Dia Internacional da Música: arte, cultura, educação e aprendizagem

Em 01º de outubro, comemoramos o Dia Internacional da Música, instituído pelo International Music Council em 1975. A organização não governamental fundada com o apoio da Unesco buscava promover a paz e a solidariedade por intermédio da música, utilizando-se do seu incrível poder de identificação e conexão.

A música é uma arte ancestral e está presente no cotidiano das pessoas desde o início do processo civilizatório. Há quem diga que a música já nasce conosco, nas batidas do nosso coração, e que é por isso que ela exerce uma profunda influência, sendo capaz de emocionar, alegrar, acolher e ensinar.

 

A música no processo ensino-aprendizagem

A música é capaz de estimular a equilibrar a mente humana, aumentando as nossas conexões neurológicas e o nosso processo cognitivo, promovendo uma sensação de bem-estar. Também por isso, é um recurso pedagógico potente e que deve ser explorado amplamente na sala de aula em todos os níveis de ensino, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio.

Além disso, a música é uma rica ferramenta de conteúdo cultural. Através dela, diversos povos registram suas angústias, crenças, alegrias, costumes e histórias. Utilizá-la para dar voz a essas pessoas e como ponto de partida para um olhar sobre expressão e manifestação cultural na sociedade também é uma estratégia extremamente edificante.

Como utilizar a música em sala de aula

Na Educação Infantil, a música é um dos recursos pedagógicos mais utilizados pela necessidade de ensinar de forma lúdica e interativa. As músicas infantis são compostas com esse propósito e trazem resultados comprovados no desenvolvimento psicomotor e psicoemocional da criança.

Esse uso se estende, geralmente, até o Ensino Fundamental, mas muitas vezes é reduzido quando os estudantes começam a entrar na fase da pré-adolescência. Isso porque há uma falsa sensação de que os estudantes vão perder o interesse ou se sentirão constrangidos ao cantar e dançar na sala. Mas isso requer uma adequação do método, não necessariamente a substituição do recurso.

A fase da adolescência tende a ser uma das mais musicais da nossa vida, na qual a formação da nossa identidade acontece a partir das referências culturais que temos. A mais comum é a música – por isto, é a fase dos ídolos. Utilizar-se disso para trabalhar os conteúdos escolares pode ser extremamente edificante, pois, além de ser um recurso com o qual o estudante tem familiaridade, promove uma aproximação emocional entre ele e o professor.

Além disso, a música pode ser uma ferramenta com conteúdos a serem explorados por diversos componentes, pois envolve linguagem, ciência, cultura, arte e sociedade.

Uma mesma música pode ser utilizada pelo professor de Português para trabalhar sintaxe, vocativos, orações subordinadas etc. Ao mesmo tempo, pode “frequentar” as aulas de Física em muitas abordagens, da mecânica à dinâmica.

Em resumo: a música faz parte da vida do ser humano, seja pela sua capacidade de emocionar, de estimular, de representar, de alegrar ou de expressar. Utilizá-la na sala de aula é uma estratégia que traz mais sensibilidade para o ensino, resultando em um aprendizado mais amplo, consciente e libertador.

Avaliação de aprendizagem na pandemia e no mundo digital: desafios e oportunidades

A avaliação da aprendizagem é um instrumento fundamental para identificarmos a evolução dos estudantes durante todo o processo de ensino-aprendizagem. Ela acontece, em termos gerais, pela aplicação de provas e distribuição de notas. No entanto, a avaliação da aprendizagem não pode e não deve ser resumida a isso.

Estratégias como trabalhos em grupo, debates e discussões, realização de autoavaliação por parte dos estudantes, observação e anotações do educador durante as aulas e atividades são alguns exemplos da ampla variedade de formas de avaliação existentes.

Nesse sentido, para uma avaliação da aprendizagem efetiva, é necessário que haja um acompanhamento durante todas as etapas do processo educativo. Que leve em conta as habilidades e dificuldades de cada um como particularidades que devem ser respeitadas e consideradas no processo de ensino-aprendizagem.

A Editora Opet tem na avaliação do aprendizado uma de suas grandes preocupações. Para fortalecer esse processo, criou o Programa InDica de Gestão da Aprendizagem, que traz ferramentas muito precisas para o diagnóstico e o encaminhamento dos resultados.

 

Aa pandemia e suas implicações na avaliação

Diante do cenário de pandemia que estamos vivendo, tanto a avaliação da aprendizagem quanto todo o processo de ensino-aprendizagem precisaram ser repensados e adaptados de acordo com as medidas de distanciamento social adotadas.

Dessa forma, o campo da educação precisou se “desprender” do ambiente presencial e se adaptar à nova realidade no mundo digital. A tecnologia, quando usada com planejamento e criatividade, pode proporcionar um espaço de novas oportunidades e trocas entre estudantes e educadores. Além disso, novas estratégias de ensino e de avaliação foram desenvolvidas como formas de adaptação ao novo cenário.

No entanto, com o intenso uso da tecnologia como principal ferramenta de acesso ao ensino, muitos estudantes não estão conseguindo acompanhar o processo de ensino-aprendizagem devido à falta de acesso tanto à internet quanto a computadores, tablets ou smartphones.

 

Por um lado, o uso da tecnologia demonstrou a possibilidade de adaptação frente a realidade de pandemia para alguns estudantes e educadores. Mas, em contrapartida, escancarou, mais uma vez, a atual realidade brasileira de desigualdade do acesso à educação.

 

Avaliação a distância

Em meio a tantas dificuldades do ensino remoto durante o período de pandemia, está o desafio de realizar a avaliação da aprendizagem de forma remota. Repensar a forma de avaliação e desenvolver estratégias que funcionem no mundo digital têm sido um grande desafio.

Os recursos mais utilizados são os ambientes virtuais de aprendizagem, que servem tanto para a disponibilização de materiais por parte dos professores quanto para a realização de atividades e discussões em fóruns por parte dos estudantes.

Observar o engajamento dos estudantes durantes as aulas online e na realização de atividades nos ambientes virtuais também é uma forma de avaliação adotada.

O uso de alguns aplicativos para aprimorar o processo avaliativo e engajar os estudantes enquanto realizam testes também tem sido opção para os educadores.

Além disso, a relação entre professor e estudante pode ser uma das principais fontes de avaliação de aprendizagem durante o ensino remoto.

Por fim, apostar em diferentes instrumentos de avaliação da aprendizagem pode ser o grande diferencial para os educadores. Além disso, as estratégias utilizadas devem respeitar as habilidade e limitações de cada fase do ensino-aprendizagem para ser aplicadas.

 

Para saber mais:

(*) – Sobre avaliação do aprendizado, escute a edição especial do #OpetCast, o podcast de Educação da Editora Opet, com a supervisora pedagógica Rúbia Cristina da Costa. Disponível em:

https://soundcloud.com/editoraopet/avaliacao-da-aprendizagem-desafios-e-oportunidades

(*) – Sobre o Programa InDica de Gestão da Aprendizagem, escute a edição especial do #OpetCast com seu criador, Luciano Rocha. Disponível em:

https://soundcloud.com/editoraopet/conheca-o-programa-indica-de-gestao-de-aprendizagem

 

Escolas: o futuro da educação é híbrido

O processo histórico transforma as sociedades e a realidade. Esse mesmo processo também transforma as escolas, que, por sua vez, colaboram para as mudanças. É um processo circular, dinâmico, movido por necessidades, desafios, erros, acertos e criatividade.

A escola, é claro, mudou muito e em pouco tempo. Se pensarmos que, há pouco mais cem anos, boa parte da população não ia à escola, que a escola pública era para poucos, que não havia universidades no Brasil e que às mulheres era recusado o direito de avançar nos estudos, vemos que houve grandes avanços.

Hoje, em 2020, em meio a uma pandemia, a Escola mudou novamente. Em outros sentidos, por outros motivos, mas mudou. A virtualização do ensino está nas reflexões e na prática diária de educadores, gestores, famílias e estudantes. Alguns mostram uma resistência compreensível, outros aversão e outros, ainda, um encantamento ingênuo. Fato é que esse assunto está na ordem do dia e precisa ser discutido.

Levando em conta que a escola não pode (nem consegue) ser estática em relação à sociedade, acompanhar a revolução digital e utilizar recursos e ferramentas tecnológicas são coisas imprescindíveis. Porém, não basta incluir um novo recurso ou dar aulas online para adaptar o ensino a uma nova estrutura, sistema e abordagem.

Dentro dos seus limites, as aulas virtuais têm conseguido conquistas no processo de ensino-aprendizagem neste momento de distanciamento social. Um processo importante, uma transformação cultural que, com certeza, terá reflexos no futuro. Mas, que não elimina – em hipótese alguma – o valor das aulas presenciais. Não é caso, aliás, de contrapor esses dois universos, mas de perceber como eles vão funcionar juntos, em um modelo híbrido, aproveitando o melhor de cada componente. Essa, com certeza, é uma das novas discussões da educação, que se soma a tantas outras. E nós, com nosso trabalho presencial, virtual e híbrido, estamos participando!

 

Sugestão de leitura:

Paulo Freire e as Novas Tendências na Educação – Judas Tadeu de Campos

https://ken.pucsp.br/curriculum/article/viewFile/3196/2118

Saiu a relação dos trabalhos classificados na primeira etapa do X Prêmio ação Destaque!

A Editora Opet divulgou a relação dos trabalhos inscritos para a primeira etapa da décima edição do Prêmio Ação Destaque. Ao todo, foram feitas 130 inscrições, das quais 113 foram validadas. A Categoria 1, “Educação Infantil – Infantil 1, 2, 3, 4 e 5” (Coleções Primeira Infância, Entrelinhas para você!, Brincar e Pensar, Feito Criança e Cidadania), teve 48 inscrições. A Categoria 2, “Ensino Fundamental – Anos Iniciais – 1º ao 5º Ano” (Coleções Caminhos e Vivências, Cidadania – Ensino Fundamental, Meu Ambiente e Joy!), teve 52 inscritos. E a Categoria 3, “Ensino Fundamental Anos Finais e Ensino Médio” (Coleções Trilhas, Ensino Fundamental Anos Finais e Meu Ambiente), teve 13 inscrições. Confira a lista no final desta matéria!

Neste ano, a primeira etapa do Prêmio Ação Destaque teve a participação de projetos de redes municipais de São Paulo, Mato Grosso, Rondônia, Paraná e Santa Catarina. Por ordem alfabética, estão representadas as redes municipais de Alto Araguaia (MT), Arroio Trinta (SC), Cabreúva (SP), Cambará (PR), Campina Grande do Sul (PR), Cerejeiras (RO), Cianorte (PR), Cotia (SP), Entre Rios do Oeste (PR), Fortaleza (CE), Ibirá (SP), Ilha Solteira (SP), Irati (PR), Jundiaí do Sul (PR), Mercedes (PR), Paranaguá (PR), Rancho Queimado (SC), Rio Azul (PR), Salto Veloso (SC), Santana de Parnaíba (SP), Treze Tílias (SC) e Vargeão (SC).

Próxima etapa – Agora, explica a gestora pedagógica da Editora Opet, Cliciane Élen Augusto, esses trabalhos serão analisados por uma comissão de especialistas, envolvidos na primeira etapa avaliativa do prêmio. “Cada trabalho inscrito será avaliado por duas pessoas, a partir de critérios técnicos definidos no regulamento. Então, acontece a seleção de dez trabalhos por categoria com base no critério de maior nota, fechando uma lista de trinta finalistas.” Em breve, esses finalistas terão seus nomes divulgados pelas redes sociais da Editora Opet.

Os professores e gestores finalistas apresentarão seus trabalhos em formato digital, por meio de um vídeo de até três minutos de duração gravado antecipadamente e que será apresentado na etapa final do Prêmio (durante o VIII Seminário Nacional de Gestores Municipais, evento online), nos dias 20 a 22 de outubro. Os finalistas serão comunicados posteriormente e receberão informações e orientações sobre o momento da sua apresentação.

Vencedores – Os três trabalhos vencedores de cada categoria serão escolhidos por uma comissão julgadora e divulgados no terceiro dia do Seminário. A escolha desses vencedores será feita com base em critérios estabelecidos no regulamento, como, por exemplo, a relação entre o projeto e as propostas dos materiais Sefe e a coerência da apresentação. Os primeiros, segundos e terceiros colocados de cada categoria receberão troféus, certificados e prêmios em dinheiros no valor de R$ 5.000,00 (1º lugar), R$ 3.000,00 (2º lugar) e R$ 2.000,00 (3º lugar).

Expectativa – Para Cliciane Élen, a expectativa em relação aos trabalhos inscritos neste ano é a melhor possível. “O ano de 2020 desafiou os professores e os gestores de todos os segmentos, mas estes profissionais conseguiram se superar para manter a educação viva e funcionando com qualidade. E é isso que nós vamos ver e compartilhar: professores, gestores e suas práticas inovadoras!”, observa.

CONFIRA A LISTA DOS TRABALHOS INSCRITOS:

Categoria 01 – Educação Infantil (48 trabalhos):

Adão José Amorim

Adriane Passos Almeida

Alan Dhionni Ribas Mueler

Ana Paula Lourenço Fernandes Mazoni

Ana Paula Nogueira Moreira Borella

Angelita Lima Tomaz dos Santos

Antonia Evalda de Morais De Souza

Beatriz Rodrigues Oliveira

Claudia Jiane Oliveira Silva

Criciele Levinski

Daiane Paulo da Silva

Devanis Malici da Silva Souza

Ederli Margreiter de Mélo

Everalda Maria Alves da Silva

Gabriela Favarin

Gabrielle Alves de Queiroz

Giselle Rocha Cirino De Almeida

Henrique Maximiano Da Costa

Jhenifer Silveira Rocha

Karen Regina Alves

Karine Alessandra Dos Santos Simba

Kelly Cristini Neuhaus Schmitz

Laís Valenga Stankiewski

Lenir Angelica Tomaz Madaloz

Lúcia Aparecida da Silva Morales

Lucia de Oliveira

Marcela de Lima Carneiro

Márcia Cristina Camargo da Silva

Marcia Jerônimo

Margari Paz Siqueira

Margarida de Bortoli Alves

Maria Antoniete Bruno Furtado

Maria Aparecida Bilovus

Maria Inez Paulo da Silva

Marjure Bernardes da Silva

Michelle Soares Pereira

Mira Carolina dos Santos Zela

Renata Gomes de Holanda Cavalcanti

Renata Manenti

Rosa Ramos da Rocha Oliveira

Rosemeire Oliveira Vaz

Rosimara Rodrigues Ribeiro Borges

Samira Mohamad Sati Aloise

Silvana Bolzon

Tatiana Aparecida Carrão dos Santos

Teresa Maria Barbosa Brandão

Thaiz Silva dos Santos

Walquíria da Silva Bartosiwez

Categoria 02 – Ensino Fundamental Anos Iniciais (52 trabalhos):

Alessandra Xavier de Lima Félix

Ana Cristina Batista da Silva

Ana Paula de Jesus Souza

André dos Santos

Ariana Aparecida dos Santos Rodrigues

Ariane Cristina Xavier

Carolina Rochelli Policarpo Ventura

Cássia Eufrasia da Silva Costa

Cibeli Aparecida de Souza Cordeiro

Cilene Souza da Silva

Cristiane Benovitt Draghetti

Cristiane da Silva Garcia

Cristiane Rigo Goberte

Daiane de Cássia Martins Fazan

Daniella Ferreira de Sousa

Débora Rederd França Vidal

Débora Roberta Ulmer Becker

Eduardo Fidelis de Souza

Erika Sanches Gonzales

Fabio Gonçalves Fernandes

Flávia Rosana Silva de Farias

Francisca da Costa Araújo

Francisca Kelma dos Santos

Geovana Meire Gomes Franco de Albuquerque

Gláucia Burioli dos Santos

Glaucia de Oliveira Targino

Indalice Lacerda Alves Santos

Ingridy Karoliny Silva Andrade

Isaura Silva Xavier Nunes

Ivany Araújo dos Santos Blau

Ivoni Bosa Cossa

José Werley Carvalho Braga

Kelly Cristina Martins Ortiz

Laudicéia Félix da Silva Gomes

Luziana da Silva Lima

Maria Ivanilda da Silva

Marili Moreira Lopes

Marlei Masson Martins

Marlene de Oliveira Souza

Marthina Anderle Frantz

Nilva Fernanda Garcia Momesso de Paula

Rosana Oliveira Rocha

Rosemeire Alves de Souza

Rosicler Joana Ribeiro de Moraes

Sheila Regina Batista Ferreira

Sílvia Maria do Nascimento Borges

Solange Santana dos Anjos

Tatiani Chagas Alberto

Tereza de Freitas Almeida

Valquiria Gonçalves de Lima

Vanessa Rosati Ponzio Silva

Zildene Ferreira dos Santos

Categoria 03 – Ensino Fundamental Anos Finais e Ensino Médio (13 trabalhos)

Adriana Santos Marques

Adriane Ranieri Valente

Anderson Antonio Ferreira de Almeida

Cibele das Neves Silva de Oliveira

Cristiane Bitencourt da Costa

Elaine Maria Xavier

Janine Carla de Jesus Dos Santos

Luciana Martines do Nascimento

Lucinéia dos Santos Magatti Silva

Mayara Ferreira Mendes

Núbia Rafaela Martins da Silva

Ricardo Manoel da Silva

Sheila Abdala Barreiros

Pandemia e Desigualdade Educacional

Um relatório divulgado pela UNESCO no mês de junho alertou que, devido à pandemia, houve um aumento das desigualdades educacionais no Brasil. Com a impossibilidade de aulas presenciais, o ensino remoto foi a única solução cabível para a maioria das escolas. Porém, uma parte dos estudantes brasileiros não tem acesso aos recursos necessários para assistir e aprender com as aulas online.
Esse é um problema para todos os brasileiros, pois a Educação é assunto de interesse público e de direito comum, seja ela promovida pela rede pública ou privada. É uma prioridade social que deve ser defendida por todos os que acreditam em um futuro melhor construído pelo conhecimento.
Por isso, hoje, falaremos sobre os legados da pandemia para a educação e também sobre boas práticas que todos podemos adotar para diminuir a desigualdade educacional no Brasil.

O que a pandemia nos ensinou sobre o ensino?
E ensino remoto gerou vários desafios, que, muitas vezes, geraram insegurança, frustração e cansaço – o que faz sentido, dado o ineditismo da situação. Porém, essas dificuldades tornam-se aprendizados quando pensamos nas habilidades que precisamos desenvolver para ter um sistema de ensino mais potente e resistente.

A capacidade de adaptabilidade e a autonomia desenvolvida pelos estudantes, certamente, expandirá seus espaços e condições de aprendizado. Além disso, vimos a importância de promover uma educação na qual o estudante é o protagonista de todo o processo e portador do seu projeto de vida, capaz de aprender por desejo e necessidade e não por obrigação.
Percebemos também que a discussão sobre inclusão digital na educação precisa ser aprofundada. O Brasil deve, necessariamente, ser um país mais digital, com maior acesso à internet.

Vimos também, com muita emoção e orgulho, professores fazendo visitas voluntárias às casas de estudantes que não têm acesso ao computador e internet para assistir às aulas. Isso no ensina sobre dedicação e amor à profissão.
Entre anseios e aprendizados, de uma coisa nós não podemos esquecer: a desigualdade educacional é grande e a luta para mudar essa realidade é de todos os cidadãos.

Boas práticas para diminuir a desigualdade educacional.

Algumas práticas de consciência coletiva, responsabilidade social e generosidade são essenciais para combater a desigualdade educacional. Você, como cidadão, pode ajudar seu país a partir do apoio à educação:

  • Estamos próximos de uma eleição municipal. Escolha candidatos que se preocupem em promover e fiscalizar a educação pública. Conheça, também, suas propostas em relação às tecnologias digitais.
  • Procure conhecer e fazer contato com os gestores da escola pública mais próxima da sua casa, ou daquela onde sua filha ou filho estudam. Busque saber como ajudar.
  • Doe livros e materiais escolares para estudantes de baixa renda.
  •  Se você conhece os meios digitais, ofereça-se para orientar professores de mais idade que ainda não conseguiram se adaptar às ferramentas online.
  •  Participe de debates e da fiscalização das políticas públicas para educação.
  •  Seja voluntário ou voluntária em projetos de escolas públicas.
  •  Defenda uma educação de qualidade como direito básico de todos os brasileiros.
  • Seja solidário e consciente em relação às causas e lutas sociais.
  •  Defenda uma educação que aproxima e liberta.

Nós, como instituição advinda de um grupo educacional privado, trazemos este debate porque nossa missão é promover uma educação humana, cidadã, transformadora e inovadora. Para isso, é imprescindível defender o acesso ao ensino por todas as crianças e adolescentes como direito básico e dever da sociedade e do Estado – algo que, aliás, está previsto na Constituição (no Artigo 208). Assim, podemos vislumbrar um futuro melhor para todos!

Como manter o ensino remoto na Educação Infantil?

O ensino remoto, solução que ganhou força neste período de pandemia, é altamente desafiador, recebendo atenção extra de professores e familiares interessados em garantir a qualidade do processo de ensino-aprendizagem. Na Educação Infantil, há questionamentos sobre a necessidade de se manter o ensino remoto e também sobre como é possível ter aulas virtuais com crianças tão pequenas. Neste artigo, falaremos um pouco sobre o papel da Educação Infantil no desenvolvimento da criança e porque é importante que a família esteja engajada nas atividades remotas junto à escola.

 

Mas, afinal de contas, qual o papel da Educação Infantil?

Na Educação Infantil, trabalhamos capacidades essenciais para o desenvolvimento do ser humano. Os primeiros anos de vida são extremamente importantes para o desenvolvimento das habilidades sociais e expressivas. Além disso, as atividades aplicadas na escola têm o intuito de estimular o desenvolvimento cognitivo e intelectual da criança, preparando-a para processos mais profundos de aprendizado, como a alfabetização, por exemplo. A ludicidade, que é importante em vários níveis, mas especialmente na Educação Infantil, é utilizada de forma direcionada e com teor didático para conduzir tudo.

Em suma, é na Educação Infantil que trabalhamos as potencialidades das criança enquanto ser social, intelectual e emocional, valorizando seus conteúdos e apresentando as cores, formas, sons, rostos e gostos do mundo.

 

Como manter as atividades da educação infantil durante o isolamento?

Os professores da Educação Infantil, assim como dos outros níveis, têm trabalhado para que as atividades e conteúdos possam chegar até os estudantes. Obviamente, toda a interação emocional e sensorial que o professor promove na sala de aula presencialmente não acontece da mesma forma no ambiente virtual. Porém, é importante utilizar esses recursos nas aulas remotas para manter o contato entre as crianças e professores, pois a relação pessoal na Educação Infantil é extremamente importante.

A realização das atividades, é claro, acontece de forma diferente. Na maioria das vezes, quem auxilia as crianças na resolução é a família. É comum ver familiares inseguros em relação a essa nova tarefa de orientar os estudantes nas atividades da escola. Porém, essa interação pode ser extremamente valiosa e trabalhar uma aproximação familiar que pode trazer mais autoestima, autoconfiança e resiliência para as crianças, pois elas veem apoio no seu núcleo de convivência.

Por isso, é importante compreender, que nesse contexto de isolamento, é importante rever e adaptar a dinâmica familiar para que os estudantes tenham adultos a quem podem recorrer quando precisarem de algum apoio. E isso vale, sobretudo, para as crianças da educação infantil.

Nós, da Editora Opet, estamos engajados em contribuir para melhorar a experiência de estudantes, educadores e familiares nesse momento difícil. Por isso, desenvolvemos as Sequencias Didáticas, materiais desenvolvidos com uma linguagem clara e objetiva que pode ser utilizado por professores e pais para a realização das atividades escolares. O material de Educação Infantil é super completo, lúdico e interativo, e nossas ferramentas digitais – as plataformas Inspira e Google for Education – são o que existe de mais moderno em educação remota.

Confira o conteúdo no link abaixo e depois nos conte o que achou.

https://www.editoraopet.com.br/noticias.php

Vitória da Educação Brasileira: Senado aprova PEC que torna FUNDEB permanente e eleva verbas da União.

O texto aprovado por unanimidade pelo Senado amplia gradualmente a destinação de verbas federais para a educação; complementação aos recursos, que hoje é de 10% sobre o montante investido por Estados e municípios, vai chegar a 23% a partir de 2026. Emenda Constitucional deve ser promulgada nesta quarta-feira (26.09).

 

Entenda a PEC e a importância do dinheiro do FUNDEB para a Educação Básica no Brasil

A câmara dos deputados aprovou no dia 21/07 a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que trata da renovação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB) e propõe alterações em sua estrutura. Atualmente, em média 50% dos recursos aplicados à educação são provenientes do FUNDEB, que foi criado em 2007 e expiraria neste ano. Sua renovação veio sendo discutida desde 2015.

Vamos falar mais sobre a importância desse fundo para a educação pública e as características dessa nova proposta. Venha conosco!

 

O que é o FUNDEB?

Criado em 2007, o FUNDEB é um fundo especial de natureza contábil, formado por recursos de impostos e transferências dos Estados e Municípios, além de uma porcentagem de contribuição da União. Ao todo, 20% do que é arrecadado em tributos, na maioria estaduais, como ICMS e IPVA, é destinado ao FUNDEB, cujo valor total é dividido a partir do número de alunos de cada Estado. A quantia estipulada por estudante é de R$ 3 mil e os Estados que não atingem essa arrecadação recebem uma complementação da União, que corresponde a 10% do valor total do fundo.

A verba é utilizada para melhorias nas estruturas das escolas públicas e pagamento de salários dos professores. Em 2019, esse montante equivaleu a R$ 166,6 bilhões – recursos vitais para o funcionamento de toda a rede pública de ensino.

Entretanto, o FUNDEB foi criado como uma medida temporária e teria validade até 2020. Em 2015, uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para renovação do recurso foi apresentada, mas cancelada logo em seguida. Com o prazo final se aproximando, o poder legislativo, engajado pela movimentação da sociedade, de servidores e profissionais da educação, se articulou e retomou a pauta.

 

Novo FUNDEB – o que sugere a PEC?

O texto-base aprovado primeiro na Câmara dos Deputados (por 499 votos a favor e 7 contrários) e depois no Senado (por unanimidade) sugere mudanças no caráter do fundo, no modelo de distribuição e no valor de contribuição da União. Os principais pontos são:

 

Permanência

Uma das principais mudanças é que o FUNDEB passe a ser permanente e previsto na Constituição, sem data de validade como na forma anterior.

 

Modelo Híbrido de Distribuição

A PEC prevê um modelo híbrido de distribuição dos recursos federais, no qual a complementação da União contempla também as redes públicas municipais. O texto leva em consideração as diferentes realidades econômicas entre municípios de um mesmo Estado e elimina uma distorção grave. Com o modelo vigente, cidades mais vulneráveis situadas em Estados mais ricos deixam de receber o investimento, enquanto municípios mais ricos em Estados pobres são contemplados.

 

Reformulação Quantitativa da Distribuição

Foi estabelecido no texto que pelo menos 70% do valor do FUNDEB seja destinado ao pagamento de salários dos professores. Além disso, a proposta também prevê que cerca de 5% da participação da União sejam destinados à Educação Infantil, para que, em caso de falta de vagas nas creches da rede pública, o dinheiro possa ser repassado a instituições privadas sem fins lucrativos.

 

Aporte da União

Hoje, a União contribui com 10% do valor final do FUNDEB. O texto-base propõe um aumento gradativo dessa contribuição, chegando a 23% até 2026.

O aporte ficaria escalonado da seguinte forma:

Com a promulgação da PEC, o novo FUNDEB passa a valer em definitivo a partir de 01º de janeiro de 2021. Uma vitória importante da educação pública e da sociedade brasileira, que poderá ver mais recursos investidos nas escolas e nas pessoas

Dia do Folclore Brasileiro

Dia 22 de agosto, comemoramos o Dia do Folclore Brasileiro. Esse universo tão cheio de histórias e da identidade do povo brasileiro vem sendo celebrado oficialmente nesta data desde 1965, a partir do Decreto Nº 56.747. Hoje, falaremos um pouco sobre a definição do folclore, seus estudiosos e os elementos folclóricos brasileiros. Além disso, traremos de dicas para trabalhar essa data com as crianças em casa! Siga conosco!

 

O que é folclore?

 

Quem traz, pela primeira vez, a etimologia da palavra folclore foi o escritor inglês William Jhon Thoms, em 1846. Folk significa “povo” e lore, “conhecimento”. Juntas, representam os saberes tradicionais de um povo.

O folclore é um gênero da cultura popular capaz de traduzir a identidade social de determinada comunidade. É composto por elementos simbólicos e materiais que passeiam entre a música, culinária, artes visuais, literatura, histórias, medicina popular, festas, crenças, etc. É aquilo que um povo acumula e mantém de geração em geração, os costumes enraizados na forma de viver e compreender o seu espaço histórico, social e cultural.

A sociedade brasileira é fruto da confluência de culturas: indígena, africana e europeia. Uma confluência surgida em um contexto social muitas vezes tenso e desigual, mas, ainda assim, profundamente generosa – algo que se mostra no folclore.

Podemos perceber os antagonismos e as individualidades de cada região sendo marcados, mostrando que a diversidade não está somente no DNA, mas na forma comer, festejar, protestar, rezar e viver.

Tudo isso é expressado através de mitos, lendas, canções, danças, artesanatos, festas populares, brincadeiras, jogos etc.

 

Os folcloristas

 

 Os estudiosos do folclore o reconhecem como uma disciplina interligada às demais ciências humanas, como a psicologia, etnologia e sociologia. Isso porque ele trabalha a partir de representações dos anseios, medos, força, identidade, condições materiais e intelectuais, lutas e classes sociais da população brasileira.

Os folcloristas são os responsáveis por identificar esses elementos da realidade material e emocional da população expressa nas festas, figuras, lendas etc. Dentre os vários escritores da literatura e ciência popular brasileira, podemos citar Ariano Suassuna, Amadeu do Amaral, Florestan Fernandes, Inezita Barroso e, um dos mais engajados e experientes folcloristas brasileiros, Luís da Câmara Cascudo.

 

Câmara Cascudo reconhecia o folclore como realidade social, psíquica e cultural, o que implicava interpretá-lo em uma perspectiva sociológica. Fê-lo mais sistematicamente em 1941, com a criação da Sociedade Brasileira de Folclore. Segundo ele, o folclorista deve escrever e interpretar os dados culturais como fenômenos sociais, considerando-os parte das situações de vida em que esses dados foram observados (Gico, 2000. p.55).

 

Principais figuras e elementos do Folclore Brasileiro

 

Como já falamos, a diversidade do povo brasileiro é ilustrada no folclore, visto que temos uma gama enorme de elementos, figuras e representações que o compõe. Porém, há alguns personagens que estão presentes no nosso cotidiano desde a infância, como saci-pererê, curupira, mula sem cabeça, Iara, entre outros. Apesar de parecerem apenas personagens infantis dentro de fábulas e histórias mágicas, essas figuras estão carregadas de representatividade, história e elementos sociais, como toda a questão da valorização e preservação da cultura indígena que a Iara traz, por exemplo.

Além disso, a narrativa que os bois “Garantido” e “Caprichoso” trazem no Festival de Parintins (AM), por exemplo, trata de uma realidade social, de crenças e religiosidade, de emoções e histórias que trazem sentido real a toda a encenação.

As festas juninas, que se estenderam por todo Brasil, também são um grande patrimônio do folclore brasileiro, assim como o frevo, o samba de roda, os Centros de Tradições Gaúchas (CTG), entre outros.

Para que você possa aproveitar esse dia e trazer muita informação, conhecimento e diversão para sua casa nessa quarentena, listamos sugestões de atividades artísticas e leituras complementares para você realizar.

 

Atividades:

 

 1- Os nomes do Bumba Meu Boi.

Essa é uma tradição de ilustra bem a regionalidade do folclore, pois a mesma história recebe 8 nomes diferentes entre as regiões. São eles:

Bahia: boi-janeiro, boi-estrela-do-mar e mulinha-de-ouro

Espírito Santo: boi de reis

Minas Gerais e Rio de Janeiro: bumba ou folguedo-do-boi

Pará, Rondônia e Amazonas: boi-bumbá.

Paraná e Santa Catarina: boi-de-morrão

Pernambuco: boi-calemba

Rio Grande do Sul: bumba, boizinho ou boi-mamão

São Paulo: boi de jacá e dança-do-boi

Atividade: após ler e estudar essa lista com as crianças, escreva os nomes e as regiões separados em pedaços de papel, dobre e junte todos em um saquinho. Ao tirar um papel, o participante deve dizer o nome/região a que se refere. Por exemplo: tirei um papel que está escrito “Boi-calemba”, devo responder que a região em que esse nome é usado é Pernambuco.

 

2- Fantoche da Iara

Uma sereia morena, com cabelos longos e olhos escuros que vive no rio Amazonas. Você pode ler a história completa aqui e depois encenar com fantoches que podem ser feitos com caixas, papelões, retalhos e garrafas pet. Aí, você abusa da criatividade e deixa fluir.

 

3- Circuito Saci-Pererê

Para movimentar todo mundo e gastar essa energia acumulada na quarentena, que tal um circuito feito com uma perna só? Coloque caixas, cordas, tecidos e garrafas que devem ser ultrapassados enquanto o participante pula em uma perna só. Organize os objetos e etapas e divirta-se.

 

Leitura:

1- Os 5 folcloristas brasileiros que você precisa conhecer

https://www.ebiografia.com/folcloristas_brasileiros/#:~:text=Suas%20mais%20variadas%20obras%20partiam,o%20que%20temos%20de%20particular.

 

2- Diz a Lenda – Folclore Brasileiro

http://www.multirio.rj.gov.br/media/PDF/pdf_4251.pdf

Referências:

FRADE, Cáscia. Folclore/Cultura Popular: aspectos de sua História. Encontrado em: https://www.unicamp.br/folclore/Material/extra_aspectos.pdf

 

GICO, Vania de Vasconcelos. Luis da Câmara Cascudo e o Conhecimento da Tradição. UFRN, 2000. Encontrado em: file:///C:/Users/O%20Foca/Downloads/10721-Texto%20do%20artigo-30480-1-10-20161101.pdf

12 de Agosto – Dia Nacional das Artes

A comemoração do Dia Nacional das Artes em 12 de agosto foi definida a partir de duas leis que se referem à regulamentação da profissão de Artista e Técnico em Espetáculos e Diversões, sancionadas em maio e outubro de 1978 (Leis Nº 6.533 e Nº 82.385). A oficialização da data institucionaliza a valorização das manifestações artísticas, essenciais para a expressão e a existência humana.

De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), a Arte compõe o quadro de disciplinas do ensino básico, partindo do princípio que enuncia a “liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber”. Sabendo da importância da Arte para a educação, falaremos um pouco sobre sua definição e seu papel social e individual, além de maneiras de trabalhar essa data nas atividades escolares.

 

O que é Arte?

A palavra Arte tem origem no vocábulo latino ars, que significa “técnica” ou “habilidade”. Seu conceito pode ser definido como uma atividade humana que usa de diversas linguagens para expressão de sentimentos, história e cultura, criada dentro de valores estéticos e narrativos, de beleza, equilíbrio e harmonia. Tem caráter subjetivo, pois, embora seja criada com um propósito pelo artista, é percebida por nós a partir da nossa experiência, sentimentos e imaginação. A arte, então, é sempre compartilhada por quem a ela reage.

É fundamental para formação humana, pois é uma poderosa ferramenta de expressão e interpretação de emoções e sentimentos. Além disso, tem uma função social importante, pois é carregada de significados e representações culturais extremamente valiosos para nosso entendimento como sociedade.

 

Quem é o artista?

De acordo com a legislação brasileira, artista é o profissional que “cria, interpreta ou executa obra de caráter cultural de qualquer natureza, para efeito de exibição ou divulgação pública, através de meios de comunicação de massa ou em locais onde se realizam espetáculos de diversão pública”

É o artista que, através da sua criatividade e talento, emociona, alegra, intriga e engaja o público.

Mas, para além de uma definição profissional, artista é aquele que usa da arte para expressar-se de forma genuína, podendo ter inspirações emocionais, políticas, culturais, religiosas, sociais etc. É o indivíduo que traz sua interpretação de algum aspecto do mundo expressa dentro de uma linguagem estética e narrativa, seja ela a música, o teatro, a fotografia, o cinema, a pintura, a arquitetura, a literatura, a dança, o circo ou qualquer outra forma de arte.

 

Sugestões de atividades escolares para o Dia das Artes

Para celebrar essa data tão importante, indicamos algumas atividades para transportar os estudantes ao mundo das artes e que podem ser realizadas remotamente:

1- Sessão de cinema: escolha um filme que possa ser contextualizado com algum conteúdo curricular e depois promova discussões sobre as interpretações e associações feitas pelos estudantes;

2- Festival de talentos: essa é uma forma de descontrair e engajar os estudantes neste momento de isolamento que pode ser bastante delicado para crianças e adolescentes;

3- Gincana de curiosidades artísticas: formule uma gincana de pesquisa sobre curiosidades do mundo da arte envolvendo obras, museus, artistas e correntes artísticas. Além do tom descontraído de uma “competição”, os estudantes terão acesso a diversas informações e conteúdos diferentes enquanto pesquisam, aumentando seu conhecimento sobre o assunto.

 

Celebrar o Dia das Artes reforça o valor dos artistas e de suas produções para a sociedade, além de nos incentivar a expressar e a interpretar nossas próprias emoções. Essa, que é também uma grande ferramenta educacional, deve ser valorizada e difundida em todos os espaços. Para finalizar, indicamos dois documentários que trazem discussões e histórias importantíssimas acerca do tema. Esperamos que gostem!

SÉRIE “THE GREAT ARTISTS” (2006)

https://youtu.be/l1qzjuM20f4 (Episódio: “Manet”)

 

“LIXO EXTRAORDINÁRIO” (2010)

https://youtu.be/_4Xkml9dJLM

06 de Agosto – Dia do Profissional da Educação

O Brasil celebra hoje, 06 de agosto, o Dia do Profissional da Educação. A data é uma homenagem merecida àqueles profissionais que fazem as escolas funcionar e garantem o funcionamento da educação no Brasil. A data foi estipulada pela Lei Nº 13.054/14, sancionada em dezembro de 2014, com base na mudança da Lei de Diretrizes de Base da Educação (LDB), determinada pela Lei Nº 12.014/2009, que insere os funcionários de escola habilitados na categoria de profissionais da educação.

Nós, da Editora Opet, temos muitos profissionais de educação em nossa equipe e, diariamente, trabalhamos com esses profissionais em todo o Brasil. Assim, também nos sentimos homenageados! Mas, principalmente, gostaríamos de homenagear e agradecer a pessoas tão importantes.

 

Quem estamos homenageando hoje?

Além dos professores, a escola funciona através do trabalho de diretores, coordenadores, supervisores, orientadores e todos os que atuam direta ou indiretamente na disseminação da educação. Sem essas pessoas, não há matrículas, boletins, projeto pedagógico, calendário escolar, grade de horários, planejamento, gestão de recursos, etc. Tampouco há orientação, mediação, relação com a comunidade, diálogo e acolhimento.

Em resumo, não há escola sem todos esses profissionais! Por isso, o dia de hoje serve para reafirmar o valor de todos os educadores que compõem esse corpo intelectual e social que é a escola.

 

O que é ser educador?

Educador é o sujeito responsável por coordenar o processo de ensino e aprendizagem em suas diferentes etapas. É aquele que atua para oferecer condições de aprendizagem e desenvolvimento pleno dos estudantes, reafirmando sua unicidade enquanto indivíduos e sua coletividade enquanto seres sociais.

Como afirma Paulo Freire em “Pedagogia da Autonomia” (1996), “educar não é transferir conhecimentos, mas criar possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”. Para isso, é preciso superar a visão simplista e autoritária de que o professor é o detentor de todo o saber e o estudante é seu receptáculo.

Educar é agir para promover o acesso ao conhecimento a partir de relações dialógicas de ensino aprendizagem. A escola, por sua vez, é um centro de oportunidades educativas, na qual o indivíduo se desenvolve em todas as suas dimensões – intelectual, social, física e afetiva.

Há várias pessoas, internas e externas à sala de aula, que atuam diretamente para a criação dessas oportunidades – elas também são educadoras.

Muito falamos sobre o poder transformador da educação e da necessidade de valorizá-la. De fato, o conhecimento é o principal meio para resolução de diversos problemas como pobreza, violência, desigualdade, caos ambiental, doenças, etc. Mas isso só é possível através da valorização daqueles que criam as condições necessárias para que a educação aconteça.

Valorizar os profissionais da educação é priorizar a qualidade do ensino. É zelar pelos nossos estudantes e semear um futuro em que o conhecimento seja tão difundido a ponto de eliminar todos esses problemas.

 

Sugestão de Leitura:

Pedagogia da Autonomia – Paulo Freire

http://www.apeoesp.org.br/sistema/ck/files/4-%20Freire_P_%20Pedagogia%20da%20autonomia.pdf

Formação de Profissionais da Educação: Visão Crítica e Perspectiva de Mudança – José Carlos Libâneo e Selma Garrido Pimenta

https://www.scielo.br/pdf/es/v20n68/a13v2068.pdf