O que revela a “Nuvem de palavras” criada pelos familiares dos estudantes parceiros Opet?

Amor, empatia, aprendizado, respeito, conhecimento, interação, compreensão, participação, atenção: estas foram as palavras mais citadas pelas famílias dos estudantes das escolas parceiras públicas e privadas da Editora Opet nas avaliações dos Encontros com Familiares (EFAM) realizados ao longo de 2021. Elas aparecem na “nuvem de palavras” gerada digitalmente a partir das avaliações, que você confere em primeira mão na imagem acima. Para a Editora Opet, essas palavras mostram o quanto vale a pena investir na aproximação entre família e escola. O quanto vale a pena, enfim, estar ao lado de pessoas que pensam dessa forma. Saiba por que nesta reportagem especial:

Um dos maiores “segredos” do sucesso do trabalho educacional da Editora Opet reside na aproximação em relação às famílias dos estudantes. Essa busca pelo contato, esse acolhimento, fazem parte da nossa filosofia de trabalho, dos nossos princípios como educadores. E fazem parte porque acreditamos que a educação mais completa, a educação plena, é possível quando escola e família trabalham juntas. E não é só uma crença: estudos internacionais mostram que essa parceria é fundamental para o sucesso da educação. Nossa experiência de muitos anos também confirma isso.

Essa aproximação passa por todo um trabalho que envolve a formação de professores e gestores para o trabalho com as famílias, por Coleções Paradidáticas e, especialmente, pelos Encontros com Familiares, os chamados “EFAM”, que a Editora Opet promove nas redes municipais e nas escolas privadas parceiras. Esses encontros, que ao longo do ano passado foram realizados virtualmente com participação massiva das famílias – alguns deles reuniram 8 mil pessoas! –, conectam mães, pais, avós, tias, tios e outras pessoas responsáveis pelos estudantes para debater temas de interesse. São momentos de troca, diálogo e reflexão acerca do papel na família em relação à educação, valores, deveres e direitos nas relações familiares.

EFAM em formato virtual realizado com famílias em Maringá (PR) em 2021.

Após cada encontro, os participantes são convidados a avaliar o momento, indicando, em um formulário digital, uma palavra-chave que sintetize o sentimento gerado ou, então, o tema ou aspecto do EFAM que consideram o mais importante. “A participação nessa avaliação não é obrigatória, mas, ainda assim, foi muito grande em 2021. E nos trouxe uma devolutiva que é essencial para o nosso trabalho”, observa Cliciane Élen Augusto (foto), gerente pedagógica da Editora.

Cliciane Élen Augusto, gerente pedagógica da Editora Opet.

As palavras que aparecem com maior destaque na “nuvem” são as mais citadas nas avaliações. Em 2021, o termo mais citado foi “Amor”, seguido de perto por “Empatia”, “Aprendizado”, “Respeito”, “Interação” e “Responsabilidade”. Ao todo, mais de quarenta termos foram assinalados pelos familiares.

Palavras-força – “As palavras que mais apareceram são muito fortes e significativas, tanto nas relações humanas quanto na educação”, observa Cliciane. “E elas estão no centro do nosso trabalho, das nossas coleções. Ou seja, vêm confirmar o direcionamento que é dado pela Editora para a relação família-escola”, avalia Cliciane. “A nuvem de palavras, enfim, diz muito sobre o momento das famílias e das escolas, e nos auxilia no planejamento das nossas ações.”

Calendário – A Editora retomará os EFAM em fevereiro, após o início do semestre e a acolhida dos estudantes e das famílias pelas escolas. “Temos certeza de que as famílias vão se engajar. Elas sabem que, quando estão presentes, quando participam da parceria, a educação se fortalece”, diz Cliciane. “Assim, desde já, sejam bem-vindas!”.  

Como despertar o Protagonismo?

Admirável mundo novo: recursos e práticas que instigam e geram protagonismo

“Eureka!”: essa palavra, que significa “Descobri!”, foi exclamada há 23 séculos pelo matemático grego Arquimedes de Siracusa. Desde então, ela simboliza a alegria da descoberta e, principalmente, o protagonismo de quem quer aprender. E é justamente sobre esse protagonismo, esse envolvimento verdadeiro do estudante no processo de ensino-aprendizagem, que vamos tratar.
Como, afinal, antigos e novos recursos, especialmente os digitais, podem tornar os estudantes os protagonistas do conhecimento? Qual o papel do professor nesse processo? Vamos saber mais focando algumas possibilidades.

 

Sala de aula invertida

A sala de aula invertida não é, exatamente, um recurso educacional recente. Ele, porém, ganhou força e muitas possibilidades com a chegada da internet. A ideia é interessante: a partir de premissas e instruções transmitidas pelo professor, levar o estudante a desvendar e a se aprofundar na pesquisa de temas em casa, e a mostrar na escola suas descobertas, dúvidas e caminhos de pesquisa.
Temos, aqui, um investimento direto no protagonismo do estudante. Ele, é claro, não irá a campo, para a pesquisa, sem orientações prévias dadas pelo professor (O que se deseja? Como fazer?). No entanto, terá a oportunidade de desenvolver os próprios caminhos de pesquisa; aprenderá a perguntar e a se perguntar sobre os assuntos; ganhará conhecimentos ampliados sobre um determinado tema. E poderá até expô-los digitalmente, em um blog ou uma página de rede social. Exemplos? Investigar e explicar o ciclo da água, o surgimento das cidades modernas, a escravidão no Brasil etc.
Em síntese – quando o estudante se depara com a necessidade de aprender algo novo, nos moldes da sala de aula invertida ele trabalha com os seguintes elementos:
● Habilidades de pesquisa.
● Capacidade de fazer boas perguntas.
● Raciocínio lógico.
● Discernimento (em relação à qualidade e à veracidade do material encontrado).
● Gestão de tempo e da atenção.

Nesse processo, cabe ao professor orientar, receber e auxiliar o estudante na “entrega” de suas descobertas e conclusões. Nas orientações, por exemplo, ele pode e deve trabalhar com temas da educação midiática, como a checagem de informações e a escolha de fontes confiáveis. E também pode estimulá-lo a apresentar esses conhecimentos a partir de suas próprias habilidades digitais, em recursos que vão do TikTok aos podcasts. Vamos ampliar essa discussão a seguir.

 

Novas práticas e a ampliação das possibilidades de ensino-aprendizagem

Como vimos, a sala de aula invertida é interessante, especialmente, por seu “chamado ao protagonismo”. Ao colocar o estudante no papel de investigador, o professor estimula o desenvolvimento de habilidades de grande importância para a própria humanidade.
Além da sala de aula invertida, porém, há outros recursos – digitais ou não – que podem fazer com que as aulas brilhem e o aprendizado seja prazeroso e significativo! Vamos conhecê-los de forma sintética:
● Aprendizagem baseada em problemas: ao utilizar a estratégia do ensino por meio de problemas, o educador propõe um problema do mundo real, considerando o nível de conhecimento da turma e o conteúdo estudando, para que os discentes possam analisar e encontrar uma solução. Por exemplo: a partir de informações prévias, os estudantes podem propor soluções para a conservação dos recursos hídricos de uma cidade ou região.
● Aprendizagem baseada em projetos: o projeto pode ou não ser uma continuação do ensino por problemas. Nele, o docente propõe também um problema desafiador, que estimule a imaginação e, a partir disso, os estudantes desenvolvem um projeto que solucione tal questão.
Em ambos os casos, é possível trazer outras táticas instigantes de envolvimento e participação dos estudantes. Entre elas, estão:
● Robótica.
● Gamificação (uso dos conceitos dos jogos em atividades no ambiente físico, como etapas, pontuações, prêmios, avatares e desafios).
● STEM (projetos que unam conceitos de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática para solucionar problemas).
● Representações tridimensionais.
● Fotografia.
● Atividades audiovisuais como podcasts; vídeos ou publicações em sites e blogs.
Um modelo híbrido de ensino, a distância ou de sala de aula invertida aplicado em conjunto com metodologias como problemas e projetos, conduz o estudante para o desenvolvimento de habilidades como:
● Debater ideias.
● Fazer previsões.
● Planejar.
● Experimentar.
● Coletar e analisar dados.
● Tirar conclusões.
● Comunicar ideias e descobertas.
● Desenvolver projetos.

 

Protagonismo e as novas tecnologias

Nas últimas décadas, as tecnologias digitais entraram na vida das pessoas. Se, antes, elas estavam restritas aos laboratórios e às instalações militares, hoje estão nas nossas mãos. E são extremamente poderosas: um único smartphone de 2022, por exemplo, possui mais tecnologia que os computadores usados pela NASA para colocar os primeiros seres humanos na Lua, há pouco mais de cinquenta anos!
A aceleração tecnológica, é claro, também chegou à educação. Algo que, no caso da Educação Básica, ganhou tração e visibilidade nos últimos dois anos e meio, com a pandemia da Covid-19. Boa parte dos professores, que utilizava as tecnologias digitais de forma comum – para trocar mensagens, acessar redes sociais e se informar –, mergulhou em usos até então inéditos, no planejamento e desenvolvimento de aulas. Foi um avanço civilizatório, que acabou incorporado ao dia-a-dia da educação.
A Editora Opet viveu ativamente esse processo, aprendendo e se antecipando em muitas situações: desenvolveu a plataforma educacional Opet INspira, um recurso poderoso, amigável e integrado às coleções e às suas propostas didático-pedagógicas, e firmou uma parceria estratégica com a Google Workspace for Education para o pleno desenvolvimento das aulas online.
Esse sistema de aulas remotas – que inclui, também, as formações pedagógicas feitas com professores das redes pública e privada de todo o país, assim como os encontros com familiares (os chamados EFAM’s) e gestores – contempla milhares de pessoas. Além disso, investiga permanentemente novas formas de educar, buscando somar estas inovações a um olhar humano, protagonista e inclusivo.
Na plataforma, há opções de materiais para atividades online, a distância e híbridas. Entre os recursos estão materiais didáticos digitalizados e objetos educacionais como vídeos, áudios, apresentações, quizzes, banco de imagens, jogos, simuladores e histórias infantis. Essas ferramentas também permitem a elaboração de aulas inclusivas – afinal, as tecnologias digitais ampliam as possibilidades nesse sentido também.

Brincar é ir além!

Você já parou para pensar para que servem os brinquedos e as brincadeiras? Eles, é claro, servem para divertir, entreter e aproximar pessoas. Mas, para além disso, possuem uma função extraordinária, relacionada ao desenvolvimento cognitivo e ao aprendizado. Brincar, enfim, não é só brincadeira – é muito mais! Vamos saber?

Brincadeiras, movimento e Psicomotricidade: que tal começar por aqui?

A psicomotricidade é de suma importância para o desenvolvimento infantil, pois está relacionada aos movimentos, aos aspectos cognitivos e à conexão com o mundo interior e exterior da criança. Entenda alguns dos benefícios das brincadeiras que envolvem a Psicomotricidade:

  • Equilíbrio: ajuda a criança a aprender manter o corpo firme e estável enquanto caminha, dança, corre ou faz qualquer outro tipo de atividade.
  • Consciência corporal: as crianças passam a dominar o seu corpo e a entendê-lo dentro do espaço, adquirindo, também, noção espacial.
  • Consciência espacial: as crianças aprendem a ir de um ponto a outro sem se perder, construindo memórias e fazendo relações. Brincadeiras como a de esconde-esconde são um bom exemplo.
  • Coordenação parcial e global: com as atividades que trabalham a psicomotricidade, a criança aprende a fazer movimentos diversos, sejam eles lentos ou em velocidade.

Por isso, é tão importante propor brincadeiras que envolvam a movimentação corporal. E tem mais: além de as brincadeiras corporais ajudar nas emoções, elas também contribuem para o desenvolvimento de habilidades cognitivas fundamentais. Assim, sugerimos algumas brincadeiras: 

Esconde-esconde: brincadeira estimula consciência corporal e espacial

Além de trabalhar o movimento e, portanto, a psicomotricidade, essa brincadeira ajuda as crianças a estimularem sentidos como visão e audição. Quanto à psicomotricidade, há um ganho quanto ao desenvolvimento do equilíbrio, da velocidade e, é claro, da noção do espaço. Sem contar que a brincadeira ajuda na percepção do mundo.

Coordenação motora? Amarelinha!

Coordenação motora talvez seja o grande ganho proporcionado pela Amarelinha. Ela também promove a consciência corporal e o equilíbrio, intimamente ligados à coordenação motora. Além disso, brincadeiras como essa auxiliam no desenvolvimento da musculatura, do sistema cardiorrespiratório e de ossos saudáveis.

Pular corda: coordenação, equilíbrio, ritmo e socialização em uma única brincadeira

Outra brincadeira que contribui bastante para a coordenação motora corporal é pular corda. Veja só quantas são as possibilidades de brincar!

  • Reloginho;
  • Cabo de guerra;
  • Laçar o bezerro;
  • Equilíbrio;
  • Pular num pé só;
  • Pular no ritmo de cantigas.
  • Sair e entrar no ritmo das batidas da corda.

Ao pular corda, a criança pula, salta, canta e, dependendo da atividade, segue o ritmo de coreografias e trabalha a habilidade de antecipação. E tudo ao mesmo tempo! Uma atividade poderosa, que tem reflexos positivos sobre o sistema cardiorrespiratório.

Mais jogos e brincadeiras que trabalham a psicomotricidade e outras habilidades associadas

  • Twister;
  • Pebolim;
  • Patins;
  • Pingue-pongue;

Vale lembrar que a psicomotricidade também envolve aspectos associados ao desenvolvimento da comunicação e da linguagem. Comunicação corporal, motricidade fina e outros… tudo ali, no brincar!

Brincadeiras para trabalhar comunicação, criatividade, fantasia e imaginação

É fundamental trabalhar o imaginário e despertar a curiosidade das crianças. As brincadeiras, principalmente as que envolvem imaginação e fantasia, como o faz-de-conta e as encenações, trabalham dimensões psíquicas, emocionais e físicas.

Elas ajudam as crianças a se perceberem no mundo, entender papéis e aprender sobre interações, socialização, comunicação e expressão de pensamentos e ideias. Sem contar que são cruciais para a saúde mental das crianças. Descubra algumas das atividades que trabalham a imaginação e a partir dela vários outros pontos! 

Pintura é uma das atividades mais ricas para a cognição e as emoções

A pintura é uma atividade superdivertida, que tem o poder de estimular habilidades inerentes ao ser criança. Com ela, é possível trabalhar a comunicação e a criatividade. Ainda mais se a pintura juntar a criançada toda! E, sim, vai sobrar muita tinta pra todo lado, mas nada que algumas folhas de jornal no chão ou um lugar adequado (como um jardim, por exemplo) não resolvam! É uma atividade que também estimula a sensibilidade e aumenta a capacidade de concentração e expressão das crianças.

Momento da leitura: o poder da contação de histórias

Na etapa de alfabetização, é muito comum utilizar a contação de histórias como recurso pedagógico. Mas, contar histórias vai além da aquisição da linguagem. Nesse processo, estão envolvidos a imaginação, a fantasia e a capacidade de interpretar. Um recurso fantástico! Vale a pena, por exemplo, caprichar na leitura por meio de:

  • Imitações;
  • Criar vozes para os personagens
  • Utilizar recursos como instrumentos musicais, ursinhos de pelúcia, fantoches e outros.

E, por falar em fantoches, nada mais poderoso para trabalhar a fantasia, bem como a capacidade de socializar e comunicar, do que as encenações. Teatros tradicionais ou de fantoches podem e devem acompanhar as histórias.

Teatros de fantoches, encenações e mímica

As crianças adoram imitar seus super-heróis favoritos, não é mesmo? Muitas vezes, até possuem roupas e fantasias desses personagens. Então, que tal tornar a atividade ainda mais elaborada?

Uma das atividades para as férias pode ser a proposta de brincar de fantasias, de imitar ou encenar. Isso pode partir da contação de histórias, com a encenação de um conto de fadas, de uma história de filme ou até mesmo de histórias inventadas pelos adultos e crianças participantes. Dentre os benefícios das encenações, estão o estímulo à invenção de personagens e ao desenvolvimento e aprimoramento da capacidade de comunicação.

Opções para criatividade, comunicação e socialização

Jogos de tabuleiro e outros tipos também ajudam muito na imaginação. Veja algumas opções!

  • Jogo Imitatrix;
  • Torre inteligente;
  • Stop;
  • Brincando de Engenheiro;
  • Quem sou Eu.

Brincadeiras e o raciocínio lógico

O raciocínio lógico é necessário em todas as áreas do conhecimento. Ele diz respeito ao pensamento para resolver um problema ou chegar a alguma conclusão.

As brincadeiras e, principalmente, os jogos online ou físicos contribuem para o desenvolvimento do raciocínio lógico, pois, para chegar ao seu fim, as crianças precisam elaborar estratégias, definir soluções e superar desafios.

Sem contar que esse tipo de atividade coloca o indivíduo em várias situações que necessitam resolução de conflitos, colaboração, tomada de decisão e reflexão. Também podemos citar a habilidade de persistência, algo que pode ser adquirido com os jogos e é extremamente importante para qualquer momento da vida.

Para as estimular o raciocínio lógico por meio das brincadeiras, sugerimos opções como:

  • Lego;
  • Mímica;
  • Banco imobiliário;
  • Xadrez;
  • Damas;
  • Quebra-cabeça.
  • Cara a Cara;
  • Jogo da Memória;
  • Dominó;
  • Lince;
  • Cilada;
  • Alquimia;

Jogos de estratégia como os citados acima, ou aqueles que envolvem conhecimentos científicos, como Alquimia, são algumas das melhores opções para ajudar a criança a desenvolver o raciocínio lógico.

Use a tecnologia a favor da educação com a Opet INspira

Por fim, vale destacar os jogos online. Para solucioná-los, a criança utiliza estratégias, lógica e conhecimentos escolares. Sem contar que muitos deles envolvem criatividade e a fantasia. E há várias opções inclusivas.

Na plataforma educacional Opet INspira, por exemplo, as crianças têm acesso a vários jogos educacionais exclusivos, desafiadores e divertidos. A plataforma também traz livros de histórias infantis, atividades, vídeos e áudios. Um recurso fantástico para esse universo incrível do brincar!

Portfólio de Atendimento: informação e transparência!

Acesso à informação e transparência são fundamentais para o planejamento e a prestação de contas na educação.  Pensando nisso, a Editora Opet inovou – e já está entregando os Portfólios digitais de Atendimento 2021 aos seus parceiros das áreas pública e privada. Um documento essencial para os gestores e que ficou mais dinâmico, amigável e compartilhável!

O que é o portfólio – O Portfólio de Atendimento é um documento estratégico enviado anualmente aos parceiros da Editora. Ele traz todas as informações sobre as ações pedagógicas desenvolvidas dentro da parceria ao longo do ano que passou.

Historicamente, o documento era produzido em forma de livro impresso, mas, por uma questão de praticidade e inovação para os parceiros, em 2021-2022 ele passou a ser oferecido em formato digital. Agora, é apresentado como um site que pode acessado por meio de login e senha enviados pela Editora aos secretários municipais de Educação, mantenedores e outros gestores.

Portfólio digital reúne todas as informações da parceria na área pedagógica.

“Nos últimos dois anos, junto com nossos parceiros, avançamos muito em relação à implantação da cultura digital. Assim, era até natural que o portfólio também se beneficiasse desse avanço”, explica Silneia Chiquetto, coordenadora pedagógica da Editora Opet.

A principal vantagem do formato, observa, é a possibilidade de compartilhamento das informações pelos gestores – basta enviar o link e os dados de acesso à pessoa. “Na medida em que o portfólio é um documento oficial da Editora, ele pode ser utilizado, por exemplo, em prestações de contas, na comunicação e no próprio planejamento do ano letivo que está chegando”, observa Silneia. O documento também colabora para o fortalecimento da cultura do compliance nas relações da Editora com seus clientes e com a própria sociedade.

Está tudo lá – De forma amigável, o portfólio digital traz informações em texto, imagens e vídeos. Esses elementos estão distribuídos em links relativos ao primeiro e ao segundo semestres de 2021. É possível acompanhar tudo o que foi realizado em relação às formações pedagógicas, encontros de familiares (EFAM), atendimentos e palestras.

Vale observar que, para além dos registros das ações, o portfólio digital foi desenvolvido para dar detalhes dos temas trabalhados durante as formações, dos momentos significativos com os familiares e de um atendimento pedagógico que se aproximou dos conveniados mesmo em tempo de pandemia.

Em detalhes –  O site traz ainda informações sobre o Seminário Internacional de Gestores e o 11º Prêmio Ação Destaque, e também as mensagens da presidente do Grupo Educacional Opet, Adriana Karam Koleski, da superintendente da Editora, Cristina Swiatovski, e da gerente pedagógica Cliciane Élen Augusto.

“Com o envio dos portfólios, fechamos 2021 com transparência e iniciamos 2022 com o pé direito”, conclui Silneia.

Especial Educação Infantil #02 – Cotia (SP): parlendas, jogos e brincadeiras digitais

Pandemia. Aulas presenciais suspensas, crianças e professoras em casa, necessidade de manter o processo de ensino-aprendizagem e avançar na educação. Nesse contexto tão difícil vivido pela educação nos últimos dois anos, as ferramentas digitais ganharam uma importância estratégica. Sozinhas, porém, elas são incapazes de dar conta de tamanho desafio. Precisam, sim, da criatividade, sensibilidade, domínio técnico e ação de quem educa. E foi justamente aí, nessa configuração tão peculiar, que nasceu o projeto da professora Ana Paula Borella (foto), da rede municipal de ensino de Cotia, parceira da Editora na região metropolitana da capital paulista.

Ao longo de todo o ano de 2021, Ana Paula, que é professora de Educação Infantil no Centro Educacional Walmor Caetano Ferraretto, desenvolveu o projeto “Músicas e Parlendas” com o auxílio das outras professoras do segmento. Juntas, elas fizeram uso de uma verdadeira bateria de ferramentas educacionais digitais, com grande sucesso na organização e oferta de atividades para as crianças.

“Como estávamos em um período de aulas remotas, desenvolvemos o projeto por meio de vídeos pelo YouTube feitos pelas próprias professoras”, conta Ana Paula. “Com propostas de músicas, parlendas, jogos e brincadeiras, jogos utilizando o site Flippity, o passo-a-passo do projeto usando o Google Apresentações e, também, os jogos da plataforma educacional Opet Inspira.”

Em junho, por exemplo, elas realizaram um trabalho focado nas festas do período. “Nós montamos uma sequência didática com propostas relacionadas ao tema das festas juninas. E só pudemos confeccionar essa sequência didática com o auxílio das formadoras da Editora Opet, que desde 2020, nos cursos, nos instruíram sobre as ferramentas. Foi lá, por exemplo, que eu aprendi a usar o Google Apresentações com tanta propriedade e também o Padlet, outra ferramenta muito utilizada ao longo de todo esse período”, conta Ana Paula.

O “Circuito da Dona Aranha”, uma das atividades criadas pela professora Ana Paula Borella para as suas crianças do Maternal I.

A sequência didática contava com brincadeiras como “Pula Fogueira”, confecção de brinquedos, aula de culinária, jogos virtuais, dança a caráter e montagem de fotos usando um site indicado pelas professoras – só para citar alguns elementos.

E como as crianças responderam a tantas novidades digitais? “Pude observar muitos avanços, tanto na coordenação motora quanto na oralidade. Foi um trabalho incrível!”, comemora a professora. As famílias, é claro, foram muito ativas nesse processo, inclusive por seu papel de mediação entre a criança e a tecnologia. “Elas demonstravam isso através de fotos e vídeos enviados pelo WhatsApp e pelo Google Sala de Aula”, conta Ana Paula. “Mesmo com a volta as aulas presenciais, as famílias continuaram a usar esses recursos. Na verdade, está sendo uma parceria maravilhosa.”

Para Marina Cabral Rhinow, supervisora pedagógica da Editora Opet responsável pelo trabalho com a Educação Infantil, o trabalho das professoras de Cotia tem como grande mérito, como grande diferencial, demonstrar o papel organizador e realizador das ferramentas digitais (como as do Google Workspace for Education e outras, como o Padlet) na Educação Infantil.

“A professora Ana Paula faz isso com muita propriedade. Nesse processo, ela é capaz, por exemplo, de elaborar jogos usando as ferramentas digitais, para que as crianças aprendam de forma lúdica. Isso é algo inspirador.”/

Na próxima reportagem especial (#03), vamos falar sobre o trabalho da professora Roseli Maria Machado, de Fraiburgo (SC) – Confira!

Confira também a primeira reportagem da série, sobre o trabalho da professora Carina Aparecida Stadler, de Pitanga (PR).

Vínculos familiares e o desenvolvimento da criança

 

Durante a infância, as crianças se deparam com diversos fatores de socialização. Todos eles, do ambiente escolar à vizinhança, proporcionam situações que participam de seu desenvolvimento. Nenhuma deles tem tanta influência nesse processo inicial quanto a família, o primeiro contexto de socialização a que os pequenos são submetidos. A família é a responsável pela construção de um ambiente estruturado, seguro e afetivamente caloroso.

É nesse ambiente que os familiares devem ser capazes de supervisionar a ação da criança e do adolescente de modo a que o bem-estar e o desenvolvimento humano deles estejam garantidos.

 

Amor, cuidado e desenvolvimento

O desenvolvimento infantil é beneficiado pelo ambiente escolar e pelas atividades que as crianças desenvolvem neste contexto. Os vínculos familiares, porém, caminham juntos nesse processo e têm uma importância fundamental. A família é o primeiro agente social com quem os pequenos têm contato. É o primeiro “ecossistema” com o qual se deparam e aprendem os primeiros conceitos relacionados à interação, afetividade, cuidado, segurança, normas de convivência e emoções.

Por meio do relacionamento com os familiares, as crianças aprendem sobre seu próprio mundo e sobre si mesmas, uma vez que é por meio desta interação inicial que começam a ter noção de individualidade e a se perceber como seres autônomos e independentes. Isso porque os relacionamentos, inicialmente os familiares, permitem que elas se expressem, que interajam e se afirmem na realidade.

O papel das vivências com a família

Com um choro, uma risada, uma pergunta, as crianças começam a receber algo em troca, como um abraço, um sorriso, uma resposta de atenção. Assim, passam a perceber a importância e o significado de expressar o que sentem, o que querem receber ou o que desejam comunicar. Mais do que isso, aprendem os mecanismos para transmitir tudo isso!

E o que elas “recebem em troca” dessa capacidade, que estão lapidando dia a dia, faz com que percebam informações muito importantes sobre como é o mundo e como é agir nele. Então, um dos papéis fundamentais da família e dos vínculos construídos por ela é propiciar o desenvolvimento inicial da capacidade de construir e expressar pensamentos, ideias e emoções. Algo fundamental para toda a vida.

Quando um familiar age de maneira afetuosa, amorosa e gentil com a criança, está contribuindo para que ela aprenda sobre comunicação, comportamento e emoções. Sem contar que as relações e vínculos familiares contribuem ainda para a formação da própria relação com as crianças, pois, ao agir dessa maneira, o familiar também as está ajudando a se sentirem seguras e protegidas  – e está construindo um relacionamento forte entre eles.

Família, bem-estar, personalidade

Oferecer segurança é crucial também para a formação da personalidade dos filhos. Ao se sentirem ligados à família, percebendo que têm um ambiente seguro e sólido, eles encontram mais segurança para explorar o mundo à sua volta. Crescem sendo indivíduos mais confiantes.

Isso é essencial para a própria criança em termos de personalidade e de aprendizado. Explorar o mundo dá a ela novas vivências, bagagens que a ajudarão a aprender a pensar, se comunicar, reagir e socializar no ambiente escolar.

A família precisa ter em mente que, quanto mais experiências a criança tiver com o seu apoio, mais potencial ela terá para crescer, desenvolver-se e criar bases fortes que vão fundamentar os conhecimentos e as habilidade da próxima etapa da vida.

Comportamento em novos contextos sociais

Outro ponto importante sobre o relacionamento e o vínculo familiar é que, apesar de ser o mais impactante nessa fase da vida, não é o único, pois o relacionamento com os outros também influi no desenvolvimento das crianças.

Aqui, temos que considerar alguns pontos. Primeiro, é que a criança é inserida nesse contexto pela família. Então, é importante que esse processo respeite a individualidade de cada uma delas.

As crianças, vale notar, são normalmente muito observadoras e imitam os comportamentos que observam, principalmente os dos familiares. Por isso, a maneira como cada membro familiar se comporta e se comunica com outras pessoas indica para a criança como ela deve ser e se comportar com os demais. Só isso já mostra, por exemplo, o enorme potencial negativo de atitudes violentas ou da negligência.

Além disso, também mostra ao filho como as outras pessoas vão reagir a cada comportamento. As crianças sabem pouco sobre o mundo, então é por meio dos vínculos e interações familiares e, posteriormente, pela observação, que elas iniciarão seus próprios relacionamentos e encontrarão a própria maneira de se colocar no mundo.

Se as crianças veem relacionamentos gentis e respeitosos, elas aprenderão a ser gentis e respeitosas. Por isso, quando falamos em vínculos familiares e sua importância para o desenvolvimento infantil, não nos atemos apenas às interações entre família e criança. Estamos falando de todo o contexto em que a família está inserida. Inclusive, naquelas relações a que as crianças não estão diretamente ligadas, mas, sim, envolvidas pela observação e convivência.

Brincar é importante para o desenvolvimento e os relacionamentos

Antes, no entanto, de as crianças passarem a interações mais sofisticadas e até a aprender pela observação, elas aprendem pelas brincadeiras. As primeiras interações familiares que contribuem para o desenvolvimento de habilidades emocionais e sociais envolvem o brincar, o lúdico, os jogos.

Brincar é inerente à criança. E, justamente por isso, é a melhor ferramenta para garantir aos filhos a oportunidade de falar, ouvir, explorar, observar, experimentar, comunicar, pensar, movimentar, resolver problemas e aprender com os erros. Todas elas, habilidades essenciais para a vida.

Sem contar que não há maneira mais fácil e poderosa de construir um bom relacionamento com os filhos do que por meio de brincadeiras. Passar um tempo brincando com eles é a melhor maneira de afirmar que são importantes, que fazem parte de um mundo que os acolhe.

Vínculos familiares trazem benefícios para a vida 

Já entendemos que relações afetuosas e seguras entre famílias e filhos contribuem para que as crianças desenvolvam a confiança, a resiliência e a comunicação. Habilidades de que os pequenos vão precisar mais tarde, tanto para a vida quanto para as etapas escolares.

Também contribuem para a formação da personalidade e a construção de relacionamentos fortes e ainda trazem benefícios para a saúde mental das crianças. Por fim, vale destacar que crianças com bons vínculos familiares têm menores chances de problemas de comportamento no futuro.

Ao construir um relacionamento caloroso, positivo e responsivo com seu filho agora, você está ajudando a formar o adulto que ele vai se tornar. É por isso que nós, da Editora Opet, nos preocupamos tanto com a participação da família no processo de ensino-aprendizagem dos pequenos.

Família e escola: dupla indissociável

Nos últimos anos, as escolas vêm sendo desafiadas pela sociedade a oferecer uma educação que forme pessoas competentes, críticas, emancipadas e solidárias. Habilidades essenciais para que sejam bons agentes de transformação no mundo.

E uma educação assim, como é possível e como queremos aqui na Editora Opet, necessita da participação dos familiares na vida escolar dos estudantes.

Como estimulamos os vínculos familiares na educação?

Em parceria com a escola, a família desempenha um papel determinante para o sucesso do processo de ensino-aprendizagem. Especialmente quando estamos falando de uma educação humana e cidadã.

Partindo dessa perspectiva, a Editora Opet trabalha em parceria com escolas e familiares a partir das pesquisas e estudos realizados pela professora Oralda Adur de Souza, doutora em Educação pela UFPR e uma grande autoridade brasileira no tema. Ela é a autora das coleções sobre as relações entre família e escola que oferecemos aos nossos parceiros.

Sem contar que, na plataforma educacional Opet INspira, disponibilizamos uma série de ferramentas para que pais e cuidadores, juntamente com os professores, estejam sempre na “mesma página” no que se refere à educação das crianças. Se você ainda não conheceu, conheça! Entre em contato conosco!

Especial Educação Infantil #01: o sucesso de práticas pedagógicas dos parceiros Opet

Trabalhos focados na Educação Infantil foram um grande sucesso em 2021. Conheça essas experiências!

Inspiração, aproximação, acolhimento, conhecimento, inovação, tecnologia, criatividade, proximidade das famílias e uso inteligente dos recursos didático-pedagógicos. Quando relacionados ao processo de ensino-aprendizagem, esses elementos são indicadores poderosos de qualidade na educação. Eles assumem uma importância ainda maior no início da vida escolar, quando as crianças vivem um momento crítico em relação ao desenvolvimento cognitivo e socioemocional. Uma educação de excelência, aí, é fundamental.

E é exatamente isso que a Editora Opet busca oferecer aos seus parceiros públicos e privados, com fundamentos e princípios pedagógicos sólidos, materiais didáticos e ferramentas digitais de alta qualidade, formações, assessoria e avaliação da aprendizagem.

Muitas vezes, as ações e projetos desenvolvidos pelos professores parceiros se destacam pela extrema qualidade. São trabalhos inspiradores e que merecem ser conhecidos.

Nesta série especial de três reportagens, vamos conhecer projetos que reúnem essas características. Eles foram desenvolvidos neste ano por professoras da Educação Infantil das redes de ensino de Pitanga (PR), Cotia (SP) e Fraiburgo (SC), municípios parceiros da Editora com o selo educacional Sefe.

“Essas três experiências tiveram como inspiração as formações pedagógicas realizadas pelas nossas assessoras da Educação Infantil”, conta Marina Cabral Rhinow, supervisora pedagógica da Editora para este nível de ensino. “A partir das possibilidades trazidas nas formações, as professoras utilizaram os materiais didáticos e outras soluções educacionais da Editora, como a plataforma Opet Inspira e as ferramentas do Google Workspace for Education”, explica.

Para Marina, os projetos merecem ser conhecidos porque mostram as possibilidades de realização, com as crianças da Educação Infantil, de práticas que respeitam o protagonismo infantil. “E elas foram realizadas de maneira inovadora e criativa”, ressalta.

E a nossa jornada começa por Pitanga, município de 30 mil habitantes que fica no centro geográfico do Paraná. Confira!

Pitanga (PR): crianças em áudio e vídeo

Carina Aparecida Stadler é professora da Escola Municipal José Bittencourt, em Pitanga, município localizado na região central do Paraná. Ela conta que o seu trabalho com as crianças nasceu de uma inspiração… e de uma necessidade urgente dos tempos de ensino remoto, no auge da pandemia da Covid-19. “Na semana pedagógica, a professora Daniele Dias, nossa formadora, falou sobre a importância de trazermos as crianças ‘para dentro’ das atividades remotas, como protagonistas. O objetivo era que elas estivessem engajadas de verdade na educação virtual. E uma das formas sugeridas foi a partir de áudios e vídeos de que elas participassem”, conta Carina.

Ela explica, inclusive, que estava insatisfeita com o resultado da própria contação de histórias em formato remoto para as crianças. “Eu sentia que não estava alcançando um bom resultado em relação ao engajamento delas”, recorda. Tanto, que observou isto para a formadora pedagógica, tendo sido instigada a inverter os papéis com as crianças: elas passariam a contar as histórias. E deu certo! Com apoio das famílias e dentro do período previsto em planejamento, as crianças protagonizaram várias peças.

Para essas produções, Carina apelou ao material didático da Editora, mais exatamente a um dos núcleos (“Asas à Imaginação”) – do livro da Educação Infantil 4 da Coleção “Entrelinhas para Você”. “Esse núcleo trazia imagens associadas a histórias como a da Branca de Neve, que as crianças deveriam contar do seu jeitinho. E elas foram as protagonistas dos vídeos e dos áudios”, explica.

“Era uma vez…”: exemplos em áudio e vídeo dos trabalhos das crianças da professora Carina Stadler, de Pitanga.

O papel dos familiares foi fundamental para o sucesso do trabalho com as crianças. “Eu pude perceber, inclusive, o papel das histórias em casa. As crianças cujas famílias já tinham esse hábito, de leitura, contação e escuta, tiveram mais facilidade quando assumiram o protagonismo do processo”, observa.

E o futuro? A professora explica que, como a atividade pertencia a um núcleo do livro, ou seja, estava inscrita dentro de um planejamento, ela teve começo, meio e fim. Mas que, nos próximos anos, será aprimorada. “Quero explorar mais essas ferramentas com as crianças e avançar em relação a isto”, diz Carina.

A supervisora pedagógica Marina Cabral Rhinow destaca o valor do trabalho desenvolvido em Pitanga. “Essa prática da professora Carina Stadler gera a compreensão de que as ferramentas de áudio e vídeo podem e devem fazer parte do cotidiano na Educação Infantil. Elas também servem como instrumentos que auxiliam a documentar o caminho de aprendizagens das crianças.”

Na próxima semana, você vai conhecer o trabalho pedagógico incrível que vem de Cotia, em São Paulo. Vai ser uma jornada incrível pelo universo das parlendas, jogos e brincadeiras digitais! Não perca!

Para saber mais: Educação Montessoriana

Para muita gente, a primeira imagem que vem à mente quando falamos em Educação Montessoriana é a de móveis feitos sob medida para as crianças, assim como brinquedos e materiais para atividades. E essa é uma associação perfeitamente válida: afinal, o ambiente é um fator fundamental para esse método educacional criado pela médica e educadora italiana Maria Montessori (1870-1952) e seus colaboradores. Neste artigo, vamos trazer algumas informações sobre esse importante e revolucionário método de ensino. O tema, evidentemente, vai bem mais longe e pode ser conhecido em detalhes – no final, selecionamos algumas sugestões de leitura.

Para começar, poderíamos pensar na educação da segunda metade do século XIX, quando Maria Montessori começou a trabalhar com crianças. Naquela época, quase um século após a Revolução Francesa, a educação havia avançado bastante em relação aos séculos anteriores. Ainda assim, havia muito por descobrir e por avançar, e Maria Montessori contribuiu muito para este processo.

No método montessoriano, tudo é pensado com foco na autonomia do indivíduo. Desde os conceitos fundamentais até a maneira como o ambiente é preparado, os brinquedos e as práticas educacionais devem contribuir para um ensino autodirigido, a aprendizagem prática e o jogo colaborativo. O foco não é apenas transmitir conhecimentos, mas guiar o aprendizado e nutrir na criança o desejo natural que ela tem por conhecimento, compreensão e respeito.

Sala de aula montessoriana: em cada canto, um aprendizado 

No método montessoriano, toda intenção de ensino deve ser traduzida nos móveis, brinquedos, jogos e demais elementos que compõem o ambiente. Tanto a atuação do professor quanto a disposição dos objetos precisam direcionar as crianças para a aprendizagem.

Em uma sala de aula montessoriana, veremos pouca interferência do professor. Nela, as crianças têm total liberdade para fazer escolhas criativas no seu processo de aprendizado. Isso não quer dizer que o educador não tenha um papel ativo no ensino das crianças, mas apenas que isto é feito de maneira intencional e estratégica. 

A criança e sua habilidade natural de identificar o conhecimento 

Para ficar mais fácil de compreender, pense em um videogame. Quando estamos jogando, boa parte das ações e decisões que tomamos são baseadas nos elementos que estão na tela, certo? Na Educação Montessoriana, ocorre algo semelhante: como o ambiente não é um mero coadjuvante, o docente deve construí-lo para oferecer pistas aos estudantes sobre o que deve ser feito. 

Segundo Maria Montessori, o desenvolvimento e a aprendizagem ocorrem por fases. Então, considerando cada fase e o que a criança precisa em cada uma delas, o professor deve criar um cenário com as atividades adequadas à idade. E por que isso? Nesse método, a menor intervenção do educador ocorre em função da ideia de que, sendo cada fase naturalmente propícia para aprendizados específicos, a busca por eles é igualmente natural. 

Então, quando inseridas no ambiente adequado, as crianças são levadas a fazer as escolhas inerentes à fase em que estão. 

Interesses naturais das crianças alinhados à proposta de ensino 

É por isso que cada material de uma sala de aula montessoriana precisa estar relacionado a um aspecto do desenvolvimento infantil. A disposição dos elementos deve criar uma combinação entre os interesses naturais da criança e o conhecimento que o professor quer compartilhar/estimular. 

O impulso de investigar o ambiente é despertado quando a criança se depara com atividades práticas e multissensoriais que estimulam a exploração do mundo e priorizam a experiência própria, tudo no seu ritmo. 

Fases do desenvolvimento e prática montessoriana 

Mas, afinal, como se aplica todo esse conceito? 

O método criado por Maria Montessori está ancorado nas fases de desenvolvimento, que ela chamou de “Planos de Desenvolvimento”. Segundo a sua pedagogia, a cada plano as crianças buscam naturalmente por uma nova fase de independência em relação aos adultos.

Primeiro Plano de Desenvolvimento e a Primeira Infância (0 a 6 anos) 

Aprender como o mundo funciona para entender como funcionar nele e, assim, alcançar independência física em relação aos adulto. Esses são os dois objetivos que as crianças têm na primeira fase de vida. 

Estímulos diversos são experimentados pela primeira vez nesse período. Tudo é novo e as crianças tentam absorver essa “enormidade” de coisas. Maria Montessori, percebendo a capacidade que o cérebro infantil tem de se transformar a cada informação, chamou a mente dos pequenos de “mente absorvente”. 

O desenvolvimento físico também ocorre de forma intensa aqui. Mas, considerando a tendência natural para se tornar independente, uma frase que traduz bem a necessidade do indivíduo é algo comumente dito pelas crianças: “Me ajuda a fazer sozinho”. Ou seja: elas querem aprender – e não que alguém faça – e “aprenda” – por elas. 

Os chamados “períodos sensíveis” – ciclos em que a criança direciona seus interesses, atenção e esforços para uma área do desenvolvimento – guiam esse plano. Existem ciclos para os sentidos, o movimento, a linguagem, a escrita e a matemática. E tudo isso será melhor vivenciado se o indivíduo puder explorar cada um deles com liberdade.

Como criar um ambiente adequado para o desenvolvimento na Primeira Infância 

Considerando a fase da Primeira Infância, a sala de aula montessoriana deve: 

● apresentar materiais montessorianos;

● favorecer que as crianças escolham o que e como estudar;

● trabalhar currículo multidisciplinar, ou seja, vários temas e disciplinas por diferentes perspectivas ao mesmo tempo;

● propiciar liberdade para que escolham onde desejam ficar;

● não diferenciar momentos de estudo de momentos de lazer;

● permitir a avaliação por meio da observação e de registros.

Materiais montessorianos para a sala de aula 

Para que o docente consiga estimular os sentidos, habilidades e aprendizados dessa fase da vida, é fundamental escolher os materiais adequados. Os estímulos sensoriais são elementos muito importantes no método montessoriano. 

Os jogos e as brincadeiras, assim como os livros e tudo que envolve imaginação, criatividade e investigação, também são fundamentais para promover esse tipo de ensino. 

Além dos objetos físicos, os recursos digitais podem ser utilizados e adaptados ao método. A Opet INspira, plataforma de objetos educacionais da Editora Opet, por exemplo, disponibiliza uma variedade de ferramentas e recursos educacionais digitais que podem ajudar muito. 

Para ir mais longe

As indicações de leitura a seguir não pretendem fazer um aprofundamento acadêmico em relação ao método montessoriano, mas aproximar ainda mais o leitor do tema e inspirá-lo a outras pesquisas.

“Montessori: o que ler e em que ordem” – artigo de Gabriel Salomão (doutor em Letras pela USP e especialista no método montessoriano) sobre as obras da educadora italiana. Uma introdução interessante à leitura de Maria Montessori.

“Maria Montessori: feminista, cientista e educadora” – Biografia de Maria Montessori no portal MultiRio, da Prefeitura do Rio de Janeiro.

“O método de ensino com o qual estudaram os criadores da Amazon, do Google e da Wikipedia” – Matéria da rede britânica BBC, em português, que aborda o êxito da Educação Montessoriana.

“Não, o método Montessori não é ‘aprender brincando’” – Matéria do jornal espanhol El País, em português, sobre os diferenciais do método montessoriano.

Reforço escolar: conheça as indicações e os benefícios desse recurso pedagógico

Aulas adaptadas, ensino focado em temas específicos, uso de novas metodologias, materiais pedagógicos diferenciados e práticas que respeitam o ritmo de aprendizagem de cada um.

Tudo isso é possível nas aulas de reforço escolar, uma vez que o número reduzido de estudantes permite a entrega de um ensino mais individual e personalizado. 

O reforço escolar é uma ferramenta essencial para promover inclusão e acessibilidade, melhorar o desempenho escolar e garantir a fixação de conteúdos mais complexos. Esse recurso contribui ainda para aumentar a autonomia nos estudos. 

Visto no passado como algo vergonhoso, hoje a realidade é outra. Cada vez mais o reforço vem sendo utilizado para uma série de situações. Entenda melhor a seguir. 

Baixo desempenho não é a única razão para o reforço escolar 

O baixo desempenho em alguma disciplina é o principal motivo que leva os responsáveis a buscar o reforço escolar. No entanto, é importante ter em mente que essa não é a única razão para propor esse recurso.  

Muitas vezes, por exemplo, o estudante até entende o conteúdo, mas não tem segurança quanto ao aprendizado. Isso pode fazer com que ele não vá bem em provas ou apresentações. Como não tem segurança do seu aprendizado, acaba deixando de responder por medo de errar. 

Número reduzido de estudantes facilita um ensino mais personalizado 

Além disso, nas aulas de reforço a quantidade de estudantes é menor. É possível que o professor dê mais atenção a uma criança por vez e ainda desenvolva cronogramas e estilos de atividades adaptadas às necessidades específicas de cada uma delas. 

Práticas de estudo ajudam no desenvolvimento da autonomia 

Normalmente, algumas das práticas que os professores do reforço escolar utilizam para criar um sistema de ensino mais adaptado aos estudantes envolvem esquemas de estudos, como listas, resumos, mapas mentais, entre outras estratégias. 

Então, outro benefício desse recurso é garantir a oportunidade de desenvolver mais autonomia nos estudos.

Mais atenção a estudantes com deficiência ou transtornos de aprendizagem 

Além disso, alguns estudantes precisam das aulas de reforço escolar por terem alguma deficiência que dificulta o aprendizado ou ainda algum transtorno de aprendizagem, como TDAH, dislexia, discalculia e outros. 

Nesse caso, é ainda mais importante adotar estratégias inclusivas que considerem as especificidades de cada caso. 

É comum que essas aulas sejam feitas em parceria com um psicopedagogo. Normalmente, os pais ou responsáveis das crianças que fazem tratamento com esse profissional são orientados a informar os professores sobre os avanços e vice-versa. 

Atualmente, temos muitas estratégias e materiais que contribuem bastante para o processo de ensino-aprendizagem dessas crianças. 

Material para reforço escolar

Não apenas os métodos e práticas de ensino são adaptados no reforço escolar, mas também o material usado. O tipo de material varia de acordo com a idade do estudante e a metodologia adotada, mas, de um modo geral, nas aulas de reforço o professor consegue ter mais tempo e liberdade para levar outras abordagens para as aulas. 

Brincadeiras, jogos, histórias, leituras, cantigas e atividades on-line são algumas das soluções pedagógicas que podem ajudar nesse sentido. Quizzes e atividades gamificadas também são boas práticas. 

Reforço escolar on-line

Dependendo da situação e da idade do estudante, o professor pode sugerir ainda que o reforço escolar seja feito a distância. 

Existem muitas metodologias altamente eficazes quando o assunto é ensino a distância. O professor consegue, por exemplo, criar roteiros de estudo e trilhas de aprendizagem e também propor atividades que demandem pesquisa, investigação e elaboração de projetos. 

Vídeo e áudios são recursos que complementam essa estratégia de estudo a distância. Com a metodologia adequada e uma boa curadoria dos materiais digitais, o resultado do reforço on-line será tão satisfatório quanto o presencial. 

Como saber se há a necessidade do reforço escolar

Um diálogo constante do professor com o estudante é a melhor maneira de saber se realmente é preciso propor o reforço escolar. O professor poderá indicar esse recurso com base em alguns comportamentos do estudante:

● desorganização;

● atrasos ou não entrega de atividades;

● pouca ou nenhuma participação nas aulas;

● falta de interesse por determinada disciplina;

● falta de confiança quando perguntado sobre algum tema abordado;

● esquecimento do conteúdo.

Impactos da falta de reforço escolar 

Quando uma criança com dificuldade em determinada disciplina não recebe o auxílio necessário, isso reflete diretamente em seu futuro. Boa parte do conteúdo do ensino básico serve como base para estudos de áreas específicas. São temas que são introduzidos de forma básica para que sejam aprimorados ou complementados posteriormente em sua formação. 

Porém, um estudante que já tem dificuldade em aprender os assuntos introdutórios terá ainda mais dificuldade nas próximas etapas. Como consequência, naturalmente perderá o interesse pelos estudos. Mais do que isso, à medida que o estudante perde o interesse em aprender ou encontra empecilhos, até mesmo o seu desenvolvimento após a escola fica comprometido, como a vida acadêmica e a profissional.

O reforço escolar é fundamental para que os estudantes recebam uma formação mais completa, que impactará de forma positiva o futuro deles. 

Construindo as aulas do reforço escolar 

Na Opet INspira, plataforma educacional de recursos digitais desenvolvida pela Editora Opet, o professor encontra diversas ferramentas pedagógicas digitais que funcionam muito bem para as aulas de reforço, sejam elas presenciais, a distância ou híbridas. 

Há diversos materiais didáticos, livros paradidáticos e objetos educacionais digitais, como vídeos, áudios, apresentações, quizzes, bancos de imagens e histórias infantis. Todos esses recursos possibilitam a elaboração de aulas totalmente adaptadas às necessidades de cada estudante, sejam elas relacionadas a desempenho ou insegurança em relação ao próprio aprendizado. 

Além disso, as tecnologias educacionais digitais permitem criar estratégias inclusivas para crianças com deficiência ou transtornos de aprendizagem. 

Na plataforma Opet INspira, o professor encontra um Menu de Acessibilidade que dá acesso a funções personalizadas, como teclas de navegação, leitor de página, tamanho do texto e do cursor, espaçamento de texto, contraste, entre outras.

Opet INspira e os recursos para construção de aulas  

Além de todas as ferramentas citadas, também estão disponíveis conteúdos para desenvolver avaliações, sequências didáticas, trilhas de aprendizagem e roteiros de estudo. 

A Opet INspira tem um grande acervo de recursos, que está em constante atualização para que o professor o utilize e consiga proporcionar uma aprendizagem eficaz

Uso da plataforma Opet INspira cresce 32% em três meses!

Nos últimos três meses, o número de horas de utilização da plataforma educacional Opet INspira por estudantes, professores, familiares e gestores cresceu 32% – quase um terço a mais em relação ao número do final do primeiro semestre!

“Em média, tivemos cerca de 57 mil acessos por mês nesse período”, explica Luciano Rocha, coordenador de Tecnologias Educacionais da Editora Opet. Entre os recursos mais utilizados por professores, estudantes, familiares e gestores estão os livros digitalizados das coleções da Editora, as aulas em vídeo para o Ensino Médio e os jogos educacionais, especialmente para os segmentos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental – Anos Iniciais.

Na avaliação de Luciano, esse crescimento significativo pode ser relacionado a fatores como o amadurecimento do uso dos recursos digitais na educação e a evolução da plataforma, que é atualizada constantemente em relação aos conteúdos e à estrutura. “A plataforma Opet INspira está cada vez mais completa e robusta. E isso estimula seu uso, o que gera um ciclo virtuoso”, explica.

Um exemplo desse fortalecimento da plataforma é a migração, feita recentemente, de toda a sua infraestrutura para uma arquitetura de servidores em nuvem, que oferece muito mais agilidade e capacidade de uso dos recursos. “Com essa nova configuração, nossa plataforma se tornou altamente escalável. Em termos técnicos, isso significa que a capacidade de processamento dos servidores aumenta de acordo com a demanda. Quanto mais gente usa, mais gente é atendida, sem falhas ou oscilações”, conta Luciano.

Outra medida decisiva foi a integração da plataforma com as ferramentas Google Workspace for Education, que alavancou o uso dos recursos durante o período de ensino remoto. “Eu diria que esse é, sem dúvida, um dos pontos mais fortes da plataforma educacional Opet INspira. A integração reuniu em um único ambiente a riqueza e a qualidade dos conteúdos educacionais da Editora Opet com o poder, facilidade e versatilidade das ferramentas e recursos de organização e compartilhamento Google.” O que, aliás, garante o bom uso da plataforma em qualquer contexto de aprendizagem – presencial, remoto ou híbrido.

Luciano Rocha, coordenador de Tecnologias Educacionais da Editora Opet.

Sob medida – A migração para a nuvem trouxe outra vantagem estratégica: a possibilidade de desenvolvimento de ferramentas analíticas mais poderosas, que vão detalhar o uso das ferramentas e o consumo dos conteúdos. “Essas ferramentas vão oferecer parâmetros mais precisos para a nossa equipe de produção editorial. Como, por exemplo, os recursos mais demandados, as eventuais carências e as preferências dos usuários – isso nos permitirá ajustar a plataforma para um uso cada vez mais orgânico, amigável e integrado ao trabalho de cada escola ou rede parceira.”

O sucesso da plataforma não se deve apenas, porém, aos avanços tecnológicos. Ela se deve, especialmente, às pessoas que humanizam o processo da educação digital. “Nesse trabalho, temos o envolvimento de toda a equipe técnica e editorial. E, também, o apoio da nossa equipe pedagógica, dos assessores e supervisores regionais que, diariamente, estão em contato com nossos parceiros. E da equipe comercial, que percebe e repassa as demandas do mercado educacional.”

O que vem por aí – Nos próximos meses, os usuários da plataforma terão acesso a novos conteúdos, ferramentas e recursos que prometem acelerar ainda mais o número de acessos. Essas novidades, que serão detalhadas em futuras reportagens, incluem, por exemplo, uma tabela periódica e um sistema solar interativos, a Agenda INspira – um aplicativo que facilitará a comunicação entre a escola e familiares, principalmente das crianças da Educação Infantil – e um sistema de avaliação integrado a um amplo banco de questões. “Além disso, estamos trabalhando no desenvolvimento dos livros digitais interativos, que serão um recurso extraordinário em relação à aprendizagem”, garante Luciano.