Fortaleza dá um salto de qualidade na educação pública municipal. E a Editora Opet faz parte dessa história!

Fortaleza, capital do Ceará, anunciou na última semana uma grande conquista em sua educação pública. Em seis anos, de 2012 a 2018, o município saltou 81 posições no ranking cearense de alfabetização, passando da última posição (184ª) para a de número 103. Uma evolução importante, muito mais em um Estado que, nos últimos anos, promoveu grandes avanços na educação a partir de iniciativas como o Programa de Alfabetização na Idade Certa (PAIC) e viu municípios como Sobral assumirem grande protagonismo na educação. Sobral, que é parceiro da Editora Opet na Educação Infantil e no Ensino Fundamental, ocupa a primeira posição no ranking do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, o IDEB, com um índice de 9,1.
Para a Editora Opet, os avanços na educação em Fortaleza mostram, em primeiro lugar, a seriedade com que o tema é tratado pelos gestores municipais. Demonstra, também, o sucesso da parceria entre o município e a Opet. “Somos parceiros desde 2013. Atendemos o segundo ano dos Anos Iniciais com materiais didáticos e formações pedagógicas com os professores, além de fazer as visitas regulares de acompanhamento técnico pedagógico nas escolas”, explica o supervisor regional para o Estado, Francisco Glaylson Rodrigues. Ele lembra que o segundo ano representa um momento crítico para a alfabetização, que é o foco do ranking que envolve os 184 municípios cearenses.
A Editora Opet, por meio do selo educacional Sefe, fornece os materiais da Coleção “Caminhos e Vivências” para todos os professores e estudantes. As formações mensais, que contemplam a utilização desses materiais, envolvem os professores e os gestores pedagógicos. Esse trabalho é feito por uma equipe de dez profissionais da Editora e tem o suporte da matriz, em Curitiba.
Além disso, ao longo do ano a equipe pedagógica Opet faz inúmeras visitas a escolas da rede consideradas prioritárias por suas características. “Nessas escolas, fortalecemos nossa ação propondo atividades e encaminhamentos, cooperando e dando suporte às equipes”, observa Glaylson. “Assim, potencializamos o trabalho do professor com o uso dos materiais.”
Mensalmente, Glaylson também se reúne com a gerência de formação da Secretaria de Educação para fazer o planejamento e para ter um feedback e fazer uma avaliação do trabalho pelos gerentes. “Dessa forma, conseguimos monitorar o trabalho e fazer os ajustes necessários.”
Os materiais – Glaylson destaca o valor dos materiais para o sucesso da parceria com Fortaleza. “Os livros da Coleção Caminhos e Vivências são muito bem estruturados, com uma fundamentação teórica muito consistente. Eles proporcionam a formação de sujeitos críticos, reflexivos, que dão suporte para o trabalho do professor mediador. Esse professor acredita no diálogo entre o alfabetizar e o letramento e os vê como processos indissociáveis e essenciais para a alfabetização verdadeira.”
Glaylson acredita que, em pouco tempo, Fortaleza será uma referência para as outras capitais e cidades nordestinas no tema alfabetização. No ano passado, Fortaleza passou a ocupar o 1º lugar na taxa de sucesso escolar das cinco maiores redes municipais das capitais, com 96%, à frente de São Paulo (95,8%), Belo Horizonte (93,7%), Manaus (92,9%) e Rio de Janeiro (91,7). A taxa de reprovação também caiu de 4,4%, em 2017, para 3,4%, no ano passado.

Colaboradores da Editora celebram o Dia do Brincar

Na terça-feira (28), os colaboradores da Editora viveram uma tarde diferente. A partir de uma iniciativa do Pedagógico, houve uma celebração do Dia Internacional do Brincar, data que faz parte do calendário do UNICEF desde o ano 2000. Para a comemoração, o auditório da Editora foi transformado em uma sala de jogos, com brinquedos tradicionais – como jogos de tabuleiro, cartas e quebra-cabeças – e eletrônicos. A equipe foi dividida em grupos que brincaram por trinta minutos.

A atividade foi organizada pela assessora pedagógica Milena Nichel, responsável pelas formações da área de Educação Física. “Pensamos em fazer esse momento para comemorar a data e para liberar a criança que existe dentro de cada colaborador”, explica Milena. “E também para fortalecer a interação entre as pessoas.” Outros aspectos relevantes do brincar são o estímulo à criatividade e o compartilhamento de ideias entre colaboradores de diferentes setores, elementos essenciais em uma empresa que trabalha com educação.
Milena lembra que o brincar tem uma enorme importância no contexto da educação – “brincar é aprender”, resume –, e que jogos e brincadeiras também fazem parte do trabalho pedagógico da Editora Opet com os parceiros públicos e privados. Entre os jogos compartilhados com os professores nas formações estão o tangram, o xadrez e o betes.

Educação e Aproximação!

A manhã de quarta-feira foi de muita educação e de muita aproximação no estande da Editora Opet na BETT Educar 2019! A começar pela oficina ministrada pelo secretário de Educação de Sobral (CE), Herbert Lima. Ele falou sobre o sucesso da educação pública de Sobral, que alcançou o IDEB de 9,1, o maior do Brasil e um dos melhores do mundo! Sobral valoriza os professores, o currículo, as avaliações e os materiais didáticos! O município é parceiro da Editora Opet – juntos, atendemos 3.200 estudantes da Educação Infantil e do 2º ano do Ensino Fundamental.

Oficina com o secretário de Educação de Sobral, Herbert Lima.


Lucimari Hernandez, professora do Colégio Adventista de São José, participou da oficina e gostou muito. “A oficina foi de grande valia e mostrou que a aprendizagem significativa é possível em qualquer âmbito escolar, e serve de lição. Na rede privada, muitas vezes temos mais recursos e nem sempre alcançamos a nota do IDEB alcançada por Sobral. A palestra do secretário Herbert Mostrou que é possível chegar lá, sim!”

Professora Lucimari Hernandez: “A palestra do secretário Herbert mostrou que é possível, sim, chegar lá em relação ao IDEB.”
Entrevista do secretário Herbert para o canal de vídeos da Editora Opet.


O valor do material – O secretário Herbert Lima destacou a importância dos materiais da Editora Opet utilizados pelos professores e pelos estudantes de Sobral. “Os materiais da Editora Opet são de altíssima qualidade. Eles vão além, diversificam os conteúdos, contemplam todos os elementos e outras atividades. E também trazem o lúdico de uma maneira que promove o aprendizado. Estamos muito satisfeitos com os resultados desta pareceria!”.
Ainda na manhã desta quarta-feira, professores e mantenedores puderam participar da oficina com a professora Marina Rhinow, assessora pedagógica da Editora Opet. Ela falou sobre a implementação da BNCC para a Educação Infantil. À tarde, as oficinas continuam!!

Um justo reconhecimento aos autores dos materiais didáticos

Nesta semana, o país comemorou o Dia do Livro e dos Direitos do Autor. Até por uma questão de proximidade física, as comemorações focaram muito mais os livros. Os autores, porém, são um componente-chave em todo esse “processo bibliográfico” e, é claro, merecem ser celebrados. No caso dos livros didáticos, os autores desempenham um papel extraordinariamente importante. E foi sobre isso que conversamos com a gerente editorial da Editora Opet, Eloiza Jaguelte Silva, que há muitos anos trabalha – e aprende – com os autores. Confira a entrevista!

Entrevista a Rodrigo Wolff Apolloni

Qual a importância dos autores para o trabalho das editoras? Quem são esses profissionais e que tipo de conhecimento eles nos trazem?

Eloiza – Os autores que produzem os livros didáticos são extremamente importantes para o processo editorial. Tudo começa com a escolha de um bom autor. Com domínio do componente curricular, do conteúdo, e que tenha, preferencialmente, experiência de sala de aula; isto, com certeza, se reflete na escrita do livro didático. Podemos dizer que a escolha de um bom autor é a garantia da qualidade da obra. Ele deve ter outras características: deve reunir muito estudo, muito conhecimento do que vai produzir, e deve ter experiência de sala de aula, até para saber como os conteúdos chegam da melhor maneira aos estudantes. Também deve entender a encomenda e saber se relacionar com a equipe de produção editorial, que trabalha com os demais elementos que constituem a obra: edição e revisão de texto, adequação à proposta pedagógica, iconografia e projeto gráfico.

Quem são os autores com quem trabalhamos?

Eloiza – A Editora Opet trabalha com autores locais de referência, um grupo de cerca de 60 profissionais que atendem os selos Sefe e Opet Soluções Educacionais. É interessante lembrar que Curitiba é um polo nacional de produção educacional, o que faz com que nossos autores sejam muito reconhecidos.  

3. Como funciona o relacionamento entre os autores e a equipe do editorial?

Eloiza – Essa relação deve ser muito boa, muito assertiva. Isso porque, antes de a produção começar efetivamente, nós vamos trabalhar por um bom tempo juntos. Temos que conhecer esse autor e ele deve conhecer a proposta da Editora, os princípios e os fundamentos teórico-metodológicos. Também temos que ter a certeza de que ele desenvolverá o trabalho de acordo com o que foi encomendado e no prazo determinado. A partir do momento em que ele assume o compromisso com a equipe da Editora, recebe o manual do autor com orientações técnicas e o cronograma de trabalho. Ele deve produzir e apresentar um plano de obra que a equipe acompanha regularmente, em reuniões mensais. Ele então produz uma unidade inicial, que vem para edição. O plano da obra e a unidade produzida serão analisados e acompanhados regularmente pelos editores e por uma consultoria pedagógica, que verificam as conexões com a proposta inicial e com os demais componentes curriculares. A ideia é de que os trabalhos tenham um caráter interdisciplinar e sigam conceitos e temas articuladores e bimestrais. Isso faz com que todos os autores trabalhem dentro de uma linha, o que harmoniza os projetos. Nós sempre trabalhamos com os temas principais, como cidadania, trabalho e identidade sociocultural, por exemplo, e deles nascem os temas articuladores e os temas bimestrais. Todos os autores seguem esses temas, mas cada um dentro do seu foco, que é o seu conteúdo.

Quanto tempo dura essa relação, do primeiro contato com o autor até a materialização do livro ou coleção?

Eloiza – Se consideramos uma coleção completa, que contemple os cinco componentes curriculares, por exemplo, o mínimo de trabalho é de um ano. É até possível fazer trabalhos em prazos menores, mas o processo vai exigir mais parcerias e mais custos. No caso dos autores, a maioria deles não está só escrevendo, mas trabalhando em sala de aula. E, para produzir em tempo hábil, ele deve reservar algumas horas por dia para a escrita do livro. Além disso, precisamos estar sempre em contato, nas reuniões de trabalho.

Você trabalha há muitos anos com autores. O que eles ensinam para você e para a equipe editorial da Editora Opet?

Eloiza – Aprende-se todos os dias em um processo que é compartilhado. O trabalho que eles desempenham é de responsabilidade, de qualidade, o envolvimento é total e existe harmonia. Eu tenho tido experiências gratificantes com autores que se comprometem a fazer a melhor obra possível. Eles fazem isso e têm a sabedoria de receber indicações críticas e acatá-las em nome de uma obra ainda melhor. Muitas vezes, inclusive, são autores de grande talento e reconhecimento pelo mercado. Mas o fato de eles saberem que precisam fazer certos ajustes também é um indicativo de qualidade. Um exemplo: hoje, estamos “virando a chave” para os materiais digitais, que estão ocupando espaços que, antes, eram das obras físicas. E vemos autores estudando muito esse tema para oferecer obras de alta qualidade nos novos formatos – como livros digitais, atividades em plataforma, microlearning e gravações. São pessoas que estão sempre se atualizando. São responsáveis, conscientes do trabalho que realizam e muito talentosas. Pessoas que já tiveram uma vivência de sala de aula e, hoje, podem colocar nos livros didáticos o melhor que podem dar em termos de trabalho. 

Vida de autor: escritores dos livros da Editora Opet falam sobre seu trabalho


Justina Motter Maccarini em formação pedagógica com professores.

Graduada em Matemática e mestre em Educação Matemática, a professora Justina Motter Maccarini é autora de livros didáticos desde o início dos anos noventa. Ela começou produzindo uma apostila para funcionários de uma unidade da cervejaria Brahma e, desde então, contribui para oferecer livros de qualidade sobre um dos componentes curriculares mais fascinantes e desafiadores: a Matemática.

Com obras publicadas por várias editoras, ela trabalha com a Opet desde 2002. “De todas as experiências com editoras, posso falar que vivida com a Opet é diferenciada. A Editora dá um suporte diferenciado, abre espaço para o diálogo e para trocas com a equipe que conduz a produção editorial. Isso, sem contar o trato com a direção da empresa, que nos conhece e nos trata pelo nome desde o começo, lá atrás. Isso é muito bom!”, observa.

Justina também trabalha com formações pedagógicas nos municípios e acompanha de perto a reação dos professores aos livros de sua autoria. “Fico feliz porque vejo que eles gostam dos materiais que produzimos. E isso acontece porque, nos recortes com que trabalhamos, buscamos conectar as coisas, os conteúdos com a época e as questões que estamos vivendo. Os professores – e, sem dúvida, os autores dos livros didáticos – devem estar muito conectados com a realidade para oferecer uma educação de qualidade.”

Marta Brodbeck

Um trabalho fundamental – Formada em História e professora por trinta anos, Marta de Souza Lima Brodbeck é autora de livros didáticos há duas décadas. Começou ajudando uma colega na produção de um livro e, desde então não parou: escreveu coleções para várias editoras e também escreve para o MEC, dentro do Programa Nacional do Livro Didático, o PNLD. Seu trabalho autoral com a Editora Opet começou em 2017, mas desde 2015 já trabalhava com a formação de professores, a partir de livros de outros autores. “Trabalhar com a Editora Opet é muito bom. São muito profissionais em tudo o que fazem, com grande respeito pelo trabalho do autor, que sempre dá a última palavra. O respaldo técnico é muito grande. Posso dizer que, em termos de produção, a Editora Opet foi a melhor parceria que já tive”, afirma.

Marta vê o trabalho dos autores como fundamental. “Os livros mudaram. Hoje em dia, não produzimos apenas conhecimento, mas debates e reflexões sobre o conhecimento. Socializamos atividades e ajudamos os professores a refletir.”

Rossana Pacheco

Trabalho de muita responsabilidade – Professora por quarenta anos, Rossana Pacheco possui graduação em Letras: Português-Inglês pela UNESP – Araraquara (SP) e especializações lato sensu em Português e em Contação de histórias e Literatura Infanto-juvenil.

 Desde 1997, escreve sistemas de ensino na cidade de Curitiba. Há dois anos e meio, deixou a sala de aula para dedicar-se exclusivamente à produção de materiais didáticos. Autora da Editora Opet desde 2017, ela escreveu, em coautoria com Vera Lucia Bianchini Martins, todos os volumes de Português da Coleção Cidadania – Ensino Fundamental Anos Finais.

“Escrever implica, em primeiro lugar, responsabilidade”, observa Rossana. “A escrita de um material didático de Língua Portuguesa requer que o autor esteja sempre realizando pesquisas e se informando a respeito das concepções de linguagem atuais, do documento da BNCC, dos parâmetros curriculares e dos exames nacionais. Necessita, também, conhecer e estudar os autores de peso nas áreas da Linguística, Sociolinguística, Análise do Discurso e Semiótica, bem como acompanhar as pesquisas e publicações de obras de autores nacionais e internacionais sobre os gêneros textuais. É trabalhoso, exige dedicação e estudo diários, mas gera muita satisfação.”

Para a autora, a parceria com a Editora Opet lhe traz grande satisfação e encantamento. “A organização, a objetividade nas decisões entre direção, coordenadores e autores constituem um importante diferencial. Além disso, a equipe envolvida na produção dos volumes das coleções didáticas é muito coesa, o que favorece o processo da escrita e da edição dos materiais didáticos”.

Ipu, Itaitinga e Sobral: a força do trabalho pedagógico Opet no Ceará

As últimas semanas foram de muito trabalho pela educação pública no Ceará! Estivemos em três municípios – Ipu, Itaitinga e Sobral – para implantações e formações pedagógicas. As ações foram coordenadas pelo supervisor regional para o Estado, Francisco Glaylson Rodrigues.

Ipu – Em Ipu, município situado no noroeste cearense, o trabalho de implantação de materiais aconteceu nos dias 04 e 05. Participaram 42 professores, dois coordenadores pedagógicos e 22 diretores de escolas. “A parceria do Sefe com Ipu existe desde 2016 e, agora, foi renovada para mais um ano”, explica Glaylson. Lá, são atendidos 450 estudantes do segundo ano dos Anos Iniciais, uma etapa crucial no processo de alfabetização. “A receptividade aos materiais e ao trabalho Sefe é sempre muito grande em Ipu”, conta Glaylson. “Desde que fechamos a parceria, em 2016, a educação municipal melhorou muito em avaliações como a do SPAECE-ALFA. Tanto que, hoje, Ipu é o primeiro colocado da região.” O SPAECE-ALFA é o Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica do Ceará (SPAECE) voltado aos alunos do segundo ano dos Anos Iniciais.


Momento de formação pedagógica com professores em Ipu.

Entrega simbólica dos materiais para as crianças em Itaitinga.

Itaitinga – Situado na região metropolitana de Fortaleza, Itaitinga é um dos mais novos parceiros da Editora Opet. Lá, o trabalho de implantação dos materiais aconteceu no último dia 08. “A formação envolveu 32 professores e 21 coordenadores”, explica Glaylson. No município, serão atendidos 600 estudantes do segundo ano dos Anos Iniciais. Algo importante a observar sobre a parceria com Itaitinga é que ela foi fechada dentro das diretrizes do Projeto Novos Rumos, que fortaleceu a transparência e o compliance no segmento comercial privado.

“Itaitinga é um município com bons resultados na alfabetização, que fechou uma parceria conosco para consolidar e ampliar estes dados”, explica Glaylson. A coordenadora pedagógica da rede municipal de ensino, professora Agnalda Castelo, diz que a formação foi enriquecedora em relação aos usos e à apropriação dos materiais pelos professores. “Os professores e coordenadores consideraram o material como de excelência. E ele é, de fato muito bom, e foi construído a partir das orientações da BNCC, a Base Nacional Comum Curricular. Em 2019, podemos e vamos melhorar nossos índices, que já são bons”, observa. Em Itaitinga, a Editora Opet também fez a entrega simbólica dos materiais para as famílias de três estudantes.

Professores participantes da formação pedagógica em Sobral.

Sobral – O município de Sobral é o campeão brasileiro em qualidade na educação pública. Desde 2018, sua rede municipal de ensino mantém uma parceria com a Editora Opet. O projeto-piloto envolveu inicialmente a etapa inicial da Educação Infantil e, neste ano, cresceu. Foi ampliado dentro da própria Educação Infantil e também passou a atender os estudantes do segundo ano dos Anos Iniciais.

A formação desta semana teve a participação de 52 professores que atendem as crianças da Primeira Infância. “Em Sobral, a parceria é muito interessante. Os professores são participativos e se envolvem muito com todas as ações”, conta Glaylson. A professora Daniele Pontes, técnica da secretaria de Educação de Sobral, foi uma das participantes. “Pudemos perceber, nesta formação, o empenho dos professores. Colocando-se, questionando, tirando suas dúvidas. Enfim, foi um momento muito rico de diálogo e troca de conhecimentos.”

No próximo dia 29, Sobral terá um segundo momento de formação, mais exatamente de implantação dos materiais do segundo ano. O momento é tão importante que, no dia 16, o secretário municipal de Educação, Herbert Lima, terá uma agenda especial com a superintendente da Editora Opet, Cristina Swiatovski, e o presidente do Grupo Educacional Opet, professor José Antônio Karam. Na ocasião, também será feita a entrega simbólica dos materiais produzidos pela Editora Opet.

Santana de Parnaíba: diálogo, experiências e informação para 2.400 professores e gestores municipais da Educação

A semana que passou foi de muito diálogo, aprendizado e troca de experiências para os professores e gestores da rede municipal de ensino de Santana de Parnaíba. Ao todo, 2.400 profissionais participaram da primeira formação pedagógica de 2019, realizada dentro da parceria com a Editora Opet. Santana é um dos principais parceiros da Editora Opet no Estado de São Paulo, e utiliza os materiais do selo Sefe – Sistema Educacional Família e Escola. A parceria abrange da Educação Infantil, a partir de três anos, até o Ensino Médio.

A gestora pedagógica da Editora Opet, professora Cliciane Élen, conta que a formação foi realizada por um grupo de 32 formadores e supervisores regionais, que conduziram o trabalho com os professores e os gestores (diretores, supervisores e equipes).

“Neste ano, também tivemos um momento muito especial, que foi uma palestra voltada especificamente aos funcionários das escolas não ligados diretamente à sala de aula”, explica Cliciane. “São pessoas que desempenham um papel importante para o bom funcionamento das escolas, e que também são educadores.”

Outro momento importante foi com os gestores, com foco para aqueles que entraram recentemente na rede municipal. “Esses coordenadores, diretores e vice-diretores estão aprendendo todos os processos da gestão. Nós, como parceiros, fazemos parte dessa orientação e dessa reflexão sobre a função.”

Cliciane se disse muito satisfeita com o que viu e ouviu nas várias salas de aula e espaços que receberam a formação. “Ouvi, de professores e gestores, que nós, da Editora Opet, somos uma parte importante da construção da educação em Santana de Parnaíba. Isso nos anima a avançar cada vez mais”, observa.

Cada vez melhor – “O material vem melhorando a cada ano e nos proporciona a ampliar o conhecimento e, com isso, aplicá-lo da melhor forma possível”, diz a professora Val Lage, do Colégio Luís Carlos Barbosa. “Juntando isso ao ambiente e às condições de trabalho, vemos porque a educação em Santana de Parnaíba vem melhorando a cada ano. Estão de parabéns.”

Confira imagens da formação!

(*) – Com informações da ASCOM/Santana de Parnaíba

Um “Raio-X” da equipe pedagógica Opet

Equipe de assessores e supervisores pedagógicos da sede da Editora Opet, em Curitiba.

Em entrevista exclusiva, a gestora pedagógica da Editora Opet detalha a estrutura e o trabalho da nossa equipe pedagógica.

Há alguns meses, Cliciane Élen – professora, pedagoga, neuropsicopedagoga e mestranda em Educação – assumiu a gerência pedagógica da Editora Opet. Colaboradora com bastante tempo de casa, ela conhece em detalhes o trabalho desenvolvido pelos assessores pedagógicos nos municípios e nas escolas privadas parceiras Opet.

Entrevista a Rodrigo Wolff Apolloni

Qual é o papel da gerência pedagógica? Qual sua relação com os materiais pedagógicos?

Cliciane – A gerência pedagógica garante que todo o atendimento pedagógico acontecerá no prazo previsto, atendendo as expectativas dos parceiros, contribuindo para a formação desses profissionais que utilizam os materiais didáticos e, em especial, trazendo novas proposições para ampliar seus repertórios. Temos um olhar atento para o uso do material na formação do professor e sempre buscamos perceber o que podemos fazer a mais. Nosso papel é garantir, também, que nossa equipe esteja atualizada, para atender as pessoas da melhor maneira. Em outras palavras: nós olhamos para o todo o tempo todo, para verificar e garantir que estamos atendendo as expectativas dos nossos parceiros das escolas públicas e privadas.

É possível dizer que, entre as missões da equipe pedagógica, está a de “dar vida” aos conteúdos didáticos cristalizados nos materiais?

Cliciane – É isso mesmo. A equipe “dá vida” a tudo o que está registrado nos livros didáticos, até porque os livros são uma parte das nossas soluções. Eles são o ponto de partida, mas não “acontecem” sozinhos.  Daí a importância da relação entre o formador e o professor, lá na ponta. A formação cumpre esse papel. Sem a formação para o uso dos materiais, o professor atinge parcialmente os objetivos propostos com os estudantes. É possível até chegar a alguns resultados, mas não naquela plenitude que é possível e desejável. Sem a formação pedagógica correspondente, o uso do material fica limitado. Mesmo quando, como no caso da Editora Opet, temos materiais de alta qualidade.

Em que momentos se divide o trabalho da equipe pedagógica?

Cliciane – A formação de implantação do material didático é um momento indispensável. Uma boa implantação é fundamental para a sequência do trabalho. Em seguida vem a formação, que tem um caráter de continuidade do trabalho. Tanto que a nomenclatura mais correta seria “formação continuada”, porque o caráter é este. Por fim, temos a assessoria, que é feita pelos supervisores regionais. Assim, aqui temos dois momentos diferentes para grupos distintos: a formação, feita pelos formadores para os professores, e a assessoria pedagógica, feita pelos supervisores regionais com as secretarias e com as equipes gestoras. Essas ações, porém, se comunicam, elas não são estanques – os supervisores também vão aos professores. Nossa assessoria pedagógica é tão personalizada, tão voltada às demandas de cada parceiro, que é quase uma consultoria. Um trabalho que envolve implantação, formações, visita técnica, palestras, acompanhamento pedagógico e, a pedido dos parceiros, avaliações e uma base de dados.

Formação de professores

Formação pedagógica de início de ano letivo realizada com os professores de Paranaguá, no Paraná (2019). A formação é um momento de aprofundamento dos professores em relação aos conteúdos e ao uso dos materiais didáticos.

Qual é a estrutura da gerência pedagógica da Editora Opet?

Cliciane – Hoje, nós temos a matriz em Curitiba e outros dois polos, um em Natal e o outro em Fortaleza, para o atendimento dos parceiros públicos e privados no Nordeste. Dentro dessa estrutura geográfica, temos a gestora pedagógica, que sou eu, supervisores regionais, (que fazem o acompanhamento pedagógico e organizam toda a logística para os atendimentos), a supervisão pedagógica (que acompanha a elaboração dos planejamentos, das avaliações e de todas as formações) e equipe de assessores especialistas por aéreas e níveis da Educação – Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, Arte e Educação Física. E contamos ainda com uma profissional que desenvolve todo nosso material de apoio, os layouts das nossas produções.

Qual é o perfil dos profissionais do nosso pedagógico?

Cliciane – Boa pergunta! Antes de mais nada, nossos profissionais são proativos e pesquisadores. Para fazer parte da nossa equipe é preciso, em primeiro lugar, ser um profundo interessado em educação, ir atrás de novas propostas, investigar o que já se tem, trocar experiências e trazer soluções para as questões do dia a dia. Quem trabalha em escola se depara com muitas situações envolvendo professores, estudantes, gestores e familiares. E, muitas vezes, se vê sem saber o que fazer. Uma de nossas missões é estabelecer diálogo com essa pessoa e auxiliá-la. Incentivando, articulando e trazendo propostas para a superação das questões. Assim, quando a gente faz todo esse esforço, tem toda essa vontade, é por um bem maior. Isso é o que nos motiva, que faz com que sejamos educadores.

Formação Educação Física

Em Pitanga (PR), professores de Educação Física participam de uma formação pedagógica com foco nas possibilidades de trabalho em atividades físicas, esportes e jogos.

Ao longo do ano, a equipe pedagógica se reúne várias vezes para dialogar, planejar, aprender e fortalecer o trabalho. Como funciona esse processo?

Cliciane – Há poucas semanas, realizamos o primeiro desses encontros, que foi chamado de “Alinhando as Ideias”. Nós olhamos para o nosso cenário, para os nossos parceiros em todo o país, professores, gestores e estudantes. E, nas discussões, também voltamos às nossas propostas, aos princípios que norteiam o nosso trabalho. Além disso, também trouxemos um palestrante externo, que nos falou sobre a arte da “escutatória”, com base na obra do Rubem Alves. Trabalhamos o ouvir, inclusive para fortalecer nossa capacidade de atender as demandas das escolas e dos municípios parceiros. Em termos figurados, a gente está sempre regando a planta para que ela floresça sempre, independente da época do ano. Sendo primavera ou não, precisamos florescer sempre. E isso vem da equipe, o que é muito legal.

Equipe Pesagógica

A “cara” do pedagógico da Editora Opet em março de 2019.

Pé na estrada: começam as formações pedagógicas de 2019 da Editora Opet

As próximas semanas serão intensas para os assessores pedagógicos da Editora Opet. Depois de meses de planejamento e preparação – que começaram ainda em 2018 -, a equipe está pronta para as primeiras formações pedagógicas do ano letivo de 2019. Em janeiro, o maior número de formações está com as escolas parceiras do segmento privado, que utilizam os materiais do selo Opet Soluções Educacionais. Até o final do mês, serão nada menos do que 26 formações. E a equipe, como acontece ao longo de todo o ano, vai viajar bastante: teremos equipes atuando em Sergipe (1 escola), Santa Catarina (2), Amapá (1), Rio Grande do Norte (4), Maranhão (2), São Paulo (3), Distrito Federal (2), Bahia (2), Pernambuco (1), Rio de Janeiro (5), Alagoas (1), Paraná (1) e Espírito Santo (1).

A gestora pedagógica da Editora Opet, Cliciane Élen Augusto, explica que a “concentração” de formações de escolas privadas em janeiro está relacionada com o calendário pedagógico – que, em muitos casos, é antecipado em relação às escolas públicas – e com uma demanda de planejamento.

“No início do ano, em especial para as escolas privadas, é essencial uma organização da semana pedagógica. É quando a escola se reúne com os professores para falar sobre planejamento, estratégia de ensino e até sobre a concepção pedagógica da escola. É, também, um momento de alinhamento em relação ao calendário. São planejados os encaminhamentos dos conteúdos, o aprendizado, a avaliação, em consonância com o material didático”, observa.  “Nossa presença é bem importante para auxiliar as escolas em um processo que influencia todo o ano letivo.”

Cliciane explica ainda que, em 2019, a agenda das formações no segmento privado está especialmente “recheada” por conta das novas escolas parceiras. Nesses casos, no início do ano não é feita a formação pedagógica, mas, sim, a implantação dos materiais. Um procedimento diferente porque envolve a apresentação da Editora Opet e dos materiais e ferramentas que serão adotados, dos fundamentos teórico-metodológicos que norteiam o sistema de ensino e do trabalho que será desenvolvido ao longo do ano. É, também, um momento estratégico de construir relações com os professores – uma parceria verdadeira – para que o trabalho tenha o melhor resultado em relação ao aprendizado dos estudantes.

Cada formação é única – A gestora pedagógica da Editora Opet destaca ainda o caráter único de cada formação ou implantação, que nasce da interação entre os assessores pedagógicos e os professores de diferentes realidades culturais. “Por mais que nós façamos um planejamento muito intenso, que começa meses antes do início do ano letivo, o trabalho segue um rumo próprio. E isso porque ele nasce da escuta e da interação com os professores”, observa Cliciane. “Nós estamos o tempo todo para esse professor que ele deve ouvir e dar voz ao estudante, preparando-o para ser um sujeito crítico consciente; assim, nós temos que fazer o mesmo nas nossas formações. Escuta, reflexão, provocação, instigação de pesquisa, para que, inclusive, eles levem o processo para a sala de aula.”

 

Formações presenciais são um momento importante para o desenvolvimento da parceria – e da educação.

Animação – Cliciane elogia a disposição dos assessores pedagógicos, que se animam muito para viagens que, em alguns casos, chegam a milhares de quilômetros. “A primeira pergunta que fazemos, no processo de contratação de um assessor, é: ‘Você gosta de viajar?’. Isso porque as viagens não são apenas deslocamento físico, mas relacionamento com pessoas da própria equipe e das escolas, contato com outras realidades culturais e sociais. Nossos assessores adoram viajar – eles estão sempre de malas prontas!”.

Essa disposição tem um grande impacto sobre as parcerias. “Hoje em dia, muitos atendimentos feitos pelas editoras são de tipo não presencial. Assim quando nós vamos até lá em pessoa, a recepção é muito favorável. Existe um reconhecimento e a receptividade é muito boa”, explica Cliciane.

“Viajar nos traz muitas possibilidades de trocas e de conhecimento”, sintetiza a assessora pedagógica Silneia Chiquetto, responsável, por exemplo, por atendimentos em regiões tão distantes de Curitiba quanto Macapá, capital do Amapá (a 2.800 km da sede da Editora Opet). Ela destaca as especificidades de cada escola e de cada grupo de professores. “Eu brinco dizendo que, quando viajamos, vamos com uma mão cheia e voltamos com as duas mãos cheias!”, observa, destacando a riqueza que é estar lá, presencialmente, com os professores e os gestores. “Nossa presença física, lá, faz muita diferença. O trabalho à distância também é interessante e supre algumas necessidades. Mas o estar juntos, olho no olho, é incomparável.”

Formações públicas – Ainda que o mês de janeiro seja predominantemente “privado” em relação às formações, o calendário abrange formações públicas de municípios que já mobilizaram os professores e os gestores. Esse trabalho acontecerá em Santa Catarina. No próximo dia 24, o trabalho será realizado com os professores e gestores de São João do Itaperiú; no dia 28 e 29, com os professores de Vargeão; no dia 31, acontece uma vivência com os professores de Palhoça (SC) e uma formação regional de professores e gestores das redes municipais de Arroio Trinta, Macieira, Treze Tílias e Salto Veloso.

Editora Opet: atenção total aos materiais da Educação Infantil

Uma das grandes preocupações da educação diz respeito à Primeira Infância. Como primeira etapa da Educação Básica, a Educação Infantil merece atenção para garantir que a criança, desde seus primeiros momentos na escola, possa se desenvolver plenamente em todas as dimensões. No caso da Editora Opet, essa preocupação se espelha na elaboração de materiais didáticos de alta qualidade, capazes de participar desse processo e de colaborar com o trabalho de professores e gestores.

Para conhecer um pouco mais a respeito dos materiais didáticos da Editora Opet para a Educação Infantil, conversamos com Ross Mary Capriotti Strano Vieira, editora pedagógica na gerência Editorial da empresa. Ela falou, por exemplo, sobre como as coleções são atualizadas e quais seus fundamentos. Uma entrevista útil para se compreender a complexidade e a beleza envolvidas na produção de um sistema de ensino. Confira!

Entrevista a Rodrigo Wolff Apolloni

Quais são as nossas coleções, as coleções que produzimos para a Educação Infantil?

Ross Mary – Nós temos duas coleções para a Educação Infantil na Editora. Uma chama-se “Encantos da Infância”, que é voltada ao segmento privado, e a outra chama-se “Entrelinhas para Você”, voltada ao segmento público. Elas abrangem todos os anos da Educação Infantil, de um a cinco anos e onze meses, e seguem os mesmos fundamentos teórico-metodológicos e filosóficos da Editora Opet.

A Editora Opet tem um compromisso com a atualização, renovação e mesmo reescrita dos materiais, de modo a mantê-los sempre relevantes e adequados ao momento. Por que processos as coleções voltadas à Educação Infantil passaram ou vêm passando recentemente?

Ross Mary –  Recentemente, o material dos níveis “Infantil I” e “Infantil II”, que era anual, passou a ser semestral. Essa mudança atendeu uma solicitação dos nossos clientes, dos parceiros que utilizam os materiais, para facilitar a logística e o trabalho em sala de aula. Assim, o último trabalho foi a semestralização desses materiais.  Os demais níveis, 3, 4 e 5, já eram semestrais e foram mantidos assim. Uma outra atualização importante foi um mapeamento dos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento presentes nas duas coleções em relação aos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento presentes na BNCC, a Base Nacional Comum Curricular. A equipe Editorial tem participado de estudos, encontros e palestras, principalmente na área da Educação Infantil, relacionados à BNCC. Desde que foram realizados os primeiros estudos, nós estamos participando das discussões. Em função disso, nossos materiais estão atualizados. A cada ano fazemos uma revisão, sempre de acordo com o que é proposto pelo MEC.

Nós podemos afirmar que, dentro do cenário dos sistemas de ensino no Brasil, nossos materiais da Educação Infantil estão entre os mais atualizados?

Ross Mary – Com certeza. Justamente por conta desse estudo frequente, constante, que nosso Editorial faz em conjunto com a gerência Pedagógica. As propostas estão, de fato, bem atualizadas.

Esse é um processo que envolve muitas pessoas e muito tempo…

Ross Mary – Nós podemos dizer que são várias pessoas, desde o autor do material, que é consultado para qualquer modificação, passando pelo editor – que, no caso da Educação Infantil, sou eu -, pela diagramação, pela análise de língua e pela iconografia. Ou seja: todo o processo de produção de um material acaba sendo incorporado em uma revisão de materiais já existentes. Às vezes, uma simples operação – a troca de uma palavra, por exemplo – impacta em toda uma cadeia de desenvolvimento. E nós não podemos deixar escapar nada, nenhuma etapa. É, enfim, um processo cuidadoso, que deve atender aos parâmetros de qualidade que temos dentro da empresa.

Quais são, em termos instrumentais, as características das duas coleções?

Ross Mary – As duas coleções são similares no sentido de seguirem os mesmos parâmetros teórico-metodológicos e filosóficos. O que acontece é que são atividades e sugestões de vivências diferentes em cada coleção. Ambas as coleções, porém, estão pautadas nos eixos propostos pela BNCC, que são brincadeiras e interações – os dois eixos de trabalho para o segmento. As duas coleções também respeitam os princípios éticos, políticos e estéticos propostos tanto pelas Diretrizes Curriculares Nacionais quanto pela BNCC. As duas coleções contribuem para assegurar os direitos de aprendizagem e desenvolvimento propostos por estes documentos. Elas promovem, também, a indissociabilidade do cuidar e educar – que já é uma conquista da Educação Infantil, mas que precisa ser sempre afirmada para que isso aconteça de fato. As duas coleções também estão estruturadas com base nos campos de experiência propostos pela BNCC e, além disso, elas apresentam as propostas de aprendizagem em consonância com os objetivos de aprendizagem propostos pela BNCC.

No site da Editora Opet, os interessados podem ter acesso às características dos materiais para a Educação Infantil. Mesmo assim, as pessoas interessadas podem entrar em contato com você para esclarecer dúvidas?

Ross Mary – Com certeza! Nós estamos sempre abertos para esclarecer dúvidas, receber sugestões e críticas. Essa troca, que já acontece no dia-a-dia das escolas, durante as formações pedagógicas e no assessoramento, é muito importante. Contem conosco!

 

Carmen Gabardo fala sobre diretrizes teórico-pedagógicas da Editora Opet

Ao longo dos anos, a professora Carmen Lucia Gabardo – pedagoga, mestre em Administração de Sistemas Educacionais pela PUCRS e doutora em Letras e Estudos Linguísticos pela UFPR – se destacou como pensadora e como defensora de uma educação mais cidadã, crítica e capaz de transformar a sociedade. Uma parte importante dessa trajetória foi feita em parceria conosco: primeiro, no início do século 21, com a Base Editorial, que daria origem ao Sefe; depois, com o próprio Sefe e, a partir de 2015, com a Editora Opet, que congrega os selos educacionais Sefe (para a área pública) e Opet Soluções Educacionais (para a área privada). Junto com os colaboradores dos setores pedagógico e editorial, Carmen participa ativamente da construção e da materialização dos princípios filosóficos que norteiam a assessoria pedagógica e os materiais didáticos e da Editora Opet. Uma profissional, enfim, que conhece como poucos os princípios que nos movem na educação.

Nesta entrevista exclusiva, ela falou sobre as Diretrizes Teórico-Metodológicas da Editora Opet e do trabalho de fazer com que essas regras norteiem as coleções utilizadas por professores de escolas públicas e privadas de todo o país.

 

Editora Opet – No ano passado, a gerência pedagógica da Editora se reuniu para debater e estabelecer as Diretrizes Teórico-Metodológicas que passaram a nortear o trabalho desenvolvido com os parceiros das escolas públicas e privadas. A senhora teve um papel importante nesse processo. O que são as Diretrizes? Qual seu papel?

Carmen Gabardo –  A nossa preocupação sempre foi a de desenvolver uma filosofia, a do compromisso com a educação. E, a partir do momento em que você explicita o tipo de formação que se quer, como se quer realmente atingir a população escolar e os professores, cria condições para que esse processo seja de boa qualidade. Entram aí as concepções de homem, sociedade e educação, assim como as questões da função da escola e da família – estes elementos, todos, nos conduzem a uma reflexão teórica.

Então se tem, realmente, uma política educacional que busca uma formação plena do nosso aluno para a cidadania, respeitando o que preceituam as leis maiores que regem a educação. E isso nos possibilita adequar a parte pedagógica, a tradução metodológica desses princípios, em livros para os alunos, no instrumental necessário para o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem.

Assim, a partir dessa concepção, que nós já tínhamos – que a Editora Opet já possuía e que o Sefe já possuía -, fizemos um entrosamento, uma explicitação, que foi materializada nas Diretrizes Teórico-Metodológicas. E, a partir delas, estamos analisando todas as obras desenvolvidas pela Editora Opet.

Quais são os princípios que norteiam as Diretrizes?

Carmen – A concepção de que o aluno é sujeito da História, que ele produz cultura, de que o ser humano, a partir do momento em que se relaciona, na interação com o outro, se faz e se vê. Assim, a própria concepção linguística é a do outro, do diálogo. Para que a gente possa realmente entender e fazer entender. Ouvir o outro, entendê-lo e trabalhar com ele no desenvolvimento das suas habilidades – do instrumental de conhecimento de que o indivíduo precisa para poder interferir na sociedade, transformando-a, quiçá para num bem comum e justo.

Essa é uma concepção baseada em Vygotsky? [Lev Vygotsky, 1896-1934, psicólogo e teórico do desenvolvimento]

Carmen – Nós temos nossa perspectiva de desenvolvimento humano pautada em Vygotsky. Claro que não negamos outras contribuições de conhecimento, mas Vygotsky foi muito feliz quando falou dessa interação e dessa mediação. E, quando falamos do aspecto linguístico, estamos falando da própria concepção bakhtiniana, porque Bakhthin [Mikhail Bakhtin, 1895-1975, filósofo da linguagem] também vai por essa razão do diálogo, da enunciação, do perceber o outro. E que esse outro realmente é reflexo histórico das condições em que vive, do entorno e com a relação com o outro.

De que forma Paulo Freire entra no DNA do nosso olhar pedagógico?

Carmen – Paulo Freire fez todas as suas pesquisas demonstrando que é a partir da percepção do outro, do mundo do outro, da forma como este outro interpreta o mundo, que podemos fazer as análises, as sínteses, as trocas. Então, é a mesma percepção de um social que se quer participativo, que não tem tantas desigualdades e que permite às possam usufruir, de fato, os bens culturais.

Ou seja: as nossas fontes, os nossos referenciais teóricos, guardam uma coerência que se reflete nas Diretrizes Teórico-Metodológicas.

Carmen – Sem dúvida!

O processo de um sistema de ensino contempla a necessidade de renovar coleções existentes e de se criar coleções novas, que atendam às mudanças no mundo. Como as Diretrizes Teórico-Metodológicas  participam desse processo?

Carmen – Você tem os conceitos estruturantes de cada disciplina, de cada área do conhecimento, e tem esses princípios filosóficos, que indicam como desenvolver determinadas formas de raciocínio e determinadas formas de aprender. Por exemplo: considere um especialista do sexto ao nono ano do Ensino Fundamental, por exemplo, com conhecimento em si da disciplina. Você vai trabalhar com ele didaticamente, e essa didática é que vai se prender à Psicologia, às teorias do desenvolvimento humano, para dizer que ele precisa ter determinadas atividades que desenvolvam as formas de pensar, que estabeleçam certas relações de compreensão crítica, a própria percepção de que esse conhecimento foi construído na História pelos próprios homens e que ele está se refazendo a cada momento. Que a ciência, apesar de estar falando “cientificamente”, também passa por modificações ao longo do tempo. Então, reunimos esses elementos. Por quê? Acreditamos que o indivíduo, quando se apropria do conhecimento, consegue interpretá-lo, perceber as diferentes visões de mundo e atuar em função do bem comum.

Como se coloca uma proposta de viés humanista quanto essa em coleções que são levadas ao mercado?

Carmen – Independente de se trabalhar para escolas públicas ou privadas, o educador, que se diz e se sabe educador, tem um compromisso com o desenvolvimento humano. Então, independente do lugar de onde se vem, quando você produz um livro, este livro deve contribuir para o desenvolvimento do aluno para o bem, seja ele da escola pública ou privada. Consequentemente, o trato que se tem é absolutamente o mesmo. Os profissionais que atuam tanto na escola pública quanto na escola privada (e muitos deles ocupam as duas posições) têm um compromisso com a ciência e com a educação. Eles vão utilizar instrumentos, sejam eles produzidos por uma empresa ou não, da melhor forma. No caso de uma obra que já existia e que está sendo atualizada, como é feito o trabalho de reestruturação? Fazendo-se a análise dela em função, até, das normas educacionais que estão sendo discutidas agora, que é o caso da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que estabelecem tantos conteúdos e tantas metodologias, tantas competências e tantas habilidades. Então, você pega uma obra e a analisa esta obra em função dos princípios filosóficos, psicológicos, pedagógicos, e daí a complementa. Porque o conteúdo está aí, mesmo com a possibilidade de alterações e mudanças que são naturais.

Como você avalia as nossas coleções hoje. E para onde caminhamos?

Carmen – As percepções são feitas partindo do que os usuários dizem, do que apontam. Então, você tem proposições de quem usa, da base. E, como tem percepções dessa base, o que é o fundamental – até mesmo porque, se oferecer a obra e não oferecer o assessoramento, a discussão e o diálogo, estará pecando –, quando você tem esse vínculo, vai vendo que as nossas obras têm tudo para chegar lá. Porque elas provocam. E o profissional arejado, crítico, consegue pegar essas obras, esses elementos, e transformá-los naquilo que é necessário. As obras, enfim, são instrumentos. As obras são vivas porque são utilizadas, e a mediação é feita pelo professor.