realização das provas do ENEM. Há alguns meses, junto com o MEC, o INEP anunciou uma mudança importante no ENEM, que passará a ter formato digital. A polêmica sobre o adiamento da prova tradicional, impressa, em função da pandemia do coronavírus, fomentou discussões e questionamentos sobre essa notícia. Por isso, vamos explorar o tema, esclarecer alguns pontos e orientar nossos leitores sobre as implicações dessa mudança. Quer saber mais sobre o ENEM digital? Então, continue lendo!

O que é o ENEM digital?

O ENEM Digital é uma proposta do INEP e do MEC para mudar o modelo do ENEM. De 2020/21 a 2025, a meta é aplicar a prova digital em paralelo à prova impressa e de forma escalonada, até que, em 2026, todo o processo seja digital. A principal justificativa do MEC para a mudança é de que o novo formato eliminaria questões logísticas de impressão, depósito, guarda, distribuição e recolhimento de milhões de provas, com uma grande economia de recursos. Além disso, o formato digital permite o fracionamento das provas, que poderiam ser feitas em vários momentos do ano e não em um único período.

Quem pode participar do ENEM Digital?

Podem realizar as provas digitais estudantes que já concluíram o Ensino Médio ou que concluirão até o final deste ano. A princípio, essa opção não estará disponível para treineiros e estudantes que necessitam de atendimento especial, como recursos de acessibilidade, por exemplo.

Neste ano, de acordo com o edital, 101,1 mil participantes realizarão a prova no formato digital. A ideia é que esse número aumente a cada ano, até que todos os participantes que se inscrevem anualmente façam a prova no computador.

Onde o ENEM Digital será realizado?

As provas serão aplicadas em locais com infraestrutura adequada para receber os computadores utilizados pelos participantes. Eles terão acesso apenas ao sistema da prova, sendo impedidos de acessar a internet ou quaisquer outros documentos ou equipamentos. Como já ocorre no ENEM em formato impresso, haverá fiscalização nos locais de prova.

Os estudantes que, no ato da inscrição deste ano, optaram pela prova digital, realizarão o exame em local determinado pelo INEP, que selecionará universidades e escolas que já contem com um centro de informática adequado.

É possível fazer a prova digital e impressa?

Não. No ato de inscrição, os participantes devem escolher apenas uma das opções. As duas provas terão o mesmo formato (180 questões + redação), mas com perguntas diferentes. O ENEM Digital será feito pelos primeiros 101,1 mil candidatos que se inscreverem optando pelo formato de prova. Esses candidatos devem atender os requisitos para a inscrição ao ENEM e residir em uma das 15 capitais selecionadas para a aplicação digital.

E O ENEM, acontece quando?

Segundo informações divulgadas pelo MEC nesta quarta-feira (08.07), as provas impressas serão aplicadas nos dias 17 e 24 de janeiro de 2021, enquanto a versão digital está marcada para 31 de janeiro e 07 de fevereiro. A reaplicação do ENEM será nos dias 24 e 25 de fevereiro, com resultados divulgados a partir de 29 de março.

É preciso valorizar o ENEM

Seja no formato digital, seja no formato impresso, o ENEM é um importante recurso para que milhões de estudantes brasileiros cheguem ao ensino superior. Ele também fortalece a educação, na medida em que avalia os estudantes e o próprio Ensino Médio.

No blog da Editora Opet, publicamos semanalmente conteúdos que abordam as melhorias, mudanças, necessidades, problemas, impactos e objetivos da educação. Acompanhe e participe!

Sugestão de Leitura:

Brasil Escola: Enem Digital 2020.

https://vestibular.brasilescola.uol.com.br/enem/enem-digital-2020.htm

Portal do MEC: Enem Digital.

http://portal.mec.gov.br/images/stories/noticias/2019/junho/03.07.2019_Coletiva-lanamento-Enem-Digital.pdf

Gestão financeira escolar no período de quarentena

As consequências da pandemia do Covid-19 são estruturais. A maneira como administramos e ensinamos está sendo revista para frear o contágio e salvar vidas. Essa é a prioridade. Mas, como a escola, uma entidade diretamente associada a um espaço físico, à interação e à presença, pode se manter diante de uma situação de isolamento? Como garantir uma gestão financeira equilibrada quando não podemos receber nossos estudantes na escola? É, de fato, um grande desafio. Mas, o compromisso da educação com o desenvolvimento humano é maior. Ele promove o diálogo, pensa estratégias e cria soluções – e é por ele que estamos aqui. A seguir, vamos focar em alguns temas que preocupam muito os gestores e mantenedores de escolas privadas.

As mensalidades na quarentena

Diante do isolamento, há quem questione a cobrança regular das mensalidades escolares, uma vez que os estudantes estão em casa. Entretanto, se a escola mantiver suas atividades por meio de aulas à distância ou com garantia de reposição, a cobrança da mensalidade é assegurada pelos órgãos de defesa das relações econômicas, uma vez que o serviço continua sendo prestado.

É claro que um exercício de solidariedade deve ser feito para compreendermos que esse questionamento vem de uma situação de possível instabilidade financeira familiar. Entendemos que a comunidade escolar é composta por vários agentes e tem muitas perspectivas e realidades. Por isso, é imprescindível que essa relação esteja fixada pelo diálogo. Oferecer descontos de pontualidade, negociar formas de pagamento e buscar acordos são formas que podem ser adotadas para evitar inadimplência e cancelamentos contratuais.

Vigiar os gastos e realocar recursos

Manter uma escola funcionando em uma estrutura adequada requer uma série de investimentos materiais, que representam uma grande fatia da distribuição financeira da instituição. Em um contexto de pandemia e suspensão das aulas presenciais, é preciso redistribuir recursos e evitar gastos significativos com o espaço físico da escola, uma vez que este, agora, está em segundo plano. Isso não significa negligenciar ou “esquecer” a escola física, mas procurar renegociar ou mesmo suspender temporariamente o contrato com serviços destinados à estrutura, como limpeza, manutenção predial, telefonia, etc.

Planejamento financeiro

Embora o foco, agora, seja passar por este momento difícil e superar as adversidades, é importante ter em mente que não sabemos o que o futuro nos reserva. É o preparo que evita um colapso em momentos de crise. Por isso, investir em um plano financeiro que contemple situações emergenciais é a estratégia mais assertiva para lidar com problemas como os que enfrentamos hoje. Destinar uma porcentagem da sua receita para construir esse “fundo emergencial” é uma medida que deve ser colocada ao lado das outras obrigações financeiras da escola. Isso possibilita um funcionamento regular e estável, mesmo em momentos de vulnerabilidade econômica.

Estamos em um cenário de crise global e não podemos prever com exatidão quanto tempo será necessário até que possamos voltar às ruas com segurança. Essa incerteza é o que agrava a preocupação com a gestão financeira porque diz respeito diretamente aos recursos empregados para manter as atividades da escola e garantir as portas abertas após a pandemia. Por isso, o momento exige calma, lucidez, estratégia e compromisso. Precisamos entender que a missão de ensinar pode ser cumprida à distância, mas que a instituição Escola, enquanto espaço social e de construção coletiva, deve ser preservado. No momento, o que podemos fazer é prezar pela vida e pela saúde de todos, unindo esforços e trocando ideias para que amanhã estejamos recuperados e fortalecidos.

Educação e Tecnologia: hoje e no pós-pandemia

Educação e Tecnologia: hoje e no pós-pandemia. Este é o tema da nova edição do  Opetcast, o canal de podcasts da Editora Opet.

Para falar sobre o assunto, convidamos dois especialistas, os professores Elis Vida Vieira e Fernando Corrêa, assessores pedagógicos da Editora Opet.

Um grande programa, com informações de alta qualidade. Escute, curta e compartilhe! Opetcast: a Editora Opet de ouvir.

Desafios do Marketing Escolar em Tempos de Migração Digital

A pandemia e o isolamento social que estamos vivendo nas últimas semanas transformaram a rotina das escolas, tanto no que diz respeito às aulas quanto à comunicação e marketing escolar.

Na primeira edição do OpetCast, o podcast da Editora Opet, conversamos com a nossa coordenadora de marketing, Deisi Cabrini Brancaleone, sobre as questões e desafios do marketing em tempos de migração acelerada para o mundo digital.