Em primeira mão: saiu a relação dos trabalhos finalistas do 11º Prêmio Ação Destaque!

A Editora Opet acaba de divulgar a lista com os trabalhos classificados para a etapa final do 11º Prêmio Ação Destaque, que acontece em formato online nos dia 27, 28 e 29 de outubro. Confira os nomes e os municípios dos autores selecionados!

Para mais informações sobre o Prêmio Ação destaque, acesse https://www.editoraopet.com.br/seminariosefe2021/

LISTA DOS TRABALHOS FINALISTAS

CATEGORIA 01 – EDUCAÇÃO INFANTIL

Andressa Sangaletti – Treze Tílias (SC)

Carolina Rocheli Policarpo Ventura – Paranaguá  (PR)

Géssica Luana Rego Becker – Treze Tílias (SC)

Lucilene Passoni Abati – Salto Veloso (SC)

Marcia Moreira da Silva – Corumbiara (RO)

Márcia Regina de Souza – Urubici (SC)

Michele Bezerra Santiago – Fortaleza (CE)

Mirla Lopes de Sousa Leal – Sobral (CE)

Samira Mohamad Sati Aloise – Cotia (SP)

Vanessa Dal Pizzol Vigolo – Arroio Trinta (SC)

Roseli Maria Machado – Fraiburgo (SC)

=

CATEGORIA 2 – ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS INICIAIS

Alcione de Oliveira Souza – Santana de Paranaíba (SP)

Ana Paula Nogueira Moreira Borella – Cotia (SP)

Carmen Raymundi – Vargeão (SC)

Daiane de Cássia Martins Fazan – Ibirá (SP)

Débora Rederd França Vidal – Paranaguá (PR)

Fernanda Consoni – Arroio Trinta (SC)

Keli Manenti – Arroio Trinta (SC)

Luciene Alves Barbosa – Cotia (SP)

Rejane Vogt Anderle – Entre Rios do Oeste (PR)

Rosana Kerkhoff Goulart – Pinhalzinho (SC)

=

CATEGORIA 03 – ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS E ENSINO MÉDIO

Adriane Ranieri Valente – Santana de Parnaíba (SP)

Anderson Antonio Ferreira de Almeida – Santana de Parnaíba (SP)

Cátia Juliana Esidio de Santana – Santana de Parnaíba (SP)

Daiane Klafke – Pinhalzinho (SC)

Luciana Martines do Nascimento – Santana de Parnaíba (SP)

Ricardo Manoel da Silva – Santana de Parnaíba (SP)

Valéria Cantamessa Ferreira – Santana de Parnaíba (SP)

TDAH, escola e aprendizagem

Hiperatividade e dificuldades de aprendizagem: este é um tema muito comum para profissionais que atuam na educação. Pois ele faz parte da tríade de sintomas que caracterizam o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, mais conhecido como TDAH. 

Mas, afinal, todo portador de TDAH é hiperativo? Crianças com esse transtorno possuem mesmo dificuldade para aprender? É isso que vamos entender a seguir! 

TDAH não é dificuldade de aprendizagem 

Em uma síntese, o TDAH é um transtorno que envolve sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade. No entanto, ele não tem a ver com falta de inteligência. Até pelo contrário: muitas crianças que têm o transtorno costumam possuir excelentes habilidades.

Mas, por que muitas vezes o TDAH é associado a dificuldades de aprendizagem? Bom, há duas explicações principais. 

No primeiro caso, apesar de o estudante não ter nenhuma alteração cerebral que prejudique a retenção do conteúdo, a dificuldade em prestar atenção gera um baixo desempenho nos componentes curriculares. 

Outro caso bem comum é o TDAH ter comorbidade com outro transtorno, este, sim, de aprendizagem. É frequente, por exemplo, que muitas pessoas tenham também dislexia ou discalculia associada à condição. Nesses casos haverá, sim, prejuízos na aprendizagem, mas não por causa do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. 

Mas, antes de entender como se dão as dificuldades de aprendizagem, é preciso saber quais são os sintomas e a origem delas. 

O que é TDAH e quais são os seus sintomas? 

O sintoma-chave do TDAH, diferente do que muitas pessoas imaginam, não é a hiperatividade. Como diz a Dra. Ana Beatriz Barbosa em seu livro “Mentes Inquietas”, a condição sine qua non para o diagnóstico do TDAH é a desatenção.

Inclusive, aqui, precisamos fazer um adendo, pois, conforme a própria Ana afirma, o termo desatenção pode ser substituído por instabilidade de atenção. E, com isso, derrubamos outro mito sobre o transtorno: o de que pessoas com TDAH não conseguem prestar atenção. 

Pessoas com TDAH são capazes de manter o foco 

Na verdade, o que ocorre é que pessoas com o transtorno não conseguem prestar atenção em coisas de que não gostam ou pelas quais não têm interesse. Por outro lado, conseguem hiperfocar naquilo que desperta interesse e paixão.

É justamente por causa dessa oscilação da atenção que, muitas vezes, as crianças com TDAH costumam ser mal interpretadas. 

Quem nunca ouviu o pai, a mãe ou outro responsável falar que a criança não tem problema com foco e concentração, pois, quando ela está no videogame, desmontando e montando objetos ou realizando determinada atividade, ela se concentra de tal forma que os adultos até esquecem da sua presença? 

Pois é! Em virtude dessa “atenção seletiva”, a criança passa a ser vista como rebelde, malcomportada, etc.

Mas, isso tem uma explicação. Tem a ver com a forma do cérebro dessa criança processar as informações. Veja abaixo como funciona o cérebro de uma pessoa com TDAH.

Alteração cerebral no TDAH

O córtex pré-frontal é a região do nosso cérebro responsável por regular a atividade cerebral. Acontece que, nas pessoas com TDAH, essa área não filtra as informações tão bem. Entenda-se como “informações” todo tipo de estímulo externo: barulhos, conversas, imagens e textos, entre outros.

Por causa disso, a quantidade e a velocidade de pensamentos são bem maiores do que em pessoas que não possuem o transtorno. O que dificulta, portanto, a concentração, já que em pouco tempo a mente da criança vai para outro “lugar”.

Isso explica a desatenção, mas ainda não explica a atenção direcionada apenas para algumas atividades, não é mesmo? 

TDAH e o hiperfoco

A região cerebral que citamos acima, além de filtrar as informações, também é responsável pelo controle da motivação, dos impulsos, da parte motora, da atenção, da capacidade de planejamento e do prazer. 

Tal região é regulada pela dopamina, o principal neurotransmissor afetado no TDAH. Basicamente, há pouca dopamina nesse cérebro e, por isso, o indivíduo vai em busca de atividades que despertam seu interesse. Elas são capazes de estimular a dopamina que lhe falta. 

Então, é por isso que ocorre o hiperfoco em atividades de que as crianças gostam. Tais atividades ativam o seu sistema dopaminérgico, fazendo com que elas se sintam motivadas a manter o foco por horas. 

Agora que já entendemos o fundamento do TDAH, perguntamos: onde entra a hiperatividade? 

Hiperatividade, Impulsividade e o TDAH

Apesar de nem sempre estar presentes, a hiperatividade e a impulsividade são outros dois sintomas bem comuns nesse transtorno. 

A hiperatividade é manifestada pela inquietação motora. A criança não consegue ficar parada, há uma grande necessidade de se mexer, seja correndo para todos os lados ou apenas movimentando continuamente uma perna. 

A impulsividade, por sua vez, é a dificuldade em esperar, seja em uma fila, a vez para falar ou para ter algo prazeroso.

Assim como a baixa disponibilidade de dopamina faz com que a criança não consiga se concentrar em atividades pouco estimulantes, também faz com que os controles motor e de impulso estejam diminuídos. 

Dificuldades de aprendizagem em crianças hiperativas, como resolver?  

Como resultado da hiperatividade, as crianças tendem a não ficar sentadas e acabam deixando de realizar as atividades ou ouvir as orientações do docente. 

Nesse caso, o professor pode optar por trabalhar com projetos que envolvam movimentos. Pode ser teatro, dança, horta, brincadeiras educativas e gamificadas, entre outros. 

Como driblar a desatenção de crianças com TDAH 

Os recursos citados também podem ser boas opções para driblar a desatenção. Normalmente, esse sintoma faz com que a criança perca “pedaços” da explicação, se deixe levar por qualquer estímulo externo e não consiga finalizar as lições. 

Como as atividades descritas acima demandam engajamento, envolvimento e imersão dos envolvidos, é quase certo que vão manter os estudantes focados. 

E, que tal propor jogos on-line e projetos que envolvam o uso de ferramentas digitais no computador? Isso também ajudará a manter a atenção dos educandos. 

Tente ainda vídeos, filmes e contação de história. Todo recurso que envolve o estímulo da imaginação possui alto potencial de despertar o interesse dos discentes. 

Competições saudáveis ajudam as crianças mais impulsivas

A impulsividade é um fator que resulta em mal desempenho social, já que a dificuldade de esperar a vez para jogar, brincar, participar da aula ou responder algo, pode irritar os demais. 

Então, oferecer momentos em que as crianças com TDAH possam colocar isso para fora, de maneira saudável, é uma excelente estratégia. 

Nos jogos e brincadeiras envolvendo quizzes, por exemplo, ganha quem responder primeiro. Assim, não terá problema se a criança responder na frente de alguém, já que essa é a proposta.  

Comorbidades: transtornos de aprendizagem associados ao TDAH

Agora, quando a dificuldade para aprender está relacionada a algum transtorno de aprendizagem associado ao TDAH, é fundamental trabalhar junto aos responsáveis e psicopedagogos, uma vez que quase sempre é necessário o acompanhamento desse profissional. 

Existem diversas estratégias para ajudar no processo. Para as crianças com dislexia, um bom recurso é optar por fazer avaliação oral em vez de escrita e usar muitas imagens e diagramas para explicar conceitos. Isso serve para estudantes com discalculia.

Recursos educacionais para crianças com TDAH e transtornos de aprendizagem

As atividades e os projetos sugeridos anteriormente podem ser facilmente desenvolvidos a partir de planos de aulas e orientações encontradas em sites como o do Ministério da Educação. Inclusive, também é possível encontrar sugestões para desenvolver recursos pedagógicos que vão auxiliar na criação das ações. 

Além disso, há opções como a plataforma educacional Opet INspira, que disponibiliza diversos objetos de aprendizagem e materiais didáticos.

Opet INspira: soluções educacionais para diversas práticas de ensino

Na Opet INspira, o professor encontra recursos como áudios, imagens, vídeos e histórias infantis ilustradas para trabalhar com contação de histórias, leitura e até teatro. 

Também há jogos on-line, modelos de quizzes para gincanas e ferramentas para gamificar brincadeiras. Sem contar que há um “menu acessibilidade”, em que é possível adaptar algumas funções conforme a necessidade.

 

Vamos saber mais sobre a dislexia?

A dislexia do desenvolvimento é um dos transtornos específicos de aprendizagem mais comuns, e afeta entre 5% e 17% da população. Sua origem, segundo informação da Associação Brasileira de Dislexia (ABD), é neurobiológica, e ela se caracteriza por dificuldades no reconhecimento preciso e/ou fluente das palavras, na habilidade de decodificação e na soletração. 

É importante frisar, no entanto, que esse déficit não afeta a inteligência dos portadores do distúrbio. Pelo contrário: crianças com dislexia possuem uma configuração cerebral capaz de torná-las muito capacitadas para áreas relacionadas ao processamento de informações visuais. 

A boa notícia é que as dificuldades produzidas pela dislexia podem ser superadas. Com práticas pedagógicas adequadas, essas crianças conseguem vencer os obstáculos do transtorno e aprender a ler e escrever fluentemente.

 

Estudantes com Dislexia: principais sinais e sintomas

Os sintomas da dislexia costumam ser difíceis de detectar até que a criança comece a frequentar a escola. Normalmente, o primeiro a detectar os sinais é o professor, na fase de alfabetização, uma vez que o transtorno provoca dificuldades para ler, soletrar e seguir as instruções na sala de aula. Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa e também de acordo com a idade, mas há alguns deles que aparecem em quase todos os casos. São eles:

● Confundir letras, principalmente quando elas possuem sons semelhantes, como “f” e “v”, “b” e “p”, “d” e “t”;

● Pular ou inverter a ordem das sílabas durante a leitura ou a escrita;

● Prejuízos na fala;

● Vocabulário pobre, com sentenças curtas e imaturas ou longas e vagas;

● Dificuldade para associar as letras e palavras aos sons por elas produzidos;

● Confundir palavras como sonoridade semelhantes, como macarrão e camarão;

● Erros de ortografia constantes, mesmo depois de diversas explicações e exemplos;

● Leitura lenta;

● Dificuldade em localizar esquerda e direita;

● Dificuldade em manusear mapas, dicionários, listas, etc.;

● Pouco interesse nos estudos. 

 

Dislexia: causas e processo de aprendizagem

As principais funções da linguagem oral – leitura e escrita – são desempenhadas por circuitos neurais acomodados em várias áreas do hemisfério esquerdo do cérebro. Acredita-se que, em pessoas com dislexia, essa região sofre alguma alteração e, por isso, elas passam a demonstrar os sintomas da dislexia.

Muitas crianças com dislexia podem ter dificuldades no processo de aprendizado. E isso não ocorre por incapacidade para aprender, mas porque a leitura é a base para a compreensão de quase todos os componentes curriculares. Muitas delas aprendem facilmente por meio da escuta e podem até ter dificuldades em colocar as ideias no papel, mas possuem boas habilidades orais.

Saber disso não só nos ajuda a compreender as razões da dislexia, mas vislumbrar as possibilidades de trabalho em sala de aula. Há, inclusive, especialistas que acreditam que, em função dessa carência no hemisfério esquerdo do cérebro, as pessoas com dislexia desenvolvem habilidades compensatórias. Vamos entender melhor essa relação:

 

Como funciona o cérebro das pessoas com dislexia

Ao que parece, o cérebro das pessoas com dislexia, em uma tentativa de compensar a falta de circuitos no hemisfério esquerdo, desenvolve com mais afinco habilidades específicas relacionadas ao hemisfério direito. Para ficar mais claro, veja o que diz o neurologista Al Galaburda:

“Inicialmente, circuitos do tipo hemisfério esquerdo que não se formam permitem que circuitos do hemisfério direito povoem sinapses vazias. Depois, como não leem, [os portadores do distúrbio] ficam melhores [mais hábeis] em outras coisas, principalmente porque têm um bom maquinário para isso”.

Então, ocorre que, a princípio, na fase do desenvolvimento infantil, o lado esquerdo do cérebro não se desenvolve como acontece na maioria dos casos. 

Em virtude disso, o cérebro da pessoa com dislexia passa a depender fortemente do hemisfério direito e consequentemente, ao longo do tempo, esse hemisfério passa a ser a parte dominante. 

Tornando-se parte dominante do cérebro, o indivíduo, apesar dos déficits decorrentes da falta de circuitos no lado esquerdo, passa a desenvolver fortes competências e habilidades relacionadas ao lado direito. O hemisfério direito controla as funções não verbais, associadas, por exemplo, ao reconhecimento de padrões visuais ou desenhos e à apreciação da música.

 

Déficits e talentos únicos: dois lados da mesma moeda na dislexia

Podemos dizer que o cérebro de pessoas com dislexia está otimizado para desempenhar melhor um conjunto de funções específicas, o que pode gerar diferenciais. Ronald D. Davis, autor do livro “The Gift of Dyslexia” (“O Presente da Dislexia”), conta que:

“Certa vez, como convidado de um programa de televisão, fui questionado sobre o lado ‘positivo’ da dislexia. Como parte da minha resposta, listei uma dúzia ou mais de disléxicos famosos. A apresentadora do programa então comentou: ‘Não é incrível que todas essas pessoas possam ser gênios, apesar de ter dislexia?’. Ela perdeu o ponto. A genialidade deles não ocorreu apesar da dislexia, mas por causa dela!”.

Segundo o Dr. Brock Eide, outro neurologista: 

“Quando você começa a olhar para essas otimizações, percebe que desenvolver certas habilidades em certas áreas geralmente envolve uma compensação na função de algum outro conjunto cognitivo”. 

Ele observa: 

“Então, o que vimos com essas crianças é que elas foram otimizadas de uma forma que lhes deu dificuldade em certas áreas de função. Mas, também vimos que essas dificuldades geralmente representam o outro lado de outros conjuntos de talentos”.

O ponto, então, é o seguinte: há coisas que as crianças com dislexia podem fazer brilhantemente. E isso só é possível porque elas têm dislexia!

 

Principais habilidades atribuídas a pessoas com dislexia 

Confira, a seguir, alguns dos talentos que podem ser percebidos em crianças e adolescentes com dislexia. Em alguns casos, possuem até estudos que sugerem e explicam o caso!

Pensamento sequencial versus pensamento simultâneo na dislexia

Resolver quebra-cabeças, por exemplo, é uma atividade em que muitas crianças e adolescentes se saem muito bem. Eles são excelentes em identificar formas com precisão e solucionar problemas complexos. 

Podem até não ser pensadores sequenciais, mas têm sucesso em ambientes que permitem e promovem o pensamento simultâneo e a visão global, no qual as ideias não precisam ser conectadas em “linha reta”.

 

Raciocínio espacial brilhante

Alguns estudos vêm demonstrando que jovens disléxicos possuem um talento especial para lembrar de ambientes virtuais, por exemplo. Essa habilidade, se estimulada e desenvolvida, pode torná-los bem-sucedidos em áreas como engenharia, design industrial e gráfico, arquitetura e construção.

 

Habilidade verbal oral e desempenho social

A leitura e a escrita de palavras podem não ser os pontos fortes dos disléxicos, mas a maioria deles é ótimo em ler e interagir com as pessoas.

Além disso, pessoas com dislexia costumam compreender histórias contadas ou lidas muito bem. Entendem e analisam todo o enredo, as ideias e os conceitos.

 

Pensamento visual 

Acredita-se que as alterações que prejudicam áreas da linguagem acabam contribuindo para que as pessoas com dislexia mantenham boas habilidades para captar informações visuais e detectar padrões. Talento que pode ser especialmente útil na Ciência.

Um estudo feito pelo Harvard Smithsonian Center que investigou talentos para a Ciência em pessoas disléxicas mostrou que os astrofísicos profissionais com dislexia eram mais hábeis em detectar anomalias de buraco negro com maior precisão. 

E, outro estudo, no mesmo centro, concluiu que estudantes universitários com dislexia possuem alta capacidade de identificar e memorizar imagens complexas, como imagens borradas semelhantes a raios X.

 

O papel do professor no desenvolvimento do estudante com dislexia

Com o diagnóstico correto, instrução apropriada e o método de ensino adequado, as crianças com dislexia podem aprender a ler com precisão e fluência e ter uma vida de muito sucesso. 

Veja algumas ações do professor que ajudam nesse processo:

● Avaliar a criança oralmente em vez da prova escrita;

● Utilizar audiobooks;

● No computador, optar por fontes não serifadas, que facilitam a decodificação;

● Utilizar elementos visuais nos textos;

● Ensinar as palavras e depois os sons, ou seja, seguir do todo para as partes. Depois de conhecer as palavras, fica mais fácil identificar os fonemas.

Também cabe à escola informar e orientar os responsáveis. Inclusive, indicar o serviço de um psicopedagogo, profissional especializado em transtornos de aprendizagem. 

Além disso, utilizar recursos digitais como os da plataforma Opet INspira pode ajudar bastante na sala de aula.

 

Opet INspira e recursos educacionais para dislexia

A Opet INspira é a plataforma de objetos educacionais da Editora Opet. Nela, o professor encontra ferramentas como áudios, que podem ser de grande ajuda na hora de ensinar crianças com dislexia. Também há um acervo de imagens, vídeos e histórias infantis ilustradas. 

Sem contar que há um “menu acessibilidade”, onde é possível adaptar algumas funções conforme a necessidade. Por fim, o professor encontrará ainda ferramentas para montar trilhas de aprendizagem e roteiros de estudos personalizados para os educandos que possuem dislexia. 

Sete de Setembro com conhecimento!

O Brasil está de aniversário! Vamos aproveitar este momento tão especial para saber um pouco mais sobre o nosso país? Confira dicas fantásticas de sites que trazem documentos, imagens e referências da nossa história:

Arquivo Nacional – Nele, você encontra exposições virtuais com um rico acervo imagético da história brasileira.

História da Educação e da Infância – Nesse acervo da Fundação Carlos Chagas, você acessa textos, imagens e pesquisas sobre a infância e a educação

Brasiliana Fotográfica Digital – Disponibiliza fotografias com enorme valor histórico, artístico e cultural para o Brasil. A página é uma parceria entre a Fundação Biblioteca Nacional e o Instituto Moreira Salles. 

Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) – O site pertence à Fundação Getúlio Vargas e reúne arquivos pessoais, entrevistas, artigos e verbetes do Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (DHBB). Um prato cheio sobre o Brasil contemporâneo!

Gostou desse passeio digital? Nós somos a Editora Opet: educação que aproxima da história!

 

Prêmio Ação Destaque entra em nova etapa!

O 11º Prêmio Ação Destaque entrou oficialmente na fase de avaliação e seleção dos projetos finalistas! A última segunda-feira, dia 30, foi o prazo final de inscrições para o 11º Prêmio Ação Destaque, que acontece em outubro em formato online. E, para a alegria da equipe da Editora Opet, muitos professores e gestores decidiram concorrer: ao todo, 84 projetos tiveram sua inscrição deferida. Eles foram desenvolvidos por professores e gestores de 23 redes municipais de ensino parceiras da Editora Opet com o selo educacional Sefe nas cinco regiões do país.

“O Prêmio Ação Destaque é uma celebração do trabalho, da dedicação e do talento dos professores e dos gestores da área pública. Com ele, podemos reconhecer, divulgar e compartilhar projetos significativos”, diz Cliciane Élen Augusto, gerente pedagógica da Editora Opet e coordenadora do Prêmio.

Segundo Cliciane, a expectativa da comissão avaliadora dos projetos, neste ano, é grande. “Sabemos que está sendo um ano desafiador, em especial por causa dos efeitos da pandemia e das mudanças que ela impôs. Mas, ao mesmo tempo, sabemos que é um momento de expansão dos conhecimentos e dos usos das ferramentas educacionais digitais. É um ano, também, de se olhar ainda mais para as habilidades socioemocionais”, avalia. “Acredito que, diante disso, teremos trabalhos muito interessantes!”.

Os 84 trabalhos que tiveram suas inscrições deferidas vêm de 23 municípios parceiros com características geográficas, populacionais e culturais bem distintas. do Ceará, Fortaleza, Ipu e Sobral; de Mato Grosso, Alto Araguaia; do Maranhão, Açailândia; do Paraná, Cambará, Campina Grande do Sul, Entre Rios do Oeste, Jundiaí do Sul e Paranaguá; de Rondônia, Corumbiara; de Santa Catarina, Arroio Trinta, Fraiburgo, Pinhalzinho, Rancho Queimado, Salto Veloso, São João do Itaperiú, Treze Tílias, Urubici e Vargeão; e de São Paulo, Cotia, Ibirá e Santana de Parnaíba.

Riqueza Cultural –  “Essa riqueza cultural e de olhares para a educação é especial e valoriza o Prêmio Ação Destaque. É muito bom poder trazê-la para outros educadores”, diz Cliciane.

Nesta segunda etapa do Prêmio, estão entrando em cena os pareceristas, que são professores especializados nos segmentos contemplados pelas três categorias do Prêmio. Eles recebem os projetos, fazem a leitura crítica e atribuem uma pontuação para cada trabalho. Os dez trabalhos com maior pontuação em cada categoria são selecionados para a etapa final, de apresentação.

Como são três categorias – Educação Infantil (Categoria 01), Ensino Fundamental Anos Iniciais (Categoria 02) e Ensino Fundamental Anos Finais e Ensino Médio (Categoria 03) –, serão selecionados 30 trabalhos.

E como funciona a seleção? Os projetos recebem os pontos a partir de critérios técnicos. Para começar, eles devem estar rigorosamente de acordo com o regulamento do Prêmio, disponível em seu site oficial. “Eles também devem ter relação direta com a categoria da inscrição, com os materiais didáticos Sefe, com as formações pedagógicas, com a plataforma educacional Opet INspira ou com o uso das ferramentas Google Worskspace for Education”, explica Cliciane.

“Também devem ser coerentes, ter pertinência em relação à educação e coesão entre objetivos, ações e resultados. Devem envolver as crianças e as famílias, se relacionar com o currículo e trazer resultados em relação ao processo de ensino-aprendizado.”

Próximas etapas – O processo de leitura crítica pelos pareceristas já começou e, em algumas semanas, a Editora vai divulgar em suas redes sociais a lista com os trabalhos que seguem para a etapa final. Nela, os selecionados farão uma apresentação/relato em vídeo com até três minutos de duração.

Tanto o trabalho inscrito quanto o vídeo serão levados em conta para a avaliação final. “Ambos devem evidenciar o uso da metodologia e dos recursos propostos pela Editora Opet, além de mostrar a coerência entre o trabalho escrito e a apresentação oral”, observa Cliciane.

Os trabalhos vencedores serão divulgados no terceiro dia do Seminário Nacional de Gestores Municipais. O primeiro colocado de cada categoria receberá troféu, menção honrosa e a importância de R$ 5 mil. O segundo colocado de cada categoria receberá troféu, menção honrosa e a importância de R$ 3 mil. E o terceiro colocado de cada categoria receberá troféu, menção honrosa e a importância de R$ 2 mil.

CONFIRA OS NOMES DOS AUTORES DOS TRABALHOS DEFERIDOS PARA A PRÓXIMA FASE DO PRÊMIO AÇÃO DESTAQUE:

Categoria 01 – Educação Infantil (36 trabalhos)

  1. Ana Paula Cordeiro, Arroio Trinta (SC)
  2. Andressa Sangaletti, Treze Tílias (SC)
  3. Aniversina Lopes Amorim, São João do Itaperiú (SC)
  4. Carolina Rochelli Policarpo Ventura, Paranaguá (PR)
  5. Cristiana Gomes de Oliveira, Jundiaí do Sul (PR)
  6. Deisy E. Santiago Heringer Avelar, Santana de Parnaíba (SP)
  7. Edimara Pires de Godoy Bernardo, Cotia (SP)
  8. Érica Rodrigues da Silva, Campina Grande do Sul (PR)
  9. Everalda Maria Alves da Silva, Santana de Parnaíba (SP)
  10. Genima Bonfim Laguzzi, Santana de Parnaíba (SP)
  11. Genival Moraes de Jesus Filho, Açailândia (MA)
  12. Geovana M. Gomes Franco de Albuquerque, Fortaleza (CE)
  13. Géssica Luana Rigo Becker, Treze Tílias (SC)
  14. Helvio Arilson Beckhauser, Urubici (SC)
  15. Jussara Vaz de Oliveira, Santana de Parnaíba (SP)
  16. Karoline Käufer Schvambach, Rancho Queimado (SC)
  17. Keli Cristina Mendes Fernandes, Santana de Parnaíba (SP)
  18. Leila Cordeiro Santos, Campina Grande do Sul (PR)
  19. Letícia Renata Verona, Arroio Trinta (SC)
  20. Lucilene Passoni Abati, Salto Veloso (SC)
  21. Marcia Cristina Camargo da Silva, Jundiaí do Sul (PR)
  22. Márcia Moreira Silva, Corumbiara (RO)
  23. Márcia Regina de Souza, Urubici (SC)
  24. Maria Silvana Godoy de Paula, Jundiaí do Sul (PR)
  25. Marisa Alves da Cruz, Fraiburgo (SC)
  26. Michelle Bezerra Santiago, Fortaleza (CE)
  27. Mirla Lopes de Sousa Leal, Sobral (CE)
  28. Rosa Ramos da Rocha Oliveira, Jundiaí do Sul (PR)
  29. Roseli Maria Machado, Fraiburgo (SC)
  30. Rosemeire Maria Pinto, Santana de Parnaíba (SP)
  31. Samira Mohamad Sati Aloise, Cotia (SP)
  32. Silvania de Camargo, Arroio Trinta (SC)
  33. Tatiana Sobreira Landim, Santana de Parnaíba (SP)
  34. Tunica Aírles Martins de Mesquita, Sobral (CE)
  35. Vanessa Dal Pizzol Vigolo, Arroio Trinta (SC)
  36. Viviane Cristina Pereira de Camargo, Cotia (SP)

Categoria 02 – Ensino Fundamental – Anos Iniciais (41 trabalhos)

  1. Adriana Aparecida Pirola Ansiliero, Arroio Trinta (SC)
  2. Alcione de Oliveira Souza, Santana de Parnaíba (SP)
  3. Aleandra de Paiva, Fortaleza (CE)
  4. Alessandra Moura Tamborra, Cotia (SP)
  5. Ana Paula Nogueira Moreira Borella, Cotia (SP)
  6. Angélica Freitas de Carvalho, Cotia (SP)
  7. Carmen Raymundi, Vargeão (SC)
  8. Christopher S. Bignardi Neves, Paranaguá (PR)
  9. Daiane de Cássia Martins Fazan, Ibirá (SP)           
  10. Débora Rederd França Vidal, Paranaguá (PR)
  11. Denise Zimmermann Schuller, Arroio Trinta (SC)
  12. Diogo da Cunha do Nascimento, Paranaguá (PR)
  13. Diogo Dias de Oliveira, Cotia  (SP)
  14. Eliane Maria Kremer, Pinhalzinho (SC)
  15. Elizana Menegotto Soldi, Pinhalzinho (SC)
  16. Fátima Cristina Decicino de Andrade, Cotia (SP)
  17. Fernanda Consoni, Arroio Trinta (SC)
  18. Flávia Adalgisa Alves de Góes, Cotia (SP)
  19. Francisca Ferreira do Nascimento, Ipu (CE)
  20. Gabriela Favarin, Arroio Trinta (SC)
  21. Gecione Gomes dos Santos, Cotia (SP)
  22. Gisele Custodio da Veiga Ribeiro, Paranaguá (PR)
  23. Isaura Silva Xavier Nunes, Cotia (SP)
  24. Jeferson Monteiro da Silva, Santana de Parnaíba (SP)
  25. Karoline Miranda do Rosário, Paranaguá (PR)
  26. Keli Manenti, Arroio Trinta (SC)
  27. Lucia Barcellos Weschenfelder, Entre Rios do Oeste (PR)
  28. Luciene Alves Barbosa, Cotia (SP)
  29. Luziana da Silva Lima, Fortaleza (CE)
  30. Márcia Ribeiro Cunha, Paranaguá (PR)
  31. Marilia Prado Fernandes, Paranaguá (PR)
  32. Mira Carolina dos Santos Zela, Paranaguá (PR)
  33. Rejane Vogt Anderle, Entre Rios do Oeste (PR)
  34. Rosana Kerkhoff Goulart, Pinhalzinho (SC)
  35. Rosidete Maronitti Pereira, Paranaguá (PR)
  36. Sabrina Civiero, Arroio Trinta (SC)
  37. Sílvia Maria do Nascimento Borges, Alto Araguaia (MT)
  38. Solange Massae Massuda, Santana de Parnaíba (SP)
  39. Tatiani Chagas Alberto, Cambará (PR)
  40. Vanessa Pereira, Paranaguá (PR)
  41. Zildene Ferreira dos Santos, Santana de Parnaíba (SP)

Categoria 3 – Ensino Fundamental – Anos Finais e Ensino Médio (07 trabalhos)

  1. Adriane Ranieri Valente, Santana de Parnaíba (SP)
  2. Anderson A. Ferreira de Almeida, Santana de Parnaíba (SP)
  3. Cátia Juliana Esidio de Santana, Santana de Parnaíba (SP)
  4. Daiane Klafke, Pinhalzinho (SC)
  5. Luciana Martines do Nascimento, Santana de Parnaíba (SP)
  6. Ricardo Manoel da Silva, Santana de Parnaíba (SP)
  7. Valéria Cantamessa Ferreira, Santana de Parnaíba (SP)

Confira o vídeo com os melhores momentos do Prêmio Ação Destaque no ano passado:

Coordenador pedagógico: que figura importante!

O coordenador pedagógico é um profissional de extrema importância para as escolas. Sua rotina de trabalho abrange, por exemplo, transitar entre os diversos espaços e profissionais escolares, conectando-os. Esse profissional deve ter um olhar global da situação, pois sua atuação é estratégica. Ele transita entre diversos grupos, espaços e setores para assegurar a fluidez da comunicação. 

Algumas vezes, no entanto, será exigido dele uma ação mais focada nos processos de ensino-aprendizagem, para que possam orientar adequadamente os envolvidos na formação das crianças.

Nas reuniões pedagógicas, por exemplo, ele apresenta planejamentos de aulas e atividades, indica novas práticas de ensino e solicita resultados de medidas já introduzidas no processo educativo. Também propõe o uso de materiais didáticos impressos, recursos tecnológicos e projetos formativos.

Com os professores, analisa aspectos educacionais dos estudantes de cada turma. Leva determinadas questões aos responsáveis e os auxilia quando necessário.

Por fim, analisa, com o diretor escolar, caminhos e soluções viáveis às questões da escola!

A relação entre coordenador pedagógico, professores e estudantes

Para ilustrar esse processo, podemos pensar no recente cenário da pandemia. Com a impossibilidade de manter as aulas presenciais, o ensino remoto passou a ser o padrão. Então, ficou a cargo do coordenador pedagógico (principalmente) apresentar novas práticas de ensino, sugerir atividades, viabilizar recursos e manter a comunicação entre a equipe.

É claro que o professor tem ação fundamental em todo o processo, mas como sua rotina é voltada fundamentalmente para a sala de aula, ele muitas vezes não possui tempo hábil para pesquisar novas técnicas, buscar recursos inovadores, marcar reuniões e manter uma comunicação diária com os responsáveis.

No entanto, o professor possui um papel crucial para a atuação do coordenador pedagógico: o de identificar e transmitir possíveis dificuldades e potencialidades dos estudantes, e também a maneira como cada criança aprende melhor. Assim, o coordenador pode auxiliá-lo com soluções de diversas naturezas.

O papel do professor na atuação do coordenador pedagógico

Suponhamos que na turma de um determinado professor haja alunos com transtornos de aprendizagem. Não há dúvida que ele é perfeitamente capaz de definir estratégias de ensino e aplicar métodos e práticas pedagógicas. No entanto, ao levar isso para o coordenador pedagógico, ele poderá buscar por possibilidades que o docente ainda não explorou, pesquisar as últimas descobertas científicas sobre o assunto, as novidades relacionadas aos jogos e brincadeiras e até propor palestras formativas sobre o assunto. É um processo de aprendizado compartilhado!

O mesmo ocorre se o professor tiver crianças com alguma deficiência física. É responsabilidade do coordenador implantar adaptações nos materiais pedagógicos, na estrutura da sala e atender as demais demandas associadas.

Podemos pensar ainda na realidade pós-pandemia. Nesse contexto, o papel do coordenador é cuidar para que todos os procedimentos sejam seguidos, adaptando o espaço, o tempo e as aulas conforme as necessidades. E, ainda, caberá a ele auxiliar pais e docentes no processo.

Coordenador pedagógico e a família ou responsáveis dos estudantes

Sabemos que um bom relacionamento entre escola e família é vital para o bom desempenho do aluno. Por isso, o contato com os familiares também faz parte das atribuições do coordenador pedagógico!

Nesse sentido, o coordenador deve manter os familiares informados sobre o comportamento e o desenvolvimento da criança, indicar como eles podem contribuir com o processo de aprendizagem, comunicar as práticas educacionais aplicadas na escola e marcar reuniões.

Planejamento, acompanhamento e realização de eventos também são atribuição desse profissional. Assim como a confecção de relatórios gerenciais, contratação e treinamento de professores.

Coordenador pedagógico e gestor escolar

Podemos pensar no coordenador pedagógico como um maestro. Ele é o responsável pela harmonia entre as partes envolvidas no cotidiano escolar e, também, por direcionar os movimentos educacionais. 

Já ao gestor ou diretor cabe assegurar que as ações pedagógicas estejam de acordo com o que foi definido pelo projeto político-pedagógico (PPP). Ele ajuda a fazer com que corpo docente trabalhe dentro do universo gerado pelo PPP.

Também cabe ao diretor pedagógico viabilizar as ações propostas pelo coordenador, como eventos, medidas de inclusão, recursos digitais e ferramentas pedagógicas, novas práticas de ensino e treinamentos ou formações para os docentes.

Como o coordenador contribui no processo de ensino-aprendizagem

Concluímos, então, que o papel do coordenador pedagógico está alicerçado em três bases: articuladora, transformadora e formadora.

Ela é articuladora ao criar condições para o trabalho dos professores e para a boa comunicação entre todos os integrantes da comunidade escolar. E é transformadora na medida em que motiva questionamentos e reflexões no docente.

Por fim, é formadora quando o coordenador pedagógico propõe ações de formação e orientação, seja de sua parte ou promovendo eventos com outros profissionais capacitados.

Ação formadora do coordenador pedagógico e práticas pedagógicas inovadoras

A educação se adapta às mudanças sociais e evolui. Algumas vezes, essas mudanças ocorrem “aos saltos”, como a que aconteceu com a implantação da educação remota durante a pandemia de Covid-19. Foi muito intenso e desafiador!

O fato é que muitas práticas de ensino, antigas, já não são mais suficientes para engajar o estudante atual. Não é à toa que cada vez mais debate-se sobre metodologias ativas, gamificação de aulas, uso de tecnologias digitais no ensino tradicional ou inclusivo, educação baseada em projetos ou problemas.

Essas e várias outras propostas implicam aulas mais dinâmicas, em detrimento das antigas aulas “passivas”, nas quais as crianças apenas escutavam. A ideia é que os educandos possam colocar a mão na massa, ou seja, aprendam a fazer, e estejam no centro do processo educacional.

Muitas delas também preconizam o uso de tecnologias e disciplinas voltadas para Ciências e Engenharias, como a chamada metodologia STEM. Que aliás, tem um viés prático bem importante! Afinal, a tecnologia está cada vez mais presente no dia a dia, seja no trabalho ou na vida pessoal. 

Nesse contexto, é papel do coordenador pedagógico levar informações, formações e recursos que permitam a aplicação de tais práticas.

Encontre bons materiais para auxiliar a formação do corpo docente 

Antes de buscar conteúdo para orientação e formação dos professores, é crucial averiguar com a equipe quais são os assuntos de interesse. Essa informação, aliada a possíveis problemas e pedidos que chegam à gestão, servirá como base para a escolha de temas. 

Priorizar formações curtas e específicas evita desperdício de tempo e o desinteresse dos professores. Se o coordenador não tiver o conhecimento necessário para uma formação específica, é importante que ele procure outros educadores com mais experiência.

E, por fim, a escolha dos materiais e conteúdo deve ser feita com cuidado. É essencial que todas as fontes sejam confiáveis e as referências bibliográficas tenham qualidade. Artigos científicos, vídeos de eventos educacionais, livros e materiais disponibilizados pelo Ministério da Educação (MEC) são ótimas bases para pesquisa. Plataformas educacionais, como a Opet INspira, também são boas opções. 

Opet INspira 

A Opet INspira é a plataforma de objetos educacionais da Editora Opet. Nela, o coordenador pedagógico encontrará uma série de materiais didáticos, vídeos, apresentações, recursos digitais, jogos e áudios. 

Ela também permite ao docente criar trilhas de aprendizagem e roteiros de estudos para facilitar o processo. Sem contar que são disponibilizados, pela Opet INspira, tutoriais em formato de vídeo e PDF que auxiliam e orientam na utilização dos recursos disponíveis.

A plataforma conta com tudo o que o coordenador pedagógico precisa para orientar os professores, propor novas práticas e garantir o bom desempenho das crianças!

Fortaleza: o sucesso de uma grande parceria

Nos últimos anos, Fortaleza, município parceiro da Editora Opet desde 2013, deu um salto de qualidade na educação pública. Investiu em planejamento, na formação continuada dos professores e na alfabetização dos estudantes na idade certa. E alcançou bons resultados: entre 2012 e 2018, o município saltou 81 posições no ranking cearense de alfabetização. E, entre 2011 e 2019, cresceu 48% no Ideb, que passou de 4,2 para 6,2 na 4ª série/5º ano e de 3,5 para 5,2 na 8ª série/9º ano. Em relação à alfabetização na idade certa, o crescimento também foi significativo: se, em 2012, pouco mais de 50% das crianças conseguiam ler e escrever até os sete anos, em 2019 este percentual saltou para 94,4%, segundo os dados mais recentes do Sistema de Avaliação da Educação Básica, o Saeb. Um dos melhores índices do Brasil.

Com o selo educacional Sefe, a Editora Opet atende os professores e os estudantes do 2º ano do Ensino Fundamental (Anos Iniciais), uma etapa essencial da alfabetização, e da Educação Infantil. A parceria abrange os materiais didáticos, as ferramentas educacionais digitais, o assessoramento e o acompanhamento pedagógico. E ela ficou ainda mais forte durante a pandemia, com o uso intensivo, pelos professores, estudantes e familiares, dos recursos educacionais digitais oferecidos pela Editora Opet – a plataforma educacional Opet INspira (sistema de gestão da aprendizagem) e as ferramentas Google Workspace for Education. Ambos os sistemas, aliás, trabalham integrados, o que torna a educação digital ainda mais próxima.

“Em Fortaleza, vemos que os professores e os gestores acreditam que a educação não pode parar, e este é um grande diferencial”, avalia Cliciane Élen Augusto, gerente pedagógica da Editora Opet.

Ela esteve na capital cearense recentemente para uma série de visitas e reuniões técnicas presenciais com a equipe da secretaria de Educação e, também, com o time do escritório da Editora em Fortaleza. O entusiasmo que encontramos aqui nos contagia. Essa sinergia e essa energia vêm de uma gestão comprometida com a educação. Elas são nossas também e funcionam como uma motivação constante”, acrescenta.

Encontro em Fortaleza: os gestores Osvaldo e Danuta com a gerente pedagógica Cliciane e o supervisor regional Glaylson.

Aproximação – “Essa visita foi importante para acompanhar presencialmente o resultado dos trabalhos desenvolvidos pelo município dentro da educação digital, sobre o acolhimento emocional aos professores e estudantes e, também, para conversar sobre os próximos passos”, observa Cliciane. Depois de três semestres de educação remota, segundo as informações mais recentes divulgadas pela prefeitura, a rede municipal de ensino de Fortaleza deve passar a adotar o modelo de ensino híbrido a partir do dia 08 de setembro.

Cliciane destaca o contato com os gestores e as conversas sobre o que foi adquirido, em termos de conhecimentos, com o período de ensino remoto. “A professora Danuta Sena, gerente da célula de formação de professores, e o professor Osvaldo Negreiros Filho, coordenador do Ensino Fundamental da secretaria, destacaram a importância da formação continuada dos professores de Fortaleza para o desenvolvimento das habilidades virtuais”, explica.

“E eles têm todo o nosso apoio. Em primeiro lugar, porque a educação virtual oferece muitas formas diferentes de ensinar. E, em segundo lugar, porque mesmo com o futuro retorno das atividades presenciais, os ganhos da educação digital vão permanecer. O importante é extrair o melhor de todos esses recursos para fortalecer o processo de ensino-aprendizagem.”

O fato é que, mesmo que no futuro as aulas online deixem de ocorrer ou sejam reduzidas, há muitos outros processos que seguirão no pós-pandemia, como as reuniões virtuais, as pesquisas e o uso do acervo de objetos de aprendizagem da plataforma educacional Opet INspira.

Segundo Cliciane, com as ferramentas digitais em constante aprimoramento e com a equipe pedagógica da Editora avançando cada vez mais em relação a novos conhecimentos, a parceria será aprimorada. “Temos muito a oferecer e, também, muito a aprender com o trabalho dos professores e gestores de Fortaleza.”

O supervisor regional da Editora Opet para o Ceará, Glaylson Rodrigues, acompanhou Cliciane nos encontros com os gestores em Fortaleza. Junto com sua equipe, ele é o responsável por atender mais diretamente as demandas do município. “A presença da nossa gerente, a Cliciane, foi importante para aprofundar a discussão das ações futuras com os gestores de Fortaleza. Isso nos aproxima ainda mais”, avalia.

Segundo Glaylson, a parceria entre Fortaleza e a Editora Opet caminha para um modelo de trabalho cada vez personalizado, que é como deve ser uma boa parceria educacional. “Nós estamos em um processo constante de imersão na secretaria de Educação de Fortaleza, focando suas questões e o atendimento aos professores e aos gestores. Como contrapartida, temos um engajamento cada vez maior de toda a equipe.” E, sem dúvida, uma educação cada vez mais significativa.

Dia Nacional da Educação Infantil: a escola e o desenvolvimento na primeira infância

O Dia Nacional da Educação Infantil é um momento importante para refletirmos sobre o papel da escola no desenvolvimento social, emocional, cognitivo e físico das crianças. Um processo que está ligado à construção de uma base sólida para a aprendizagem e o desenvolvimento. E, também, para a formação de pessoas mais empáticas, responsáveis e felizes.

Junto com a família, o professor da Educação Infantil é responsável por ajudar a criança a construir essa base. Mas, para que isso ocorra, é importante que ele entenda como funciona o cérebro do indivíduo na primeira infância (0 a 6 anos).

Assim, ele poderá selecionar e desenvolver práticas pedagógicas, atividades e recursos que estimulem habilidades e comportamentos fundamentais para o desenvolvimento integral da criança.

O Dia Nacional da Educação Infantil

Antes de avançar em nosso tema, é interessante saber por que comemoramos hoje, 25 de agosto, o Dia Nacional da Educação Infantil. A data, oficializada por lei em 2012, homenageia o nascimento de Zilda Arns (em 1934), médica pediatra e sanitarista que fundou a Pastoral da Criança. Zilda faleceu no grande terremoto de assolou o Haiti em 2010, tendo deixado um legado extraordinário para a infância do Brasil e de vários países do mundo. Um verdadeiro exemplo!

Desenvolvimento cerebral da criança

A arquitetura básica do cérebro é construída por meio de um processo contínuo que começa antes do nascimento, ainda durante a gestação, e se mantém até a idade adulta. Apesar da continuidade desse processo ao longo da vida, as primeiras experiências são os eventos que mais afetam a qualidade dessa arquitetura. 

Isso ocorre devido à quantidade de conexões cerebrais formadas nesse período. Para se ter ideia, nos primeiros anos de vida, 700 novas conexões cerebrais são formadas… a cada segundo!

Logo, as vivências dos primeiros anos de vida, mais especificamente as da chamada Primeira Infância (0 a 3 anos), são muito impactantes. Elas determinam se esse cérebro terá uma base sólida para a aquisição e o desenvolvimento dos aprendizados, comportamentos, habilidades e emoções que virão a seguir.

A criança, os outros e o meio: interações moldam o cérebro em desenvolvimento

Cada fase do desenvolvimento pede um trabalho específico, buscando sempre a interação da criança com o outro e com seu meio. 

O cérebro das crianças de até três anos, por exemplo, se desenvolve a partir da interação entre elas e os adultos. Nessa fase, elas buscam estabelecer contato por meio de balbucios, vocalizações e gestos. É muito importante que os adultos participem e interajam com as crianças. Basicamente, relacionamentos afetuosos e vínculos significativos são os elementos ideais para o desenvolvimento global da pessoa e devem ser trabalhados ao longo de todo o processo de desenvolvimento infantil. 

Isso inclui contato, socialização, brincadeiras e jogos sensoriais. Todas essas práticas impulsionam a atividade cerebral da criança. Entenda a seguir, como isso pode ser feito em cada faixa etária!

De zero a dois anos

Até os dois anos, as crianças estão se desenvolvendo da seguinte maneira:

● Descoberta e exploração do próprio corpo;

● Desenvolvimento dos sentidos: visão, olfato, audição, tato e paladar;

● Primeiros passos.

Como nessa etapa o bebê está descobrindo o próprio corpo, boa parte de seu entretenimento se dá com ele mesmo. Mas, para estimular as demais habilidades, pode-se usar:

● Brinquedos que estimulem os sentidos (com cores, formas diferentes e sons, como os chocalhos) 

● Atividades que envolvem o corpo ajudam a desenvolver a flexibilidade e o equilíbrio, como dançar e usar brinquedos como o cavalinho de balanço.

De dois a três anos 

A partir dos dois anos, as crianças estão desenvolvendo e descobrindo as seguintes habilidades:

● Construção da coordenação motora fina (trabalho que envolve o cérebro, o olhar e as mãos);

● Exploração dos sentidos a partir de diferentes texturas;

● Desenvolvimento da socialização;

● Manifestação de interesse pelo simbólico, o famoso “faz de conta”.

Os jogos e brincadeiras para trabalhar nessa fase, que envolvem interação social e com o meio, são os seguintes:

● Jogos de montar e desmontar;

● Brincadeiras com elementos naturais, como água, areia, grama ou terra, para explorar sensações;

● Uso de materiais com texturas diferentes, como madeira, velcro, tecidos, escova e esponja, para explorar texturas;

● Atividades que estimulem o imaginário, a criatividade e a abstração, como teatro de fantoches; 

● Brincadeiras que trabalhem o equilíbrio e a flexibilidade, como dança, corrida e outras atividades que permitam às crianças explorar o espaço e o corpo durante a execução.

De três a cinco anos

● Desenvolvimento da criatividade e da imaginação;

● Coordenação motora fina;

● Interesse por personagens e, consequentemente, fantasias e interpretações;

● Imitar situações (uma das etapas do desenvolvimento cognitivo) usando objetos do dia a dia, como telefone, utensílios de cozinha, lousa e outros.

Com as crianças mais crescidas, as opções de atividades lúdicas aumentam bastante:

● Brincadeiras que envolvam chutar, pular, correr, agarrar e controlar objetos ou brinquedos, como a bola;

● Apresentar a criança aos esportes, mesmo que em forma de brincadeiras;

● Atividades que envolvam pintar, esculpir, fazer colagens e utilizar lápis, tintas, e massas de modelar;

● Práticas com brinquedos que simulam a realidade, para que as crianças possam reproduzir as situações do cotidiano que gostam de imitar. 

Leitura e contação de histórias: um tipo de interação para qualquer faixa etária

A leitura e contação de histórias são recursos que podem ser utilizados em qualquer fase do desenvolvimento. Ambas as ações também são muito importantes para o desenvolvimento das crianças. 

Além de estimular a linguagem oral, contribuir com a aquisição da linguagem e fortalecer a estrutura psíquica e emocional da criança, a leitura é uma grande oportunidade para construção de vínculos e demonstração de afeto.

Ela também desenvolve a atenção, aumenta a concentração, amplia o vocabulário, melhora a memória, trabalha o raciocínio e estimula a curiosidade, a imaginação e a criatividade.

O papel da Educação Infantil no desenvolvimento da criança

O desenvolvimento infantil se dá em diversos espaços, desde a casa da criança e a comunidade em que ela vive até o ambiente escolar. É preciso considerar, no entanto, que nem todos os responsáveis possuem os conhecimentos ou recursos necessários para conduzir os pequenos ao seu pleno desenvolvimento. 

Aqui, entra o conhecimento especializado e profissional do educador, que será capaz de estimular o desenvolvimento de habilidades sociais, emocionais, cognitivas e físicas. A educação infantil é um período crucial para estimular nas crianças as habilidades já mencionadas.

Entenda o desenvolvimento infantil e estimule o desenvolvimento infantil

Há uma série de materiais que ajudam o docente a compreender melhor os aspectos do desenvolvimento infantil, as conexões cerebrais que ocorrem nessa fase e como trabalhar da maneira correta com as crianças.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) traz uma parte exclusiva para tratar os objetivos da Educação Infantil. No site do MEC também é possível encontrar muitos materiais de qualidade.

Na Opet INspira, plataforma de objetos educacionais da Editora Opet, também há várias opções para o educador preparar aulas assertivas. Nela, o docente encontra material didático, objetos educacionais digitais como jogos, vídeos, áudios e imagens. 

No acervo estão disponíveis ainda ferramentas de apoio para o professor e recursos para o desenvolvimento de trilhas de aprendizagem, roteiros de estudos e sequências didáticas. 

Opet INspira e seu papel na Educação Infantil

Falando especificamente da Educação Infantil, a Opet INspira disponibiliza, por exemplo, várias histórias infantis para que o professor possa estimular a leitura nas crianças, trabalhar com contação de histórias, propor jogos de faz de conta e afins.

Sem contar que a plataforma traz a coleção “Entrelinhas para Você”, composta por livros construídos em total consonância com a BNCC. Eles possuem espaços indicativos de brincadeiras, orientações de pesquisa e sugestões de atividades para ampliar as vivências.

Também há recursos complementares, como crachá, alfabeto, jogos, meu diário, calendário anual, reprodução de obras de arte, tabuleiro de jogos, palco para teatro de fantoches, cartões com imagens diversas, contos clássicos e cartazes (chamada, ajudante do dia, tempo, medição das crianças e histórias).

É um conjunto excepcional de ferramentas para auxiliar o educador na construção de aulas que contribuam para o desenvolvimento integral das crianças!

Programa Acolhimento oferece apoio socioemocional às escolas parceiras

A pandemia da Covid-19 trouxe dúvidas, incertezas, insegurança e a necessidade de mudanças. Na educação, essas mudanças foram especialmente intensas: as aulas, até então presenciais, passaram a ser remotas e, após um ano e meio, migraram para um modelo híbrido e cercado de cuidados sanitários.

Por conta disso, os protagonistas – professores, estudantes, gestores e familiares – precisaram se adaptar, muitas vezes com um custo emocional importante. Estresse, ansiedade, incertezas e medo passaram a “frequentar mais” a vida de muita gente.

Pensando nisso, a Editora Opet desenvolveu e colocou em prática o Programa Acolhimento, para ajudar  os parceiros das escolas públicas e privadas. Um trabalho cuidadoso, especialmente pensado para receber, acolher e auxiliar as pessoas neste momento tão desafiador.

“O Programa Acolhimento, que é uma ação prevista dentro do nosso atendimento pedagógico, nasceu de uma situação concreta da pandemia”, conta a coordenadora pedagógica da Editora Opet, Silneia Chiquetto.

“Recebemos o pedido de um município onde, infelizmente, a Covid-19 foi especialmente impactante, com a perda de professores, gestores e pessoas próximas, inclusive dos estudantes. Na época, estávamos preparando as ações pedagógicas regulares, as formações e o assessoramento, e eles nos solicitaram que, antes de mais nada, trabalhássemos o lado socioemocional. Imediatamente, começamos a agir.”

Silneia: acolhimento é um dos fundamentos do trabalho Opet.

Para isso, a Editora chamou uma psicóloga que trabalha com a equipe pedagógica e ela fez uma apresentação aos professores e gestores da rede municipal. Ao mesmo tempo, a equipe pedagógica da Editora recebeu formação específica, de aprofundamento, para trabalhar com os aspectos socioemocionais – uma mobilização pelo e para o acolhimento.

As supervisoras pedagógicas Marina Cabral Rhinow e Rúbia Cristina da Costa entraram na ação e desenvolveram planejamentos específicos, com focos em temas como as habilidades socioemocionais, o retorno ao modelo híbrido/presencial dentro dos protocolos sanitários e o acolhimento de toda a comunidade escolar, dos professores às famílias dos estudantes.

“Em todo esse trabalho, focamos na questão da vida, da nossa própria importância e da importância do outro. Do valor do humano, que, aliás, é uma das premissas da Editora Opet”, observa Silneia.

Até o momento, cerca de dez municípios parceiros da Editora já participaram do Programa. Essa participação surgiu de pedidos dos próprios gestores ou, então, por indicação da Editora, quando os assessores e supervisores pedagógicos sentiram a necessidade de oferecer o apoio.

Silneia acredita que a necessidade de acolhimento deve seguir. “Nós tivemos dois anos atípicos, que exigiram muita resiliência. E os próximos dois anos devem, também, ser atípicos. Estamos vivendo um momento de transição”, avalia. “É preciso seguir investindo no acolhimento e na empatia em todos os níveis dentro da escola.”

A coordenadora reforça que o Programa Acolhimento está aberto a todos os parceiros interessados, dos segmentos público e privado. “Sempre que o nosso parceiro precisar de um momento coletivo de atenção, de uma fala mais afetiva, com foco nas habilidades socioemocionais, vamos entrar em ação. Examinando cada caso, ajustando à necessidade e oferecendo o atendimento.”

O caso de Pitanga – Localizado no centro geográfico do Paraná, o município de Pitanga é parceiro da Editora Opet e participou do Programa de Acolhimento para o segundo semestre. Seu secretário municipal de Educação, Alfredo Schavaren, explica que a equipe percebeu a necessidade de se fazer um acolhimento diferenciado dos professores para as atividades.

“Vivemos uma situação difícil em relação à pandemia, que veio se estendendo desde o ano passado. Fatores como as aulas remotas, a dificuldade de adaptação a este novo modelo, a ausência dos alunos das salas de aula e o próprio medo da pandemia colaboraram para pressionar as pessoas”, observa. “Daí, sentimos a necessidade de acolher e motivar a nossa equipe de professores.”

Secretário Alfredo Schavaren: acolhimento foi fundamental para a retomada. Crédito/foto: Prefeitura de Pitanga.

“Nós pedimos à Editora Opet esse encaminhamento e fomos prontamente atendidos. Para que, juntos, pudéssemos preparar o psicológico para o retorno, inclusive às atividades presenciais”, explica. Ele agradece a receptividade do supervisor regional da Editora para Pitanga, Nelson Bittencourt, que se prontificou a ajudar, e o retorno positivo de parte da Opet.

E quais foram os resultados? “Posso dizer que foi muito bom. A ação nos aproximou ainda mais e deu a motivação, a estabilidade emocional e o impulso pedagógico necessários para o retorno”, avalia Alfredo.

“E isso, para nós, era o mais importante: mostrar aos professores que eles não estão desamparados, que não estão sozinhos, a despeito de todas as dificuldades que possam surgir. Estamos juntos!”.

A cada dia, os alunos vão retomando a rotina das aulas, agora em modelo híbrido, com toda a segurança necessária em tempos de pandemia. “Esse retorno dos estudantes também é resultado do acolhimento”, pontua o secretário.

Ele destaca que a Editora está sendo fundamental no processo de passagem do ensino remoto para o de formato híbrido. “A gente só tem a agradecer a todos da Editora Opet, do Sefe, por fazer o pedagógico acontecer da melhor forma. Para nós, é uma alegria ter essa parceria”, finaliza.

Braços abertos – Fabrício Fontana é secretário municipal de Pinhalzinho, município do Oeste catarinense parceiro de longa data da Editora Opet. Ele e sua equipe perceberam a necessidade de se implementar ações de acolhimento da comunidade escolar neste momento de retorno.

“Desde o ano passado, a comunidade vem vivendo momentos de apreensão, de incertezas e de um cotidiano irregular. A escola vive os mesmos problemas – a pandemia mexeu muito com a vida das pessoas. Por conta disso, em Pinhalzinho decidimos iniciar um trabalho de acolhimento, de ações psicossociais, e buscamos o apoio da Editora Opet”, conta.

Fabrício Fontana, secretário municipal de Educação de Pinalzinho. Crédito/Foto: SME-Pinhalzinho.

Segundo o secretário, a receptividade da Editora à ideia foi imediata, e o município foi atendido dentro do Programa, com um encontro online sobre acolhimento. “A partir dessa primeira ação, pudemos levar mais conforto e segurança para os nossos professores e para a nossa equipe”, explica.

O retorno dos participantes, observa, foi muito bom, o que deve levar a rede municipal a continuar com ações contínuas de acolhimento. “É uma ação que se reflete no dia a dia. É uma pausa, um momento de se abrir, olhar para outras direções, oferecer pequenos gestos. E é muito importante que nós, como educadores, façamos esse trabalho de aproximação. Inclusive, para que possamos voltar à normalidade e sair melhores de todo esse processo.”

Educação empreendedora… para a vida!

Você sabia que o Brasil é um dos países do mundo com maior número de empreendedores? Os brasileiros empreendem em várias áreas, da alimentação à tecnologia, de serviços como passear com cães a práticas corporais. 

Muitas vezes, porém, eles começam a empreender por necessidade, sem muita experiência ou conhecimentos sobre o mercado. Por isso, o nível de sucesso nem sempre é o desejável. 

E é exatamente aí que entram a escola e a educação empreendedora, disciplina criada justamente para preparar as pessoas desde cedo para empreender. 

Preparar como? Trazendo informações sobre planejamento, conhecimentos de mercado, inventividade e até psicologia. A ideia é formar a mente empreendedora para que, ao empreender, as pessoas tenham mais sucesso. 

Há, porém, um detalhe bem importante: ao educar para o olhar empreendedor, a escola não está focando apenas futuros empreendedores, mas as pessoas em geral: mais independentes, criativas, protagonistas, críticas e capazes de construir um país melhor.

Empreendedorismo exige mais do que pensamento inovador

Ter ideias inovadoras e transformá-las em negócio é um grande desafio que muitas pessoas enfrentam no momento de empreender. Fazer isso demanda características e habilidades únicas como criatividade, resiliência, disciplina, pensamento “fora da caixa” e liderança. Apesar de desafiador, quem empreende garante que os benefícios compensam muito. 

O problema é que nem todos com boas ideias conseguem de fato transformá-las em algo rentável e útil para a sociedade. Então, por que não ensinar as pessoas, desde cedo, como fazer isso?

Mais do que dar aulas sobre empreendedorismo, a educação empreendedora propõe que o educador ensine de modo que os estudantes adquiram as competências e habilidades necessárias para tal área.

O que é educação empreendedora?

Uma educação empreendedora estimula nos estudantes o pensamento crítico, a busca por soluções inteligentes e a capacidade de analisar problemas complexos e reconhecer oportunidades. Todos esses elementos são habilidades comuns ao empreendedor e podem ser aprendidas na sala de aula. 

Mas, é importante ter em mente que esse modelo de ensino tem a ver com uma educação capaz de valorizar o estudante que arrisca com inteligência. Afinal, para empreender é preciso compreender a necessidade de utilizar ideias não ortodoxas. 

Isso porque estamos em uma sociedade em que tudo muda muito rápido. Sem contar que o indivíduo aprende logo que empreender é um contínuo processo de aprendizagem. 

Empreendedorismo além dos negócios

O empreendedorismo não está apenas relacionado às atividades econômicas e criações de empresas. É preciso entendê-lo de forma mais ampla, um conceito que se estende a todas as áreas da vida e da sociedade.

Ser empreendedor não significa apenas abrir uma empresa. Trata-se de ser autônomo em diversas áreas da vida, bem como ser dono da própria carreira. Podemos, inclusive, pensar no empreendedorismo como estilo de vida.

Tanto que, se procurarmos no dicionário o significado do termo, encontraremos algo como “aquele que se lança à realização de coisas difíceis ou fora do comum; ativo, arrojado, dinâmico”.

Perceba que essa é uma forma de encarar tudo na vida, seja no âmbito pessoal ou profissional.

Como aplicar a educação empreendedora nas escolas

Como já mencionamos, o processo de aprendizagem na educação empreendedora deve promover o desenvolvimento de criatividade, inovação, resolução de problemas e afins. 

Por isso, é importante buscar práticas pedagógicas que ajudem o educador nesse processo.

Aprendizagem baseada em projetos

A aprendizagem baseada em projetos, por exemplo, é uma excelente maneira de ajudar a criança a trabalhar a criatividade, a capacidade de resolver problemas e a buscar soluções.

Normalmente, um projeto deve propor algo inovador, uma ideia que solucione determinado problema. Então, seja um projeto tecnológico ou de ciências, os estudantes aprenderão muito mais do que conhecendo apenas os conceitos da disciplina trabalhada.

Vale mencionar ainda que o desenvolvimento de projetos quase sempre ocorre em grupos. Isso dá ao discente as situações-ideia para que ele trabalhe sua capacidade de persuasão, resolução de conflitos e habilidades de liderança.

Aprendizagem baseada em problemas

Pensamento crítico, habilidade de improvisação, raciocínio lógico e tomada de decisão são outras características necessárias ao empreendedor. Todas elas podem ser trabalhadas em debates derivados do modelo de ensino “Aprendizagem Baseada em Problemas”.

Nessa prática educacional, o professor abre uma discussão partindo de um problema real. Assim, os estudantes podem propor soluções e elaborar conjecturas. Isso quer dizer que, além dos elementos citados acima, eles também deverão ser capazes de pensar “fora da caixa”.  

Jogos e gamificação de aulas

Há ainda outros recursos educacionais que ajudam o professor nessa jornada, como aulas gamificadas. Os jogos, digitais ou não, também podem ajudar de maneira semelhante às aulas gamificadas.

A partir dessas práticas, as crianças terão que lidar com perdas e ganhos, algo essencial para que adquiram a resiliência e a disciplina necessárias para empreender em qualquer área da vida. 

Benefícios da educação empreendedora

Além de adquirir todas as habilidades e competências que já mencionamos, a educação empreendedora também permite um ensino interdisciplinar. Essa é uma abordagem na qual as diversas áreas do conhecimento são associadas em uma única atividade, sendo mais bem contextualizadas. 

Pense bem: ensinar Matemática de forma isolada a torna muito abstrata, mas, se ela for relacionada a outros assuntos, como Tecnologia e Química, as ideias farão mais sentido. O mesmo ocorre com Física: é mais fácil aprendê-la associada à Geografia, por exemplo. Muitas vezes, as aulas de teoria “pura”, é claro, são necessárias, mas vale a pena associar aproximações teóricas e de aplicação.

Além disso, os estudantes terão uma postura muito melhor diante dos desafios, perdas, problemas e demais questões com que muitas pessoas, por carência de inteligência emocional, não lidam bem. Veja abaixo algumas das características que esses estudantes tendem a desenvolver:

● otimismo;

● disposição para correr riscos;

● saber buscar oportunidades;

● capacidade de planejamento;

● conseguir transformar as ideias em algo concreto;

● flexibilidade;

● lidar bem com imprevistos;

● resolução de problemas;

● liderança;

● determinação.

Por isso, faz todo o sentido incentivar que crianças e adolescentes conheçam e entendam o conceito de empreendedorismo. E, aqui, vale mencionar novamente: esse conceito precisa ser considerado em seu sentido mais amplo, como algo que vai além da criação de empresas.

Dessa forma, independentemente da área da vida e do momento, o indivíduo saberá extrair o melhor de si. Não há dúvidas que estará mais preparado para a vida, abrir seu próprio negócio ou gerir sua carreira como colaborador de uma empresa que não seja sua.

O papel do professor na educação empreendedora escolar

Os professores possuem um papel essencial em tornar a educação para o empreendedorismo algo acessível. É importante que, além de trabalhar com práticas capazes de ajudar as crianças na aquisição de habilidades e competências empreendedoras, eles incluam tópicos de empreendedorismo em suas aulas.

Porém, esses tópicos devem ser apresentados de forma dinâmica e instigante, de modo que atraiam o interesse e a curiosidade dos estudantes. 

Com os projetos em grupos, por exemplo, os professores devem guiar as crianças para o melhor caminho, não entregando as respostas a elas, mas as ajudando a pesquisar, a identificar as perguntas certas e as melhores soluções. 

Ao fazer isso de maneira investigativa e desafiadora, os estudantes ficarão cada vez mais engajados no assunto.

Os materiais utilizados também devem ser interessantes, lúdicos, de preferência. Há diversas opções na internet, desde vídeos com palestras e demonstração de negócios inovadores até sites, blogs, áudios e e-books. Melhor ainda se esse conteúdo vier de uma plataforma especializada.

Onde encontrar materiais e recursos para implementar a educação empreendedora nas aulas

Na Opet INspira, plataforma educacional da editora Opet, o educador encontra uma série de ferramentas e recursos para implementar as práticas pedagógicas que mencionamos anteriormente, como projetos, gamificação e jogos.

A plataforma dispõe de um acervo de conteúdos, materiais didáticos e objetos educacionais digitais como vídeos, áudios, apresentações, quizzes, banco de imagens e histórias infantis. Para acessar todo esse rico material, é preciso que a escola seja conveniada. Assim sendo, basta inserir o usuário (login) e a senha individual.